sexta-feira, 30 de maio de 2014

Emendas ao PDE são publicadas no Diário Oficial

Foram publicadas no Diário Oficial desta sexta-feira (30/5) as propostas de emendas ao texto Substitutivo ao Projeto de Lei (PL) 688/13 do Plano Diretor Estratégico (PDE), apresentadas na Câmara Municipal no dia 21 de maio.

Ao todo são 365 propostas que serão avaliadas pelos parlamentares antes de seguir para votação em plenário.

No dia 30 de abril, o texto Substitutivo ao Projeto de Lei de revisão do Plano Diretor Estratégico foi aprovado em primeira votação, com 46 votos favoráveis e dois contrários.

quinta-feira, 29 de maio de 2014

Young condena manobra para aprovar projeto que decreta fim do rodízio na cidade


Tem certas coisas que só acontecem na Câmara Municipal de São Paulo. E hoje, quarta-feira (28/5), a situação não foi diferente. De maneira simbólica (quando não há votação nominal), os parlamentares aprovaram o sinistro Projeto de Lei 15/06, de autoria do vereador Adilson Amadeu (PTB), que acaba com o rodízio na cidade. 

A absurda proposta de Amadeu não poderia ter sido votada de maneira simbólica já que não havia acordo de todos os parlamentares para aprovar a propositura. Segundo acordo dos líderes partidários, projetos de vereadores só poderão ser votados, simbolicamente, caso haja acordo de todos os partidos, o que não acontece com o projeto do petebista. 

O líder do PPS, vereador Ricardo Young, precisou se ausentar do plenário ao longo da tarde por problemas de saúde, mas por meio de sua página do Facebook condenou a votação do esdrúxulo projeto votado na sessão extraordinária. 

“Em tempos de imobilidade urbana, o PL já é absurdo por si só. Para piorar, foi trazido por uma manobra obscura, de circunstâncias ainda desconhecidas. Mesmo sem acordo entre os parlamentares, foi aprovado em votação simbólica. É o terceiro absurdo, já que esse mecanismo é usado apenas para projetos sobre os quais já há consenso. Ainda que muitos parlamentares tenham pedido, no microfone, para registrar seu voto contrário, a votação simbólica é uma aprovação automática e não computa as declarações contrárias”, explicou. 

Para ele, se o objetivo de Amadeu era complicar a situação de Haddad, sua base só colaborou já que situação me oposição pediram votação nominal. “Agora, fica nas mãos do prefeito o poder de veto”. 

Saúde: Filipe Jr. ouve críticas da população



Em audiência pública realizada nesta quarta-feira (29/5) na Câmara Municipal, o Secretário da Saúde José de Filippi Junior apresentou para os membros da Comissão de Saúde a prestação de contas das ações e execução orçamentária referente ao primeiro quadrimestre de 2014. 

Durante a audiência, munícipes relataram a falta de suprimentos básicos nas UBSs e nos hospitais, ausência de médicos e tempo de fila de espera para agendar exames na Capital. “Estou cansada de falar. Itaquera está abandonada no que diz respeito à saúde”, afirmou Maria do Socorro, moradora da região.

José de Filippi disse que os casos serão averiguados, mas garantiu que a Secretaria se esforça para atender a população. “Estamos com um conjunto de ações para melhorar a atenção básica. Uma delas é a UBS Integral”.

"Vimos aqui dramas pessoais, mas que se repetem diariamente na cidade. São parte de um sistema deficiente e burocrático. Nós da comissão devemos organizar mais audiências públicas temáticas para debater esses temas”, ressaltou o vereador Ricardo Young (PPS).

quinta-feira, 22 de maio de 2014

"A crise no transporte prenuncia outras crises”

O silêncio no plenário durou todo o discurso e mais alguns segundos depois de o vereador Ricardo Young (PPS) chamar atenção para a greve dos funcionários do transporte público. Ele alertou que ela pode iniciar o caos, caso PT e PSDB não se responsabilizem pela cidade e pelo estado que respectivamente administram. 

Confira a íntegra do discurso realizado na quarta-feira (22/5).

 “Sr. Presidente, infelizmente, quando o Pequeno Expediente da sessão ordinária foi derrubado, nós interrompemos um debate extremamente importante para a cidade, que é a crise nos transportes. Aliás, uma crise que prenuncia outras que teremos.

Mas queria descrever aos nobres Vereadores Paulo Fiorilo e Arselino Tato uma sensação estranha, a qual fui hoje acometido. Ninguém acreditava que a Operação Braços Abertos daria certo. Todos do Governo Haddad acharam que essa operação seria a menos importante. Pois bem, fizemos uma audiência pública onde, pasmem, todos os secretários ou representantes adjuntos estavam presentes nessa discussão com a sociedade sobre a importância e o peso emblemático que a Operação Braços Abertos representa, não só para São Paulo como também para outras cidades. Está aí uma surpresa: um projeto que o Prefeito tem muito caro para si, mas nem oposição nem situação deram nenhuma bola. No entanto, está dando certo.

Por outro lado, nunca teríamos de nos preocupar com a situação do Transporte na cidade de São Paulo, pois, desde a CPI, ficou claro que se o PT tem controle sobre alguma coisa nesta cidade é sobre os transportes. Conseguiu fazer, nesta Casa, uma CPI que nada apurou; conseguiu fazer uma CPI que bloqueou toda e qualquer possibilidade de se discutir seja com sindicatos ou com donos de empresas concessionárias. A CPI terminou de forma lacônica – e eu lamento, nobre Vereador Paulo Fiorilo, pois a sua condução ao menos foi correto -, e deixou claro que ninguém discute Transporte em São Paulo, pois o PT comanda, comanda os eixos, comanda as concessões e as licitações.

Eu participei por mais de um ano da Comissão de Transportes e posso dizer que qualquer tema que pudesse confrontar o Governo naquela comissão, era complicado!

No entanto, o que acontece? Estamos diante de uma situação em que o Prefeito não reconhece a sua responsabilidade, diz não saber o que iria acontecer. O Secretário dos Transportes, numa fala ontem, disse que é problema entre patrões e trabalhadores, que ele, como Secretário do Partido dos Trabalhadores, não tem nada a ver com os trabalhadores. E como Secretário dos Transportes, não tem nada a ver com as empresas de ônibus. Portanto, eles que se resolvam. Aí ouvimos nesta Casa que nem sindicatos, nem as concessionárias, nem os secretários são responsáveis! Dizem, são manifestantes desorganizados, assumindo o controle de uma cidade caótica. Portanto, o problema é do Governo do Estado! Aí os representantes do Governo do Estado afirmam que a responsabilidade não é deles, que é da Prefeitura!

