quinta-feira, 2 de fevereiro de 2017

SAMPAPREV: a última maldade do Haddad

O alerta é do vereador Claudio Fonseca (PPS), professor e presidente do Sinpeem (Sindicato dos Profissionais em Educação no Ensino Municipal de São Paulo): o prefeito Fernando Haddad reapresentou o Projeto de Lei que institui o SAMPAPREV no dia 28 de dezembro, três dias antes do término do seu mandato.

Nesta quarta-feira, 1º de fevereiro, na primeira sessão da nova legislatura, durante a leitura de projetos apresentados pelo Executivo e pelos vereadores, a surpresa foi encontrar protocolado o PL 621 pelo prefeito Haddad no apagar das luzes da sua trágica gestão.

Isso porque, em 24 de Agosto de 2016, dois dias antes da manifestação convocada pelo Sinpeem contra o PLC 257 da Dilma, a PEC 241 do Temer e o então PL 558 (SAMPAPREV), que tratava da reforma da Previdência dos servidores, o prefeito realizou café da manhã com a presença de representantes de diversos sindicatos e anunciou a retirada do projeto da Câmara Municipal.

"Na ocasião, a categoria percebeu que o objetivo era esvaziar a paralisação e a manifestação realizada naquela data. Agora, com a reapresentação do PL que institui o SAMPAPREV, protocolado na Câmara em 28 de dezembro, entre o Natal e o Ano Novo, já em pleno recesso parlamentar, fica claro que Haddad agiu de fato para tentar esvaziar o movimento e enganou todos que se refestelaram com o seu café matinal", critica o vereador Claudio Fonseca.

Segundo o parlamentar, "a luta contra a reforma da Previdência e contra o SAMPAPREV deve e vai continuar!"

Leia as notícias que foram publicadas sobre o SAMPAPREV:







terça-feira, 31 de janeiro de 2017

Educação: a melhor obra para SP e para o Brasil

Artigo do vereador Claudio Fonseca
O prefeito João Doria e o secretário municipal Alexandre Schneider anunciaram o remanejamento de receitas destinadas à realização de obras para o pagamento de reajustes legais aos profissionais de educação. Isso gerou polêmica. Pois tenho uma convicção: não há melhor obra ou edificação permanente do que investir em educação e na valorização dos seus profissionais. Alguma dúvida?

Dito isto, e para tentar dissipar dúvidas e não escapar à responsabilidade que tenho, tanto como vereador quanto presidente do Sinpeem (Sindicato dos Profissionais em Educação no Ensino Municipal de São Paulo), esclareço sobre o anúncio de remanejamento de receitas previstas para a realização de obras para cumprimento da lei e a aplicação de reajustes aos profissionais de educação:

Em 2015, durante a nossa campanha salarial, conseguimos 10% a titulo de valorização dos pisos remuneratórios dos docentes, gestores e quadro de apoio da educação. Reivindicamos que este porcentual fosse então aplicado integralmente sobre todos os padrões de vencimentos, mas o governo Haddad, assim como ocorreu nos anos de governo Kassab, justificando que o orçamento da Prefeitura não suportaria o impacto de incorporação imediata, decidiu que seriam pagos os 10% na forma de Abono Complementar de Piso.

Pressionamos para que fosse incorporado para todos os ativos e aposentados e conseguimos, mas em duas parcelas. A primeira a ser aplicada para todos em maio de 2017 e a segunda em maio de 2018. São índices decorrentes da incorporação do porcentual de 10% conquistados em 2015, em cumprimento ao artigo 100 da Lei nº 14.660/07, conquistada pelo Sinpeem, que determina que os pisos remuneratórios dos profissionais de educação tem que ser fixados anualmente no mês de maio.

Em 2016, o mesmo processo de negociação ocorreu durante a data-base. Reivindicamos, pressionamos e com as manifestações realizadas foi instalado o processo de negociação que ao final resultou em assinatura de protocolo constando entre outros itens a aplicação de 7,76% a título de aumento dos valores dos pisos dos docentes, gestores e quadro de apoio, na forma de abono complementar e incorporação também em duas parcelas de 3,7619%. A primeira em novembro de 2017 e a segunda em novembro de 2018.

Portanto, independente do quanto representa quantitativamente estes índices, somos a única categoria profissional que os conquistou, que incluiu em protocolo de negociação e que conseguiu suas garantias em leis.

