quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Em primeira votação, Câmara aprova Orçamento 2011

Em votação simbólica, o plenário da Câmara Municipal aprovou nesta quarta-feira (1/1) o substitutivo do relator da Comissão de Finanças (PL 444/10), vereador Milton Leite (DEM), à proposta orçamentária do município de São Paulo para 2011.

Com a aprovação em primeira votação, abriu-se a possibilidade para que os vereadores apresentem emendas. O relatório final deve ser votado no próximo dia 15 de dezembro.

O líder do PPS, Professor Claudio Fonseca, votou contra o relatório “pois a maioria dos vereadores não conhece as emendas apresentadas pelo relator”, disse. Segundo ele, o aumento de recursos para as subprefeituras (cerca de R$ 200 milhões) deve ser analisado com cuidado. “Não pode existir um desequilíbrio na distribuição dessas receitas”, alerta Fonseca, que acredita ser necessária uma análise mais cirúrgica do relatório apresentado pela Comissão de Finanças. Abaixo, o discurso do parlamentar no encaminhamento do voto contra o relatório.

O relator do orçamento, vereador Milton Leite (DEM), elevou em R$ 743 milhões (R$ 244,6 milhões de IPTU e o restante de ISS) a previsão de receita para o ano que vem. No projeto que havia enviado à Câmara Municipal o Executivo estimava a receita em R$ 34,6 bilhões, mas o valor passou agora para R$ 35,3 bilhões.

Discurso de Claudio Fonseca duarante a votação do relatório do Orçamento 2011:

“Sr. Presidente, Sras. e Srs. Vereadores, conforme dito pelo Vereador que me precedeu, estamos discutindo a principal peça que serve para orientar a realização de despesas e a captação de receitas pelo Município de São Paulo: o orçamento da cidade de São Paulo para 2011. Essa peça faz uma previsão de receitas que a Prefeitura terá, bem como determina o modo como procederá em relação aos gastos com projetos, programas e atividades para 2011.

O projeto original, encaminhado a esta Casa pelo Executivo após receber e discutir propostas de diferentes Secretarias e Subprefeituras, estima uma receita da ordem de 34 bilhões de reais e despesas no mesmo valor. Sabemos que, para uma cidade como a nossa, com problemas que demandam grandes receitas, o estimado nesse projeto não é suficiente.

Não à toa, o Prefeito Gilberto Kassab vem indicando a necessidade de se fazer um novo pacto em relação à dívida que o Município contraiu da União. Trata-se de uma dívida que, originalmente, era de cerca de 6 bilhões, valor que hoje ultrapassa 40 bilhões. Essa dívida - indexada ao IPCA, portanto à variação do dólar – só não teve um aumento maior, mais comprometedor, porque o câmbio hoje mantém o dólar desvalorizado em relação ao real.

Anualmente, comprometem-se 3,3 bilhões das receitas do Município para o pagamento dos serviços da dívida. Se em 2003 houvéssemos tido condições de ter saldado parte dela, os juros seriam de 6% ano. Como não houve a amortização prevista naquele ano, os juros saltaram para 9% ao ano. Por essa razão, o Prefeito vem apontando a necessidade de uma renegociação da dívida, tese que é antiga. Se o orçamento da Cidade contasse com mais 3,3 bilhões, poderíamos ter investimentos em moradia.

Além disso, conforme foi dito pelo Vereador Donato, mesmo havendo rubrica, não há recursos significativos para a expansão da malha metroviária em São Paulo. Já foram empenhados cerca de 850 milhões, faltando 150 milhões para a realização do que foi anunciado durante a campanha. Obviamente, o segmento de transporte e de mobilidade na cidade de São Paulo exige recursos urgentes e de maior monta, requerendo, também, parcerias com o Governo Federal, com o Governo Estadual e participação de outros municípios além do nosso. Uma vez que o problema da mobilidade é metropolitano, outros municípios poderiam contribuir para os investimentos no metrô para que sua malha chegasse a cidades como Guarulhos, Santo André, São Caetano, São Bernardo do Campo, Mogi das Cruzes, Suzano e outras.

