quarta-feira, 12 de agosto de 2015

Uber: Young quer mudança no sistema de táxis da cidade




O vereador Ricardo Young (PPS) participou do Jornal da TV Cultura e explicou o seu posicionamento na questão Uber x Táxis. O líder do PPS deu detalhes da sua proposta para a revisão do sistema de transporte público individual da cidade de São Paulo.

“Estamos vendo um aumento da demanda por serviços de táxis na cidade enquanto, ao mesmo tempo, o sistema de alvarás segue represado. Isso acabou criando o fenômeno do táxi clandestino (Uber), mas não adianta colocar Uber x taxistas para resolver essa questão, mas rever todo o sistema de táxi na cidade”, explicou.

Plano Municipal de Educação: PPS vota contra texto final da Comissão de Finanças


O vereador Ricardo Young (PPS) votou contra nesta terça-feira (11/8) o relatório final da Comissão de Finanças da Câmara sobre o Projeto de Lei 407/12, de autoria do Executivo, que estabelece diretrizes para o Plano Municipal de Educação (PME). Aprovado (foto acima) por 42 votos favoráveis e dois contrários, o projeto terá que ser apreciado em segunda votação - provavelmente no dia 25 de agosto. 

O texto original,  aprovado pela Comissão de Educação da Casa, foi alterado pela Comissão de Finanças e retirou diversos pontos importantes do Plano, como  "difundir propostas pedagógicas com conteúdos sobre sexualidade, diversidade quanto à orientação sexual, relações de gênero e identidade de gênero", "necessidade de estabelecer formas de evitar a evasão escolar motivada por orientação sexual ou à identidade de gênero", "analisar indicadores educacionais e aprimorar o preenchimento do nome social de alunos travestis e transgêneros no Censo Escolar" e a "criação de protocolo para registro e encaminhamento de denúncias de violências e discriminações de gênero e identidade de gênero e a promoção contínua de formação da comunidade escolar sobre sexualidade, diversidade e relações de gênero".

“Em protesto, votei contra o projeto proposto pela Comissão de Finanças por acreditar que várias contribuições importantes trazidas pelo documento anterior, o substitutivo da Comissão de Educação, foram perdidas”, explicou o parlamentar. Segundo ele, a Comissão de Finanças, pressionada e por conveniência política, desrespeitou a contribuição que a cidade deu ao documento. "Na segunda votação, espero resgatar o documento original da Comissão de Educação para votar a favor. O açodamento enfraqueceu o texto original”, finalizou. Veja abaixo a íntegra do discurso de Young durante a sessão que discutiu o PME. 

“Boa tarde a todos. É muito bom ver a galeria cheia. A Câmara tem sido uma demonstração de que estamos tornando a Casa cada vez mais em um espaço democrático. Mas me preocupa ver um tema tão importante quanto esse dividido em dois grupos. E dois grupos que ao se colocarem um contra o outro tem reduzido o tema do Plano Municipal de Educação apenas à questão de debate de gênero, quando temos uma grande oportunidade de atualizarmos a agenda educacional da Cidade e colocarmos essa agenda em sintonia com o futuro.

Sabemos que as escolas tornaram-se espaços anacrônicos. A educação que pensávamos adequada já deixou de ser há muito tempo. Ainda acreditamos em salas de aulas compartimentadas, acreditamos em conteúdos sendo transmitidos pelos professores, acreditamos que é na escola que as pessoas adquirem conhecimento. E cada vez mais a realidade está desmentindo isso.

O conhecimento cada vez mais está nas redes, nas nuvens, nas redes sociais, nas conexões e a importância da escola é crescente como espaço de sociabilização, de orientação e de transmissão de valores da forma mais transversal possível. E todas as vezes que reduzimos a educação a uma discussão maniqueísta, favor e contra, estamos deixando de reconhecer que temos de mergulhar mais fundo na reforma da educação que precisamos.