Senhores, a situação é absolutamente surreal! O Governo dos trabalhadores não tem nada a ver com os trabalhadores; o Secretário dos Transportes não tem nada a ver com a crise nos transportes; o Prefeito foi pego de surpresa e o Governador, que deveria zelar pela Segurança Pública, não zela.

Então, certos estão os manifestantes, não é, Sr. Presidente? Estão tomando com as próprias mãos a injustiça que acreditam que o sindicato fez ao celebrar o acordo salarial, anteontem.

Não preciso lhes dizer que não vou fazer alarmismo, mas não preciso dizer também que se o PT e o PSDB ficarem usando seu tempo para acusações, entre si, e não reconhecerem que os destinos desta cidade e deste Estado estão nas mãos dos seus partidos, nós viveremos o caos! E não reclamem quando das eleições. Vamos viver numa cidade que já vive o desgoverno e num Estado que está desgovernado.

Portanto, faço um apelo ao PT e ao PSDB: façam o mínimo de esforço para conduzir políticas públicas que vão propiciar uma travessia nesse período da Copa que possa garantir ao cidadão paulistano e paulista o mínimo de tranquilidade. A situação é grave, e não é partidária. Por favor, é hora de se tomar juízo. Obrigado, Sr. Presidente".

Líder do PPS faz duras críticas à política ambiental da Prefeitura


O vereador e líder do PPS na Câmara Municipal, vereador Ricardo Young, que é também presidente da Frente Parlamentar pela Sustentabilidade, é um critico contumaz da política ambiental da atual gestão municipal, principalmente o descaso com a Lei de Política das Mudanças Climáticas, aprovada em 2009 pela Câmara, e ainda longe de ser cumprida pela Prefeitura. 

"São Paulo tinha o compromisso legal de cortar as emissões de gases-estufa em 30% em 2011 em relação a 2003 - mas elas aumentaram 7,2% no período. A lei 14.933 de junho de 2009, que instituiu a política do clima, também previa que nova meta de redução fosse estabelecida dois anos antes do término de vigência da primeira. Isso também não foi feito. A cidade não tem previsão de ter novos objetivos, mesmo com quatro anos de atraso. Quando se trata de reduzir gases-estufa, São Paulo está no limbo e dá mau exemplo", cita o Jornal Valor Econômico.

Evento promovido da pela “Rede Nossa São Paulo” na última terça-feira (20/5) discutiu o tema e fez um balanço ambiental da cidade. Young, que participou da mesa de debates, também mostrou a sua preocupação com o aumento da poluição na cidade. 

Segundo ele, é preciso pressionar a prefeitura para que a lei seja cumprida com rigor e também citou a demora do retorno do programa de inspeção veícular, que teve a licitação barrada pelo TCM (Tribunal de Contas do Município). “Sem o controle da emissão de gases, a tendência é de uma concentração cada vez maior de poluentes”, diz Young ao Jornal Metro.

Matéria da Nossa SP



Young questiona transparência da ONG Brasil Gigante



“Não podemos confundir o sucesso da operação ‘Braços Abertos’ com uma redução do combate ao tráfico de droga”, criticou o vereador Ricardo Young (PPS) nesta quarta-feira (21/5) durante audiência pública da Comissão de Saúde da Câmara Municipal sobre a operação municipal, executada desde o início deste ano pela Prefeitura. 

O vereador também pediu transparência na gestão do programa, que é feita pela ONG ‘Brasil Gigante’. “Nas três vezes que fui visitar a operação não encontrei nenhuma pessoa na sede da ONG. É a parte opaca de um programa que é um sucesso até aqui e deve continuar”, frisou.

Young acompanha a situação da cracolândia desde o início do mandato, quando estreou a série mensal de rodas de conversa ‘Segundas Paulistanas’ com o tema. Naquela ocasião, o público do evento se engajou junto ao vereador na criação do GT Vulnerabilidade Social e Dependência Química, que reúne membros da sociedade civil organizada em torno do tema e acompanha o grupo do Executivo para a ‘Braços Abertos’. Entre os elogios à “articulação transversal entre 13 secretarias”, as visitas ao programa da Prefeitura levaram a uma nova questão: como e por que a ONG ‘Brasil Gigante’ gere essa operação? 

“Estou aqui com os termos do contrato da prefeitura e existe uma série de exigências que em nenhum momento foram levantadas, inclusive o projeto ‘Futuro Brilhante’ que a ‘Brasil Gigante’ viria a desenvolver, assim como capacitação e inclusão, prestação de contas, gestão das constas e assim por diante”, questionou Young, que já havia enviado as perguntas por ofício para a ONG e não obteve respostas. Na audiência, o vereador foi convidado para agendar uma visita à sede da ‘Brasil Gigante’.

E o tráfico? 

O vereador também pontuou que a transversalidade não pode se limitar à competência municipal. De forma suprapartidária, segundo ele, seria preciso estabelecer parcerias com o governo estadual para tratar o assunto também no âmbito da segurança pública. 
“O tráfico é hoje uma das economias mais prósperas, que contamina todos os setores da sociedade, inclusive governos, sindicatos e associações. Portanto, o combate também deve ser tratado de forma transversal”, explicou. Ele ilustrou essa necessidade contando sobre suas visitas à região da cracolândia. “Diversas vezes percebemos o traficante caminhando de braços dados com o usuário e a Guarda Civil do lado. Não que ela estivesse sendo omissa, mas faltam orientações objetivas e parâmetros para que a segurança aja de forma preventiva em relação ao tráfico na região.” 

Reivindicações 

Depois das manifestações dos responsáveis pela execução do programa, apenas três membros da sociedade civil tiveram chance de se pronunciar. A representante do Movimento Nacional Antiproibicionista, Andreza Almeida, sugeriu que o foco do tratamento fosse desviado “da droga para o indivíduo”. Já Robson Mendonça, do Movimento Estadual da População em Situação de Rua, alertou sobre a falta de banheiros públicos na cidade. “Um caso sério de saúde”, destacou. Do Conselho de Desenvolvimento Sustentável de Guaianases, Valdir Moura reivindicou a descentralização da política, que não atende aos usuários deslocados para as periferias. 