Mas, mesmo que houvesse essa renegociação da dívida, que deixássemos de transferir os cerca de 3,3 bilhões de reais para os cofres da União - dinheiro que poderia voltar para a Cidade na forma investimentos -, as receitas ainda seriam insuficientes para atendermos tudo o que está previsto inclusive no Plano de Metas que foi votado por esta Casa.

Tendo sido realizadas audiências públicas para a discussão do orçamento, surpreende-me a afirmação de que a participação da população foi baixa por conta de desconhecimento, pois a própria Câmara Municipal empenhou recursos para fazer a divulgação institucional da realização dessas audiências públicas, chamando a população a população a delas participar. Como nós discutimos o Orçamento Fiscal do Executivo e do Legislativo, Câmara Municipal de São Paulo e Tribunal de Contas do Município de São Paulo, existem receitas dotadas para comunicação, tanto do Executivo quanto do Legislativo, e nesse ano foi utilizado...(pausa)...

Como estava dizendo, há os orçamentos fiscais, tanto do Executivo quanto do Legislativo, temos a Secretaria de Comunicação Institucional. Foi feita uma boa divulgação convocando a população para participar das audiências públicas que foram realizadas. E pelo menos as que foram realizadas na Câmara Municipal de São Paulo, posso dizer que tivemos uma boa participação com indicação de representantes de sociedades, movimentos, de frentes, indicando à necessidade de alterações nas áreas de Transportes, Mobilidade, Verde e Meio Ambiente, Educação e Saúde, quanto a expansão da quantidade de hospitais a serem construídos e até mesmo da sua manutenção, da reforma de equipamentos na área da Saúde e todas essas emendas foram anotadas pelo relator.

Na questão da coleta, deposição do lixo, varrição, também foi discutido e na ocasião foi oferecida, inclusive uma polêmica, por meio do relator quanto a variação da receita destinada a coleta e varrição do lixo, variação de cerca de 80% em que havia, no entender do relator, uma vinculação em relação a tonelagem do lixo, a variação da inflação do período, o que não justificaria a variação de 85% da receita de um ano para outro a ser comprometido com a varrição e coleta de lixo.

No entanto nos anos anteriores pude verificar, que o relator mesmo indicou aprovação das receitas destinadas para essa rubrica, varrição e coleta de lixo, em percentuais superiores a inflação e ouvindo o Secretário, ele indicava que a variação das receitas em ter uma relação direta com, simplesmente, a tonelagem, até mesmo a quantidade de varrições que serão feitas. O serviço de coleta de lixo da forma como será feita. As novas tecnologias que serão utilizadas, inclusive, para depositar o lixo nos aterros sanitários. Foi bastante esclarecedor.

Ouvi aqui dizer que houve um aumento das dotações da receitas para as subprefeituras. Podemos, na oportunidade, verificar que várias despesas que eram realizadas anteriormente pelas subprefeituras hoje estão alocadas nas Secretarias, que são projetos estruturais para a cidade de São Paulo. A liberação de cotas para realização desses serviços e houve aumento.

Mas é interessante verificar que mesmo quando se pensa em colocar receitas nas subprefeituras têm algumas subprefeituras que são mais aquinhoadas. Recebem um percentual maior, mesmo quando se entende ou verifica que aquelas prefeituras que tem um índice de exclusão social maior ou um índice de desenvolvimento humano menor que precisam de mais recursos, não são exatamente elas que tiveram esse remanejamento, que receberam recursos e mesmo algumas secretarias.

Então para que possamos ter um melhor conhecimento do relatório que foi publicado hoje, se não me falha a memória, aprovado, no dia de ontem, nem todos os vereadores têm conhecimento de todo conteúdo das emendas que aqui foram colocadas.

Percebo que uma emenda que foi rejeitada em um ano ou apresentada pelo vereador aparece agora como emenda do relator. Seria bom saber porque não foi executada. Será que era pelo fato de ser de autoria de um vereador e se incorporado agora ao relatório ela será executada?
É importante sabermos como as emendas foram deslocadas e que todos nós tenhamos conhecimento dessa Peça como um todo.