Se é verdade que o conhecimento é cada vez mais transmitido pelas redes, se é cada vez mais verdade que o conhecimento é resultado da conexão entre pessoas, se é verdade que estamos nos defrontando com um fenômeno novo que é inteligência coletiva que imerge das conexões das pessoas em 78%, segundo o jornal Folha de S.Paulo, dos jovens que estão conectados. Então seria uma ingenuidade imensa pensar que o que não é ensinado na escola não é aprendido pelas pessoas. É uma ingenuidade pensar que ao não se tocarem em assuntos nas escolas, as pessoas vão estar ignorantes em relação a esses assuntos.

Os jovens hoje ensinam professores e que pena que muitos professores não têm tido a humildade de aprender com seus próprios alunos. É uma pena que nós ainda nos dividamos, como estamos divididos aqui, acreditando que os nossos filhos não têm autonomia, que as crianças não tenham capacidade reflexiva, que elas não sabem discernir. Todos vocês que têm filhos de cinco a dez anos têm se surpreendido todos os dias com as coisas que os filhos têm lhes trazido. As crianças estão colocando os pais e os professores diante de dilemas éticos que nós jamais aprendemos. Esse é o fenômeno do nosso tempo.

Nós aqui adultos nos dividindo, achando que é o Estado através da lei que vai determinar o que os nossos filhos vão aprender ou não vão aprender. O que é isso. Temos de criar nas escolas espaços não ideologizados, o que não significa espaços sem educação crítica. Temos de respeitar a capacidade que as crianças têm de discernir, criando uma educação a mais crítica possível, que possa fazer com que essas crianças possam atuar no mundo com consciência cidadã. Essa é a escola que devemos buscar. É por essa escola que, aí sim, vale brigar.

Precisamos de escolas que deem aos nossos filhos a consciência dos valores que estão comprometendo a nossa civilização, a nossa sociedade. Dentre os valores que perdemos e estamos perdendo é o valor da alteridade, do respeito pela diferença, do respeito pelo outro, pela interdependência, pela necessidade de colaborarmos, pois estamos juntos num mundo que nos ameaça e ameaça a vida do planeta. São esses os valores que devemos trabalhar e construir. Esses são os valores que o Plano Municipal de Educação, se bem implementado, vai permitir que as escolas atuem.

Quero dizer que toda essa discussão de gênero é uma discussão já resolvida na lei da Cidade. Já temos na Lei Orgânica do Município a definição de como as escolas municipais vão tratar desse assunto. O artigo 203 prevê que: “É dever do Município garantir: II - educação igualitária, desenvolvendo espírito crítico em relação a estereótipos sexuais, raciais e sociais das aulas, cursos, livros didáticos, manuais escolares e literatura”. Está definido na Lei Orgânica. Temos de olhar o Plano Municipal de Educação como o grande documento que pode aprofundar a discussão dos dilemas que a educação enfrenta hoje. 

É isso que devemos fazer e então, faço um apelo para os grupos aqui representados que não radicalizem. Toda a radicalização é arrogante porque impede a alteridade e o reconhecimento do outro na construção do diferente. A sociedade em que vivemos e precisamos construir é a sociedade que emerge da diversidade, da democracia, do reconhecimento que a diferença constrói. Vamos respeitar as diferenças.   

Acho que a Comissão de Educação, que vem discutindo as Diretrizes Municipais para a Educação, vem fazendo um trabalho excelente desde 2008. Várias audiências públicas foram feitas, muitos educadores foram ouvidos. Por que vamos desrespeitar esse trabalho? Por que vamos reduzir o trabalho de centenas de pessoas, da inteligência de centenas de pessoas? Por preconceito? Nós queremos aprisionar a contribuição de centenas de pessoas porque nós estamos agindo com preconceito. Não conseguimos lidar com a diferença quando recorremos à inteligência de centenas de pessoas para que tivéssemos diretrizes melhores para a nossa educação.