As interrogações sobre a renovação e as melhorias da operação permanecem em aberto e uma próxima audiência pública já foi convocada para que a sociedade civil possa ser ouvida: será dia 11 de junho, às 13h, na Câmara Municipal.

quarta-feira, 21 de maio de 2014

Executivo aprova dois projetos em segunda discussão

O Executivo usou de sua força para aprovar nesta terça-feira (20/5), em segunda votação, o Projeto de Lei (PL) 185/2014, do Executivo, que declara feriado municipal no dia 12 de junho, data da abertura da Copa do Mundo. Foram 28 votos favoráveis e 13 contrários.

No entanto, uma emenda proposta pelo governo determina que a data será ponto facultativo para os seguintes setores: comércio de rua, bares, restaurantes, centros comerciais e shoppings, estabelecimentos culturais, pontos turísticos, empresas na área de turismo, hotéis, empresas jornalísticas de radiodifusão sonora e de sons e imagens. 

Nos demais dias de jogos na cidade será ponto facultativo para todas as categorias. A proposta também permite a venda de bebidas alcoólicas dentro do estádio. 

Minha Casa, Minha Vida

Foi aprovado também, em segunda votação, o Projeto de Lei 16/2014, que autoriza o Executivo a conceder recursos financeiros ao programa Minha Casa, Minha Vida. Foram 38 favoráveis e 4 contra. 

O projeto prevê o aporte financeiro de até R$ 20 mil por unidade habitacional do programa federal. A autorização caberá ao secretário Municipal de Habitação e a verba será concedida a título de subsidio complementar, a fundo perdido.

terça-feira, 20 de maio de 2014

Plano Diretor terá novas audiências nesta quarta

O projeto do novo (PDE) Plano Diretor Estratégico terá três novas audiências públicas antes da segunda e definitiva votação. Duas acontecerão nesta quarta-feira (21/5), às 9h e às 19h, na Câmara Municipal. A outra ocorrerá na quinta-feira (22/5), às 9h, também na sede do Legislativo paulistano.

O PDE, em tramitação desde setembro do ano passado, é a lei que vai dispor sobre o planejamento urbano da cidade para os próximos 16 anos. O processo de elaboração do texto contou com ampla participação da sociedade, que pôde contribuir através da internet e também nas 118 audiências públicas, reuniões e oficinas promovidas pelo poder público até agora para debater o projeto – 70 pela prefeitura e 48 pela Câmara. (Da Redação)

Serviço

Audiências Públicas sobre o projeto do novo Plano Diretor Estratégico
Datas:
- Quarta (21/4), às 9h e às 19h
- Quinta-feira (22/5), às 9h
Local: Câmara Municipal de São Paulo (Viaduto Jacareí, 100, Centro)

Young alerta para as greves que param a cidade



Durante a sessão extraordinária da Câmara Municipal desta terça-feira (20/5), os vereadores continuaram a discussão do PL 185/14, de autoria do Executivo, que decreta feriado no dia 12 de junho, data de abertura da Copa do Mundo, e libera bebidas alcoólicas nos jogos do Mundial realizados em São Paulo. Ele foi aprovado em primeira votação na última semana. 

Os debates concentraram-se na questão da liberação de bebidas alcoólicas, assunto que divide opiniões na Casa, mas que já foi exaustivamente debatida na última quarta-feira. Cansado da repetição, Ricardo Young fez uma intervenção:

“Enquanto estamos nesta discussão que, aliás, causa-me a impressão de replay, porque já discutimos esse tema, a cidade está parada: são 11 terminais de ônibus fechados e as principais vias congestionadas. Segundo o prefeito, a greve dos ônibus foi uma ‘surpresa’. Já o secretário de Transportes não sabe o que fazer e o sindicato da categoria diz que foi um grupo que se rebelou e que está parando a cidade”.

O líder do PPS também lembrou da greve dos professores. “Os professores estão em greve há quase duas semanas reivindicando a incorporação de um abono que já foi concedido. Então, enquanto estamos discutindo o que acontecerá na Copa, agora a Cidade já está parada. Existem outros assuntos em que temos que avançar, porque estão pegando a cidade de surpresa”, finalizou o parlamentar.

quinta-feira, 15 de maio de 2014

Young defende Mais Médicos em votação definitiva



O vereador Ricardo Young (PPS) defendeu nesta quarta-feira (15/5) a ampliação dos benefícios aos profissionais que trabalham em São Paulo pelo programa federal Mais Médicos. O projeto foi aprovado em segunda votação e segue para sanção do prefeito. 

“Não há problema num convênio com outro país. A questão é que o Brasil tem negligenciado os médicos de família. Não há problema também se Cuba retém parte dos recursos para o próprio país. O problema é a desigualdade daqui. O Mais Médicos não é ruim por si só. Ruins são os problemas estruturais do país”, argumentou o vereador.

Young apresentou emenda – rejeitada pela maioria - que aperfeiçoa a prestação de contas dos profissionais beneficiados e exige que os futuros aumentos de salários sejam feitos por lei - e não simplesmente por decreto. Abaixo, a íntegra do seus discurso sobre o projeto.

"Temos que tomar muito cuidado com o debate ideológico. Ao desqualificar a ideia do outro por uma visão ideológica, impede-se que as pessoas discutam as ideias. O que as pessoas discutem é a rotulagem que acabam colocando no outro. Tudo o que ouvi hoje sobre Cuba neste plenário é um absurdo. São pessoas que não conhecem...

São pessoas que não conhecem Cuba. O fato de Cuba ter tido uma história de revolução comunista etc. não permite ninguém desqualificar um dos países que conseguiram maior índice de justiça social no continente; conseguiram combater o analfabetismo e hoje têm uma qualidade invejável, um capital humano que tem permitido aos cubanos se tornarem competitivos, mesmo sem recursos, na indústria farmacêutica mundial; que tem permitido a Cuba formar os melhores médicos de família e de saúde preventiva do mundo, reconhecidos em todo o mundo. Então não é porque o país tem uma história socialista, teve uma revolução, tem uma história de repressão, que outras questões de justiça social não tenham sido enfrentadas com sucesso. Quisera o Brasil ter a justiça social que hoje se encontra em Cuba e a qualidade humana dos cubanos.

Então quero dizer o seguinte: não há problema, por definição, num convênio que um país faça com outro país para aproveitar expertise que esse outro país, efetivamente, desenvolveu. Cuba desenvolveu expertise em médicos de família como poucos países, e o Brasil tem negligenciado a formação de médicos de família; o Brasil não tem conseguido formar sequer os médicos que estão previstos na política de médicos de família.

