sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Câmara Municipal suspende audiências sobre Orçamento e Plano Plurianual

Foram suspensas a audiência geral que seria realizada nesta sexta-feira (6/11) e todas as temáticas da próxima semana; as regionais estão mantidas

Airton Gomes – Nossa SP

A primeira audiência pública geral sobre o orçamento e o Plano Plurianual da cidade de São Paulo, que seria realizada nesta sexta-feira (6/11), e todas as seis audiências públicas temáticas marcadas para a próxima semana foram suspensas pela presidência da Comissão de Finanças e Orçamento da Câmara Municipal de São Paulo. As três audiências regionais que ainda faltam ocorrer – Sul, Leste e Oeste – estão mantidas.

A informação, levantada no início da noite de ontem (5/11), foi confirmada durante a segunda audiência pública regional, ocorrida na Zona Norte. O vereador Floriano Pesaro (PSDB), que presidiu o evento, disse apenas que foi comunicado sobre a suspensão e não deu outras informações.

Procurado pela reportagem, o vereador Donato (PT), outro integrante da Comissão, também afirmou que foi informado da decisão em cima da hora. “Acho a suspensão da primeira audiência geral do orçamento e do PPA na véspera do evento um desrespeito à população”.

Segundo ele, a decisão de convocar ou suspender as audiências é sempre do presidente da Comissão, Wadih Mutran (PP), e do relator dos projetos do orçamento e do PPA, Milton Leite (DEM), ambos da base do prefeito na Câmara. Donato avalia que a suspensão das audiências está relacionada ao reajuste do IPTU, que está sendo estudado pela Prefeitura, por meio da correção da planta genérica de valores dos imóveis da cidade.

Milton Leite e Wadih Mutran foram procurados pela reportagem, mas não foram encontrados. O tema IPTU divide opiniões no Executivo e na base do prefeito no Legislativo paulistano, o que tem causado a indefinição sobre a extensão e o percentual da correção.

Parte dos secretários e dos vereadores governistas defende uma majoração significativa da arrecadação do IPTU, como forma de reforçar o caixa de algumas secretarias que tiveram fortes reduções de verbas na proposta orçamentária para 2010. A Secretaria Municipal de Infra-Estrutura Urbana e Obras, por exemplo, perderá 52,4% em relação ao orçamento que foi aprovado para este ano. A de Habitação e Desenvolvimento Urbano terá 22% a menos de recursos.

O principal argumento do grupo que deseja o reajuste é que houve uma valorização dos imóveis nos últimos anos e a planta genérica de valores não é corrigida desde 2001. Outros, entretanto, avaliam que o momento não é adequado para correções expressivas, pois isto provocaria desgaste político e poderia respingar nas eleições do próximo ano.

Estimativas de alguns vereadores é que a correção nos valores sobre os quais incide o imposto dos imóveis poderia ampliar em mais de R$ 1 bilhão a arrecadação do município em 2010. Em 2008, a cidade de São Paulo obteve R$ 9,6 bilhões de receitas tributárias, sendo R$ 2,9 bilhões de IPTU (30,6% do total). Para 2009 a previsão é arrecadar R$ 10,7 bilhões, dos quais R$ 3,1 bilhões (29,3%) relativos ao IPTU.

O prefeito Gilberto Kassab (DEM) anunciou que tomará uma decisão sobre o assunto na próxima terça ou quarta-feira.

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Milton Ferreira participa da inauguração da Casa Cor Trio


No último dia 5 de novembro, o vereador pelo PPS, Dr. Milton Ferreira (na foto ao lado do empresário João Dória Junior), participou da inauguração da Casa Cor Trio, evento acontecerá de cinco de novembro a seis de dezembro no Jockey Club de São Paulo.

Serão apresentados durante a exposição mais de 60 ambientes produzidos por cerca de 80 profissionais da arquitetura e design. Veja mais no sítio da Casa Cor Trio.

Líder do PPS aprova PL que fornece uniforme e equipamentos de segurança para os servidores da Educação


Atuando na defesa dos interesses dos profissionais de educação, o líder do PPS na Câmara, Professor Claudio Fonseca, aprovou na tarde desta quarta-feira (4/11), durante a Sessão Extraordinária da Câmara, o PL 86/02, que obriga o Executivo a fornecer uniformes e equipamentos de higiene e segurança no trabalho aos servidores nas unidades educacionais, em funções de limpeza, preparo de merenda e vigilância.

TCM

Com votos contrários da bancada do PPS, a Câmara aprovou, com 50 votos a favor e quatro contra, o Projeto de Lei 685/09, que cria o Fundo Especial de Despesas do Tribunal de Contas do Município de São Paulo. O fundo será composto com recursos de taxas sobre serviços, aluguel de imóveis e lucro das aplicações financeiras do dinheiro repassado pela prefeitura. O fundo vai usar o dinheiro para reformas, modernização, remuneração de viagens e estadias e realização de cursos técnicos.

O vereador Claudio Fonseca afirmou que o TCM já dispõe de receita de R$ 177 milhões para 2010. O dinheiro é repassado pela Prefeitura de São Paulo. Ele teme que o fundo absorva o dinheiro que sobra no fim do ano. Até hoje, esse dinheiro que sobra era devolvido à prefeitura. "Outra questão é que o TCM não padece de falta de receitas", afirmou.