Temos a oportunidade, porque, quando votado em primeiro turno, ainda temos condições de, verificando o relatório, apresentar sugestões de emendas. Não estamos falando daquelas emendas parlamentares, com recursos carimbados, destinados aos Srs. Parlamentares, mas das demais emendas e até do remanejamento de determinadas despesas que estavam previstas para projetos, programas e atividades, e que podem ser remanejadas.

Assim como a discussão dos 15% de remanejamento, concedido a todos os últimos Governos. Com a exceção de um dos anos da ex-Prefeita Marta Suplicy, todos os outros trabalharam com uma taxa de 15% de remanejamento. Então, é justo que se assegure ao Sr. Prefeito esse percentual de 15%, que não tem sido executado, mas que é prudencial.

Nesse sentido, teremos um maior entendimento da Peça Orçamentária e do relatório da Comissão de Finanças e Orçamento para, depois, votarmos, em segundo turno, um projeto já adequado às necessidades da Cidade. Muito obrigado”.

Dr. Milton Ferreira participa da festa de aniversário do SindusCon

O ministro das Cidades, Marcio Fortes, o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, o futuro Chefe da Casa Civil do Estado, Sidney Beraldo, o vereador Dr. Milton Ferreira, entre outras autoridades políticas e civis participaram nesta terça-feira (30/11) da cerimônia de comemoração dos 75 anos do Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo – SindusCon- SP , em São Paulo.

Autoridades, representantes empresariais e de trabalhadores também estiveram presentes no evento. Na ocasião, foi lançado livro comemorativo aos 75 anos de história do Sindicato da Construção em todo o Estado.

Diário de S. Paulo repercute momento tenso da Câmara

Líderes da Câmara defendem o debate político e rejeitam o uso da violência

Líderes de diversos partidos da Câmara Municipal de São Paulo divulgaram nesta terça-feira (1/12) nota à imprensa repudiando a agressão sofrida pelo vereador Marcelo Aguiar (PSC) na última semana. “Para nós, a democracia deve ser imperativa nas disputas políticas que ocorrem no parlamento e fora dele”. Veja a íntegra abaixo:

Nota à Imprensa

Sobre eleição da Presidência da Câmara Municipal de São Paulo

A democracia não é a ausência de conflito. Mas, com certeza, é a opção civilizada para resolver as discordâncias através da palavra e do debate público, rejeitando o uso da violência, a exemplo do ocorrido com o colega vereador Marcelo Aguiar (PSC). Para nós, a democracia deve ser imperativa nas disputas políticas que ocorrem no parlamento e fora dele.

No processo em curso sobre a eleição da Mesa Diretora da Câmara Municipal de São Paulo, queremos privilegiar as discussões entre os partidos políticos envolvendo de forma respeitosa todos os seus integrantes. Defendemos equilíbrio na tomada de decisões, aumento da transparência e aproximação entre o legislativo paulistano e os interesses do cidadão. Esses são princípios que defendemos, que motivam a busca da maior unidade possível, e estamos empenhados em cumpri-los.

Assinam

Atílio Francisco - Líder do PRB
Carlos Alberto Bezerra Jr. - Líder do PSDB
Claudio Fonseca - Líder do PPS
Claudio Prado - Líder do PDT
Eliseu Gabriel - Líder do PSB
Jamil Murad- Líder do PCdoB
José Olímpio - Líder do PP
Marco Aurélio Cunha - Líder do DEM
Penna - Líder do PV

terça-feira, 30 de novembro de 2010

Claudio Fonseca e Penna homenageiam o cartunista Glauco Villas Boas


Os vereadores Claudio Fonseca (PPS) e Penna (PV) vão conceder o Título de Cidadão Paulistano Post Mortem ao saudoso cartunista Glauco Villas Boas, morto em 2010. A solenidade será realizada no próximo dia 1º de dezembro, às 19h, no Salão Nobre da Câmara Municipal.