Portanto não há problema, Vereador Dalton Silvano, no convênio do Brasil com Cuba. E não há problema também se Cuba tem com a sua população um acordo em que parte dos recursos que eles recebem é repatriada para o seu próprio país e para o benefício das suas próprias famílias. O problema é a desigualdade de políticas públicas com os médicos brasileiros e os médicos desse convênio, seja de Cuba, seja de qualquer outro lugar. E é isso que estamos discutindo.

O Programa Mais Médicos não é ruim por si só. Ele é ruim quando não dá as mesmas condições de trabalho para os médicos brasileiros; não só as financeiras, que têm sido foco de boa parte da discussão aqui, mas também as de formação, de capacitação, de qualificação para poderem fazer um trabalho de medicina preventiva. Acho que esse é o problema".

Saúde: Alimentação orgânica será tema de audiência pública na Câmara

A Comissão de Saúde da Câmara irá convocar uma audiência pública para debater os benefícios da alimentação saudável e discutir a viabilidade de reduzir o uso de agrotóxicos na merenda escolar da cidade. A ideia partiu do projeto de lei elaborado por vereadores da Frente Parlamentar pela Sustentabilidade, que propõe compor a comida das escolas com pelo menos 30% de produtos orgânicos.

O vereador Ricardo Young (PPS), presidente da Frente, ressaltou a importância de se discutir o tema na Casa. “Numa visita que fiz ao Hospital do Câncer de Barretos, referência nacional no tratamento da doença, um dos médicos me afirmou categoricamente que a incidência de câncer em crianças está diretamente ligada à alimentação. É indispensável trazer esse assunto à Câmara, principalmente porque se trata de alimentação infantil”, disse.

A proposta já havia sido aprovada pela primeira vez em plenário no final do ano passado, passou hoje por uma das audiências públicas exigidas pelo regimento e seguirá tramitando na Câmara.

quarta-feira, 14 de maio de 2014

João Batista de Andrade sente saudades das grandes reportagens


Foto - Luiz França

O cineasta João Batista de Andrade participou na manhã desta quarta-feira (14/5) do Ciclo de Debates em Comunicação, promovido pela Câmara Municipal de São Paulo. Militante histórico do PCB/PPS, João Batista relembrou grandes reportagens feitas para o Globo Repórter e para o Jornal Hora da Notícia, da TV Cultura, onde trabalhou ao lado de Vladmir Herzog, Fernando Pacheco Jordão e Fernando Moraes. Seus trabalhos cinematográficos eram grandes reportagens e possuíam um caráter social, de denúncia contra os desmandos dos militares durante o Golpe de 64.

João Batista, que hoje é diretor do Memorial da América Latina, deu detalhes dos bastidores da censura aos seus filmes e mostrou o seu descontentamento com o jornalismo brasileiro nos dias atuais e falta de grandes reportagens. “Hoje vivemos um período de falência da imprensa. Todo mundo fala sobre tudo, é um festival de opiniões sem fontes, com superficialidade”.

O filme “Liberdade de Imprensa”, de 1967, de autoria de João Batista, foi exibido para os convidados (entre eles, diversos estudantes de jornalismo). A película teve  importância fundamental na luta pela formação de opinião contra o regime militar. “Foi o primeiro filme que contestou a ditadura militar, a repressão, e até o IBAD – Instituto Brasileiro de Ação Democrática, que atendia os interesses da CIA no Brasil”.  Ouça abaixo a íntegra da reportagem feita pela Rádio Web Câmara. Assista também o filme “Liberdade de Imprensa”.


Ouça abaixo a íntegra da reportagem feita pela Rádio Web Câmara


Young é contra o consumo de álcool na Copa do Mundo



O líder do PPS na Câmara Municipal, vereador Ricardo Young, votou contra o Projeto de Lei 185/14, de autoria do Executivo, que decreta feriado para o dia da abertura da Copa do Mundo (12 de junho) e libera a venda de bebidas alcoólicas nos jogos do mundial realizados em São Paulo, o que contraria as leis federal 14.756/08 e municipal 12.402/97, que proíbem comércio de bebidas alcoólicas em estádios brasileiros. 

Veementemente contra a mudança das leis, Young pediu votação nominal com o objetivo de derrotar a proposta do executivo. 

“Nós temos muitas razões para votar contra a liberação de bebida alcoólica nos estádios. É prejudicial, sobretudo, por dar a possibilidade de aumentar a violência - não fosse assim, não teríamos a lei federal que proíbe o uso de álcool nos estádios. No entanto, a poderosa FIFA, em um gesto imperial, quer impor ao país a sua vontade, que é a mesma dos patrocinadores”, disse. 

O projeto, que ainda precisa passar por uma segunda votação, permite que o prefeito decrete ponto facultativo nos dias em que teremos jogos do Mundial em São Paulo (o projeto original permitia que o Executivo decretasse feriado nesses dias).

Abaixo, a íntegra do discurso do vereador do PPS.

“Sr. Presidente, reitero que temos muitas razões para votarmos contra a liberação do álcool nos estádios. Boa parte das falas foi nessa direção. Vários argumentos mostram que o uso do álcool nos estádios é prejudicial sob vários pontos de vista, mas fundamentalmente é prejudicial ao incitar a possibilidade da violência. Não fosse assim, não teríamos a lei federal que proíbe o álcool nos estádios.

Se flexibilizarmos a lei que proíbe o uso do álcool nos estádios, estaremos abrindo uma exceção em relação ao acordo que já existe no Brasil de que álcool nos estádios é prejudicial, pois aumenta a violência, os distúrbios, o vandalismo, incita brigas - ainda mais no clima da Copa do Mundo.

Se formos responsáveis, devemos entender que a lei federal de 1997 tem razão de ser. No entanto, a poderosa FIFA, em um gesto imperial, quer impor ao País, e a cada uma das cidades onde os jogos vão ocorrer, a sua vontade, que é a vontade dos patrocinadores da Copa. Então, todas as razões expostas que justificariam a proibição do álcool nos estádios simplesmente são relativizadas por causa da vontade dos patrocinadores da Copa do Mundo.

O povo brasileiro não deixará de ir aos estádios porque vai ou não ter bebida alcoólica. O povo brasileiro vai aos estádios para torcer pelo Brasil, para se divertir e celebrar. Quanto mais seguros forem os estádios, mais famílias participarão e mais a Copa será uma festa brasileira.

