sexta-feira, 30 de março de 2012

Reunião da Frente do Cooperativismo discute os trabalhos para 2012

Renan Geishofer

O vereador Professor Claudio Fonseca (PPS) comandou os trabalhos da Frente Parlamentar de Apoio ao Cooperativismo na cidade de São Paulo (Frencoop Paulistana) na manhã desta quinta-feira (29/3) em reunião realizada na Câmara Municipal de São Paulo.

Os membros da Frente fizeram um balanço das ações da Frencoop em 2011, como, por exemplo, as gravações do Programa “Sala de Visitas”, da TV Câmara São Paulo, que recebeu importantes lideranças do cooperativismo.

Após proposta idealizada pela Frencoop, a União das Escolas de Samba de São Paulo – UESP adotou o slogan “O cooperativismo dá samba” no Carnaval de 2012. O setor cooperativista da cidade também foi destaque do Programa “São Paulo de Todos”, da Rádio Tupi FM, comandando pelo vereador Gilberto Natalini (PV). Um blog também foi criado para ajudar na divulgação do setor: http://cooperativismo2012.wordpress.com

Em novembro de 2011, foi realizada sessão solene da Câmara Municipal que entregou o título de Cidadão Paulistano ao presidente da OCESP (Organização das Cooperativas do Estado de São Paulo) Edivaldo Del Grande. A iniciativa foi do vereador Claudio Fonseca.

Revogação do Decreto 52.091/11

A revogação do Decreto Municipal 52.091/11, que tira o direito das cooperativas de participarem de licitações para prestar serviços aos órgãos públicos da cidade, continua em pauta nas reuniões da Frencoop Paulistana

“Até o momento, não recebemos um retorno do secretario de Relações Governamentais, Antonio Carlos Malufe. Ele ficou de nos atender para resolver essa questão. Mesmo sem resposta, acredito que estamos muito perto de conseguir a revogação desse Decreto, pois já estamos alinhados ao governo estadual que revogou decreto semelhante de alcance estadual”, explicou Claudio Fonseca.

Durante a reunião, membros da Frente solicitaram audiência pública com a Secretaria Municipal de Saúde. O encontro terá o objetivo de garantir a participação das cooperativas de transporte nas licitações da saúde municipal.

Sequência

A Frencoop Paulistana dará sequência ao trabalho em 2012. Entre as ações que serão desenvolvidas estão a gravação do programa “Expresso Paulistano”, da TV Câmara São Paulo, mostrando o dia-a-dia de diversas cooperativas da cidade. A divulgação do cooperativismo na cidade também será feita nas escolas com um concurso de redação entre os alunos da rede municipal com o seguinte tema: “Cooperativas constroem uma cidade melhor”.

O vereador é autor do Projeto de Lei 686/09, que estabelece a política municipal de apoio ao cooperativismo. O PL, que já foi aprovado pela Comissão de Constituição e Justiça da Casa, terá atenção especial para que seja aprovado pelo Plenário da Câmara ainda em 2012.

PPS debate uma cidade de São Paulo sustentável

Dando sequência à série de encontros temáticos do PPS na formulação do Plano de Governo para a Prefeitura de São Paulo, foi debatido nesta quinta-feira (29/3) o tema "Meio Ambiente e Cidade Sustentável", com apresentações de Soninha Francine, Ricardo Young e José Valverde.

Trata-se de um tema central da campanha dos candidatos a vereador e a prefeito do PPS em todo o país. Neste sentido, o partido também foi o primeiro a assumir em São Paulo (e nacionalmente), com todos os seus candidatos, o compromisso de implantar o Programa Cidades Sustentáveis para garantir um desenvolvimento econômico, social e ambiental equilibrado.

O empresário Ricardo Young, pré-candidato a vereador do PPS, idealizador e dirigente de entidades como Instituto Ethos, IDS – Instituto Democracia e Sustentabilidade, Rede Nossa São Paulo e Movimento Nova Política, fez uma apresentação abrangente sobre iniciativas como o Programa Cidades Sustentáveis, os Indicadores de Referência de Bem-Estar no Município (IRBEM) e os princípios contidos na Carta da Terra, entre outras ações ambientais. Veja aqui os slides da apresentação.

O advogado José Valverde, dirigente do PPS e especialista em direito ambiental, falou sobre os problemas da destinação do lixo urbano e a importância da Lei da Política Nacional de Resíduos Sólidos(PNRS). Valverde relembrou o papel destacado do PPS no tema, desde o mandato do ex-deputado (1999-2002) Emerson Kapaz até a atuação decisiva do deputado federal Arnaldo Jardim como presidente do Grupo de Trabalho responsável pela aprovação da Lei da PNRS.