Esta Casa está expressando e repercutindo o que houve de melhor em discussão educacional até aqui. E não vamos - por razões políticas, oportunismo e conveniência, ou radicalização de bandeiras -, destruir o que foi construído. Este é o meu apelo. Espero que possamos votar com serenidade. Muito obrigado”.



terça-feira, 11 de agosto de 2015

Comissão do Meio Ambiente debate a nova lei de zoneamento e áreas verdes


A reunião desta terça-feira (11/8) na Comissão Extraordinária Permanente do Meio Ambiente teve por objetivo discutir, juntamente com representantes do Executivo e organizações sociais, informações sobre a aplicação da Nova Lei de Zoneamento, visando à preservação das áreas verdes da cidade.

Alguns cidadãos se manifestaram contra alguns itens da nova lei, reforçados, aliás, pelo Plano Diretor Estratégico (PDE), como a construção de equipamentos públicos em áreas verdes.

Dentre as organizações sociais que compuseram a mesa, a Rede Novos Parques estava presente e fez uma explanação sobre a conjuntura ambiental da cidade e suas possíveis metas. “A proposta de regeneração dos parques é ousada e necessária e nós temos que debater isso aqui na Casa. O trabalho da Rede Novos Parques está remapeando os parques e eu acho esse o mais importante dentre os movimentos ambientalistas que nós temos na cidade”, afirmou o vereador Ricardo Young (PPS), presidente da Comissão.

G1: Taxistas e integrantes da Uber fazem debate acirrado na Câmara de SP


Roney Domingos
Do G1 São Paulo
Foto - André Bueno/CMSP

Taxistas e representantes do aplicativo Uber participam nesta segunda-feira (10) de um debate na Câmara Municipal de São Paulo sobre mobilidade urbana. A sala onde o evento foi realizado tem lotação para 90 pessoas e ficou totalmente ocupada. O clima ficou tenso durante parte das discussões.

Parte dos taxistas que não conseguiu entrar assistiu ao evento por um telão instalado do lado de fora do prédio. O evento foi organizado pelo vereador Ricardo Young (PPS), que se opõe ao projeto de lei que proíbe a Uber em São Paulo. Taxistas pressionam os vereadores a aprovar o projeto.

Um dos momentos mais tensos ocorreu quando um adolescente de 17 anos criticou os taxistas. O jovem comparou o Uber ao serviço de streaming de vídeo Netflix e ao WhatsApp. Ao sugerir que os taxistas teriam pago os vereadores, foi interrompido bruscamente pelo autor do projeto que quer proibir o aplicativo, Adilson Amadeu (PTB).

O vereador, que estava na frente do jovem, levantou-se e, com o dedo apontado no rosto do adolescente, disse que iria processá-lo. "Quem está comprando quem?", disse Amadeu. Um grupo entrou no meio para evitar possíveis agressões. O jovem teve de sair escoltado da Câmara sob gritos dos taxistas.

Ao fim do evento, mais calmo, o vereador comentou a discussão. "Ele foi infeliz. Quando ele fala que os vereadores da Câmara Municipal foram pagos pelas entidades, sindicato, Sinditaxi, vai ter que provar. Ele vai ter que provar quem comprou quem.” Questionado se havia agredido o garoto, disse: “Jamais. É um jovem, eu jamais iria agredir alguém.”

O debate teve outros momentos acirrados. Um taxista disse que estava a fim de debater, mas que o Uber se esconde. "Desafio os representante da Uber a debater conosco. E a vir trabalhar conosco, mas dentro da lei".

Daniel Mangabeira trabalha na Uber e diz que em absoluto a Uber é ilegal, o que provocou risos entre os taxistas. "Há lastro legal", afirmou. 

Taxistas reagiram quando Mangabeira disse que a Uber não quer disputar mercado com os taxistas. O presidente do sindicato dos taxistas disse que não estava para ouvir besteira.

O promotor Silvio Marques disse que cabe à Prefeitura legislar sobre táxis. Ele diz que o serviço deve ser outorgado por meio de licitação.