IPTU Progressivo é aprovado

O Plenário da Câmara também aprovou, em primeira discussão, o Projeto de Lei 458/09, do vereador José Police Neto (PSDB), que obriga proprietários de imóveis não utilizados ou subutilizados a obedecer o critério da função social da propriedade urbana na cidade. O projeto visa coibir a especulação imobiliária, ou a manutenção de imóveis vazios até que se valorizem.

Na semana passada, o projeto ficou pendente de votação porque apenas 32 parlamentares votaram a favor embora houvesse 46 vereadores presentes – para aprovar seriam necessários 37 votos. Nesta quarta, porém, o mesmo texto teve aprovação de 46 dos 55 vereadores presentes. Agora o projeto vai para segunda votação na Câmara e ainda precisará de sanção do prefeito Gilberto Kassab.

Segundo o projeto substitutivo, imóveis que não cumprirem a regra terão de pagar acréscimo de até 15% sobre o valor da alíquota do IPTU a cada ano. No limite, a propriedade pode ser incorporada ao patrimônio público, mediante pagamento ao proprietário com títulos da dívida pública.

Conheça as demais proposituras aprovadas em plenário na sessão extraordinária:
PL 244/2003 de 29/04/2003, JOSÉ FERREIRA (ZELÃO)

Dispõe sobre a cri6ação do Programa Integrado de Saúde e Higiene nas escolas da rede municipal de educação infantil e ensino fundamental e dá outras providências.
Fase da discussão: 2ª do substitutivo do autor

PL 277 /2006, do Vereador ABOU ANNI (PV)

Dispõe sobre a isenção do pagamento de tarifa no transporte coletivo urbano de passageiros do Município de São Paulo, aos motoristas, cobradores, funcionários da manutenção, fiscalização e administração, que trabalham no sistema estrutural e local, e dá outras providências.
FASE DA DISCUSSÃO: 1ª

PL 12 /2008, do Vereador AGNALDO TIMÓTEO (PR)

Dispõe sobre pintura obrigatória, pelo Poder Público, no âmbito do Município de São Paulo, de todos os "quebra-molas" e "lombadas" existentes nas vias de grande circulação ou cruzamentos considerados especialmente perigosos, a cada 06 (seis) meses, no mínimo, com tinta fluorescente, e dá outras providências.
FASE DA DISCUSSÃO: 1ª

PL 845 /2003, do Vereador ANTONIO CARLOS RODRIGUES (PR)

Dispõe sobre o Fundo Municipal para realização de festejos populares, e dá outras providências.
FASE DA DISCUSSÃO: 1ª

PL 416 /2008, do Vereador DONATO (PT)

Proíbe a cobrança de tarifas nos estacionamentos localizados em Hospitais, Unidades Básicas de Saúde e Escolas integrantes do patrimônio da Municipalidade de São Paulo, e dá outras providências.
FASE DA DISCUSSÃO: 1ª

PL 305 /2008, do Vereador JOOJI HATO (PMDB)

Dispõe sobre a instituição, no âmbito da Administração Pública do Município de São Paulo, do Curso de Capacitação para Capoeiristas, e dá outras providências.
FASE DA DISCUSSÃO: 1ª

PL 308 /2006, do Vereador PAULO FRANGE (PTB)

Dispõe sobre a abertura de "shows" internacionais que ocorrerem no Município de São Paulo, e dá outras providências.
FASE DA DISCUSSÃO: 1ª

PL 783 /2007, do Vereador TONINHO PAIVA (PR)

Inclui no artigo 3º da Lei nº 14.471/2007, a Cidade de Povoa de Varzim, em Portugal, e dá outras providências. (Consolida a legislação municipal sobre cidades-irmãs)
FASE DA DISCUSSÃO: 1ª

PL 237 /1997, do Vereador WADIH MUTRAN (PP)

Dispõe sobre a obrigatoriedade de todos os prestadores de serviços, proprietários de caçambas estáticas coletoras de entulho e outros materiais, informarem ao Executivo o local onde são despejados os referidos entulhos e materiais.
FASE DA DISCUSSÃO: 1ª

PL 542 /1997, do Vereador WADIH MUTRAN (PP)

Disciplina a coleta seletiva de lixo reciclável no Município de São Paulo, a ser realizada por catadores autônomos de papel.
FASE DA DISCUSSÃO: 1ª

PL 434 /2009, DO EXECUTIVO

Cria o Escritório de Cinema de São Paulo - ECINE (São Paulo City Film Commission), na Secretaria Municipal de Cultura, bem como dispõe sobre o seu quadro de cargos de provimento em comissão.
FASE DA DISCUSSÃO: 2ª

PL 560 /2008, DO EXECUTIVO

Dispõe sobre a alienação da área municipal localizada na Rua Dom Diniz, nº 29, Jardim Luzitânia, independentemente de licitação, à Associação Paulista de Magistrados - APAMAGIS, nos termos do artigo 24 das Disposições Gerais e Transitórias da Lei Orgânica do Município de São Paulo.
FASE DA DISCUSSÃO: 1ª

Fonseca critica orçamento das subprefeituras e pede reajuste salarial para os servidores


A redução da verba orçamentária das subprefeituras para o ano de 2010 e a questão salarial dos servidores da Prefeitura foram os temas abordados pelo líder do PPS na Câmara, Professor Claudio Fonseca, durante o Pequeno Expediente desta quarta-feira (4/11). Veja abaixo a íntegra do discurso:

"Sr. Presidente, nobres Vereadores, público que nos acompanha, servidores públicos municipais, ontem iniciamos as Audiências Públicas sobre o Orçamento Programa 2010.