Portanto, temos a obrigação de votar contra essa lei. Entendo as dificuldades de se votar contra por aqueles que acham que a exceção deva ser aberta, mas não estamos aqui para administrar exceções. Estamos aqui para formular políticas públicas que possam tornar este País melhor e possam fortalecer o nosso combate à dependência alcoólica e à dependência química. Estamos aqui para avançar na história, e não para nos subordinar ao casuísmo e ao relativismo que um evento da importância da Copa, por mais importante que seja, quer nos submeter.

Por isso, Sr. Presidente, e contrário à vontade de muitos aqui, sinto-me obrigado a pedir votação nominal para este projeto. Votarei contra e peço que V.Exa. encaminhe votação nominal”.

Young chama atenção para interrupção de projeto com moradores de rua


Foto - João Bacelar

Em Comunicado de Liderança realizado nesta terça-feira (13/5) durante a sessão extraordinária da Câmara, o vereador Ricardo Young chamou a atenção para o provável fim do programa “Minha Rua, Minha Casa”, realizado pela premiada Organização de Auxílio Fraterno

O projeto desenvolve atividades sociais com moradores de rua da região do Glicério, região central, e é liderado pela freira Maria Regina Manoel, que dedica-se à causa humanitária há cerca de 30 anos. Mas a iniciativa poderá ser encerrada, caso não receba mais os recursos da Prefeitura necessários à sua manutenção.

“Todos estão vendo que a Baixada do Glicério tem sido gradativamente regenerada nesse período de atividades da Auxílio Fraterno. Nosso mandato encaminhou o pedido de emenda parlamentar à Secretaria de Assistência Social para que esse trabalho não fosse interrompido. Infelizmente, a secretária Luciana Temer não deu o retorno sobre a emenda. Ao não dar o retorno, a Organização não tem como não impedir o fechamento do programa. Isso significa fechar as portas e dar as costas para um dos programas assistenciais mais importantes da cidade”, disse Young. Abaixo, a íntegra do discurso do vereador.

“Sr. Presidente, infelizmente, sou portador de uma notícia que não é nem um pouco alvissareira.

Hoje, de manhã, tivemos, na Comissão da Verdade, uma reunião muito importante e o debate sobre a questão do serviço funerário, e também do fato de haver sepultamento de indigentes que, muitas vezes, são pessoas desaparecidas e foram identificadas como indigentes.

Dessa discussão, evidentemente, surgiu um debate mais amplo sobre a situação lamentável em que se encontram os moradores de rua da Cidade. E, daí, soubemos de uma decisão que pode implicar numa perda enorme para a Cidade: a decisão do fechamento do programa Minha Rua Minha Casa.

Não faz um mês, dia 28 de março de 2014, acompanhei, aqui, a Irmã Regina e o Sr. Claudio Conz, em uma audiência com a Secretaria Municipal da Assistência e Desenvolvimento Social, pedindo que os 300 mil reais da emenda parlamentar que tínhamos feito fossem liberados pela Secretária Luciana Temer para que esse trabalho da Minha Rua Minha Casa – um trabalho que está sendo feito na Cidade há mais de 20 anos – não fosse interrompido.

Sras. e Srs. Vereadores, V.Exas. conhecem o viaduto da Baixada do Glicério. V.Exas. conhecem todas as melhorias que foram feitas naquele viaduto, que acabou se tornando um equipamento social da maior importância, além de ser um espaço de recuperação e apoio aos moradores em situação de rua. Também foi um espaço que gradativamente foi sendo regenerado. É um espaço verde, onde até árvores frutíferas hoje existem, debaixo do viaduto da Baixada do Glicério. Mas, infelizmente, a Sra. Secretária Luciana Temer não deu retorno sobre a emenda parlamentar. Ao não dar retorno, a OAF não teve outra alternativa a não ser decidir pelo fechamento do Programa Minha Rua Minha Casa.

O fechamento desse programa implica fechar os olhos e virar as costas para uma das iniciativas sociais mais importantes da Cidade, que recebeu o PNBE da cidadania por duas vezes, em 1996 e 2000. Recebeu o Prêmio Rotary de preservação do meio ambiente no ano 2000; os prêmios de reconhecimento junto às ações dos movimentos nacionais de catadores de materiais recicláveis; viagens e participação em seminários internacionais; Prêmio Irmãos Villas-Boas-Humanitas; além de ter sido a OAF a criadora da primeira cooperativa de catadores, a Coopamare.

Por uma falta de política social na Cidade, por não estarmos enfrentando a questão dos moradores em situação de rua, estamos perdendo, Sr. Presidente, uma das iniciativas mais importantes que nós temos no campo social nesta Cidade, o Minha Rua Minha Casa, de responsabilidade da Organização de Auxílio Fraterno.

Faço uma solicitação aqui aos Vereadores da bancada do Governo, para que intercedam junto à Sra. Secretária Luciana Temer, para que sejam liberados esses recursos e para que não percamos essa grande contribuição.

Nós vamos não só perder isso, mas veremos a Baixada do Glicério e o Viaduto do Glicério tornarem-se um lugar de ninguém. A destruição de um patrimônio público construído, nesses últimos vinte anos, irá ao léu, e será mais um espaço de ocupação desordenada, havendo deterioração, violência e tráfico de drogas na Cidade.

Temos ainda a possibilidade de intervir. Então, peço a todos os Srs. Vereadores que me ajudem nesse pleito junto à Sra. Secretária Luciana Temer, para que haja liberação desses recursos, senão o Minha Rua Minha Casa fechará no final desta semana. Muito obrigado”.

MP propõe banco de dados datiloscópico para desaparecidos


Site da Câmara
Foto - Luiz França/CMSP

Na opinião da promotora de Justiça Eliana Vendramini, é necessário criar um banco de dados datiloscópico de pessoas desaparecidas — processo de identificação humana por meio de impressões digitais — para evitar que cidadãos com identidade sejam sepultados como indigentes. A sugestão foi apresentada pelo Ministério Público nesta terça-feira (13/5) durante a reunião da Comissão da Verdade Vladimir Herzog, da Câmara Municipal de São Paulo.

De acordo com investigações coordenadas pela promotora, cerca de três mil pessoas que possuíam identificação quando morreram no município, entre 1999 e 2013, foram sepultadas como indigentes. “Temos um problema sério nos trabalhos realizados pela delegacia especializada em desaparecidos e no SVO (Serviço de Verificação de Óbitos) porque eles não cruzam os dados. Se tivéssemos um banco de dados datiloscópico poderíamos minimizar o número de pessoas que são sepultadas sem a certeza de quem é”, explicou.