Polêmica

Desde abril, os taxistas de São Paulo tem protestado contra o aplicativo, que utiliza carros particulares para a locomoção de passageiros.

Em maio, a Justiça de São Paulo derrubou a liminar que determinava a suspensão das atividades do Uber no Brasil.

A Câmara Municipal de São Paulo aprovou, em 30 de junho, o projeto de lei 349/2014, que proíbe o uso de carros particulares cadastrados em aplicativos para transporte remunerado de pessoas. O projeto precisa ainda passar por uma segunda votação e ser sancionado pelo prefeito Fernando Haddad (PT).

No início de agosto, deputados estaduais de São Paulo começam a discutir o projeto de lei 1090/2015, que proíbe o uso de carros particulares cadastrados em aplicativos para o transporte remunerado individual nos 645 municípios do estado de São Paulo.




segunda-feira, 10 de agosto de 2015

Young debate a polêmica do Uber na TV Cultura


O líder do PPS, vereador Ricardo Young, participou na tarde desta segunda-feira (10/8) de debate ao vivo no Jornal da Cultura sobre a polêmica do aplicativo Uber. Favorável à tecnologia, Young acredita que a tecnologia pode beneficiar o serviço de táxi como um todo. “A sociedade está mudando e as formas de fazermos as coisas estão mudando também”, disse.

O parlamentar criticou o atual sistema de alvarás da Cidade que leva muitos trabalhadores a pagarem preços altíssimos por alvarás. Veja no vídeo abaixo.


quinta-feira, 6 de agosto de 2015

Haddad dá 'banana' para a lei do desperdício de água e escanteia, novamente, o parlamento


Que o prefeito Fernando Haddad não dá muita pelota para o parlamento municipal, isso até as pedras das calçadas da cidade já sabem. Seu desprezo pelos vereadores revelou-se agora na publicação da Portaria 1.129 da Secretaria de Governo, veiculada no Diário Oficial da Cidade desta quinta-feira (6/8), e assinada pelo secretário Chico Macena constituindo um grupo de trabalho que irá “promover estudos visando regulamentar a Lei 16.172, de 18 de abril de 2015 - "proíbe a lavagem de calçadas com água tratada ou potável e fornecida por meio da rede da Sabesp que abastece o Município". Ou seja, além de excluir o parlamento do grupo de trabalho (a lei nasceu na Casa), ainda trata com descaso e parcimônia o desperdício de água.

Não é preciso imaginar que esse tal grupo vai empurrar a matéria com a barriga e deixar a matéria para 2016. No ano que vem, o prefeito, com medo de ver a sua parca popularidade cair ainda mais, colocará uma lei vital para a cidade na lata do lixo. 

Veja abaixo a nota publicada na página 3 do DO:

FRANCISCO MACENA DA SILVA, Secretário do Governo Municipal, usando das atribuições que lhe são conferidas por lei, em especial a prevista no artigo 2º, inciso III do Decreto 42.060, de 29 de maio de 2002 e, CONSIDERANDO a necessidade de realização de estudos visando promover a regulamentação da Lei 16.172, de 18 de abril de 2015, que proíbe a lavagem das calçadas com água tratada ou potável e fornecida por meio da rede da SABESP, que abastece o Município de São Paulo, 

RESOLVE:

1. Constituir Grupo de Trabalho Intersecretarial com a finalidade de promover estudos visando regulamentar a Lei 16.172, de 18 de abril de 2015, sobretudo para definir os parâmetros necessários para a efetivação da fiscalização e autuação das infrações previstas, bem como para a cobrança e a destinação dos recursos oriundos das multas. 