Iniciamos a discussão sobre o Orçamento da Subprefeitura Sé e esta reunião foi realizada na sede do Sindicato dos Engenheiros, presidida pelo nobre Vereador Floriano Pesaro. Esteve presente também o nobre Vereador Claudio Prado. Tivemos a presença de várias representações dos movimentos sociais, a presença, também, do Subprefeito da Sé fazendo suas considerações sobre a proposta de orçamento para 2010.

Ficou muito clara a necessidade de que atuemos no sentido de modificar a proposta que foi encaminhada pelo Executivo porque é visível a redução de recursos, de receitas dotadas para as subprefeituras.
Peguemos o caso da Subprefeitura Sé, que discutimos ontem. Para este ano de 2009 havia uma dotação orçamentária de 110 milhões e para o próximo ano está prevista uma dotação de 49 milhões.

A justificativa é de que vários serviços que estavam sendo realizados com dotação orçamentária da subprefeitura foram deslocados para algumas secretarias e isso implicou no motivo da redução.
Mas é claro que as subprefeituras precisam de mais recursos, como a Subprefeitura Sé, assim como as subprefeituras da região Leste de São Paulo, por exemplo, Cidade Tiradentes, com uma dotação para 2010 de 20 milhões, muito insuficiente, muito aquém da necessidade dos serviços que devem ser realizados, ainda que sejam somente de zeladoria.

É óbvio que quando vai se discutir o orçamento de uma subprefeitura você, para entender o todo, tem que entender a parte; da parte para o todo e do todo para a parte. Podemos assim compreender o orçamento da cidade de São Paulo. Tem questões positivas que você pode extrair da peça orçamentária que foi encaminhada. Por exemplo, tem uma dotação de cerca de dois bilhões e 300 milhões para pagamento de precatório. É o maior valor das últimas décadas. Isso tem a ver com os servidores públicos, porque é para pagamento de dívidas trabalhistas, apesar de não exclusivamente. Aqueles que tiveram ganho nas ações dos 81%, dos 62%, do quadrimestres, alguns com idade já avançada, que vivem com a expectativa de receber a dívida transita em julgado, esperando por dez, 12, 15 anos poderão agora, estando na fila, receber o precatório.

É evidente que é insuficiente o que está dotado para pagar o estoque de precatório existente. A dívida que a Prefeitura tem em precatórios supera oito bilhões, é um valor altíssimo. Mas, nos anos anteriores, tínhamos dotações de 200 milhões, 240 milhões e agora temos cerca de dois bilhões e 300.


Também chamo a atenção para o problema do pagamento da dívida pública do município de São Paulo para com a União, que consome 13% das receitas correntes líquidas. Esse é um dinheiro que poderia ser melhor utilizado na cidade de São Paulo, com investimentos em saúde, educação, infraestrutura urbana, programa de habitação, considerando a necessidade que temos, nas Zonas Especiais de Interesse Social, de construção de moradias populares e até mesmo para valorização dos servidores públicos.


A Prefeitura de São Paulo, entre as mais de cinco mil prefeituras existentes no Brasil, é aquela que tem o menor gasto com folha de pagamento. Se vocês forem verificar observarão que cerca de 34% das receitas correntes são gastas com despesa de pessoal. A lei municipal prevê 40% e a Lei de Responsabilidade Fiscal prevê gasto de até 54% com despesas com pessoal. Aqui se gasta muito pouco. A hora que vocês veem aqui é oportuna, porque se discute o orçamento.

Então vocês devem vir para discutir não só a GDA, mas também a elevação da remuneração padrão dos vencimentos de todos os servidores públicos, com reajuste salarial necessário. Nós sabemos que quando se recebe uma gratificação, por melhor que seja seu efeito momentâneo, ela não se incorpora e aqueles que estão aposentados não a recebem, quebrando o princípio da isonomia. Então é importante o pagamento da GDA, mas também é importante ter uma política permanente de valorização dos salários dos servidores públicos. Nós somos cerca de 202 mil servidores entre ativos e aposentados e é importante que acompanhemos a discussão do orçamento para saber qual a dotação orçamentária destinada ao pagamento de pessoal.

Neste sentido, o momento é oportuno para a discussão de todas as rubricas existentes no Orçamento, receitas e despesas, o acompanhamento, a fiscalização e a valorização do servidor público. Muito obrigado. (Palmas)".

Comissão de Saúde debate a questão do atendimento fonoaudiológico em São Paulo


Roberta Rosa – Liderança PPS

A Comissão de Saúde, Promoção Social, Trabalho, Idoso e Mulher da Câmara Municipal de São Paulo realizou na tarde desta quarta-feira (14/10) o debate “O cenário da reabilitação fonoaudiológica na cidade de São Paulo”.