A homenagem é fruto da aprovação pelos 55 vereadores da Câmara Municipal do PDL 19/10, de autoria de Claudio Fonseca (PPS) e José Luiz Penna (PV), que reconhece “a inserção do trabalho do cartunista no contexto social, artístico, e da imprensa brasileira. É o testemunho da evolução do país, de seu crescimento e de suas mudanças...”.

Quem foi Glauco Villas Boas?

O cartunista Glauco Villas Boas nasceu na cidade paranaense de Jandaia do Sul em 10 de março de 1957.

Publicou sua primeira tira em 1976 no Diário da Manhã, de Ribeirão Preto. após ser descoberto pelo jornalista José Hamilton Ribeiro. Foi premiado no Salão Internacional de Humor de Piracicaba e na 2ª Bienal de Humorismo y Gráfica de Cuba.


Começou a colaborar na Folha de S.Paulo em 1979. Editou pela Circo Editorial entre 1987 e 1989 a revista Geraldão. Nesse período também foi colaborador das revistas Chiclete com Banana e Circo, da mesma editora. Foi também roteirista da TV Pirata e TV Colosso, da Rede Globo.

Humor Ácido

Com um humor ácido, piadas rápidas, traços limpos, "ultrassofisticado no pensamento" e com "um jeito particular, que unia inocência e malícia", Glauco colaborou para a modernização do projeto gráfico e do estilo dos cartoons brasileiros em período coincidente com o do advento de uma geração pós-ditadura.

Os trabalhos do cartunista expressavam "o singelo, uma expressão quase infantil", em resultado que mostrava a valorização do sentido urgente do humor.

A abordagem dos seus trabalhos era o cotidiano e a sua degradação. Problemas conjugais, neurose, solidão, drogas e violência urbana eram retratadas "sempre com graça e compaixão".

O nome de Glauco sempre esteve associado aos de Angeli e Laerte, "a santíssima trindade dos quadrinhos brasileiros", pela afinidade e por trabalharem no mesmo jornal durante 25 anos.

Morreu assassinado em 12 de março de 2010.

Conheça aqui um pouco mais da obra do mestre do cartunismo.

Orçamento é aprovado na Comissão de Finanças

Sítio da Câmara

Por cinco votos favoráveis, um contra e duas abstenções, a Comissão de Finanças e Orçamento da Câmara aprovou, nesta terça-feira, o parecer do relator vereador Milton Leite (DEM), ao projeto do Executivo que estima a receita e fixa a despesa para 2011.

O Orçamento vai agora à discussão em plenário para ser votado em primeira fase e, em seguida, receberá emendas dos parlamentares. Entre outras alterações da proposta original, Leite aumentou de R$ 884 milhões para um R$ 1 bi os recursos para as subprefeituras. Também contemplou dotações para as ciclovias e turbinou mais R$ 300 milhões para a Secretaria de Obras. Ainda assim, o relator considera a receita prevista “subestimada”.

O relator elevou ainda em R$ 743 milhões (R$ 244,6 milhões de IPTU e o restante de ISS) a previsão de receita para o ano que vem. No projeto que havia enviado à Câmara Municipal o Executivo estimava a receita em R$ 34,6 bilhões,

Por enquanto, o relatoro manteve intocável o índice de 15% de remanejamento das verbas, pretendido pela Prefeitura. Mas acredita que isso pode ser discutido nas próximas etapas de discussão e votação da peça, argumentou Leite na reuniã extraordinária.

O vereador Antônio Donato (PT) discordou do aumento que o relator concedeu aos subsídios às empresas de ônibus, já que a tarifa também deve aumentar no ano que vem. Milton Leite admite até que as passagens aumentem além de R$ 2,90.

“Todas as demandas das audiências públicas foram atendidas em número significativo”, anunciou o relator.

Compareceram à reunião os vereadores Roberto Trípoli (PV), presidente; Atílio Francisco (PRB); Gilson Barreto (PSDB); Adilson Amadeu (PTB); Donato; Milton Leite; Souza Santos (PSDB) e Aurélio Miguel (PR).

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Comissão de Educação realiza audiência pública

Renan Geishofer – Liderança do PPS

A Comissão de Educação, Cultura e Esportes da Câmara Municipal de São Paulo realizou sua 32ª reunião do ano na tarde desta quarta-feira (24/11).