Posto isto, voltemos à noticia e à polêmica sobre o remanejamento de recursos orçamentários previstos para a realização de obras para o pagamento de pessoal da educação. A proposta de orçamento da cidade para 2017 foi enviada pelo prefeito Haddad, como sempre deve ocorrer, no ano anterior à sua execução. Acontece que, mesmo sabendo que os profissionais de educação tem direitos aos reajustes de 5% em maio e 3,7619% em novembro, o prefeito Haddad não incluiu no orçamento a previsão de receitas para o cumprimento dos reajustes.

Assim que constatei este fato, estive na Câmara, falei com o relator do orçamento e também com a Secretaria de Educação, ainda da gestão Haddad. Tratei também com o presidente da Comissão de Finanças e Orçamento da Câmara Municipal, à época o vereador Milton Leite, que reconheceu que de fato a receita para pagar os reajustes não estava prevista. Consegui o compromisso de que isto seria corrigido e a receita estimada em torno de R$ 460 milhões seria incluída para pagamento dos reajustes. Portanto haveria remanejamento. E é isto que se divulga agora.

Diga-se de passagem, e por compromisso com a verdade, mesmo durante governos anteriores ocorreram remanejamentos orçamentários para pagamento de despesas com pessoal. O ideal é que não houvesse necessidade de remanejar receita destinada para qualquer serviço ou obra.

Defender e exigir o cumprimento de reajustes conquistados e legais, postos que constante de leis, não nos coloca contra a população. Também não pode ser visto como ato de interesse de qualquer governo. É sua obrigação e dever cumprir a lei, ainda que tenha que remanejar receitas destinadas no orçamento para outras finalidades. O caminho diferente e inaceitável seria o governo não cumprir as leis que nos conferem direito aos reajustes ou ainda encaminhar projeto para revogá-las, justificando falta de recursos ou mudanças na economia, com fez Maluf no passado.

Para quem nos apontar como responsáveis por obras que não serão realizadas, podemos dizer que não há melhor e maior edificação do que investir em educação e que estes porcentuais a que temos direito estão longe do que reivindicamos e merecemos. De nada adiantará construir CEUs e oferecer condições próprias do inferno nos seus interiores e nas demais escolas da rede para alunos e seus profissionais docentes, gestores e quadro de apoio.

Seja o governo que for, os profissionais de educação vão defender os seus direitos, que não se distinguem do direito da população em ter escolas públicas, gratuitas e educação de qualidade para todos e em todos os níveis. #EducaçãoSempre!

Claudio Fonseca é professor, vereador (PPS-SP) e presidente do Sinpeem

quinta-feira, 12 de janeiro de 2017

Assista a participação do vereador Claudio Fonseca nos 25 anos do jornal Folha de Vila Prudente



O #ProgramaDiferente, da TVFAP.net, acompanhou a solenidade pelos 25 anos de circulação do jornal Folha de Vila Prudente, um dos melhores e mais respeitados veículos de imprensa regional. Desde o seu lançamento, em 1992, o jornal construiu uma história de credibilidade, profissionalismo, isenção e imparcialidade.

Veja a íntegra da participação do Professor Claudio Fonseca, vereador do PPS e presidente do Sinpeem (Sindicato dos Profissionais em Educação no Ensino Municipal de São Paulo).

Assista também matéria especial sobre o aniversário do jornal e sobre os desafios e transformações do jornalismo de modo geral diante das inovações tecnológicas e mudanças culturais. Acompanhe também uma interessante reflexão sobre a importância do jornalismo impresso e prestador de serviços comunitários.

terça-feira, 10 de janeiro de 2017

“É necessário expandir a rede física escolar”, diz o vereador Claudio Fonseca em entrevista à TV Câmara


Presidente do Sindicato dos Profissionais em Educação no Ensino Municipal de São Paulo (SINPEEM), o vereador Professor Cláudio Fonseca (PPS) falou sobre a proposta de unificação dos sistemas de educação estadual e municipal. Veja a íntegra da entrevista à TV Câmara.

segunda-feira, 2 de janeiro de 2017

Vereadores elegem Mesa Diretora para 2017

Com 50 dos 55 votos, o vereador Milton Leite foi eleito presidente da Câmara Municipal de São Paulo.