2. O Grupo de Trabalho será integrado pelos seguintes Órgãos: 

I - Secretaria Municipal de Coordenação das Subprefeituras – SMSP, representada pelo Sr. Mário Fernando Petrilli do Nasci- mento – RF 752.559-1; II - Secretaria Municipal de Habitação – SEHAB, representa- da pelo Sr. João Justiano dos Santos – RF 642.563-1; III - Secretaria Municipal dos Negócios Jurídicos – SNJ, representada pelo Sr. Eduardo Mikalauskas – RF 696.434-6; IV – Secretaria do Governo Municipal – SGM, representada pelo Sr. Ricardo Carlos Gaspar – RF 696.997-6; V – Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo – SABESP, representada pelo Sr. Ricardo Reis Chahin. 

2.1 A coordenação do referido Grupo de Trabalho caberá ao representante da Secretaria Municipal de Coordenação das Subprefeituras. 

3. No decorrer dos trabalhos outras Secretarias ou Órgãos municipais ou estaduais, dentro de suas respectivas compe tências, poderão ser solicitados a participar desse Grupo de Trabalho.

4. O prazo para conclusão dos trabalhos é de 90 dias, prorrogável mediante justificativa fundamentada. 

5. Esta Portaria entrará em vigor na data da sua publicação. 

SECRETARIA DO GOVERNO MUNICIPAL, aos 5 de agosto de 2015 

Líder do PPS aponta equívocos na lei que aumenta número de servidores na Câmara


Na última terça-feira (4/8), diversos grupos da sociedade civil protestaram na Câmara Municipal contra a lei que permite a contratação de 12 novos servidores por gabinete de vereador.

Contrário à lei, o vereador Ricardo Young disse à Jovem Pan que a proposta é uma “forma de custear cabos eleitorais com verba pública, questão eticamente inaceitável”, disse. Para ele, existirá, no próximo ano, uma concorrência desleal com aqueles que serão candidatos e que não possuem mandatos no parlamento.

Ouça AQUI a matéria completa.



À Jovem Pan, Young defende regulamentação do Uber


O líder do PPS na Câmara Municipal, vereador Ricardo Young, defende a regulamentação do aplicativo Uber na cidade de São Paulo. Segundo ele, é “o usuário que legitima a tecnologia”. 

Para Young, é preciso criar uma regulamentação que adeque o sistema. “Isso faz parte do processo legislativo”. Ouça a matéria completa do repórter Marcelo Matos da Jovem Pan

Ouça AQUI a matéria completa.

Veja abaixo uma reportagem sobre a polêmica realizada pelo Canal "Cenas da Ciade". 

quarta-feira, 5 de agosto de 2015

Young defende-se de críticas deselegantes e diz: “a minha biografia é a meu favor”



Reconhecido pelo seu espírito democrático, transparente, e de dar visibilidade a todos os atos de seu mandato e de sua vida pública, o líder do PPS na Câmara, vereador Ricardo Young, mostrou-se profundamente incomodado com críticas deselegantes feitas a ele durante a Sessão Ordinária desta quarta-feira (5/8).

Em determinado momento, um parlamentar disse: “É um grande estresse ouvir colega falar bobagens de outros colegas. Se não está satisfeito, devolva o carro, saia fora em recesso, entregue seu salário, faça uma doação. Quem acredita que está muito além de todos os limites da Câmara Municipal de São Paulo tem de doar o salário, tem de devolver o cargo, tem de sair do tempo de descanso do recesso (...)” – em respeito ao voto contrário de Young durante a sessão que aprovou a lei que criou 12 cargos para cada vereador na Casa. Em seguida, disparou mais impropérios: 

“(...) ou assiste à muita novela, ou quer aparecer ou é mergulhador de águas turvas. Apesar de termos questões decididas entre nós, há colegas que depois começam a aparecer nas rádios, na televisão falando bobagens (...) há pessoas que nem deveriam estar aqui (...) deveriam estar lá passeando, tomando banho de sol. Agora vêm aqui querendo aparecer. Aliás, são mergulhadores, sim. Inclusive querem aparecer com questões da nossa área, como a ilegalidade, dessa empresa fantasma, doente, a Uber...” – sobre Young promover na próxima segunda (10/8) um amplo e democrático debate sobre a questão Uber/Taxistas. 