A promotora também apontou outras falhas no trabalho do SVO. “Esse serviço erra quando deduz que a pessoa é indigente sem ao menos buscar mais informações. Aquela pessoa com certeza tem um nome e apenas deduzir e mandar enterrar não é a melhor maneira de resolver o problema”, acrescentou.

O vice-diretor da SVO, Carlos Pasqualucci, explicou que a identificação dos corpos é feita seguindo as exigências da legislação. “Os corpos não reclamados são encaminhados para ensinos de pesquisa e todos esses tem foto no prontuário, toda a documentação completa. E também estamos entrando em contato com a delegacia de desaparecidos”, afirmou. No entanto, ele fala sobre a necessidade da centralização das informações. “É necessário estabelecer um organismo que centralize as ações de todos os envolvidos nesse processo para evitar os problemas”, acrescentou.

Para o vereador Ricardo Young (PPS), é necessário haver definições das regras. “Temos diversos órgãos envolvidos e eles não conversam, não se entendem e não se responsabilizam pelo sepultamento de pessoas, mesmo sendo identificadas”, afirmou. 

O presidente da comissão, vereador Gilberto Natalini (PV), falou que os parlamentares tentarão ajudar a pensar em ações para resolver o problema. “Enterrar pessoas identificadas como indigente é gravíssimo. Vamos procurar ajudar na articulação desses envolvidos para que a destinação correta seja aconteça”, afirmou.

terça-feira, 13 de maio de 2014

Câmara discute o "lixo zero" em São Paulo



Foto - Luiz França/CMSP

Por iniciativa do vereador Ricardo Young (PPS), a Câmara Municipal recebeu nesta segunda-feira (12/5) o I Seminário Legislação para o Lixo Zero, debate que trouxe especialistas mundiais para expor e discutir as melhores práticas legislativas de gestão e participação popular para a construção de cidades lixo zero.

Para Ricardo Young, lque também é presidente da Frente pela Sustentabilidade, a única forma de transformar as cidades para a sustentabilidade “é inverter o sinal de espaços destruidores dos serviços ambientais para espaços geradores de serviços”. 

“Precisamos deixar de funcionar como um buraco negro que suga todos os recursos naturais sem regenerar nada. Um dos grandes esforços do século XXI será mudar a natureza do aglomerado urbano. A questão do lixo é fundamental nesse sentido, porque estamos falando da capacidade de reciclar aquilo que extraímos da natureza. E quanto mais conseguirmos fazer essa recuperação, mais condições teremos de reduzir nossa pegada ecológica”, disse ele em seu discurso de abertura.  

Para o líder do PPS na Casa, o grande desafio está na mudança de hábitos e da cultura da população quanto aos resíduos sólidos. “Toda a indústria também é repensada com a logística reversa. Múltiplos agentes precisam se redefinir. A lei de educação ambiental, que aprovamos esse ano, tem um capítulo só para isso”, lembrou. 

Rodrigo Sabatini, do Instituto Lixo Zero Brasil, explicou que o seminário trouxe uma meta ética, econômica, eficiente e visionária para orientar a população a modificar seus estilos de vida e práticas, dando suporte a ciclos sustentáveis naturais.

Ouça abaixo a reportagem da Web Rádio Câmara sobre o evento. 


segunda-feira, 12 de maio de 2014

Especialistas debatem Plano Diretor Estratégico na Câmara


Os gabinetes dos vereadores Ricardo Young (PPS), Gilberto Natalini (PV), Mario Covas Neto (PSDB), Marco Aurélio Cunha (PSD) e Toninho Vespoli (PSOL) convidam para um debate sobre o Plano Diretor Estratégico, projeto que está sendo discutindo pela Câmara Municipal, e que deverá ser votado definitivamente no final de maio.

O evento, que contará com diversos especialistas da área urbanística, acontece na próxima quinta-feira, 15 de maio, das 13 às 15h, na Sala Tiradentes da Câmara. 


quinta-feira, 8 de maio de 2014

Lei das Mudanças Climáticas: Líder do PPS critica gestão Haddad


O líder do PPS na Câmara Municipal, vereador Ricardo Young, criticou, em discurso realizado na sessão ordinária desta quarta-feira (7/5), a leniência do atual governo municipal que “não fez absolutamente nada em relação à Lei das Mudanças Climáticas”. 

A afirmação do vereador baseia-se em relatório produzido Frente Parlamentar de Sustentabilidade, da qual Young é presidente, que apresentou resultados assustadores e apontou a falta de compromisso da gestão Haddad com as diretrizes da Lei das Mudanças Climáticas.

Preocupado com o pouco espaço reservado ao meio ambiente no Plano Diretor Estratégico – que está tramitando na Casa -, Young anunciou um esforço conjunto entre vereadores, Frente pela Sustentabilidade e o próprio relator do PDE para enviar um parecer sobre a questão ambiental ao prefeito e aos secretários de Meio Ambiente e de Desenvolvimento Econômico com o objetivo de que as alterações sejam acolhidas no PDE. Veja abaixo a íntegra do discurso: 

 “Hoje, na Frente Parlamentar de Sustentabilidade, Sr. Presidente, tivemos a primeira apresentação do relatório sobre a aplicação da Lei das Mudanças Climáticas na cidade de São Paulo. Esse foi um trabalho importante, porque foi feito pelas assessorias de pelo menos cinco gabinetes. É um trabalho bastante detalhado, cujo resultado é absolutamente assustador: não só São Paulo não atingiu a meta de redução de 30% da emissão de gases de efeito estufa como aumentou, em relação a 2005, 8% das nossas emissões. Quer dizer, a nossa situação, que já era muito difícil, só piorou.

Essa informação, por si só, poderia ser relativizada com argumentos do tipo: bem, mas nós saímos de uma frota de 4 milhões de automóveis para uma frota de 7 milhões de automóveis; houve aumento do uso do automóvel, e assim por diante. Mas, quando vamos examinar os outros dados, é ainda mais assustador. Por quê? Porque nenhum grupo de trabalho que se formou a partir da votação da Lei das Mudanças Climáticas em 2009 se reuniu em 2013. Todas as comissões se reuniram até 2012. Portanto a Prefeitura, nesta gestão, não fez absolutamente nada em relação à Lei das Mudanças Climáticas.