Lançaram-se candidatos também Mario Covas Neto (PSDB), Sâmia Bomfim (PSOL) e Janaína Lima (Partido Novo), que votaram em si próprios.

Toninho Vespoli (PSOL) votou na colega de partido e Juliana Cardoso (PT) se absteve.


Como primeiro ato na Presidência, Milton Leite abriu mão do reajuste salarial aprovado em plenário no fim-do-ano, apesar de o projeto ser de sua autoria e ele defendê-lo para a Casa.

A Mesa Diretora ficou assim:
Milton Leite (DEM) - presidente
Eduardo Tuma (PSDB) - 1º vice
Edir Sales (PSD) - 2ª vice
Arselino Tatto (PT) - 1º secretário
Celso Jatene (PR) - 2º secretário
Gilberto Nascimento Jr (PSC) - 1º suplente
Masataka Ota (PSB) - 2º suplente

Souza Santos (PRB) - corregedor

terça-feira, 20 de dezembro de 2016

Vereadores do PPS são diplomados pelo TRE


Soninha Francine e Claudio Fonseca foram diplomados vereadores da Cidade na manhã desta segunda-feira (19/12) pelo Tribunal Regional Eleitoral. Ambos foram eleitos no último pleito eleitoral com, respectivamente, 40.113 (0,75%) e 18.444 (0,34%) votos pela Coligação PPS-PHS-PMB. Soninha sairá de licença no dia 1º para assumir a Secretaria de Assistência e Desenvolvimento Social da Prefeitura de João Dória, também diplomado nesta manhã.

quinta-feira, 24 de novembro de 2016

Para acompanhar o dia-a-dia da Câmara paulistana

Está nas redes uma iniciativa jornalística interessante: o CâmaraMan, que se propõe a acompanhar o dia-a-dia da Câmara Municipal de São Paulo. Vale conhecer.

Você acha que a política é uma droga? Então precisa ler a bula para conhecer a sua composição, apresentação, formas e formulações, informações técnicas, interações, precauções, recomendações, efeitos colaterais, contraindicações, princípios ativos e o modo de usar.

Para melhorar a política é preciso ter um olhar crítico sobre os fatos. Para criticar é preciso conhecer. Para conhecer é preciso reunir informações confiáveis, ir além do noticiário oficial, receber notícias sem filtro ideológico ou corporativista, saber o que ocorre no dia-a-dia, tudo aquilo que acontece nos bastidores e passa despercebido da imprensa e da maioria dos cidadãos.

Que tal saber em primeira mão o que verdadeiramente acontece na Câmara Municipal de São Paulo? Ter os vereadores em tempo real na sua timeline? Poder monitorar toda semana se os políticos estão de fato representando os interesses da cidade, cumprindo os compromissos assumidos com o eleitor e com a região que possibilitou a sua eleição?

É assim que vai funcionar este espaço: como a tal bula do remédio, a tradução simultânea do "politiquês" em uma linguagem de fácil compreensão e útil para a cidadania, para que você se mantenha bem informado e esclarecido sobre a política, com transparência sobre os acontecimentos que interferem no seu cotidiano, no trânsito, no transporte, na saúde, no trabalho, na educação, na segurança, no meio ambiente, no bem-estar social e na qualidade de vida.

sábado, 12 de novembro de 2016

O que Soninha pensa para o Desenvolvimento Social?



Nesta matéria especial do #ProgramaDiferente você acompanha o anúncio do nome da vereadora eleita Soninha Francine (PPS) para a Secretaria do Desenvolvimento Social do prefeito João Doria (PSDB) e também assiste com exclusividade como foi a primeira entrevista da futura secretária, que gerou tanta polêmica na imprensa. Assista.

quinta-feira, 10 de novembro de 2016

João Doria faz 1ª visita à Câmara depois de eleito



O #ProgramaDiferente, da TVFAP.net, acompanhou a primeira visita do prefeito eleito de São Paulo, João Doria (PSDB), à Câmara Municipal de São Paulo. Ele ficou cerca de uma hora reunido com vereadores de todos os partidos, conversou sobre a relação com o Legislativo e depois do encontro falou com jornalistas sobre assuntos como o polêmico aumento de salários para ele próprio e seus auxiliares diretos na Prefeitura, o que ele garantiu que não ocorrerá em 2017.