Diante das “indiretas”, Ricardo Young pediu um comunicado de Liderança para afirmar, sem receio: “se alguém tentou usar a minha biografia contra mim, quero dizer que ela é a meu favor. A minha biografia é a meu favor”, disse.

“O mesmo acontece quanto à contratação de mais pessoas para os gabinetes. Eu não concordo. Talvez alguns precisem de mais assessores, talvez isso seja legítimo porque o tipo de mandato de V.Exas. seja mais territorial. Cada um tem suas motivações, mas eu não concordo. E o fato de manifestar a minha não concordância com essa decisão não significa que eu esteja fazendo mais ou menos pela Casa. Significa apenas uma coisa: eu defendo a transparência no exercício do cargo público! Eu defendo a condição que qualquer parlamentar tem de defender as suas posições de peito aberto na rua!”. Leia abaixo a íntegra do discurso do líder do PPS. 

“Sra. Presidente, nobre Vereadora Edir Sales, demais colegas Vereadores, quero usar o comunicado de liderança para dizer que eu soube que se referiram a mim, em relação às posições que tenho tomado aqui na Câmara Municipal.

Acho que o mínimo que devo fazer é prestar contas do meu mandato para o meu eleitor e para os colegas Vereadores.

Há Vereadores, colegas – e não discuto suas motivações, suas razões -, que acham que são donos de algumas causas. Acho que é até razoável que se identifiquem com causas que tenham sido históricas em suas vidas, mas nem eu sou dono nem qualquer Vereador pode ser dono de qualquer causa. Se fomos eleitos para cuidar da Cidade, as causas são de todos nós, são da Cidade, causas como a dos taxistas, da Uber; causas como transporte e mobilidade são de todos.

Nenhum de nós tem o direito de atropelar qualquer um dos nossos colegas, dizendo que o que tem que ser discutido já foi discutido. Eu militei contra a ditadura, lutei contra ela e sei o que é não ter possibilidade de manifestar sua opinião. Hoje vivemos num regime democrático pleno, o que aumenta a nossa responsabilidade porque mais transparentes temos que ser; mais responsáveis pelas nossas decisões temos que ser; mais prestação de contas à imprensa e à população temos que fazer; e sempre cuidando para não usar nossas posições para nos promovermos politicamente nem para fazermos qualquer tipo de demagogia. Nós temos a responsabilidade de discutir as questões de São Paulo.

E quando peço três audiências públicas para que se discuta a mobilidade do transporte individual em São Paulo – o mundo inteiro está discutindo essa questão, a modernização do sistema de táxis e do transporte individual -, em nome do que nós não vamos discutir? Não só respeito os taxistas. Quero dizer que tenho ido ao Sindicato, e que eles são os principais interessados na revisão desse sistema.

Então não há ninguém aqui com autoridade, ninguém, tenha o número de mandatos que tiver, para tentar obscurecer a discussão democrática, para tentar atropelar seja quem for dos colegas Vereadores no direito que têm e que a população de São Paulo tem de discutir uma questão tão importante quanto o sistema individual de transportes.

Se alguém tentou usar a minha biografia contra mim, quero dizer que ela é a meu favor. A minha biografia é a meu favor. Tenho um livro chamado Nunca na Solidão, que foi escrito sobre a minha vida. Leiam o livro. E, ao contrário, acho que minha biografia me baliza o mínimo suficiente para que o eleitor tenha dado a mim a condição de estar aqui para representá-lo e para exigir que discutamos o que é do interesse público nesta Casa.

O mesmo acontece quanto à contratação de mais pessoas para os gabinetes. Eu não concordo. Talvez alguns de V.Exas. precisem de mais assessores, talvez isso seja legítimo porque o tipo de mandato de V.Exas. seja mais territorial. Cada um tem suas motivações, mas eu não concordo. E o fato de manifestar a minha não concordância com essa decisão não significa que eu esteja fazendo mais ou menos pela Casa. Significa apenas uma coisa: eu defendo a transparência no exercício do cargo público! Eu defendo a condição que qualquer parlamentar tem de defender as suas posições de peito aberto na rua!