Nós procuramos fazer também uma análise da Lei das Mudanças Climáticas com o Plano Diretor, Sr. Presidente, e ficamos surpresos ao ver que, no projeto inicial do Plano Diretor, não havia nenhuma menção à Lei das Mudanças Climáticas. No substitutivo, porém, já vimos alguns avanços, até porque o Sr. Relator, o Vereador Nabil Bonduki, é membro também da Frente Parlamentar de Sustentabilidade, foi bastante atento e acolheu muitas das sugestões que vieram do movimento ambiental.

Agora, Sr. Presidente, estamos numa situação dramática que lembra aquela história do sapo que, na experiência científica, quando jogado em água fervente, rapidamente saltava fora. Mas quando se aumentava a temperatura da água em um grau por dia, o sapo não percebia que estava sendo cozido e, efetivamente, acabava morrendo sem saber.

É um pouco essa a nossa situação aqui em São Paulo: estamos acabando com todos os serviços ambientais da Cidade; estamos vivendo essa situação da água - cujas consequências ainda nem temos consciência do que virão a ser, sejam as ambientais do uso da reserva morta das represas, sejam as da falta de água, o impacto social que isso vai ter; não estamos tendo ideia da qualidade do ar, de sua piora nem das consequências que isso está trazendo para a saúde pública. Estamos tendo, cada vez mais, problemas na saúde pública. Enfim, não vou nem entrar nessa discussão que o Vereador Andrea Matarazzo já levantou, sobre a questão das ocupações dos mananciais, da falta de parques na Cidade e dos três metros quadrados de área verde, apenas, para cada habitante, contra uma recomendação de doze metros quadrados da Organização Mundial de Saúde e das Nações Unidas.

Então, Sr. Presidente, esse estudo que está sendo enviado para o gabinete de cada um dos Srs. Vereadores vai mostrar o quanto a questão da sustentabilidade é absolutamente inegociável no Plano Diretor. Nós não podemos fazer concessões, nem para o interesse econômico nem para os interesses sociais, às custas do interesse ambiental, que tem sido, de todo o tripé da sustentabilidade, aquele que mais tem sofrido.

No dia 20 de maio agora, haverá uma reunião e um debate com especialistas, Vereadores desta Casa, a Frente Parlamentar de Sustentabilidade e o Relator do PDE, na Organização Nossa São Paulo. Ali pretendemos tirar uma posição, para enviar para o Sr. Prefeito e para os Srs. Secretários Municipais de Meio Ambiente e de Desenvolvimento Econômico, justamente porque a situação está perto do intolerável. Muito obrigado”.

Frente pela Sustentabilidade irá cobrar o Executivo sobre Lei de Mudanças Climáticas

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São Paulo foi a primeira cidade da América Latina a adotar uma lei climática, em junho de 2009. A aplicação das diretrizes apontadas pela Política Municipal de Mudanças Climáticas, no entanto, vem perdendo força. A última reunião do comitê responsável pelo tema foi feita em 2012 e a gestão do prefeito Fernando Haddad (PT) ainda não se posicionou sobre a questão. Nesta quarta-feira (8/5), os vereadores da Frente Parlamentar pela Sustentabilidade da Câmara Municipal se reuniram para questionar essa situação. 

Uma das primeiras metas estabelecidas pela Política era a de reduzir em até 30% a emissão de gases-estufa, com base nos índices de 1995. Houve, no entanto, um retrocesso. As emissões subiram em 8% desde então. Para piorar, sequer há citações ao tema no Plano de Metas apresentado no início da atual gestão. Outra das metas paralisadas é a que previa fontes de energia renovável para todos os veículos de transporte coletivo da cidade até 2018. Em março deste ano, o vereador Gilberto Natalini (PV) entregou uma representação ao Ministério Público contra a Prefeitura, cobrando a execução da lei. 

"Sem prazo, sem reunião e sem meta, estamos no vácuo da lei. É como se ela tivesse sido revogada", apontou Gil Scatena, assessor do vereador Ricardo Young (PPS), após a explanação que fez sobre o assunto na reunião. Young também criticou a falta de atenção à lei. “É preocupante não só pela situação de urgência em que vivemos, como pelos traços de descumprimento da legislação que estamos observando. Quem perde é a sustentabilidade. Se não conseguirmos inverter o sinal ambiental dessa cidade nos próximos quinze anos, estaremos condenados. Mais do que nunca, agora é o momento de agir”, disse.

Já o vereador Nabil Bonduki (PT) trouxe o posicionamento da atual gestão sobre a lei. “Conversei com o secretário de desenvolvimento urbano e ele está preocupado. Mas o comitê de políticas climáticas voltará a se reunir. O fato é que o não cumprimento das metas não é da gestão, e sim do período. Alguns objetivos também foram audaciosos. De qualquer forma, algumas discussões como a do transporte e a de construções sustentáveis, que já estão sendo feitas, apontam para uma mudança nesse cenário. Podemos esperar boas notícias”, ele aposta.

Os parlamentares concordaram em convocar os secretários de Meio Ambiente e de Desenvolvimento Urbano para discutir, em uma das próximas reuniões da Frente, uma nova fase para a Política de Mudanças Climáticas. Além de cobrar a execução da lei, a Frente pela Sustentabilidade também deve pedir ao Executivo mais transparência sobre essas informações nos veículos oficiais de comunicação. O convite será oficializado nos próximos dias. E, no dia 20/5, o posicionamento da Frente pela Sustentabilidade também deve ser levado à Rede Nossa São Paulo, que promoverá um debate sobre o tema.

Young fará parte de subcomissão que vai investigar planos de saúde


Foto - Luis França/CMSP

Na sessão desta quarta-feira (8/5) da Comissão de Saúde, o vereador Ricardo Young (PPS) foi escolhido vice-presidente da subcomissão que fiscalizará os planos de saúde.

O colegiado aprovou o PL 433/2011, que obrigará as redes de fast-food a inserir mensagens em suas embalagens alertando para possíveis malefícios gerados pelos alimentos que comercializam. A proposição é de autoria dos vereadores Cláudio Prado (PDT) e José Police Neto (PSD).

Refeições com mais de 0,5g de sódio por quilo, por exemplo, teriam que possuir uma etiqueta com a inscrição “este alimento contém cloreto de sódio acima dos níveis recomendados pelo Ministério da Saúde”. A medida valeria apenas para redes de fast-food. Restaurantes por quilo e self-services não teriam que seguir as regras.