Convidada pelos membros da Comissão, a Dra. Maria Cristina Pedro Bis, vice–presidente do Conselho Regional de Fonoaudiologia de São Paulo, afirmou que existem atualmente apenas 230 fonoaudiólogos na rede municipal para atender quase doze milhões de usuários. "Isso mostra que uma cidade como São Paulo tem apenas um fonoaudiólogo para cada 48.646 munícipes. O ideal seria um para cada dez mil habitantes”, disse ela.

Segundo ela, o Conselho de Fonoaudiologia verificou que os atendimentos no NISA (Núcleo Integrado de Saúde Auditiva) e no NIR (Núcleo Integrado de Reabilitação), ambos órgãos ligados à Secretaria de Saúde, são precários. “A infra-estrutura para o atendimento é baixa, falta equipamentos básicos, as salas têm ruídos e o sistema informatizado denominado SIGA (sistema informatizado de disponibilização de vagas) tem falhas graves. Existem casos que o material de trabalho usado é doado pelos próprios funcionários”, contou Maria Cristina. “O tempo médio para atendimento é de seis meses a um ano”, denunciou a especialista.

Contraponto

Representando o Poder Público, a fonoaudióloga que compõe a equipe da coordenadoria de Atenção Básica da Prefeitura de São Paulo, Dra. Claudia Taccolini Manzon, sugeriu uma parceria entre Secretaria da Saúde e Conselho Regional de Fonoaudiologia: “Ficamos satisfeitos com a proposta de parceria. Informações são muito importantes e administrar uma rede como a de São Paulo é um desafio para qualquer gestor”, disse ela ao sítio da Câmara.

Durante sua apresentação, Taccolini revelou como é realizado o atendimento de reabilitação em fonoaudiologia pela Prefeitura. Segundo ela, o tratamento é iniciado pela Atenção Básica, “que é a porta de entrada. Os pacientes que necessitam do atendimento em fonodiaulogia são diagnosticados pelas UBSs, ou pelo Núcleo de Apoio à Saúde da Família – NASF. Em seguida, eles são encaminhados para o NIR ou para o NISA, dependendo de cada caso”, explicou.

A vereadora Juliana Cardoso (PT), presidente da Comissão, informou que o assunto será tratado na reunião do Plano Plurianual (PPA). “Conseguimos identificar as dificuldades dos profissionais e o PPA é uma forma de discutir melhor as soluções”, informou.

Subcomissão A melhor idade (Sítio da Câmara)

Sérgio Pascoal, coordenador da Área Técnica da Saúde da Pessoa Idosa, traçou um panorama da situação do idoso no município de São Paulo. “Atualmente 11,5% da população paulistana têm mais de 60 anos e a tendência é aumentar cada vez mais”, informou. “Quanto mais periférica mais a região precisa do serviço público”, explicou o coordenador.

Pascoal falou do Programa Acompanhante do Idoso, na qual uma equipe multiprofissional cria um plano de atendimento e cuidados personalizado para idosos fragilizados que têm dificuldades de locomoção. Neste programa um acompanhante fica responsável por ajudar o idoso nas mais diversas atividades. “Há 17 idosos totalmente dependentes para

Participaram desta reunião os Vereadores Juliana Cardoso (PT), Milton Ferreira (PPS), Cláudio Prado (PDT), Sandra Tadeu (DEM), Noemi Nonato (PSB) e Carlos Alberto Bezerra Junior (PSDB). A próxima reunião está marcada para próxima quarta-feira, (11/11), às 13 horas.

Comissão de Educação: Claudio Fonseca pede vistas a três PLs

Renan Geishofer e Silva – Liderança do PPS

Na reunião da Comissão Permanente de Educação, Cultura e Esportes ocorrida na tarde desta quarta-feira (4/11) no Plenário 1º de Maio, da Câmara Municipal de São Paulo, foram aprovados três Projetos de Lei e um de Decreto Legislativo (PDL).

O Projeto de Decreto Legislativo aprovado é o PDL 66/09, do vereador Agnaldo Timóteo (PR). Já os três Projetos de Lei aprovados são: PL 120/09, do vereador Adolfo Quintas (PSDB), PL 306/09, de autoria de Antonio Goulart (PMDB), além do PL 532/09, também do vereador Agnaldo Timóteo.

Os outros cinco projetos que estavam na pauta tiveram as aprovações adiadas. O líder da bancada do PPS na Casa, Professor Claudio Fonseca, pediu vistas a três Projetos: PL 438/09, da vereadora Juliana Cardoso (PT); PL 541/09, do vereador Eliseu Gabriel (PSB) e PL 164/09, de Gabriel Chalita (PSB).

Já o PL 334/08 , do ex-vereador Paulo Fiorilo (PT), teve pedido de vistas pelo petista Alfredinho. O tucano Claudio de Souza pediu vistas ao PL 371/09 , de autoria do vereador democrata Marco Aurélio Cunha.

Também estiveram presentes à reunião os vereadores Eliseu Gabriel (PSB), Jooji Hato (PMDB) e Edir Salles (DEM).

Outras Comissões:

Comissão de Constituição, Justiça e Legislação Participativa

Comissão de Política Urbana, Metropolitana e Meio Ambiente


Comissão de Finanças e Orçamento


Comissão de Administração Pública


Subcomissão de Varrição e Coleta de Lixo

CPI dos Danos Ambientais: INB tem 30 dias para retirar solo contaminado

Sítio da Câmara Municipal

De acordo com a portaria editada em 20 de outubro pela Comissão Nacional de Energia Nuclear (Cnen), a empresa INB, proprietária do terreno na zona sul que apresenta áreas contaminadas por resíduos radiativos obtidos no processamento de areia monazita, tem o prazo de 30 dias para retirar a terra contaminada. O material deve ser colocado em bombonas e armazenado no galpão existente no local.