Quem não tem condições de defender suas posições na rua não vote, não assuma uma posição. Como podemos querer exercer um mandato público e não sermos absolutamente transparentes em relação às decisões que tomamos aqui? O que é isso? Nós queremos um país melhor ou não? Lutamos anos contra a ditadura ou não?

Então é inadmissível que qualquer colega Vereador me critique por eu defender as posições que defendo aqui, que eu fale publicamente sobre as minhas posições e as defenda publicamente. Se foi entrevistado pela rádio “a”, pelo jornal “b”, não me interessa. A mídia faz o seu trabalho. Se eles me convidam para falar sobre qualquer coisa, falarei. Falarei e procuro pautar o meu mandato aqui da mesma forma com que um mandato aqui, da mesma forma do que antes de ter mandato, eu criticava e esperava que os Srs. Parlamentares ou o Sr. Parlamentar representassem o meu voto.

Então, Sra. Presidente, V.Exa. me desculpe a contundência e o entusiasmo, mas temos de parar com a hipocrisia. Temos de assumir que somos pessoas públicas investidas de mandato. O poder não emana da nossa condição pessoal. O poder e a investidura que temos aqui são públicos. Prestamos contas e devemos a prestação de contas aos nossos eleitores.

Critiquem-me pelas minhas posições, debatam comigo minhas posições, tentem me convencer de que estou errado, mas criticar-me por querer ser transparente e ser transparente, por defender publicamente as minhas posições e esperar que esta Casa seja o espaço mais democrático que podemos ter na política, eu lamento.

Ninguém tem o direito de fazer esse tipo de crítica. Agradeço a paciência, Sra. Presidente. Muito obrigado”.

terça-feira, 4 de agosto de 2015

Young critica Lei que cria cargos na Câmara e propõe diálogo na questão do Uber


O vereador Ricardo Young (PPS) utilizou-se da tribuna da Câmara Municipal nesta terça-feira (4/8) e manifestou-se contrário à Lei 16.234/15, que criou 660 novos cargos de assessoria aos vereadores. 

“Votei contra está lei quando passou nesta Casa e mantenho minha posição. Como já afirmei (...), não creio que não exista trabalho, já que São Paulo é uma cidade com status de país, mas a criação de cargos em ano de véspera de eleição vai claramente colocar os vereadores com mandato em condição privilegiada em relação aos demais candidatos”, disse o parlamentar, que saudou a manifestação de diversos grupos da sociedade civil contrários à lei - com cabides pendurados nos portões da Câmara na tarde de hoje.  

Young também criticou a discussão acalorada referente à legalidade do aplicativo Uber, em discussão na Casa, que tem colocado em lados opostos taxistas e motoristas do serviço de carona compartilhada.  

“Queria lhes dizer que temas como referente ao sistema de transporte individual em São Paulo - que envolve milhares de taxistas e suas famílias, e também envolve os motoristas profissionais desempregados e envolve os novos sistemas de tecnologia que estão surgindo - não podem ser tratados de forma superficial, não podem ser tratados como se fosse um Fla X Flu”.  Segundo ele, “o tema está sendo encaminhado na Casa com a maior responsabilidade”. Leia a íntegra do discurso: 

“Sr. Presidente, Srs. Vereadores, boa tarde a todos. Gostaria de cumprimentar os taxistas aqui presentes, e os movimentos aqui representados. Pediria que aqueles taxistas que estiverem saindo, que aguardassem apenas mais cinco minutos, pois vou falar sobre eles.

Em primeiro lugar, ouvi com muita atenção a leitura feita pelo nobre Vereador Mario Covas quanto manifesto de vocês, taxistas, e acho que tal manifesto vem em boa hora. E vem em boa hora porque nós, que temos mandato, não podemos nos esquecer de que tal mandato emana dos eleitores.