Na primeira parte da reunião, os vereadores participaram de audiência pública para debater os seguintes projetos de lei de vereadores:

PL 273/10, de autoria do vereador Floriano Pesaro (PSDB);

PL 348/09, de autoria da vereadora Juliana Cardoso (PT);

PL 377/10, de autoria do vereador Floriano Pesaro (PSDB);

PL 1424/95, de autoria do vereador Wadih Mutran (PP).

Após o debate público, os parlamentares analisaram quatro projetos, porém nenhum foi aprovado. Abaixo a relação:

PDL 65/10, de autoria da vereadora Noemi Nonato (PSB) - adiado;

PL 72/09 , de autoria do vereador Antonio Paiva (PR) - vistado;

PL 591/09, de autoria do vereador Antonio Carlos Rodrigues (PR) - vistado;

PL 852/07, de autoria do ex-vereador petista Beto Custódio - vetado.

Participaram do encontro os seguintes vereadores: Professor Claudio Fonseca, líder do PPS na Câmara; Claudinho de Souza (PSDB), presidente da Comissão; Marco Aurélio Cunha (DEM), vice-presidente da Comissão, Alfredinho Cavlacante (PT), Jooji Hato (PDMB) e Netinho de Paula (PCdoB), que por acordo de lideranças partidárias volta à Comissão de Educação e ocupa a cadeira de Celso Jatene (PTB) que passa a compor a Comissão de Constituição, Justiça e Legislação Participativa.

Outras Comissões

Comissão de Constituição e Justiça

Comissão de Saúde

Comissão de Política Urbana

Comissão Extraordinária de Defesa dos Direitos Humanos

terça-feira, 23 de novembro de 2010

Câmara fará audiência pública de prestação de contas da Prefeitura

A Comissão de Finanças e Orçamento do Legislativo convocou para esta quarta-feira (24/11), às 11 horas, audiência em que discutirá o balanço financeiro do exercício de 2009 da gestão do prefeito Gilberto Kassab.

É a primeira vez que a Câmara realizará audiência pública para discutir a prestação de contas do Executivo. O debate acontece no Auditório Prestes Maia, 1º andar do Palácio Anchieta.

O Tribunal de Contas do Município deu parecer favorável ao balanço do Executivo, mas elencou uma série de ressalvas tendo em vista imperfeições encontradas.

Milton Ferreira vistoria obras da Prefeitura e prestigia aniversário do Flamenguinho do Piauí

Atento às demandas da região do extremo leste da cidade, o vereador pelo PPS, Dr. Milton Ferreira, vistoriou no último domingo (21/11) as obras da Prefeitura para a criação do parque linear no Jardim Nazaré, região do bairro de Itaim Paulista.



O parlamentar conversou com diversos moradores da região, todos satisfeitos com as obras do futuro parque e recebeu vários agradecimentos pelo seu empenho e fiscalização da obra que levará mais dignidade à região e seus moradores.


Mais tarde, o vereador prestigiou o aniversário do tradicional Flamenguinho do Piauí, time de futebol amador da Vila Nova União, São Miguel Paulista, também na zona leste.

O clube, localizado em uma região carente - na qual o vereador atua com bastante empenho - completou nove anos de existência. Com a atuação do Dr. Milton Ferreira junto ao Executivo, a região passou por um processo de urbanização de favelas, hoje um modelo na capital. No final das festividades, o parlamentar recebeu agradecimentos de diversos moradores do local.

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Em discurso, Fonseca critica o Governo Federal e fala sobre o Fundo Municipal do Idoso

Em discurso realizado na tribuna da Câmara Municipal na tarde de quinta-feira (18/11), o líder do PPS, Professor Claudio Fonseca, criticou o governo federal, mais precisamente o INSS, que pediu reintegração de posse de um prédio ocupado por diversas famílias desamparadas.