As informações foram dadas pelo procurador-chefe da Cnen, Luciano Portal Santana, aos integrantes da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) de Danos Ambientais da Câmara nesta quarta-feira (4/11).

Um galpão, instalado em um terreno de 59 mil metros quadrados, na esquina da Avenida Miguel Yunes com a Avenida Interlagos, na zona sul de São Paulo, que pertence à Indústrias Nucleares do Brasil (INB), empresa ligada ao Ministério de Ciência e Tecnologia, guarda em bombonas quase uma toneladas de resíduos - em forma de substância cristalizada – de processamento de areia monazita produzidos pela Usina Santo Amaro (Usan), da extinta Nuclemon, desativada em 1995.

Santana informou que Cnen elaborou um plano de proteção física e radiológica do local e garantiu que o material está armazenado adequadamente em bombonas plásticas, estocadas em um galpão lacrado, cujo acesso é restrito. E que também é feita a dosagem de emissão radiativa nas pessoas que ingressam na área.

Preocupação

“A nossa preocupação é que essa área fica ao lado do Terço Bizantino e situada numa região que apresenta tendência de adensamento humano vertical, com a construção de vários condomínios em terrenos contaminados”, alertou o vereador Paulo Frange (PTB). “É tão grave que existe uma decisão judicial determinando a retirada desse material radiativo, mas a Cnen alega que está difícil encontrar um local para colocar esses resíduos”.

No processo de descomissionamento da Unidade Santo Amaro, as máquinas foram transferidas para uma unidade da mesma natureza - em termos de matéria prima - na cidade de Campos (RJ). A matéria prima foi transferida para a unidade da cidade de Caldas (MG), onde havia uma mina de urânio, desativada em 1995.

Mas no final do processo de descomissionamento, quando Itamar Franco, então governador de Minas Gerais, soube do transporte de "lixo radioativo" de São Paulo para Minas, baixou um decreto proibindo o transporte de lixo radioativo de outro estado para o estado de Minas.

A atitude do governador Itamar Franco inviabilizou a remoção do material que ainda restava na unidade de Santo Amaro para a unidade de Caldas. Onde armazenar esse material? O problema persiste até hoje.

Novartis

A possível contaminação das águas comercializadas pela mineradora Água Cristalina por substâncias tóxicas da empresa vizinha, a farmacêutica Novartis, na Avenida Vicente Rao, no Brooklin, zona sul de São Paulo, foi negada pelo advogado Donizeti da Silva, representante da Novartis.

De acordo com a Cetesb, a pluma de contaminação segue em direção à Água Cristalina. O DNPM apurou que a Novartis poluiu o aqüífero sedimentar da área. Depois de contestar as informações, Silva informou que em 2003 a Novartis iniciou o projeto de descontaminação da área.

Durante três anos foram realizadas uma série de investigações do solo, subsolo e da água subterrânea. Com base nos laudos da investigação, a empresa desenvolveu um projeto de remediação, que foi iniciado em 2007. “Usando a melhor tecnologia disponível no mercado, dos melhores profissionais, das melhores empresas para desenvolver um trabalho de forma rápida e bastante eficiente”, destacou.

“Foi construída uma barreira hidráulica para conter o avanço dos elementos contaminantes e uma estação de água de alta tecnologia alemã, com um sistema ultravioleta, bastante eficiente no resultado que estamos obtendo”, acrescentou o representante da Novartis.

Silva garantiu que não existe risco da contaminação ultrapassar o limite do terreno nem a fonte de água mineral de uma empresa existente nas proximidades. “Não há radiação fora do terreno e há um programa de monitoramento ambiental da água do lençol freático. A pluma de contaminação está contida no subsolo a uma profundidade que varia entre 5 e 22 metros, evitando que a contaminação migre para áreas vizinhas.”

Participaram da reunião os seguintes vereadores: Goulart (PMDB), Alfredinho (PT), Paulo Frange (PTB), Juscelino Gadelha (PSDB), Milton Ferreira (PPS), Edir Sales (DEM), Penna (PV) e Ítalo Cardoso (PT).

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Redução dos recursos das subprefeituras é criticada na primeira audiência do orçamento

Airton Goes - Nossa SP

Na primeira audiência pública sobre o orçamento da cidade de São Paulo para 2010 e o Plano Plurianual (2010-2013), realizada nesta terça-feira (3/11), os assuntos mais debatidos foram a redução dos recursos das subprefeituras prevista na proposta do prefeito Gilberto Kassab (DEM), o problema do lixo e a necessidade de investimentos para a reinserção social dos moradores de rua.

A audiência regional referente à área Central da cidade demonstrou que o corte do orçamento das subprefeituras não passará facilmente na Câmara Municipal. Pela proposta do Executivo, em 2010 a Subprefeitura da Sé terá que sobreviver com R$ 49,3 milhões, valor 50,9% menor do que os R$ 100,4 aprovados para este ano. O corte atinge todos os 31 órgãos regionais de administração da cidade.