Interessante que, neste assunto que hoje é tão prioritário, o PPS já se debruçava desde a década de 90 - quando a Ecologia ainda era tratada como tema supérfluo. Um exemplo é a premiada série de reportagens "São Paulo: a capital do lixo", publicada em 1996 pelo jornalista Maurício Huertas, secretário de Comunicação do PPS/SP, mas que permanece incrivelmente atual após 16 anos.

A pré-candidata do PPS à Prefeitura de São Paulo, Soninha Francine, fez uma explanação geral sobre as propostas do PPS que envolvem o Meio Ambiente e a sustentabilidade.

Relembrou de pontos que defende desde a campanha de 2008, como ampliar a parceria com o Programa Saúde da Família para Educação Ambiental nas comunidades; priorizar a agenda ambiental na administração pública; intensificar o Programa Córrego Limpo, a implantação de parques e a inspeção veicular; ampliar a arborização, com apoio de empresas e cidadãos; racionalizar a coleta seletiva; entre outras ideias e experiências vivenciadas como vereadora e subprefeita da Lapa.

Soninha também destacou uma lei aprovada em 2007, a partir de um projeto dela como vereadora, que estabelece a inclusão de material reciclado em todas as compras feitas pela Prefeitura de São Paulo.

Devido à limitação do tempo de exposição no debate e ao número elevado de participantes, Soninha se comprometeu a responder aqui no Blog do PPS às questões levantadas, por etapas. Acompanhe.

Houve ainda uma série de intervenções propositivas do presidente municipal do PPS, Carlos Fernandes, da dirigente Helena Werneck e dos pré-candidatos do PPS à Câmara Municipal, que apresentaram desde sugestões práticas para a melhoria das questões ambientais na cidade até experiências pessoais, como o pré-candidato Sidnei Silva, que foi catador de material reciclável antes de se eleger conselheiro tutelar da Criança e do Adolescente.

Leia também:

O que são, afinal, as "cidades sustentáveis"?

PPS associa Código Florestal, Rio+20 e #VetaDilma

Ethos: PPS tem preocupação efetiva com a questão ambiental

Encontros temáticos

Já foram abordados os temas Legislação Eleitoral, Subprefeituras, Mobilidade Urbana e Transporte, e Educação.

Todos os encontros do PPS têm transmissão online e posteriormente o conteúdo é disponibilizado nos meios de comunicação do partido. Reveja no Canal PPS Sampa as principais apresentações.

Os encontros são realizados sempre às quintas-feiras, a partir das 19h, na Câmara Municipal de São Paulo (Viaduto Jacareí, 100 - Bela Vista) e servem para a formulação do Programa de Governo do PPS e orientação dos pré-candidatos na chapa de Soninha Francine à Prefeitura de São Paulo.

Segue abaixo o calendário com os próximos temas a serem debatidos, com a participação de especialistas e dos pré-candidatos do PPS, tendo como ponto em comum de todos os eventos a sustentabilidade:

12/4 –“Emprego e Renda / Desenvolvimento Social” – Coordenação de Davi Zaia, Chiquinho Pereira e José Antonio Cipolla. Local: Sala A, 1º Subsolo da Câmara Municipal.

19/4 –“Saúde” – Coordenação do Dr. Mamede, Dra. Maira Saad e Dr. Roger Lin. Local: Sala A, 1º Subsolo da Câmara Municipal.

26/4 –“Habitação e Plano Diretor” - Coordenação de Ulrich Hoffmann, Paulo Cesar de Oliveira e Claudio Fonseca. Local: Sala A, 1º Subsolo da Câmara Municipal.

10/5 –“Esporte, Cultura, Lazer e Qualidade de Vida” - Coordenação de Soninha Francine, Vitor Adami, Mauricio Huertas, Ronaldo Sagres e Heraldo Correa. Local: Sala A, 1º Subsolo da Câmara Municipal.

17/5 –“Diversidade, direitos e garantias" - Coordenação de Soninha Francine, Lylian Concellos, Pai Guimarães e coordenadores temáticos. Local: Sala A, 1º Subsolo da Câmara Municipal.

24/5 - "Segurança" - Coordenação de Soninha Francine e Ari Friedenbach. Local: Plenarinho da Câmara Municipal, 1º andar.

31/5 -"Orçamento da cidade, democratização e fortalecimento do Poder Local" - Coordenação de Paulo Cesar de Oliveira. Local: Local: Plenarinho da Câmara Municipal, 1º andar.

quinta-feira, 29 de março de 2012

Claudio Fonseca analisa greve dos professores da cidade



Em discurso realizado durante a Sessão Ordinária da Câmara Municipal desta quinta-feira (29/3), o líder do PPS, Professor Claudio Fonseca, deu detalhes da greve dos professores do ensino municipal que tem início marcado para a próxima segunda-feira (2/4). Segundo ele, “não fazemos movimentos contra o governo, mas em defesa da educação e de seus profissionais, para ter uma educação de qualidade (...)”. Veja a íntegra no vídeo acima.



"Sr. Presidente, nobres Vereadores, público que nos acompanha pela TV Câmara São Paulo e pelo Diário Oficial do Município, todos os que atuam nesta Casa como Vereadores e os que nos acompanham sabem que as categorias profissionais em determinado mês do ano tem sua data-base. É o período em que a categoria profissional apresenta ao Executivo ou à Patronal suas reivindicações e abre o processo de negociação. Pode-se chegar a um entendimento que satisfaça às duas partes, selando-se, assim, o acordo, ou seja, o entendimento entre a Patronal e o empregado.

No caso dos servidores públicos, a Patronal é a Prefeitura de São Paulo. O representante da Prefeitura é aquele que ocupa o cargo Executivo, o Prefeito, e as devidas pastas: Secretaria Municipal de Educação; Secretaria Municipal de Planejamento e Gestão. Na cidade de São Paulo, uma mesa de negociação dialoga com os vários segmentos de servidores públicos representados pelas suas entidades sindicais.

Na área da Educação, há algumas entidades sindicais como o Sinpeem - Sindicato dos Profissionais da Educação do Ensino Municipal que seguem o rito anual de apresentar, no início dos meses de fevereiro e março, sua pauta de reivindicações ao Governo. A partir daí, instala-se o processo de discussão, de conversação, de diálogo com o Executivo para fazer a mediação, buscar o entendimento, isto é, o atendimento das reivindicações por parte do Governo. Às vezes, alcançamos parte dessas reivindicações; outras, uma parte muito menor do que desejamos.

Nos últimos anos, temos realizado negociações, desde 2006, quando fizemos uma greve de 17 dias. Como consequência dessa greve, conseguimos mudar a organização do ensino na cidade de São Paulo, desonerando as escolas de atribuições e competências que lhes eram conferidas e desvirtuavam seu papel como espaço privilegiado para o processo em si de aprendizagem. Devolvemos aos profissionais da Educação tempo para se dedicar aos aspectos pedagógicos do processo de aprendizagem.

Em 2007, fizemos novamente movimentos de paralisação de dois ou três dias no processo de negociação. Isso foi legitimado inclusive pela Administração Pública ao reconhecer que as reivindicações apresentadas tinham procedência, atendendo parte delas na forma de gratificações aplicadas aos salários. Durante os anos que se seguiram, conseguimos incorporar essas gratificações, que resultaram em reajustes sobre os padrões de vencimentos e elevação dos pisos profissionais. Isso ocorreu também em 2008, 2009 e 2010.

Em 2011, também participamos do processo negocial. Realizamos dias de atividades com participação da categoria, manifestação pública solicitando do Governo o atendimento das nossas reivindicações. Algumas delas foram alcançadas parcialmente e posteriormente aprovadas pela Câmara Municipal no que se refere a reajustes, que têm impacto financeiro direito, o que só existe em função de lei. Então, ao vir para a Câmara Municipal, debatemos os pisos salariais dos profissionais da Educação. Foram aprovados os seguintes pisos profissionais para docentes: numa jornada de 30 horas/relógio ou 40h/aula, 2.600 reais; 1.300 reais para 20h/aula e 1.950 reais para jornada de 30h/aula, 22h30/relógio.

A parte negocial não envolveu somente essa questão remuneratória, mas o direito de aposentadoria de magistério para os readaptados; a constituição de 13 centros de formação para investir na formação dos profissionais de Educação; a extensão do bônus complementar de piso para pessoas de todos os vínculos empregatícios, inclusive comissionados; a possibilidade de aumento de duas referências na tabela de vencimentos dos profissionais de Educação; a possibilidade de saltar duas referências, ampliando o número de referências para haver consonância com a Constituição Federal, que exige maior tempo de contribuição e mais idade para aposentadoria. Isso permitirá que os profissionais da Educação tenham desenvolvimento na carreira até próximo de sua aposentadoria.

Parte das questões que constam do nosso protocolo não foi executada até o momento e já estamos diante de outra campanha salarial. Por essa razão, ontem os profissionais da Educação, reunidos para acompanhar o processo negocial, estiveram na Praça Patriarca. Decidiram dar continuidade ao seu movimento, fazendo greve a partir de segunda-feira. Na quarta-feira, faremos nova avaliação e esperamos que até lá a Secretaria Municipal de Educação e a Secretaria Municipal de Planejamento e Gestão deem uma resposta efetiva às reivindicações desses profissionais.

Não procuramos impasses, apenas procuramos soluções. Não fazemos movimentos contra o governo, mas em defesa da educação e de seus profissionais, para ter uma educação de qualidade, pois a população precisa disso para enfrentar o mercado de trabalho.

Então, esse movimento tem de ser visto como em prol da valorização dos profissionais da educação, e dentro da legitimidade daqueles que vão buscar os seus direitos. Muito obrigado".

quarta-feira, 28 de março de 2012

Câmara aprova projetos de interesse dos servidores

Sítio da Câmara

Durante a sessão desta quarta-feira, os parlamentares da Câmara Municipal de São Paulo também aprovaram cinco projetos de lei, quatro dos quais tratavam de questões do funcionalismo público. Por conta do ano eleitoral, essas matérias só podem ser aprovadas até 10 de abril.

O principal deles, o PL 99/2012 aumentou em 5,84% os vencimentos, funções gratificadas, salários, salário-família e salário-esposa dos servidores da Câmara.

Também foram aprovados:

PL 142/2010, da Mesa Diretora, que altera os Anexos I e III da Lei nº 13.637, de 4 de setembro de 2003, alterada pela nº 14.381, de 9 de maio de 2007. Esse projeto refere-se a melhoria e a ampliação do Centro de Tecnologia da Informação - CTI, da Câmara Municipal de São Paulo.

PL 112/2011, do Executivo, que dispõe sobre a revisão do enquadramento da função de Assistente Técnico I, previsto na Lei nº 14.591, de 13 de novembro de 2007.

PL 565/2011, do Executivo, que aborda a transferência dos cargos de Diretor de Creche do Quadro dos Profissionais da Administração - QPA para o Quadro de Pessoal de Nível Superior da Prefeitura do Município de São Paulo.

PL 100/2012, do Tribunal de Contas do Município, que dispõe sobre a aplicação do art. 1º da Lei nº 14.891, de 20 de janeiro de 2009 e dá outras providências.

Câmara de SP aprova CPIs sobre Belas Artes e ocupação na Cantareira

Roney Domingos
Do G1 SP

A Câmara Municipal de São Paulo aprovou nesta quarta-feira (28/3) a criação de três comissões parlamentares de inquérito (CPIs) para investigar a regularidade no processo de tombamento do Cine Belas Artes, as causas de incêndios em favelas e a regularidade no uso e ocupação do solo na Serra da Cantareira, na Zona Norte da capital.

Os vereadores derrubaram a proposta de criação de uma CPI para investigar a suspeita de irregularidades no repasse de recursos para o Hospital Sorocabana, na Lapa, Zona Oeste de São Paulo. "É lamentável para a Câmara Municipal. O hospital está fechado há um ano e meio e recebeu recursos da Prefeitura, que também deu anuência para empréstimos bancários", disse o autor do requerimento de CPI do Sorocabana, Carlos Neder (PT).

Integrantes da base governista argumentaram que a criação de uma CPI sobre o caso neste momento poderia dificultar o esforço para a reabertura do hospital. 'Há um acordo judicial para garantir a reabertura em 40 dias e a CPI nesse momento não é oportuna", disse o vereador e médico Gilberto Natalini (PV).

Apesar de serem minoria, os vereadores da oposição, no entanto, conseguiram a aprovação de um requerimento que possibilitou a criação de uma terceira CPI. O regimento da Câmara obriga os vereadores a manterem pelo menos duas CPIs em atividade.

Autor da proposta de criação da CPI do Belas Artes, o vereador Eliseu Gabriel (PSB) afirmou que busca entender porque o tombamento do Belas Artes não foi adiante. "É um símbolo da cidade. Tem um manifesto assinado por mais de 100 mil pessoas na cidade de São Paulo pedindo a reabertura. Para nossa história é fundamental que o Cine Belas Artes sobreviva."

Localizado na Rua da Consolação, quase na esquina com a Avenida Paulista, o imóvel do cinema, está fechado desde março de 2011. Iniciativas para o tombamento não vingaram nos conselhos estadual e municipal.

Autor do requerimento da CPI da Cantareira e presidente da Comissão de Política Urbana, o vereador Paulo Frange (PTB) disse que o objetivo da CPI, pedida em 2009, é apurar a ocupação irregular da serra.

"Nós queremos saber onde estão os riscos de não haver fiscalização efetiva da Secretaria do Verde e do Meio Ambiente, da Polícia Ambiental e das subprefeituras que estão envolvidas nessa área", afirmou.

Frange disse que suspeita da invasão de áreas públicas e venda de imóveis dentro do parque, tombado pelo Condephaat e reconhecido pela Unesco com parte da reserva da biosfera do cinturão verde da cidade de São Paulo.

"Queremos saber se edificações que estão lá respeitam as distâncias mínimas de nascentes e córregos. Trata-se de uma CPI que vai trazer benefícios no sentido de preservar. Há desmanche de veículos entulhados lá dentro, caminhões que jogam lixo na serra. Uma boa parte da cidade de São Paulo é abastecida pelo Sistema Cantareira", disse Frange. De acordo com ele, a CPI vai buscar também informações sobre o traçado do Rodoanel Norte e se respeita os limites da Serra. "Nosso objetivo é saber o trajeto original atual do Rodoanel, que não sabemos por onde vai passar, quanto terá de túnel e quanto vai desmatar", afirmou.

Autor do requerimento da CPI dos incêndios em favelas, Ricardo Teixeira (PV) afirmou que notou movimento atípico de pequenos incêndios desde o final de 2011. "Há algo errado, mas ainda não sei o que é. Isso não é normal. Precisamos apurar", afirmou.

Comissão de Educação recebe pedido da EMEF Mario Kozel Filho

Renan Geishofer

Durante a reunião da Comissão de Educação, Cultura e Esportes da Câmara Municipal de São Paulo realizada na tarde desta quarta-feira (28/3), a conselheira da Escola Municipal de Educação Infantil Mário Kosel Filho, Rute Vieira, pediu ajuda aos parlamentares para que a verba destinada às obras que vão atender aos padrões de acessibilidade da escola sejam liberadas pela Secretaria Municipal de Educação.

“Sabemos que esse dinheiro existe e queremos que ele seja utilizado. Ademais, pedimos à Comissão um esforço para que a nossa escola tenha mais segurança, pois há consumo de drogas nas imediações. É preciso dar segurança aos nossos alunos”, disse Rute Vieira.

Na pauta

A reunião teve apenas um Projeto de Lei colocado em votação, o PL 152/2011,de autoria da vereadora Noemi Nonato (PSB). O vereador Professor Claudio Fonseca, presidente da Comissão e líder do PPS na Câmara Municipal de São Paulo, pediu vistas do Projeto.

Participaram do encontro os vereadores: Professor Claudio Fonseca (PPS), presidente da Comissão; Alfredinho Cavalcante (PT), vice-presidente da Comissão; Carlos Apolinário (DEM); Attila Russomanno (PP); Goulart (PSD); Agnaldo Timóteo (PR) e Jamil Murad (PC do B).

Outras Comissões

Comissão de Administração Pública

Comissão de Constituição, Justiça e Legislação Participativa


Comissão de Trânsito, Transporte, Atividade Econômica, Turismo, Lazer e Gastronomia

Comissão de Saúde, Promoção Social, Trabalho e Mulher

Comissão de Política Urbana, Metropolitana e Meio Ambiente


Comissão de Finanças e Orçamento

terça-feira, 27 de março de 2012

Vereador comenta decisão do TJ em relação às férias nos centros de educação infantil



Líder do PPS na Câmara Municipal de São Paulo, o vereador Professor Claudio Fonseca comentou na sessão ordinária desta terça-feira (27/3) decisão do Tribunal de Justiça quanto às férias coletivas de alunos e professores das escolas de educação infantil na cidade. Veja o discurso na íntegra.

"Sr. Presidente, Srs. Vereadores, público que nos acompanha nas galerias, pela TV Câmara São Paulo e os que nos leem pelo Diário Oficial, ontem o Tribunal de Justiça tomou uma decisão com relação à organização do ensino na cidade de São Paulo, mais precisamente no que tange ao funcionamento das escolas de educação infantil, aos Centros de Educação Infantil, às Escolas Municipais de Educação Infantil, ao atendimento às crianças de zero a cinco anos e ao período em que essas crianças possam ter o gozo de suas férias, bem como os profissionais de educação.


Desde 2007, esse era motivo de diálogo com o Executivo Municipal para que considerássemos o período de janeiro como férias coletivas. Por um lado, observando a necessidade de a escola ter períodos de interrupção para a sua manutenção, higienização, conservação das escolas e também o atendimento ao calendário de férias dos profissionais de educação, sob pena de termos ao longo do ano uma quantidade de professores em férias que dificulte o desenvolvimento do processo pedagógico e até a necessidade de contratações de profissionais de educação para substituir os que tiram férias ao longo do ano.

É de bom termo reconhecer também o esforço feito pelos Srs. Deputados Federais e Senadores da República, ao legislarem pela Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, considerando que a educação infantil é um processo de formação das crianças que não se queda, não se restringe somente ao cuidar, mas é uma associação entre o cuidar e o educar e que as escolas de educação infantil, em particular depois de 2006, ganham esse caráter educativo e não o caráter assistencial.

Aqueles que alegam que as mães precisam ter atendimento das crianças porque trabalham talvez estejam dando às escolas de educação infantil um papel restritivo, mais no campo da assistência do que do processo educativo.

Então, a LDB tem o mérito de organizar o sistema de ensino, de identificar a educação infantil como a primeira etapa escolar, de assegurar às famílias o direito de ter o acesso à educação infantil e também de dispor de meios para que os profissionais de educação sejam habilitados para o exercício do magistério.

A partir de 2006, há uma profunda discussão sobre a organização do sistema de ensino. No caso da cidade de São Paulo, houve a transferência dos equipamentos, antes vinculados à Secretaria de Assistência Social, e agora são subordinados, vinculados e supervisionados pela Secretaria Municipal de Educação, reforçando o seu caráter educativo.

Por essa razão, quanto a todos os profissionais de educação e também às crianças - assim como lhes é conferido por meio da Constituição Federal -, é necessário que o processo educativo envolva a sociedade, a família e a escola, ou seja, é de responsabilidade dos três. Portanto, não deve ser restrita, de responsabilidade somente da escola. Reconhecendo como direito da criança também a convivência com a família, da família com seus filhos e da sociedade com as crianças, o processo educativo também se dá informalmente fora do espaço escolar.

Então, é importante que haja aquelas paradas para que a criança também não seja levada à exaustão de convivência com o espaço escolar, que tenha convivência com a sua família e, por essa razão, a partir de 2008, num amplo processo de negociação com a Secretaria Municipal de Educação, passamos a ter as férias coletivas em janeiro para os Centros de Educação Infantil, posto que nas EMEIs, Escolas Municipais de Educação Infantil, desde a sua criação na década de 50, dos antigos parques infantis, sempre houve o período de férias no mês de janeiro. Estamos discutindo, exatamente, as férias nos Centros de Educação Infantil.

É uma posição de Governo: concorda que deva haver as férias no mês de janeiro, negociou com os sindicatos, passou a incluir no calendário escolar as férias coletivas no mês de janeiro - a partir de 2008 passamos a ter esse direito - e já discutimos, inclusive, a possibilidade do recesso no mês de julho, quando a Promotoria - Promotor e Defensor Público - ingressou com uma Ação Civil Pública para que a Secretaria deixasse de assegurar o direito de férias. Isso identificamos como um retrocesso.

Esse retrocesso despertou também a atenção de Srs. Parlamentares que por aqui passaram, apresentando projetos de lei para que se conferisse o direito de férias aos Centros de Educação Infantil. Foi aprovado um projeto em 2007 - se não me falha a memória. Em 30 de janeiro de 2009, houve um veto - não havíamos começado esta Legislatura ainda. O veto depois foi discutido, submetido a votação e foi mantido pela Câmara Municipal. Votei pela derrubada do veto para garantir as férias coletivas nos CEIs, mas a Câmara Municipal manteve o veto do Sr. Prefeito às férias coletivas. Ainda não havia um debate sobre férias nas Escolas Municipais de Educação Infantil.

Posteriormente, apresentei projeto de lei tanto para assegurar as férias coletivas no mês de janeiro - o nobre Vereador Donato também tem um projeto de igual teor -, ampliado com a preocupação de estender às EMEIs esse direito porque o debate surgiu depois. Mas houve um veto que foi mantido com relação ao projeto anterior. Cuidei também de, além de tratar das férias coletivas dos Centros de Educação Infantil, buscar outro caminho para que mudássemos a Lei Municipal, incluindo, no Calendário da Cidade de São Paulo, as férias escolares no mês de janeiro em todas as modalidades de ensino: Educação Infantil, Ensino Fundamental, Educação de Jovens e Adultos e Educação Especial. Isso asseguraria, formalmente, a inclusão no Calendário, e daria assim a possibilidade de a Secretaria Municipal de Educação, ao elaborar o seu Calendário Anual, considerando que janeiro seria o mês de férias, garantisse tal direito a todos os profissionais de educação e também para as crianças.

Há manifestação, inclusive, do Conselho Nacional de Educação, Câmara de Educação Básica, favorável às férias coletivas no mês de janeiro. Esse é o nosso posicionamento, tem sido assim que temos nos dirigido nas relações com o Governo e esse foi o posicionamento do Governo, favorável às férias coletivas.

Sr. Presidente, cabe recurso. Existe uma decisão do Tribunal de Justiça, cabe recurso e a Secretaria Municipal de Educação diz que o fará, entrando inclusive com embargos de declaração à decisão tomada ontem pelo TJ, buscando uma melhor solução para esse problema que afeta milhares e milhares de famílias e profissionais de educação. Muito obrigado, Sr. Presidente".

quarta-feira, 21 de março de 2012

Líder do PPS debate a mobilidade urbana na cidade



Na sessão ordinária desta quarta-feira (21/3), o vereador Professor Claudio Fonseca (PPS) abordou a questão da mobilidade urbana na cidade de São Paulo. O parlamentar defendeu a reorganização da cidade e uma maior integração entre os diferentes modais como soluções para o caos do trânsito na cidade. Veja acima a íntegra do discurso.

"Sr. Presidente, Sras. e Srs. Vereadores, telespectadores da TV Câmara São Paulo, público presente na galeria e aqueles que leem o Diário Oficial, boa tarde.

Às quintas-feiras o PPS tem realizado encontros temáticos para debater a Cidade. Na última quinta-feira fizemos uma discussão sobre trânsito, transporte e mobilidade, olhando a Cidade real sob a perspectiva da solução de problemas que às vezes parecem insolúveis, e também analisando aquilo que se coloca no campo da utopia.

Nós afirmamos que é utopia pensar uma cidade de São Paulo ideal, protegida do caos do trânsito, onde seja possível ir a pé para o trabalho e voltar para almoçar em casa. No entanto é possível pensar numa São Paulo onde as pessoas não tenham tanta necessidade de se movimentar dentro de automóveis.

O primeiro passo - e alguns passos já foram dados, mesmo que haja interrupções - foi a aprovação do chamado Plano Diretor da Cidade de São Paulo, que introduziu as chamadas Zonas Mistas - residenciais, de comércio e serviços -, promovendo o desenvolvimento dos centros de bairros para evitar que as pessoas tenham de fazer grandes deslocamentos para se dirigir trabalho, às atividades comerciais, às atividades de serviços no geral. Então, o Plano Diretor apontava para as Zonas Mistas com a possibilidade inclusive de dar mais mobilidade na cidade de São Paulo, menores deslocamentos e empregos mais próximos das moradias.

Para que essa intervenção das Zonas Mistas possa ser completa é preciso reconhecer que há hoje um número cada vez maior de veículos trafegando. São 30 mil novos veículos por mês, 360 mil veículos por ano, numa frota que já se aproxima de 7 milhões, num espaço territorial de 1.514 quilômetros quadrados, com uma população de 11,4 milhões de habitantes; deslocamentos por metrô são quase 4 milhões; a EMTU também com 2,8 milhões de deslocamentos. É uma cidade, um país que se desloca diariamente de um canto para outro. O crescimento da frota vai estrangulando as vias e, mesmo com o alargamento de pistas, o automóvel ocupa o espaço que lhe é oferecido, porque a frota é crescente.

Nós temos de, além de criar as Zonas Mistas, repovoar a região central da Cidade, readequar a malha ferroviária, estabelecer núcleos de serviços na periferia, criar ciclovias e caminhos que levem aos parques e áreas verdes. Essa é uma das formas também de reter parte da circulação das pessoas. É preciso fazer um sistema de transporte integrado inclusive de vias de acesso, também através de ciclovias que ligam uma área verde a outra, um parque a outro.

As soluções de caráter estrutural para o transporte da Cidade passam também por uma visão geral de toda a região metropolitana. Hoje está esgotado o modelo rodoviarista que prioriza o transporte individual. A cidade de São Paulo, do ponto de vista da sua mobilidade, entrou em colapso. É necessário ampliar, de forma acelerada, a oferta de alternativas aos carros, de modo a encurtar as viagens e evitar grandes deslocamentos.

Creio que a solução não seja exatamente cobrar taxa para chegar no centro da Cidade de São Paulo. Por um lado há um estímulo à indústria automobilística, dando incentivos fiscais para as indústrias venderem mais automóveis; por outro se propõe o pedágio urbano. Creio que essa não é a solução.

É preciso concluir, por exemplo, o Rodoanel e tirar aproximadamente 5 mil caminhões que hoje circulam diariamente no centro expandido da Cidade - mesmo agora, com a restrição dos horários, são 5 mil caminhões que circulam. É necessário dobrar a média de ampliação da malha metroviária, que hoje é de 2,5 quilômetros por ano, para 5 quilômetros, pelo menos até 2014, somando mais 20 quilômetros da malha metroviária aos 70 quilômetros existentes. É necessário ampliar a malha ferroviária da região metropolitana que possui, hoje, 270 quilômetros. Fala-se muito que a malha metroviária tem 70 quilômetros, mas são 270 quilômetros na região metropolitana, dos quais 134 quilômetros estão dentro da cidade de São Paulo. A integração do sistema, com a instituição do Bilhete Único em toda a malha metroferroviária, foi um avanço considerável, mas é preciso tomar medidas para diminuir as necessidades de circulação.

Assim como as linhas municipais em circulação na Cidade, as linhas intermunicipais também foram criadas para responder às necessidades da demanda crescente e às pressões de grupos operadores do sistema - sem, entretanto, estarem interligadas a uma ordenação geral do transporte metropolitano.

Mais que fazer críticas a um ou a outro Governo, creio que todos nós Vereadores deveríamos ter medidas propositivas de solução de problemas para diminuir o sofrimento da população e não ficarmos, simplesmente, acusando quem já foi Governo, quem se propõe a ser, aquele que passou de situação a oposição, apontando seus defeitos sem indicar soluções, porque a população não pode esperar.

Dessa forma me posicionarei, regiamente, nesta tribuna, para apontar os problemas da Cidade, mas, também, buscar soluções - dever de todos nós. Sr. Presidente, muito obrigado".

Comissão de Educação marca reunião com crianças da “Ação Educativa”

Renan Geishofer

Com a presidência do vereador Professor Claudio Fonseca, líder do PPS na Câmara Municipal de São Paulo, a Comissão de Educação, Cultura e Esportes realizou a quinta reunião do ano na tarde desta quarta-feira (21/3).

Ação Educativa

A Coordenadora de Educação da “Ação Educativa”, Denise Carreira, procurou a Comissão e pediu a realização de uma reunião entre os parlamentares da Comissão de Educação e da Comissão Extraordinária de Defesa dos Direitos da Criança, do Adolescente e da Juventude com os alunos da “Ação Educativa”. O encontro fará com que os jovens (27 alunos com idades variando entre 8 e 14 anos) apresentem aos vereadores uma série de propostas defendidas por eles).

As propostas dos alunos surgiram após o encontro realizado pela “Ação Educativa” no dia oito de novembro do ano passado no Centro Cultural São Paulo, evento que teve a parceria da Unicef - Fundo das Nações Unidas para a Criança, do Cieds - Centro de Integração e Desenvolvimento Sustentável e a Revista Viração.

À TV Câmara São Paulo, a professora Denise analisou a importância do encontro com os vereadores. “É importante valorizar as vozes das crianças e dos adolescentes. Elas trarão aos parlamentares o ponto de vista delas sobre as escolas e sobre a educação”, disse.

O encontro já tem data marcada: dia 11 de abril (quarta-feira), às 13h30, na Câmara Municipal.

Na pauta

Na oportunidade, foram analisados e aprovados cinco projetos de lei e um projeto de emenda à Lei Orgânica do Município, todos de autoria de vereadores. Abaixo a relação deles:

- PL 155/2008, de autoria do vereador Aurélio Miguel (PR);

- PL 48/2010, de autoria do vereador Abou Anni (PV);

- PL 170/2010, de autoria do vereador Antonio Donato (PT);

- PL 121/2011, de autoria do vereador Chico Macena (PT);

- PLO 06/2011, de autoria do vereador Netinho de Paula (PC do B);

- PL 483/2011, de autoria do vereador Antonio Carlos Rodrigues (PR).

Participaram da reunião os vereadores: Professor Claudio Fonseca (PPS), presidente da Comissão; Alfredinho Cavalcante (PT), vice-presidente da Comissão; Agnaldo Timóteo (PR); Attila Russomanno (PP); Carlos Apolinário (DEM); Goulart (PSD) e Netinho de Paula (PC do B).

Outras Comissões

Comissão de Saúde, Promoção Social, Trabalho e Mulher

Comissão de Trânsito, Transporte, Atividade Econômica, Turismo, Lazer e Gastronomia

Comissão de Finanças e Orçamento

Nona reunião da Frencoop Paulistana