O parlamentar também lembrou em seu pronunciamento que fez uma “Indicação” ao prefeito Gilberto Kassab para que o Executivo encamine à Câmara Municipal um Projeto para criar o “Fundo Municipal do Idoso”. Leia a íntegra abaixo:

"Sr. Presidente, Srs. Vereadores, Sras. Vereadoras, hoje temos como vizinhos, próximos à Câmara Municipal de São Paulo, um movimento que luta por moradia e que ocupou quatro edifícios. Um está localizado na Avenida Nove de Julho é de propriedade do INSS, portanto sob a tutela do Governo Federal que pediu, obviamente, reintegração de posse e agora aqueles que ocupavam o prédio - famílias, crianças - estão perto da Câmara.

Pelo visto, o Governo Federal, a Superintendência do INSS, não teve uma conduta de, primeiramente, procurar um local para que essas pessoas fossem abrigadas, para que tivessem um lar, uma moradia, e prevaleceu a ordem judicial. O Governo Federal fez isso, a Superintendência do INSS pediu a reintegração de posse.

Como disse o nobre Vereador Alfredinho, é necessário que a Prefeitura de São Paulo tome uma providência, mas é necessário também que o Governo Federal o faça, ou que tivesse feito.

Pelo que entendi durante a campanha eleitoral, o programa Minha Casa Minha Vida construiria um milhão de casas, inicialmente; depois aumentou para dois milhões. Provavelmente se poderia aguardar, porque as casas devem estar em processo de construção, e é desumano jogar várias e várias famílias na rua. Cerca de 500 pessoas estavam ocupando o prédio de propriedade do Governo Federal, do INSS, que tem na Cidade vários imóveis. O INSS é um grande proprietário e poderia ter assistido a essas famílias, deixando-as permanecer lá até receberem suas casas do programa Minha Casa Minha Vida. Mas não foi o que aconteceu e as pessoas - entre as quais se encontram crianças, jovens, senhoras e senhores de idade - estão em frente à Câmara Municipal, na pracinha, aguardando uma providência da autoridade pública.

Esperamos que o Governo Federal providencie, o mais rápido possível, solução para o problema o mais rápido possível, porque parece haver outros edifícios de propriedade do INSS também ocupados e essas pessoas daqui a pouco vão para as ruas, ocupar praças - e tem chovido à noite; portanto, devem ser acolhidas.

O movimento de luta por moradia talvez tivesse a expectativa de que o Governo Federal adotasse uma postura distinta, de não pedir a reintegração de posse do imóvel do INSS e não colocar essas pessoas na rua.

O outro assunto que gostaria de abordar refere-se a uma boa medida aprovada pelo Congresso Nacional: Lei12.213, que instituiu o Fundo Nacional do Idoso e autorizou a dedução do imposto de renda devido pelas pessoas físicas e jurídicas, entre outras fontes, para compor recursos financeiros do Fundo Nacional, Estadual e Municipal do Idoso. Uma boa medida, porque a população brasileira tem envelhecido. A proporção de pessoas acima dos 29 anos é maior do que havia até recentemente. A população vai atingindo uma faixa etária mais elevada e isso é muito positivo, porque resulta do avanço da ciência, da medicina, do saneamento básico que, de certa forma, protege a saúde das pessoas, que envelhecem, vivem mais, mas querem viver melhor, e é necessário fazer com que as pessoas vivam melhor.

Essa lei federal pode também ser copiada pelos estados e municípios, que podem criar seus respectivos fundos do idoso. Atualmente, existe o Grande Conselho do Idoso; mas faltam recursos. A existência desse fundo permite captar recursos do Tesouro Direto, mas também da iniciativa privada, para serem investidos em moradias dignas, em saúde, em trabalho, mesmo para as pessoas de faixa etária mais elevada, em lazer, recreação, assegurando a dignidade da vida humana.

Propus ao Sr. Prefeito o encaminhamento, para a Câmara Municipal, de um projeto que institua o Fundo Municipal do Idoso, uma vez que os Srs. Vereadores não têm iniciativa para criar lei que constitua fundos. Seria bom e oportuno, porque agora já existe o fundo no âmbito do Governo Federal. Muito obrigado, Sr. Presidente".