Os dados chamaram a atenção do assessor parlamentar do vereador Claudio Fonseca, Ailton Barros, que indagou aos vereadores: "O que está acontecendo com as subprefeituras? Estão voltando a ser administrações regionais?”. Ele também observou que a Câmara Municipal e o Tribunal de Contas do Município (TCM) ampliarão significativamente seus recursos no próximo ano – a Câmara, em 28,8%, e o TCM, em 13,1%. "Enquanto o Hospital do Servidor Público Municipal permanecerá com o mesmo orçamento”, comparou.

Os quatro vereadores presentes também fizeram restrições à proposta do prefeito. A mais contundente foi Sandra Tadeu, que é do mesmo partido de Kassab, o Democratas. “Até agora a Subprefeitura da Sé gastou cerca de R$ 52 milhões e terá para todo o ano que vem R$ 49 milhões. A gente não pode viver de mentiras”, argumentou. Segundo a vereadora, se isto não for mudado, haverá diminuição nas ações dos subprefeitos. “Nós [parlamentares] precisamos rediscutir melhor o orçamento das subprefeituras”, propôs.

Claudio Prado (PDT), antes de expressar sua opinião, lembrou que já foi subprefeito em Perus e conhece o problema. “Discordo do orçamento das subprefeituras [proposto pelo Executivo], pois se você não tem recursos, não pode fazer nada.”

Outro vereador que demonstrou preocupação com o tema foi Claudio Fonseca (PPS). “Eu tenho um desconforto quando vejo que no ano passado o orçamento aprovado para a Sé era o dobro do que está sendo sugerido”. Mesmo considerando que parte dos recursos retirados das subprefeituras poderia estar alocada em outras secretarias, o parlamentar questiona: “Esta é a melhor forma de administrar a cidade?”.

Embora evitando criticar diretamente o Executivo, o vereador Floriano Pesaro (PSDB) afirmou que é a favor da descentralização administrativa. “A redução do orçamento [das subprefeituras] reflete a centralização da administração municipal. É uma concepção política do prefeito”, ponderou.

Outro assunto que mereceu bastante atenção dos moradores da região Central da cidade foi o problema do lixo. A presidente da Associação dos Moradores e Comerciantes de Campos Elíseos, Dinah Piotrowski, reclamou da sujeira nas ruas e calçadas e solicitou o fim do “jogo de empurra-empurra” entre os órgãos da administração pública. “A subprefeitura manda a gente falar com a Limpurb [empresa municipal de limpeza urbana] e a Limpurb pede para a gente falar com a subprefeitura.”

Também participaram dos debates diversos representantes de moradores em situação de rua. Sebastião Nicomedes de Oliveira, oficineiro de artesanato, solicitou mais recursos para a saúde, a moradia e o trabalho destinados a atender as pessoas que ainda vivem na situação. “Para eles não há expectativa, estão desistindo da vida e o crack é a fuga, o suicídio lento”, relatou Nicomedes, que é ex-morador de rua.

Anderson Lopes Miranda, coordenador do Movimento Nacional da População de Rua, denunciou o fim dos programas de frente de trabalho para o segmento e lembrou a Lei 12.316, que prevê atendimento integral aos moradores em situação de rua. “Basta cumprir o que diz a lei e, para isso, precisa que tenha orçamento. Não adianta trabalhar com políticas públicas sem dinheiro.”

Presente ao evento, o subprefeito da Sé, Nevoral Alves Bucheroni, informou aos participantes que assumiu o cargo recentemente e pretende atender as reclamações. “O problema do lixo, agora, podem falar comigo”, afirmou. Ele adiantou que irá promover reuniões em cada distrito da subprefeitura para dialogar com os moradores e as entidades.

Ao final dos debates, o vereador Floriano Pesaro, que presidiu a audiência, informou que todas as propostas e questionamentos apresentados pela sociedade civil serão encaminhados para o relator dos projetos do Orçamento e do Plano Plurianual (PPA), Milton Leite (DEM). A próxima audiência pública regional sobre o orçamento e o Plano Plurianual acontece nesta quinta-feira (5/11), na região Norte da cidade.

Veja abaixo o calendário dos próximos debates.

Audiência Pública Regional - Norte
Data: 5 de novembro - quinta-feira
Local: Sesc Santana - Avenida Luiz Dumont Villares, 579
Horário: 19:00 h

1ª Audiência Pública Geral
Data: 6 de novembro - sexta-feira
Local: Câmara Municipal de São Paulo - Auditório Prestes Maia - 1º andar.
Horário: 10:00 h

Audiência Pública Regional - Sul
Data: 7 de novembro - sábado
Local: Subprefeitura de M’ Boi Mirim - Estrada do Guarapiranga, 1265
Horário: 10:00 h

1ª Audiência Pública Temática
Data: 9 de novembro - segunda-feira
Tema: SECRETARIA DE COORDENAÇÃO DAS SUBPREFEITURAS
Local: Câmara Municipal de São Paulo - Plenário 1º de Maio - 1º andar.
Horário: 9:00 às 11:00 h

Companheiros da Coordenação Leste 2 recebem Milton Ferreira


No feriado do dia 2 novembro, segunda-feira, o vereador Dr. Milton Ferreira, acompanhado do chefe de gabinete Valdir Francisco Lima, chefe de gabinete do Dr. Milton Ferreira, participou do encontro dos correligionários do PPS da Coordenação Leste 2, que reúne os zonais de Itaquera, Itaim Paulista, Guaianases, São Mateus, Jardim Helena, Cidade Tiradentes, Conjunto José Bonifácio, Parque do Carmo e Teotônio Vilela.