A proposta ainda precisa passar pela Comissão de Finanças e Orçamento antes de ter condições de ser votada em plenário.

terça-feira, 6 de maio de 2014

Young promove o “I Seminário Internacional Legislação para o Lixo Zero”



Por iniciativa do vereador Ricardo Young, líder do PPS na Câmara e presidente da Frente Parlamentar pela Sustentabilidade da Casa, será realizado no dia 12 de maio, no Plenário Primeiro de Maio da Câmara, das 10h às 17h, o “I Seminário Internacional Legislação para o Lixo Zero”

O evento contará com a participação de grandes especialistas mundiais em gestão de resíduos sólidos e gestores de cidades que implementaram o Programa “Lixo Zero”. 

Serão apresentadas palestras e casos potencializando o intercâmbio de conhecimentos e experiências, firmando a importância da valorização do conceito “Lixo Zero” e a preocupação com a melhoria da qualidade de vida para as próximas gerações. São apenas 150 vagas para o evento. Inscreva-se no link: http://goo.gl/QUZrWy 

Abaixo, mais detalhes e a programação completa do Seminário. 

 OBJETIVO GERAL: Apresentar, avaliar e discutir as melhores práticas desenvolvidas e a legislação implementadas pelos projetos de Cidade Lixo Zero. Mobilizar o Poder Público Municipal a avaliar novas soluções e tecnologias para destinação de resíduos sólidos urbanos, contribuindo para redução dos impactos sociais e ambientais do atual gerenciamento do lixo. Envolver todas as partes interessadas no processo de diálogo e engajamento: o Poder Público, a Indústria, o Cidadão, a Sociedade, as Comunidades, entre outras, para debater as prioridades socioambientais de um novo modelo.

OBJETIVOS ESPECÍFICOS:

1. Avaliar o atual estágio da legislação em São Paulo e no Brasil;

2. Sensibilizar e mobilizar a população;

3. Estimular maior conscientização do Poder Público Municipal, Estadual e Federal no reconhecimento de novas soluções tecnológicas socioambientais orientadas a redução de impactos;
4. Valorizar as melhores práticas como referência;

5. Valorizar e reconhecer as melhores práticas que tenham maior impacto no desenvolvimento sustentável da gestão do resíduo urbano, buscando referências do mercado;

6. Envolver elos da cadeia produtiva na busca de soluções compartilhadas;

7. Debater com a cadeia de fornecimento (indústria, varejo e consumidor) um programa de ações conjuntas para a destinação correta de resíduos para melhoria da qualidade ambiental das suas operações.

EMENTA: Serão abordados os principais temas relacionados ao conceito “Lixo Zero”, entre eles alguns dos seguintes temas: Conceito Lixo Zero; Responsabilidade Ambiental; Plano Municipal de Resíduos Sólidos de São Paulo; e Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS).

PÚBLICO ALVO: cidadãos em geral, membros de partidos políticos; servidores de Câmaras Municipais e do poder público municipal.

VAGAS: 150

CARGA HORÁRIA: 5 horas-aula

LOCAL, DATA E HORA:

Plenário 1º de Maio 
12 de Maio de 2014
Horário: das 10h às 17h


PROGRAMAÇÃO


10h00 – Cerimônia de abertura: palavras do Presidente da Câmara e do presidente da Frente Parlamentar pela Sustentabilidade

Vereador José Américo (PT-SP), presidente da Câmara Municipal de São Paulo
Vereador Ricardo Young (PPS-SP), presidente da Frente Parlamentar pela Sustentabilidade

10h40 – Panorama Mundial: iniciativas legislativas e a gestão dos resíduos sólidos

Histórico
Como se arquitetaram os principais projetos
Quais as exigências das legislações internacionais
Quais oportunidades no mercado da reciclagem
Leslie Lukacs, L2 Environmental 
Rodrigo Sabatini, Instituto Lixo Zero Brasil

12h00 – Intervalo para almoço

SESSÃO EXPERIÊNCIA INTERNACIONAL – APRESENTAÇÃO DE ESTUDOS DE CASOS

13h30 - Case Capannori: Município da Itália

Histórico
Exigências legais na Itália
Implementação da política lixo zero
Zonas lixo zero
Experiências lixo zero
Enzo Favoino, Scuola Agricola do Parco di Monza

14h00 - Case Suécia

Histórico
Como funciona
Quais exigências da legislação na Suécia
Experiências lixo zero
Pal Martenson, Kretsloppsparken

14h30 – O papel do gestor público na gestão dos resíduos sólidos e as iniciativas legislativas

PNRS: Impactos e prazos a serem cumpridos nos municípios
Plano Municipal de Resíduos Sólidos de São Paulo
Silvano Silvério da Costa, Presidente da AMLURB (Autoridade Municipal de Limpeza Urbana)
Simão Pedro Chiovetti,Secretário Municipal de Serviços – Prefeitura de São Paulo

16h15 – Eduacação Lixo Zero e Empreendorismo

Desenvolvimento de plataformas de educação on-line de grande escala para apoiar o desenvolvimento de Políticas e Infra-esturura Lixo Zero e Empreendedorismo Social e a Criação de empregos numa sociedade de lixo zero
Camille Duran, Compostory
Enzo Favoino, Scuola Agricola do Parco di Monza
Tracie Bills, California Resource Recovery Association

17h00 - Encerramento do Seminário Internacional Legislação para o Lixo Zero

“Segundas Paulistanas” debate transparência nos órgãos públicos




Site da Câmara


A transparência de instituições públicas foi o tema do “Segundas Paulistanas”, espaço de discussão promovido pelo vereador Ricardo Young (PPS) uma vez por mês na Câmara Municipal para debater temas ligados à cidade.

Muitas pessoas interessadas em tecnologia e democracia da informação discutiram maneiras de como tornar transparente o trabalho das instituições governamentais.

Para o hacker Pedro Markun, além da transparência dos órgãos, é preciso que os processos políticos também sejam transparentes. “A população não tem conhecimento e acesso ao que acontece nos bastidores do poder, que é onde ocorrem os acordos”, afirmou.

De acordo com Young, há uma grande distância entre o tempo das instituições governamentais e a tecnologia disponível hoje. “O grande desafio é como essa tecnologia pode ser útil, dentro do marco da legalidade, na busca pela transparência”, ressaltou.

A inclusão digital também foi debatida durante o evento. Markun chamou a atenção para a marginalização das pessoas que estão fora desse processo. “O digital hoje é como saber ler e escrever em português”, disse.