Estamos vivendo um momento de grande crise da classe política, e uma crise tão grande que na última pesquisa do Instituto Nossa São Paulo, a Câmara Municipal de São Paulo e o Tribunal de Contas do Município de São Paulo foram avaliados como as piores instituições da Cidade. Eu, que estou aqui, sei que não é verdade, e não é demagogia. Esta Câmara precisa ser honrada pela qualidade dos seus funcionários, pela qualidade do corpo de Procuradores, pela qualidade dos assessores dos gabinetes, e pela qualidade de muitos dos Vereadores que estão aqui.

Nós, como Vereadores, membros da Câmara Municipal de São Paulo, precisamos nos preocupar e enviar aos eleitores e à sociedade sinais de que estamos preocupados com o dinheiro público, de que não legislamos em causa própria, de que nós não estamos aqui como empregados, pensando no emprego, mas sim a serviço dos interesses da Cidade.

Quando uma lei como essa é aprovada, entendo perfeitamente o desconforto, e eu respeito. Já dialoguei com o Sr. Presidente sobre as razões levantadas por alguns dos Líderes, mas se tudo que foi dito pelo Sr. Presidente for verdade, devemos deixar anotado para a próxima legislatura, não para a atual. Fica evidente que os gabinetes estão se beneficiando com essas circunstâncias. E o pior é que também estão se beneficiando à custa de nossos atuais assessores. Caso não haja aumento da verba de gabinete, da onde sairá recurso para pagar novos contratados? Certamente sairá do salário dos assessores que hoje estão trabalhando ou dos cargos que restarem da demissão de assessores.

Posso dizer para os Colegas Vereadores, pois tenho conversado com a Casa, de que a medida é muito antipática, é antipática internamente e também antipática para os eleitores. Reconheço que os mandatos nesta Casa possuem têm características diferentes, reconheço que as necessidades são diferentes, mas nós, Vereadores, não podemos nos aproveitar do dinheiro público para antecipar um processo eleitoral em que os que não são Vereadores, que não têm condições de contratar pessoas, vão ter concorrer conosco nas próximas eleições. E depois as pessoas se perpetuam no poder e nós não sabemos por quê!

Quero então parabenizar os movimentos aqui presentes, pois estão exercendo controle social sobre a Câmara e disso nós precisamos para poder elevar a qualidade da política aqui exercida.

O segundo ponto que quero abordar é quanto aos taxistas. Alguns de vocês estavam presentes hoje na reunião do Colégio de Líderes. Queria lhes dizer que temas como referente ao sistema de transporte individual em São Paulo - que envolve milhares de taxistas e suas famílias, e também envolve os motoristas profissionais desempregados e envolve os novos sistemas de tecnologia que estão surgindo - não podem ser tratados de forma superficial, não podem ser tratados como se fosse um Fla X Flu.  

A política já nos ensinou que apostar no conflito significa derrota para todos os lados. Pode haver uma vitória episódica, momentânea, mas, no longo prazo, a guerra é perdida.

O que está sendo questionado não é a Uber, não são os taxistas, mas um sistema que não serve mais aos interesses do usuário. Vamos fechar os olhos para os usuários? Vamos ouvir o usuário, saber o que ele está dizendo. O usuário quer sistemas de transporte público individualizados cada vez mais modernos, mais confortáveis, para poder deixar o carro em casa, que é o que precisamos – que deixem o carro em casa para usar muito mais táxi, muito mais transporte público.

Peço um pouco de paciência aos taxistas. O tema está sendo encaminhado na Casa com a maior responsabilidade. Nós temos de pensar pelo todo, não ceder a situações ocasionais ou oportunismos eleitorais ou o que for – e não estou acusando ninguém de fazer isso. A lei existe e deve ser cumprida; cobraremos do Sr. Perfeito. Esse era o recado que eu queria passar para vocês”.