Na oportunidade, os companheiros da região fizeram um balanço das ações políticas do PPS na localidade, além de avaliarem como positivo o mandato de Milton Ferreira na Câmara Municipal.

O parlamentar fez um breve balanço do mandato e discutiu com os companheiros de Partido diversas ações voltadas para as áreas da juventude, cultura, esportes, saúde, educação e meio ambiente, especialmente na zona leste.

Além de diversas lideranças locais, também estiveram presentes ao encontro os assessores José Valverde, representando o deputado federal Arnaldo Jardim e Rodolfo Elcio Giovannetti, representando o vereador Claudio Fonseca.


terça-feira, 3 de novembro de 2009

Claudio Fonseca defende Soninha em tribuna e chama munícipes para discutir o Orçamento 2010

Durante o Grande Expediente da Sessão Extraordinária desta terça-feira (3/11), Claudio Fonseca, líder do PPS na Câmara, defendeu a subprefeita da Lapa, Soninha Francine, de acusações feitas em plenário pelo petista José Américo.

Fonseca também usou a tribuna para convidar os cidadãos da cidade a participarem dos debates do Orçamento 2010. Veja abaixo:

"Sr. Presidente e Srs. Vereadores, acompanho todos os debates ocorridos na Câmara. Só não fiz isso na sessão de quinta-feira, nos Pequeno e Grande Expedientes e no Prolongamento do Expediente, quando registrei aqui a minha primeira falta do ano. Assim, não pude me deleitar da oportunidade de ouvir discursos de V.Exas.

Confesso que, às vezes, surpreendem-me determinados argumentos, inclusive pelo nobre Vereador José Américo. Com todo conhecimento e respeito que tenho por V.Exa., há poucos dias, o nobre Vereador foi bastante preconceituoso ao fazer referência à ex-Vereadora Soninha, hoje Subprefeita da Lapa.

Para criticar o PPS, partido a qual S.Exa. pertence hoje, e a sua mudança de partido, V.Exa. insinuou que todos os movimentos políticos feitos por S.Exa. foram realizados por relações de amizade com o Sr. Governador. Temos de tomar cuidado com as palavras, porque isso diminuiu a estatura política de V.Exa., pessoa muito cuidadosa com o que diz e zelosa, na defesa da democracia e dos direitos de mulheres.


Aliás, V.Exa. defende a participação plena delas na vida política. Naquele dia, o nobre Vereador não tomou o devido cuidado na afirmação que fez. Isso diminuiu a força dos argumentos de sua justificativa e agora também, ao fazer referência à questão da descriminalização da maconha. Isso empobrece o debate. É necessário discutirmos sobre a questão de drogas, como um problema de saúde pública.

Precisamos trazer esse problema para responsabilidade de todos nós, homens públicos, quer sejam Vereadores, quer seja o Presidente da República. Não podemos trabalhar essa questão nem com preconceito nem “fulanizarmos”. É necessário debatermos essa questão profundamente. Não são poucas as pessoas que chamam atenção para o problema do avanço e do domínio do tráfego e de sua inserção no próprio poder público, quer seja nas diferentes esferas, do Legislativo, do Executivo e do Judiciário. Temos de tomar cuidado em relação a essas questões.

Na tentativa de desconstruirmos determinadas pessoas, talvez estejamos negando também parte do nosso pensamento. Sei que V.Exa. também comunga a preocupação que temos, em relação às drogas, colocando essa questão no patamar da saúde pública e até da segurança nacional.

Comentei esse fato porque achei que V.Exa. estava indo muito bem nos argumentos que apresentou, ainda que os discorde. Como ocorreu novamente um fato com a ex-Vereadora Soninha, V.Exa. novamente acaba fazendo com que seus argumentos fiquem menores do que a intenção que deseja, ao rebater o discurso apresentado pelo nobre Vereador Floriano Pesaro. Vejam que não estou defendendo nenhum lado. Estou apenas fazendo um comentário.

Também seria uma pretensão muito grande minha querer que V.Exa. me convencesse ou simplesmente não deixasse passar essa impressão, não a entrevista em si, nobre Vereador, na verdade, porque sabemos que na política a melhor arma é a persuasão.

Não há nenhum mal se, desse diálogo que eu estabelecer com V.Exa., no final, for convencido. E alguém não fará a alusão de que este Vereador foi convencido numa conversa política pelo Sr. Vereador José Américo. Isso seria motivo de orgulho para V.Exa. e para mim também: "Não, de fato, foi o nobre Vereador José Américo que, com seus argumentos, me convenceu de que deveríamos rumar para o mesmo lado ou para lados opostos". Então, é da política: melhor a persuasão do que a coação. A boa arma da política é a persuasão, nós acreditamos nisso.


