terça-feira, 21 de setembro de 2010

Claudio Fonseca presta homenagem a Ruth Cardoso

Se estivesse viva, a antropóloga Ruth Cardoso, idealizadora da Comunidade Solidária, teria completado 80 anos no último dia 19 de setembro. E aproveitando a sessão plenária desta terça-feira (21/9), o líder do PPS na Câmara Municipal, Professor Claudio Fonseca, em discurso, prestou homenagem à “grande brasileira, grande mulher”.

Ruth Cardoso possui grande importância para todos os brasileiros, não só pelas suas ações solidárias pelo país afora, mas também pela sua luta em defesa da democracia”, ressaltou o parlamentar.

“A Professora Ruth Cardoso foi uma defensora das liberdades democráticas e contribuiu para que o Brasil chegasse ao ponto no qual se encontra hoje, onde existem liberdades política, religiosa, partidária, sindical. Um país onde as mais diferentes vozes podem se manifestar denunciando as injustiças sociais e econômicas”.

Para o vereador, a esposa do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso foi uma primeira-dama “discreta, sem jamais se aproveitar da situação”. “Ela nunca foi uma pessoa subserviente, contemplativa das ações do presidente Fernando Henrique. Tinha voz ativa e participava da divulgação das principais ações do governo para a inclusão de todos os brasileiros”.

Claudio Fonseca também recordou o papel fundamental de Ruth Cardoso na defesa intransigente dos diretos das mulheres: “Ela sempre quis que as mulheres fossem propositivas, ativas em sua atuação na sociedade, na política. Uma grande mulher”.

Veja mais: Centro Ruth Cardoso

sábado, 18 de setembro de 2010

Heida Ly promove festa de 30 anos de fundação da Associação Chinesa do Brasil


CMSP Fotos - RenattodSousa/CMPS

Criada em 1979, a Associação Chinesa do Brasil é uma entidade sem fins lucrativos que congrega mais de 30 instituições de chineses em todo o país. Para celebrar as atividades culturais milenares chinesas desempenhadas por essas entidades, a Câmara Municipal de São Paulo realizou sessão solene na sexta-feira (17/09). A iniciativa da homenagem à ACB é da vereadora Heida Li (PPS).

O Ano Novo chinês também é promovido pela Associação, comprometida com o resgate das tradições de um povo, que estreitou laços com o Brasil nos últimos 198 anos. A entidade também tem forte atuação em obras assistenciais e na prática de desportos, em modalidades como tênis de mesa e basquetebol.

A comunidade, composta por cerca de 200 mil integrantes - 90% dela na Capital paulista - mais uma vez saudou a integração cultural sino-brasileira.

A nova diretoria executiva da ACB tomou posse durante a cerimônia. “A verdade é a seguinte: essa Associação representa mais ou menos 38 associações. Cada associação representa uma província. Quando a gente comemora algumas datas importantes assim, a gente se une para fazer uma festa grande”, conta a vereadora Heida Li, que foi diplomada a nova presidente da entidade.

“Todo mundo sabe, que Brasil e China são parceiros estratégicos. Na área econômica e comercial, também temos grandes êxitos. Hoje em dia, a China é o maior mercado de exportação pro Brasil. Em 2009, enfrentamos a crise econômica mundial e a China contribuiu muito. Mais e mais chineses vem aqui pro Brasil para visitar”, enfatiza o cônsul-geral da República da China em São Paulo, Sun Rong Mao.

A solenidade também foi prestigiada pelo deputado federal William Woo (PPS); pelo sr. Wang, presidente de honra da Associação; e por Zhang Wei, diretor do Conselho Fiscal.

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Em noite de gala, São Paulo recebe o seu mais novo cidadão: José Hamilton Ribeiro

Uma noite repleta de boas histórias, velhos companheiros, e muita emoção. Esse foi o cenário da sessão solene da Câmara Municipal de São Paulo que homenageou com o Título de Cidadão Paulistano o grande (de talento e coração) e renomado jornalista José Hamilton Ribeiro, o “Repórter do Século”. O evento foi realizado no Salão Nobre do legislativo paulistano na noite de quinta-feira (16/9).

Zé Hamilton e as filhas Teté Ribeiro e Ana Lúcia Ribeiro

A homenagem, de iniciativa do jornalista Moacir Longo e do vereador Claudio Fonseca (PPS), contou com a presença de diversas personalidades do mundo do jornalismo brasileiro , das artes e da política nacional (ver abaixo).

Público se emocionou com o discurso do novo cidadão da cidade

Público lotou as dependências do Salão Nobre da Câmara

Faceiro e Gabola

Em seu discurso, o “mais novo paulistano” agradeceu as filhas Teté Ribeiro e Ana Lucia Ribeiro, parentes, amigos e admiradores que lotaram o Salão Nobre da Câmara. Com a simplicidade marcante e a genialidade dos mestres, encantou co m um discurso profundo, emocionado. Mostrou orgulho ao receber a homenagem do legislativo que, segundo ele, “é o poder mais perto do povo, mas também o mais fraco”.

“Temos muitos editores medíocres, preguiçosos, que quando não tem nada para mostrar mandam o repórter filmar o plenário da Câmara vazio. Ora, como se o parlamentar fosse um papagaio de plenário. Ele é um homem que tem condições técnica s para trabalhar. Ele precisa visitar o bairro, estar com o povo, pois é um lutador do dia-a-dia. A atividade do plenário é a menor delas”, defendeu.

Zé Hamilton: "faceiro e gabola"

O mestre Zé Hamilton enalteceu o papel do PPS, partido do qual é admirador há muitos anos: “Estou faceiro e gabola porque recebo essa homenagem de um partido decente, de homens decentes. O PPS, antigo Partidão, teve a consciência e a autocrítica necessárias para refazer o seu pensamento”.

Mesa da Sessão Solene

Proponente da homenagem, o vereador e líder do PPS na Casa, vereador Claudio Fonseca, sentiu-se honrado com a homenagem. “Homenagear o José Hamilton Ribeiro é realmente um orgulho enorme, não somente pelo fato de ele ser um grande personagem da comunicação, mas também por ser um democrata, que lutou pela defesa das liber dades”.

O vereador lembrou da contribuição de José Hamilton Ribeiro para a cultura nacional: “Zé Hamilton é aquele que encanta as manhãs de domingo com sua s reportagens que mostram o homem do campo, a nossa cultura e a nossa música”.

"Eu conheci José Hamilton quando lia a [revista] Realidade. E ele foi visitar uma guerra, como repórter, que me levou para militar no Partido Comunista Brasileiro, a Guerra do Vietnã. E aquilo era importante para nós porque acompanhávamos o que significava um país que tinha sido historicamente ocupado que se rebelava contra a maior potência militar da terra. E que ao final foi vitorioso. Como foi vitorioso o Brasil que teve uma testemunha ocular, hoje homenageada por São Paulo. É uma honra para José Hamilton Ribeiro, mas é uma honra muito maior para a cidade de Sâo Paulo tê-lo como um cidadão paulistano", discursou Roberto Freire, presidente nacional do PPS.

Velhos Amigos

“O Zé inaugurou um estilo de se fazer reportagem, que pode ser chamado de estilo ‘Zé Hamilton de perguntar’, aquele no qual o repórter, com as suas perguntas, consegue colocar-se no ponto de vista do leitor que não sabe do que trata a reportagem. Com isso, o Zé conseguiu fazer grandes reportagens”, afirmou em discurso o amigo de longa data, jornalista Audálio Dantas.

Dantas, que também foi presidente do Sindicato dos Jornalistas de São Paulo, conheceu José Hamilton Ribeiro na redação da Folha de S. Paulo na década de 50. Lá, viveram diversas histórias, como a que vamos conhecer abaixo:

“Numa tarde de sábado de plantão na Folha, naqueles dias que o sujeito está louco para ir embora, porque não acontece nada, chegou à redação a informação de que o rei etíope Haile Selassie estava hospedado no Hotel Otton. Quando o Zé chegou à portaria do hotel, ninguém sabia do paradeiro do tal rei, que havia sido deposto por um golpe de Estado. Mas como repórter é curioso - e com o Zé não é diferente - ele continuou andando pelos arredores. Perguntou pelo rei para um homem que passava por ali. O sujeito disse que o rei não se encontrava no andar mencionado pelo Zé, mas lá ‘estava uma turma de escola de samba’. Não havia escola de samba, mas a comitiva do rei vestida com roupas típicas. Aí, dito e feito. Essa é só uma pequena amostra da capacidade que o Zé tem de ser um repórter que insiste na matéria e na pergunta”, contou arrancando risos da plateia.

A voz do campo

A cantora da renomada dupla As Irmãs Galvão, Marilene Galvão, lembrou dos momentos que passou ao lado do homenageado quando Zé Hamilton preparava uma extensa reportagem sobre a música caipira.

“Todos sabem da importância do seu trabalho e como você é amigo, feliz e emotivo”, disse a cantora, que brincou com a ausência da irmã Mary. “A minha irmã, aquela metida, está nos Estados Unidos e ligou para lembrar-me da sua festa. Mas desde anteontem que eu estou pronta...aí, eu falei para ela: ‘você está aí com o Yes, e eu aqui com o Zé’”.

Ao mestre, com carinho

Ivo Herzog, diretor do Instituto que leva o nome do pai, o jornalista Vladimir Herzog, afirmou que a homenagem se estende também a todos os jornalistas. “O jornalismo vive um momento muito difícil, mas não perdeu sua importância”.

“O grande sucesso do Zé Hamilton se dá porque ele faz a essência do jornalismo, que é a de ser um grande contador de histórias”, disse Herzog, lemrando que Zé Hamilton é um dos maiores ganhadores do Prêmio Vladmir Herzog de Direitos Humanos.

“Obrigado por ter me ajudado, por ter sido um ótimo professor e por ter sido o mentor na criação do Instituto Vladmir Herzog”, concluiu o filho do saudoso jornalista.

Padrão de qualidade

José Augusto de Camargo, o Guto, presidente do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Estado de São Paulo, retomou a discussão do fim da obrigatoriedade do diploma de jornalismo.

“O trabalho do jornalista exige preparo, técnica. E é essa característica peculiar que apaixona o jornalista e que deve ser retomada. O jornalismo tem características próprias apaixonantes e que devem ser bem aprendidas”, disse ao defender a obrigatoriedade do diploma. E finalizou:

José Hamilton, eu o cumprimento porque você é o exemplo vivo disso e faz com que todos os jornalistas o homenageiem, finalizou o presidente do Sindicato.

Freire: "uma honra para São Paulo tê-lo como um cidadão paulistano"

Os alunos levaram carinho a Zé Hamilton

O homenageado deu muitos autógrafos

O jornalista Amaury Jr. fez questão de cobrir a sessão

Zé Hamilton, Roberto Freire e Audálio Dantas

A Rede Globo também esteve presente

A TV Câmara entrevistou Zé Hamilton ao vivo para toda a cidade

Homenagem foi proposta pelo vereador Claudio Fonseca

Autoridades


Além de José Hamilton Ribeiro e do vereador Claudio Fonseca, fizeram parte da mesa: Roberto Freire, presidente nacional do PPS; José Augusto de Camargo; presidente do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Estado de São Paulo, jornalista Audálio Dantas; subprefeito da Lapa e presidente municipal do PPS, Carlos Fernandes; presidente da Câmara Municipal de Embu Guaçu, José Raimundo Pereira dos Santos, cantora Marilene Galvão, das “Irmãs Galvã o” e Ivo Herzog, diretor do Instituto Vladimir Herzog.

Todos acompanharam o documentário "O Príncipe dos Repórteres"

O homenageado e as filhas: momento de grande felicidade

Vereador Claudio Fonseca: "orgulho do homenageado"

A cantora Marilene Galvão, das “Irmãs Galvão: "muita emoção"

Personalidades

Tuca Sclamndré, fotógrafa profissional; Arquimedes Fernandes, pesquisador; Sergio Dávila, editor executivo da Folha de S. Paulo; Almyr Gajardoni, editor da revista D.O. Leitura, da Imprensa Oficial do Estado de São Paulo; Nilo Cecílio, jor nalista; Daniel Wendel, presidente do Sindicato das Cooperativas de Trabalho no Estado de São Paulo, Alberto Chamas, professor do curso de jornalismo da Universidade Presbiteriana Mackenzie; Fred Ghedini e Everaldo Gouveia, ex-presidentes do Sindicato dos Jornalistas Professores no Estado de São Paulo; professor Eun Yung Park, representando o professor José Luiz Proença – chefe do Departamento de Jornalismo e Editora ção de Comunicação e Artes da Universidade de São Paulo; vereador Marcelo Del Bosco, vereador da Câmara Municipal de Santos; jornalista Eduardo Ribeiro; Amadeu Memolo, presidente da Associação dos Jornalistas Profissionais Aposentados no estado de São Paulo; Sérgio Gomes, presidente da Oboré Projetos Especiais em Comunicações e Artes; Edvaldo Ferreira dos Santos, presidente do Centro de Integração dos Ami gos da Terceira Idade da Cidade Tiradentes (CIATI); Augusto Ribeiro Garcia, editor de Direito e Legislação da Revista DBO; Antonio Carlos Fon, jornalista; Carlos Taufik Haddad, coordenador da Imprensa Oficial; André Freire, secretá rio geral do Sindicato dos Jornalistas do Estado de São Paulo; Maria Russo, 2ª secretária da Executiva do Grande Conselho Municipal do Idoso – Região Centro; jornalista Assis Valente; Roberto Mecca, professor Coordenador de Comunicação Social da Universidade Uni Sant’Anna, Cláudia Costa, professora de jornalismo da Uni Sant’Anna e estudantes de jornalismo da Uni Sant’Anna.


O hino nacional para um brasileiro autêntico

Audálio Dantas, Ivo Herzog e José Augusto de Camargo, o "Guto"


Leia também: A homenagem do amigo Assis Ângelo

Veja aqui a reportagem da TV Globo

Mais: Documentário de alunas é exibido em São Paulo

Sítio do jornalista Amaury Jr.

Matéria do Jornal da TV Câmara SP


Fotos

Ricardo Moreno/CMSP
Renato d'Souza/CMSP
Helô Machado/Amaury Jr.
Renan Geishofer/Liderança do PPS

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Vereador comemora a chegada do “Programa Inclui”

Na última terça-feira (14/9), o vereador Claudio Fonseca usou a tribuna da Câmara Municipal para saudar a implantação do “Programa Inclui”, da Secretaria da Educação, que vai permitir inclusão de centenas de crianças s com necessidades especiais na rede educacional da cidade. O líder do PPS também aproveitou para convidar os paulistanos para a sessão solene que deu o título de Cidadão Paulistano ao jornalista José Hamilton Ribeiro. Leia abaixo a íntegra:

"Sr. Presidente, Sras. e Srs. Vereadores, público que nos acompanha pela TV Câmara São Paulo e pelo Diário Oficial, boa tarde.

Gostaria de registrar os meus cumprimentos à equipe de Educação Especial da Secretaria Municipal de Educação, vinculados à Divisão de Orientação Técnica, por haverem, no dia de hoje, lançado o Programa Inclui, da Secretaria Municipal da Educação, a partir de esforços dos educadores e das pessoas que, de fato, compreendem que a educação é elemento fundamental para o desenvolvimento humano e social. Por isso a importância de assegurar educação para todos, independentemente das suas condições econômicas ou de suas dificuldades físicas ou intelectuais.

O Programa Inclui pode ser, de fato, um divisor de águas na educação, pois permite que as diversas equipes das centenas de escolas de São Paulo realizem um trabalho de inclusão, ao disporem de estrutura e de pessoal preparado - equipes multidisciplinares e equipes médicas - para atender as crianças com necessidades especiais, o que inclui adaptação de prédios públicos, tornando-os acessíveis a todos aqueles que têm alguma dificuldade de mobilidade, então, um programa bastante importante.

Não podemos deixar de registrar a importância do lançamento desse programa pela Secretaria Municipal de Educação e cumprimentar a equipe, na pessoa da Silvana e da Adriana, enfim, todas as profissionais que integram a Comissão de Educação Especial da Secretaria Municipal de Educação. Temos a certeza de que esse trabalho, esse programa, só foi possível de ser lançado no dia de hoje porque ele é, na verdade, uma soma das experiências da rede pública municipal de ensino, do trabalho realizado pelas escolas de educação especial da Cidade de São Paulo, das escolas de ensino regular, das escolas que convivem, hoje, com a inclusão e sabem que é necessário dar atendimento às crianças com necessidades especiais e que sabem também que é preciso investir na formação dos educadores.

Portanto, está de parabéns a equipe da educação especial da Secretaria Municipal de Educação, como também, de parabéns estão os profissionais de educação, porque entendemos que não haverá educação inclusiva se não houver um esforço, um empenho, um envolvimento dos 54 mil professores da rede, dos quase quatro mil gestores da Educação, que são diretores, coordenadores e supervisores de ensino assim como do pessoal do quadro de apoio como agente escolar, agente de apoio e auxiliar técnico de educação. Não existe escola que tenha uma política de inclusão sem o envolvimento de todos.

No período da manhã estivemos no lançamento do Programa Inclui com o nobre Vereador Floriano Pesaro, o qual tem, inclusive, importante projeto de lei que dispõe sobre a data da Inclusão no Município de São Paulo. Essas datas referenciais são importantíssimas, não só para chamar a atenção para os temas relevantes para os cidadãos e para a Cidade de São Paulo, como também para induzir o desenvolvimento de políticas públicas voltadas para determinados segmentos - então, para nós, é muito importante.

Reitero meus cumprimentos às Sras. Silvana, Adriana, Mônica, Marluce, Raquel, Luci e à diretora do departamento de orientação técnica da Secretaria Municipal de Educação, Regina Lico. É um trabalho de equipe, não é um trabalho de um só. A partir da experiência e do trabalho dos milhares de educadores da rede municipal de ensino, chega-se, hoje, nessa possibilidade de apresentar um programa que é estrutural para o sistema de ensino da Cidade de São Paulo, o qual é também estratégico para aquelas crianças que precisam ser incluídas e, de forma respeitosa, com todas as condições materiais, com toda a logística das escolas e com a possibilidade de inclusão.

Por fim, convido os Srs. Vereadores, todos aqueles que nos acompanharam, a assessoria da Câmara Municipal de São Paulo e os munícipes dessa Cidade para participarem, no dia 16, às 19h, do importante ato solene em São Paulo, que será a concessão do Título de Cidadão Paulistano para um nobre brasileiro, para um homem com uma história ilustre - José Hamilton Ribeiro, jornalista que faz o programa Globo Rural, da TV Globo. Ele é uma pessoa que tem uma trajetória importante. Foi correspondente de guerra e acidentou-se na Guerra do Vietnã. Sua carreira passa pela Folha de S.Paulo, pela revista Veja e pela revista Manchete. Tem suas raízes calcadas na formação do povo brasileiro, que faz questão de divulgar. Então, convido a todos, no dia 16, às 19h, no Salão Nobre da Câmara Municipal de São Paulo, para esse importante ato solene de entrega do Título de Cidadão Paulistano a José Hamilton Ribeiro, nascido em Santa Rosa de Viterbo. Sabemos que todas as cidades do Brasil, as 5.645 cidades brasileiras, o adotam pelo trabalho que ele faz em nome da Cultura, do homem do campo, e também por sua luta política, importante para a humanidade, pela paz, e pelo trabalho de cobertura na Guerra do Vietnã. Muito obrigado, Sr. Presidente".

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

16/9: Cidadão Paulistano para José Hamilton Ribeiro


O vereador Professor Claudio Fonseca convida toda a sociedade paulistana para a sessão solene que dará ao jornalista José Hamilton Ribeiro, o “Repórter do Século”, o título de Cidadão Paulistano da Câmara Municipal de São Paulo.

A homenagem será realizada no próximo dia 16 de setembro, quinta-feira, a partir das 19 horas, no Salão Nobre da Casa.

Na oportunidade, o jornalista recordará momentos marcantes da sua longa e brilhante carreira. Um documentário de oito minutos trará depoimentos dos amigos de profissão, além de mostrar curiosidades das suas principais reportagens. O cantor paulistano Celso Sim, músico da nova geração da MPB, dará o toque musical à noite.

Repórter do Século

José Hamilton Ribeiro nasceu em 29 de agosto de 1935, na cidade de Santa Rosa do Viterbo, interior de São Paulo. Em 1954, foi estudar jornalismo na Faculdade Cásper Líbero, em São Paulo. No penúltimo ano do curso, foi convidado a deixar a faculdade por ter participado, na condição de vice-presidente do Centro Acadêmico, de uma greve de estudantes. Na época, já trabalhava como repórter. Em 1964, se formou em direito na Universidade de Uberaba. Em 1973, ironicamente, voltou à Casper Libero, como parte do corpo docente da faculdade.

A carreira jornalística de José Hamilton Ribeiro começou em 1954, no jornal O Tempo, feito por jornalistas que haviam se demitido da Folha de S. Paulo. Em 1956, passou a ser repórter da Folha. Em 1962, aceitou um convite para trabalhar em Quatro Rodas, revista recém-criada pela Editora Abril. Chegou a ser editor-chefe da revista e ganhou um Prêmio Esso de Jornalismo em 1964.

Em 1966, transferiu-se para a revista Realidade, fundada por jornalistas dissidentes da Quatro Rodas, onde trabalhou sete anos e chegou a ser editor-chefe. Ganhou mais três prêmios Esso de Jornalismo: em 1967, 1968 e 1973. Como repórter da revista, participou da cobertura da Guerra do Vietnã. Passou 20 dias no front americano, com o fotógrafo japonês Kei Shimamoto.

No Vietnã, José Hamilton Ribeiro foi atingido por uma mina terrestre e perdeu a perna esquerda. Na ocasião, uma foto sua caído no campo de batalha estampou a capa de uma edição da Realidade. Em 1969, o jornalista escreveu um livro sobre a cobertura, O Gosto da Guerra, e ganhou outro Prêmio Esso, desta vez na categoria jornalismo individual.

De 1973 a 1975, José Hamilton Ribeiro foi repórter da revista Veja. Depois, afastou-se da grande imprensa para ajudar na implantação de novas tecnologias, como o off-set e a informática, em jornais do interior de São Paulo.

Em 1975, foi diretor do Diário de Ribeirão Preto. Em 1977, foi diretor do jornal Dia e Noite, de Rio Preto, pelo qual ganhou mais um Prêmio Esso de Jornalismo. Em 1978, foi chefe de jornalismo da TV Tupi, em São Paulo. No ano seguinte, foi diretor do Jornal de Hoje, de Campinas, e ganhou o Prêmio Telesp de Jornalismo.

Seu primeiro trabalho na TV Globo foi uma reportagem sobre o Pantanal, exibida em janeiro de 1981, na edição de aniversário de um ano do Globo Rural. A matéria, que fez como free-lancer, lhe rendeu um convite para trabalhar no Globo Repórter. Na época, o programa, dirigido por Paulo Gil Soares, era gravado em filme 16 mm, com narração em off, sem a imagem do repórter. A primeira gravação em videotape do Globo Repórter foi justamente uma reportagem de José Hamilton Ribeiro sobre o garimpo em Serra Pelada, exibida em 10 de junho de 1982. Era também a primeira vez em que o repórter aparecia no vídeo.

Ainda em 1982, José Hamilton Ribeiro passou a integrar a equipe do Globo Rural, da qual faz parte até hoje. Em 1983, ganhou o Prêmio Vladimir Herzog de Anistia e Direitos Humanos por uma reportagem sobre a seca do Nordeste, feita em parceria com Carlos Azevedo e Sérgio Roberto Ribeiro. Em 1985, outra reportagem sua, sobre os cortadores de cana de Barrinhos, em Ribeirão Preto, ganhou o Vladimir Herzog de jornalismo. Naquele ano, foi também o editor-chefe da revista Globo Rural.

Em 1990, José Hamilton Ribeiro tornou-se membro da Comissão de Avaliação da Escola de Comunicação e Artes da Universidade de São Paulo (ECA/USP). Em 1992, participou do projeto Notório Saber em Jornalismo da Universidade Federal de Santa Catarina. No ano seguinte, venceu o concurso de professor titular na mesma universidade.

Em junho de 1995, voltou ao Vietnã para fazer uma reportagem para o programa Contagem Regressiva. A viagem acabou rendendo uma matéria também para o Globo Rural, na qual o repórter e o cinegrafista Sergio Gilz documentaram os costumes da população e o trabalho do produtor rural no Vietnã.

Para o Globo Rural, José Hamilton Ribeiro participou de várias reportagens especiais no Brasil e no exterior. Em novembro de 1996, mostrou o trabalho dos índios bakairis que constroem canoas com a casca da árvore de Jatobá. Em 1999, foi até Portugal destacar as características da vida do campo no país, como a produção de azeitonas e a criação de cavalos. Em 2002, acompanhou uma expedição científica no rio Paraguai com pesquisadores da Embrapa. No ano seguinte, foi até a cidade de Araxá conferir o projeto de preservação de animais ameaçados de extinção. Também em 2003, fez uma série de reportagens especiais sobre música caipira.

Em outubro de 2004, uma matéria de José Hamilton Ribeiro sobre as queimadas na Amazônia foi ao ar no Jornal Nacional. As imagens mostravam grandes áreas da floresta devastadas pelo fogo e animais mortos pelas chamas. O repórter conversou com a então ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, sobre a situação das queimadas. Entrevistou também o presidente da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência, na época Ennio Candotti. Candotti afirmou que se houvesse um tribunal para julgar os crimes contra a natureza, o Brasil seria condenado.

Em 2006, José Hamilton Ribeiro recebeu o Prêmio Maria Moors Cabot, da Universidade de Columbia, um dos mais antigos e importantes prêmios do jornalismo nos Estados Unidos. O jornalista foi um dos vencedores na categoria Outstanding reporting on latin america, que homenageia profissionais que demonstram comprometimento com a liberdade de imprensa e a compreensão das relações interamericanas.

José Hamilton Ribeiro é autor de mais de 15 livros, quase todos derivados de suas reportagens, como Jornalistas 37/97 (1998), sobre o Sindicato dos Jornalistas de São Paulo, e Repórter do Século (2007), com suas reportagens que ganharam o Prêmio Esso.

Debater educação com responsabilidade é a tônica do discurso de Claudio Fonseca de 9/9

Debater educação com responsabilidade, longe das questões eleitoreiras. Esse foi tema usado pelo líder do PPS na Câmara Municipal, Professor Claudio Fonseca, durante sessão ordinária da Casa na quinta-feira (9/9). Veja abaixo:

"Sr. Presidente, Srs. Vereadores, Sras. Vereadoras, público que nos acompanha pela TV Câmara São Paulo, acabou de se pronunciar o Presidente da Comissão de Educação, Esporte e Cultura da Câmara Municipal de São Paulo. E o tema Educação - Presidente Celso Jatene - está sempre presente nos discursos proferidos na Casa, bem como durante a campanha eleitoral quando os candidatos apresentam, por exemplo, proposta sugerindo o fim da progressão continuada, sem indicar exatamente o que colocar em seu lugar. Nos dá espaço até para entendermos que a substituição da progressão continuada poderá ser substituída pela reprovação automática, com a exclusão ainda maior daqueles que mal chegam a ter acesso à Educação.

É necessário então que durante os debates realizados durante o processo eleitoral, e também nos demais, que as pessoas se aprofundem no tema quanto ao direito ao acesso e à permanência na Educação, e também quanto à universalização do seu direito. Reflitam também sobre as nossas dificuldades, não só na cidade de São Paulo, mas no Brasil, para garantirmos de fato o acesso à Educação desde a criança na mais tenra idade até a conclusão do ensino superior.

O sistema educacional no Brasil não assegura a todos o acesso à educação infantil, ao ensino fundamental, ao ensino médio e ao ensino superior. Mesmo com as 200 mil vagas em escolas particulares de ensino superior oferecidas pelo ProUni, através de um programa de financiamento, não foi suficiente. Óbvio, quanto mais se amplia o direito à Educação é melhor, mas não houve a sua universalização. O ideal seria que houvesse o atendimento pela universidade pública, que houvesse a expansão dos campos universitários mantidos pelo poder público, gratuito, com a possibilidade desde o filho do empregado ao filho do patrão frequentarem a mesma universidade, assegurando a formação plena desses brasileiros. No entanto, não tem sido assim.

Existem muitos setores que gostaram da brincadeira, e o capital financeiro internacional se interessou sobremaneira pelo setor educacional brasileiro, comprando faculdades e universidades que eram de propriedade de grupos nacionais, para hoje formar praticamente um grande trust. Assim, um único grupo mantém essas faculdades particulares, porque viram, nas ações do Governo, a possibilidade de ter financiamento, ainda que não formem com qualidade. Então temos, realmente, problemas na educação brasileira. Há avanços, com a possibilidade de oferecer maior quantidade de vagas aos alunos, às crianças e aos adolescentes no ensino fundamental, mas ainda existe o funil do ensino médio e da educação infantil, pois não consegue atender a enorme demanda.


Na cidade de São Paulo, temos os Centros de Educação Infantil - antigas creches - diretos e conveniados, cujos profissionais reclamam mais estrutura, logística, material e formação. Em São Paulo, os profissionais que trabalham no Centro de Educação Infantil ainda não têm todos os direitos dos demais profissionais da educação. Estão excluídos, por exemplo, do direito de recesso no mês de julho.

Muitas vezes, as pessoas acreditam que o recesso no mês de julho, as férias em janeiro, é apenas um direito e um benefício do profissional de educação, mas não é. Até mesmo as crianças precisam do convívio familiar, do convívio com a sociedade, porque a educação se dá na escola, na família, no contato com a sociedade, de forma geral. Então o recesso também é um direito da criança, porque a permanência na escola, às vezes por período integral, também cria estresse, cria distanciamento dos familiares, provoca perda de referências de partes da sociedade, que são muito importantes na formação da criança. Então nós, por exemplo, defendemos o direito de recesso no mês de julho para os Centros de Educação Infantil.

Cheguei a apresentar projeto de lei para assegurar esse direito, com vistas a melhorar a qualidade do ensino. A Comissão de Constituição e Justiça, no entanto, emitiu um parecer contrário ao direito de recesso escolar a esses profissionais da educação.

Portanto, Sr. Presidente, não apenas nos discursos, mas nas ações, nas políticas permanentes dos governos da União, do Estado e do Município, é preciso dedicar mais atenção à educação. Muito obrigado".

Em discurso, líder do PPS pede reocupação do centro


Durante a sessão ordinária de quarta-feira (8/9), o vereador Claudio Fonseca (PPS) comemorou o início da demolição, por parte do poder público, do Edifício São Vito, região da Cantareira, zona central da cidade.

Para o líder do PPS, é preciso reocupar o centro, “revitalizando e qualificando o espaço urbano, controlado com todos os meios e instrumentos urbanísticos para não favorecer somente a especulação imobiliária”. Veja a íntegra abaixo:

"Sr. Presidente, Sras. e Srs. Vereadores, queria registrar com satisfação a notícia de que o Edifício São Vito, em frente ao mercado Cantareira, vai, de fato, ao chão. Depois de um contencioso jurídico que se arrastava por longos anos, teremos a possibilidade de ver aquela área do Parque Dom Pedro, próxima ao Mercado Municipal de São Paulo, Mercado Cantareira, reurbanizada. Para isso, tanto o prédio São Vito quanto o Mercúrio serão demolidos.

Isso já estava programado desde os idos de 2003,mas havia os que entendiam que aqueles prédios poderiam ser recuperados e destinados à habitação de interesse social para ocupação daquela área com moradia popular.

Entendo que há, realmente, a necessidade de termos reservas do território da Cidade destinadas à construção de edificações de interesse social, de mercado popular, mas temos outros áreas que podem ser utilizadas para essa finalidade. De acordo com o programa do município de São Paulo, “Renova Centro”, existe a vinculação de parte dos imóveis situados nessa área de reurbanização que são destinados para habitação de interesse social.

Apresentei um projeto de lei vinculando parte dos imóveis do “Renova Centro” para servidores públicos, porque precisamos ocupar o Centro com pessoas que também tenham renda para que apostemos na qualificação do espaço urbano, na manutenção dos prédios, na capacidade produtiva para manter as taxas de manutenção e conservação das edificações, o que considero extremamente importante.

O principal destaque do meu pronunciamento é exatamente a reubarnização do Parque do Dom Pedro, embelezar a Cidade, devolvê-la em condições melhores à população, ainda mais por ser numa área que tem atraído cada vez mais turistas. A região do Mercadão e da Rua 25 de Março é a que mais atrai turistas em período de férias, de feriados prolongados, de carnaval, de festas de final de ano, então é importante a sua reurbanização. Também é importante a demolição do Viaduto Diário Popular, onde está o Museu da Ciência; reurbanizar aquela área, junto com a Casa das Retortas, é apostar numa cidade melhor. Assim como a Cidade ficará melhor com a reforma da Praça Roosevelt. Há discussões com os moradores locais mas, solucionados os problemas jurídicos legais, será iniciada a reforma da Praça Roosevelt para devolver aos moradores do entorno e aos paulistanos um espaço melhor.

São intervenções onerosas, mas importantes para uma cidade com a história de São Paulo, que tem de apostar na melhoria da qualidade de vida dos habitantes, dos visitantes, dos que vêm trabalhar e morar definitivamente. São medidas da Prefeitura que merecem registro positivo: a reurbanização da Praça Roosevelt e do Parque Dom Pedro e a demolição, já iniciada, dos Edifícios São Vito e Mercúrio, recuperando a área do entorno do Mercado Cantareira.

Entendo que, junto com essas intervenções, as Operações Urbanas em curso ou na fase de projeto executivo, como as Operações Urbanas Lapa até o Brás, Brás-Mooca e Mooca-Vila Carioca, trarão um grande impacto no visual da Cidade. Obviamente isso deve ser controlado com todos os meios e instrumentos urbanísticos para não favorecer somente a especulação imobiliária e para que haja mobilidade - já bastante comprometida. São investimentos importantes, então a notícia é boa para a Cidade, que carece deles para que tenhamos melhor qualidade de vida. Muito obrigado, Sr. Presidente".

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

Claudio Fonseca relembra alianças do PT com Collor e Sarney

Depois de ouvir diversas acusações ao candidato à presidência, José Serra (PSDB-DEM-PPS), durante o Pequeno Expediente da Câmara Municipal, o líder do PPS, Professor Claudio Fonseca, pediu a palavra para lembrar que o PT mantém alianças com Fernando Collor de Melo e José Sarney. Ouça abaixo a íntegra do discurso feito nesta quinta-feira, três de setembro.

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Sabatina com representante do IPEM é destacada pelo líder do PPS

Em discurso feito na sessão plenária de quinta-feira (2/9), Claudio Fonseca (PPS) relatou a visita do diretor do Instituto de Pesos e Medidas, Dr. Fabiano Marques de Paula, durante a realização da Comissão de Educação, Cultura e Esportes da Câmara na última quarta-feira (1/9). Veja a íntegra do texto abaixo:

" Sr. Presidente, Srs. Vereadores, telespectadores da TV Câmara São Paulo, ontem, na reunião da Comissão de Educação, Cultura e Esportes, tivemos a oportunidade de receber o Superintendente do Instituto de Pesos e Medidas, por requerimento deste Vereador, para falar sobre a certificação do material e do mobiliário escolar, posto que existe uma Lei Federal que obriga as Prefeituras, Governos Estaduais, o Poder Público de maneira geral, a comprarem material certificado. E um dos institutos que fazem a certificação de qualidade e resistência do material é o Instituto de Pesos de Medidas.

Então, foi com enorme satisfação que recebemos ontem o Sr. Fabiano, Diretor do Ipem, mais alguns técnicos que compareceram à Comissão, e pudemos receber informações detalhadas do trabalho que é feito pelo Ipem de avaliação do material escolar adquirido pela Prefeitura de São Paulo, que mantém alguns contratos com o Instituto para que ele faça a perícia do material adquirido.

Uma das perícias constatou que, no giz vendido para ser utilizado nas redes públicas de ensino do Brasil, foi encontrado até pedaço de vidro. Esse é apenas um dos componentes do material adquirido pelas Prefeituras: caderno, lápis, giz de cera, borracha, caneta a tinta.

O Instituto também verifica a composição química dos produtos, para que não haja toxidade que prejudique a saúde dos alunos; analisa a resistência desses materiais evitando que provoquem acidentes. Então, esse trabalho do Instituto de Pesos e Medidas é muito importante. A partir do próximo ano, todos os Estados e Prefeituras terão, obrigatoriamente, de fazer essa certificação; e ainda que exista contrato direto entre as empresas fornecedoras e algum instituto, o trabalho do Ipem não será dispensado, porque é uma maneira de fazer uma auditoria daqueles componentes escolares, o kit de material escolar, do uniforme escolar, quanto à qualidade do tecido, o tamanho, a quantidade adquirida, enfim.

Portanto, foi muito importante a exposição do trabalho do Ipem na Comissão de Educação, além da discussão de projetos apresentados pelos Srs. Vereadores. Não faltam projetos a serem analisados, que dizem respeito ao atendimento da demanda na Educação Infantil e no Ensino Fundamental. Inclusive, convidamos o Sr. Secretário de Educação a comparecer à Câmara Municipal de São Paulo, vir até à Comissão de Educação para discutir o atendimento da demanda da educação infantil, em particular o atendimento de zero a três anos, devido à ocorrência da cessação de um contrato entre a Prefeitura e uma entidade mantenedora de creches na zona Sul da cidade, por seu descumprimento. Queremos saber como foi atendida a demanda já que a Instituição estava em situação irregular, não prestava contas, e não poderia o poder público dar continuidade a esse contrato. Que nos expliquem então como foi acolhida essa demanda.

Bem como queremos saber dos detalhes - por solicitação do nobre Vereador Alfredinho - relativamente a expansão da rede física para atender à demanda da educação infantil, de zero a cinco anos. Tal demanda tem-se caracterizado como agente de pressão ao poder público visando o atendimento às crianças. E é bom que haja pressão, é o reconhecimento da população quanto à importância estratégica da Educação tanto para o desenvolvimento das pessoas quanto para o País. A Educação agrega valor, faz com que um país seja pujante na área técnica e científica, levando-se em conta este nosso mundo de tanta informação.

Agradeço V.Exas. por me alertarem, o meu tempo está expirando. Agradeço aos nobres Pares! Muito obrigado".

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Comissão de Educação sabatina representante do IPEM


Atendendo ao pedido feito pelo líder do PPS, Professor Claudio Fonseca, foi realizada uma sabatina com o superintendente do IPEM (Instituto de Pesos e Medidas), Dr. Fabiano Marques de Paula, durante a reunião da Comissão de Educação, Cultura e Esportes da Câmara Municipal de São Paulo, na tarde desta quarta-feira (1/9).

O vereador pediu explicações sobre o trabalho que o Instituto realiza na certificação dos padrões de qualidade dos materiais escolares utilizados pelos alunos da rede municipal da capital. O IPEM realiza essa certificação desde 2007, quando foi contratado pela Secretaria Municipal de Educação. A partir de 2011, no plano federal, esse trabalho de certificação do material escolar será feito pelo Inmetro (Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial).

Dentre algumas irregularidades encontradas pelo Instituto, De Paula destacou duas: um pedaço de vidro encontrado dentro de um giz de cera e o vazamento de uma cola líquida no interior de um kit escolar. Todos os relatórios das avaliações feita pelo IPEM são enviados à Secretaria de Educação. Ele afirmou, ainda, que todo o mobiliário utilizado nas escolas também é avaliado pela autarquia.

O vereador democrata Marco Aurélio Cunha lembrou que a relação “custo X benefício” deve ser bem analisada. “O baixo preço do produto não deve ser considerado fator principal para a sua compra. Uniforme mais barato, por exemplo, pode ter uma durabilidade menor”, analisou o vice-presidente da Comissão.

Na pauta

Foi aprovado pela Comissão o PL 145/02, de Claudio Fonseca, que institui a “Central de Incentivo à Cidadania e Valorização da Cidade”. O PL tem como objetivo apoiar e motivar a população a promover ações comunitárias voluntárias que recuperem a cidade, do ponto de vista estético, arquitetônico e social.

A Central fará o estabelecimento das atividades que serão desenvolvidas, o cadastro das pessoas ou entidades, além da coordenação dos trabalhos. A proposta autoriza que a Central receba recursos financeiros para a sua manutenção; sendo assim, ela fará a destinação dos recursos para os setores que necessitem de ajuda.

Com o texto, o vereador busca estimular que ações comunitárias façam parte do dia-a-dia das pessoas. “O serviço voluntário desempenha um papel importante, na medida em que é integrador, reunido indivíduos, grupos e instituições para o exercício de ações de cidadania das mais diversas naturezas” analisou.

Com essas ações, o voluntário torna-se co-responsável na execução de trabalhos que melhorem a sua comunidade a curto e médio prazo. O parlamentar também entende que a população jovem da capital paulista também terá importante atuação nesse projeto: “Essa parcela da população está mais consciente da necessidade do esforço mútuo entre a população e o Poder Público na solução dos problemas, como, por exemplo, a depredação do patrimônio público e a pichação das fachadas dos imóveis”. “Oferecer aos voluntários uma oportunidade organizada de transformar a cidade poderá ser a porta para essa nova realidade”, finalizou Fonseca.

Requerimentos

O requerimento de Claudio Fonseca, lido na semana passada, foi aprovado na reunião desta quarta-feira. No documento, o líder do PPS na Casa pede que seja encaminhada cópia do PL 261/10, de autoria do vereador petista Antonio Donato, para o Poder Executivo veja a viabilidade e o impacto que o “Programa Pró-Criança”, previsto no texto, trará ao erário.

O primeiro requerimento do vereador que foi lido na tarde de quarta-feira é o que pede que seja encaminhada cópia do PL 996/97, da autoria do ex-vereador Archibaldo Zancra (PR) e outros, ao Executivo paulistano. O PL propõe a consolidação da legislação municipal sobre higiene na comercialização de alimentos.

O segundo e último requerimento apresentado por Claudio Fonseca na reunião estabelece o envio ao Executivo de cópia do PL 690/08, de autoria do ex-vereador Carlos Neder (PT), que obriga a Prefeitura de São Paulo a garantir o ensino regular formal à crianças que realizam terapia renal substitutiva. Ambos os requerimentos serão votados na próxima reunião, que será realizada no dia 8/9.

Durante a reunião foi aprovado também o PL 716/09, de autoria do vereador Antonio Paiva (PR).

Informes

Ao final, Claudio Fonseca indicou o vereador Alfredinho (PT) para presidir a Sessão Solene que fará a entrega do “Prêmio Paulo Freire”. A Solenidade será realizada no próximo dia 24/9, às 19h, no Salão Nobre do Palácio Anchieta.

Também foi informado que a Câmara Municipal de Campinas realizará o Seminário Nacional da Câmara Municipal de Campinas e da Federação Nacional dos Servidores dos Legislativos e dos Tribunais de Contas dos Municípios nos próximos dias 16 e 17/9. O tema do seminário é: “O que muda nas relações das Câmaras Municipais com seus servidores – Os reflexos da recente aprovação da Convenção 151 da Organização Internacional do Trabalho pelo Congresso Nacional”.

Participaram do encontro os vereadores: Professor Claudio Fonseca, líder do PPS na Câmara; Claudinho de Souza (PSDB), presidente da Comissão; Marco Aurélio Cunha (DEM), vice-presidente da Comissão; Alfredinho Cavalcante (PT), Celso Jatene (PTB) e Jooji Hato (PMDB).

Outras Comissões

Comissão de Constituição e Justiça


Comissão de Administração Pública

Comissão Extraordinária do Meio Ambiente


Comissão de Finanças e Orçamento


Comissão de Política Urbana