"Esse tema não foi discutido e nem colocado por eles (vereadores)", afirmou no encontro desta quarta-feira, 9 de novembro. "O que posso dizer é que no plano do Executivo, secretários, prefeito e vice-prefeito nesse ano (2017) não terão aumento." Assista.

Recebido pelo presidente da Câmara, Antonio Donato (PT), e por mais de 35 vereadores entre selfies e afagos, João Doria considerou este primeiro contato informal bastante positivo. "O mais importante é ter uma boa relação com o Legislativo, respeitar a autonomia do Legislativo e criar um diálogo constante. Hoje nós demos um bom passo nesse sentido", disse. 

A partir de uma proposta do vereador Ricardo Young (Rede), o prefeito eleito se comprometeu a repetir mensalmente esses encontros com todos os parlamentares reunidos a partir da próxima legislatura. Ele também confirmou que anuncia nesta quinta-feira (10) o nome de novos secretários que participarão da gestão que terá início em 1º de janeiro de 2017, entre eles a vereadora eleita Soninha Francine (PPS) para a Secretaria de Assistência Social.

Também devem ser anunciados Wilson Poit (que integra a atual administração do prefeito Haddad) na Secretaria da Desestatização, pasta a ser criada na estrutura que terá a redução das atuais 27 para 22 secretarias; o economista do Itaú Unibanco Caio Megale na Secretaria da Fazenda; o jornalista Fábio Santos na Secretaria da Comunicação; e o ex-presidente do Metrô Sergio Avelleda na Secretaria de Transportes.

quarta-feira, 2 de novembro de 2016

Soninha vai assumir Secretaria do prefeito João Doria

A imprensa dá como certo o que até então se conversava apenas nos bastidores da futura administração municipal de São Paulo: Soninha Francine, eleita vereadora pelo PPS, deve assumir a Secretaria de Assistência, Desenvolvimento Social e Cidadania do prefeito eleito João Doria (PSDB), a partir de 1º de janeiro de 2017.

Além da estrutura atual da Secretaria, que envolve toda a área de assistência social e as políticas públicas do setor, programas de transferência de renda, atendimento de emergência à população em vulnerabilidade, população em situação de rua, crianças e adolescentes, família, pessoas com deficiência, mulheres vítimas da violência, entidades sociais etc., podem ser integradas também outras funções, como direitos humanos, políticas para as mulheres, promoção da igualdade racial e LGBT, reduzindo o número de secretarias existentes, como prometido pelo prefeito.

Questionada sobre por que vai assumir um cargo no Executivo em vez de exercer desde o início seu mandato de vereadora, Soninha afirmou o seguinte, nas redes sociais: "Nunca sequer imaginei que eu não seria vereadora desde o primeiro dia. Estava ansiosa para começar logo o mandato; estive na Câmara na apresentação para os "novos" e fiquei feliz de voltar à velha Casa, empolgada com o que eu teria para fazer agora que já tinha passado pelos primeiros anos de chumbo (rs). Mas sucumbi à tentação... Tentação de poder fazer muito mais... E o poder é o que me move (a impotência é o que me mata!)."

Ela prosseguiu na explicação: "Assistência e Desenvolvimento Social é, basicamente, TUDO. Não é possível que a cidade não tenha nada melhor a oferecer e garantir a 16 mil pessoas que vivem nas ruas... Crianças, idosos, os mais vulneráveis entre as pessoas que vivem em situação miserável... Não é por mim, é por elas, por essas pessoas e as centenas de milhares de outras que não tem o mínimo para viver decentemente (e não estou falando só de um prato de comida ou um auxílio em $ no fim do mês... Estou falando da possibilidade de se sentir bem e ser feliz. A possibilidade!). Seria mil vezes mais confortável ser vereadora... A responsabilidade é cem mil vezes menor. Mas desde quando eu escolho o mais confortável?"

A justificativa de Soninha - com a sua típica sinceridade e transparência - está de bom tamanho. Desejamos sorte e sucesso na nova empreitada. Enquanto responder pelo cargo no Executivo, Soninha será substituída na Câmara Municipal por um suplente do PHS, que participou da eleição coligado com o PPS e o PMB: o vereador Rodrigo Gomes, filho da deputada estadual Clélia Gomes (PHS). A coligação elegeu, além de Soninha, outros dois vereadores: Claudio Fonseca (PPS) e Zé Turin (PHS). É provável que os três atuem num bloco parlamentar.