Quanto à questão de oportunidades, exemplos de oportunismo político nós vemos para todos os lados. Há quem, no passado, tenha defendido e até criticado, por exemplo, a reforma previdenciária no Brasil. V.Exa. sabe disso. Fora do poder, criticou violentamente a reforma previdenciária ocorrida em 1998 e, quando assumiu o Poder em 2003, aprofundou aquelas matrizes da reforma previdenciária, carregando maior exigência de tempo de contribuição e de idade mínima. Eu não diria que é oportunismo, diria que tomou conta, tomou ciência, talvez, dos problemas relacionados à questão previdenciária e fez uma opção.

Em vez de discutir a questão da repartição da riqueza no Brasil, disse: precisamos aumentar a contribuição para o trabalhador. O trabalhador ainda precisa trabalhar mais até conquistar sua aposentadoria. É uma questão política, política, política! Para quem criticou, no passado, talvez, a política cambial, esse tripé que manteve o Plano Real, chegou à conclusão de que não dava para mudar radicalmente, dar um cavalo de pau e continuar conduzindo a política econômica com as mesmas matrizes que vigoraram por aquele período de crescimento econômico.

O Governo Fernando Henrique Cardoso também conseguiu seu momento de êxito, tanto que foi reeleito em primeiro turno. Aquele que é carregado nos braços da população por um período pode ser que não seja para sempre. Sabemos disso. É comparável às metáforas de futebol, quando o atacante de um time faz quatro gols e é carregado nos ombros. No outro dia até realiza uma boa partida, mas a bola bateu na trave, não entrou e é considerado um inimigo da torcida.

Na vida política, nada está acabado e nem a popularidade de alguém se estende infinitamente. Pode também conter elementos que impliquem, no futuro, no seu desgaste.

O próprio Governo Lula já viveu momentos de baixa credibilidade política no período do Mensalão e vieram à tona os escândalos. E reverteu a situação? Reverteu. Mas aquele era um momento de baixa para o seu Governo, para o seu Partido Político. Era um momento ruim.

Vive agora um momento bom? Sim. É razoável realizarmos um debate político sem “fulanizar”, trabalhando com as questões necessárias para ajudarmos a população, inclusive, a entender como ocorre a disputa pelo poder. Nessa disputa, obviamente muitas vezes, há ações para desconstruir o outro. Sendo legítima ou não, mas é a guerra. Leiam um pouco Nicolau Maquiavel e verão como retrata a questão, tanto do Estado, do Poder Público, quanto das disputas que ocorrem em torno do Poder.

Mas, assumi a tribuna para mencionar também a questão do Orçamento da cidade de São Paulo. Hoje se realizará a primeira Audiência Pública sobre o Orçamento Programa para 2010, às 19h, na Rua Genebra, no auditório do Sindicato dos Engenheiros de São Paulo. É muito importante porque a Câmara Municipal de São Paulo recebeu a Peça Orçamentária, o Orçamento Programa ou Orçamento Fiscal para 2010. Estão previstas receitas de 26 bilhões e 170 milhões de reais. É o que a cidade de São Paulo e o Poder Executivo esperam arrecadar no ano que vem.

Ainda falta chegar à Câmara Municipal de São Paulo o projeto de lei que disporá sobre a atualização da Planta Genérica de Valores, sobre o IPTU. Esse valor pode ser maior em função do que for arrecadado sobre o importante imposto que é o predial e o territorial urbano.

Mas, quem arrecada também gasta. Estão previstas despesas para serem consumidas com esses recursos que a Cidade prevê arrecadar. Por exemplo, a Câmara Municipal de São Paulo possui uma previsão orçamentária de Receita de 399 milhões de reais para o próximo ano. O Tribunal de Contas possui uma previsão orçamentária de 177 milhões, um pouco menos do que 50% que está dotado para a Câmara Municipal.

Fiz um projeto de lei no início da legislatura para vendermos o prédio do Tribunal de Contas e transferir a sede do mesmo para o Bairro da Nova Luz.

Nessa política de valorização e reurbanização do Centro da Cidade, seria bom se nós instalássemos os principais órgãos públicos da Prefeitura ou do Legislativo naquela região da Nova Luz – antes chamada de Cracolândia, nome que queremos afastar. Meu projeto está tramitando nesta Casa, para que se venda aquele prédio e se transfira o TCM para a Nova Luz, como incentivo ao desenvolvimento daquela região muito importante, mesmo porque a iniciativa privada não tem demonstrado interesse de se instalar lá.

Depois, temos as Subprefeituras com dotações de recursos de 30 milhões, em média, para cada uma. Por exemplo, a Subprefeitura de Perus, uma região que precisa de muitos investimentos, tem uma dotação orçamentária de cerca de 15 milhões de reais, com uma população de quase 300 mil habitantes. Para o Tribunal de Contas, 177 milhões de reais estão previstos, ou seja, onze vezes superior à dotação da Subprefeitura de Perus. Se pegarmos a Subprefeitura da Sé, em que a população se queixa que há muito lixo nas ruas, 49 milhões de reais é a dotação orçamentária para ela. Isso é um quarto do valor dotado para o Tribunal de Contas.

Acho que o orçamento fiscal precisa de ajustes, de alguns remanejamentos dessas receitas para se colocar mais dinheiro para as políticas públicas. É esse debate que fazemos a partir de hoje e faremos nas audiências públicas. Obrigado, Sr. Presidente".

Veja o vídeo abaixo: