Os jornais O Estado de S. Paulo e Folha de S. Paulo destacam nesta quinta-feira o posicionamento do líder do PPS, vereador Ricardo Young, contra o relatório do Orçamento aprovado pela Câmara Municipal nesta quarta-feira (4/12).
quinta-feira, 5 de dezembro de 2013
Ônibus da capital poderão ter monitores informativos
Site da Câmara
O projeto 765/2013, do vereador Ricardo Young (PPS), prevê a instalação de monitores na frota de ônibus da cidade com informações sobre itinerários das linhas, localização dos equipamentos de serviços públicos, como postos de saúde, escolas, bibliotecas, delegacias, corpo de bombeiros, entre outros recebeu parecer favorável da Comissão de Constituição e Justiça, nesta quarta-feira (4/12).
quarta-feira, 4 de dezembro de 2013
Ricardo Young vota contra o Orçamento 2014
Foto - Renattod´Souza/CMSP
O vereador Ricardo Young (PPS) votou contra o substitutivo da Comissão de Finanças e Orçamento que estabelece o orçamento da cidade para 2014. O projeto, aprovado em primeira votação, receberá emendas dos vereadores para depois voltar à pauta no dia 17 de dezembro e, com as emendas, ser aprovado em segunda discussão.
Young, que é líder do PPS, criticou o relatório e lembrou que as verbas de secretarias como Assistência Social e Verde e Meio Ambiente precisam ser revistas. Ele também alertou para o baixo orçamento destinado às subprefeituras.
“O Orçamento traz uma contradição. Nós tivemos um posicionamento de que o Prefeito iria descentralizar a gestão das subprefeituras e estamos vendo que elas estão com uma dotação de recursos ínfima”.
O parlamentar também chamou a atenção para o altíssimo valor destinado pelo Orçamento ao Tribunal de Contas do Município e à Câmara Municipal.
“O peso do Legislativo, somando-se os custos da Câmara e do Tribunal de Contas, é de R$ 795 milhões. Isso significa que é mais do que várias secretarias somadas”, destacou. "Isso é desproporcional".
"Deveríamos devolver pelo menos 30%. Por exemplo: a Câmara não precisa de 44 milhões de reais para a Comunicação, que é mais do que a soma dos orçamentos das secretarias de Segurança Urbana e do Verde e Meio Ambiente”.
Atento ao que foi realizado pelo Executivo até o momento, principalmente na área ambiental, Young denunciou:
“O Programa de Mananciais, cujo orçamento inicial era de R$ 273 milhões, teve congelados R$ 221 milhões, cancelados R$ 18 milhões, e apenas R$ 24 milhões foram empenhados neste ano. A mesma coisa com urbanização das favelas: do orçamento inicial de R$ 319 milhões de reais, foram cancelados R$ 17 milhões, congelados R$ 246 milhões e apenas R$ 56 milhões foram disponíveis. Portanto estamos vendo que a Prefeitura não cumpriu os programas com que se comprometeu no ano de 2013. Então, além de uma desidratação do orçamento para o meio ambiente e para a sustentabilidade, estamos enfrentando o congelamento dos programas”.
Ao final, afirmou que a peça orçamentária pode ser melhorada pela contribuição coletiva dos vereadores. "Peço sensatez e discernimento para o líder do governo contemplar as emendas dos vereadores e aproveitar o melhor da inteligência técnica dos gabinetes, no espírito de tornar o projeto o melhor possível".
Young, que é líder do PPS, criticou o relatório e lembrou que as verbas de secretarias como Assistência Social e Verde e Meio Ambiente precisam ser revistas. Ele também alertou para o baixo orçamento destinado às subprefeituras.
“O Orçamento traz uma contradição. Nós tivemos um posicionamento de que o Prefeito iria descentralizar a gestão das subprefeituras e estamos vendo que elas estão com uma dotação de recursos ínfima”.
O parlamentar também chamou a atenção para o altíssimo valor destinado pelo Orçamento ao Tribunal de Contas do Município e à Câmara Municipal.
“O peso do Legislativo, somando-se os custos da Câmara e do Tribunal de Contas, é de R$ 795 milhões. Isso significa que é mais do que várias secretarias somadas”, destacou. "Isso é desproporcional".
"Deveríamos devolver pelo menos 30%. Por exemplo: a Câmara não precisa de 44 milhões de reais para a Comunicação, que é mais do que a soma dos orçamentos das secretarias de Segurança Urbana e do Verde e Meio Ambiente”.
Atento ao que foi realizado pelo Executivo até o momento, principalmente na área ambiental, Young denunciou:
“O Programa de Mananciais, cujo orçamento inicial era de R$ 273 milhões, teve congelados R$ 221 milhões, cancelados R$ 18 milhões, e apenas R$ 24 milhões foram empenhados neste ano. A mesma coisa com urbanização das favelas: do orçamento inicial de R$ 319 milhões de reais, foram cancelados R$ 17 milhões, congelados R$ 246 milhões e apenas R$ 56 milhões foram disponíveis. Portanto estamos vendo que a Prefeitura não cumpriu os programas com que se comprometeu no ano de 2013. Então, além de uma desidratação do orçamento para o meio ambiente e para a sustentabilidade, estamos enfrentando o congelamento dos programas”.
Ao final, afirmou que a peça orçamentária pode ser melhorada pela contribuição coletiva dos vereadores. "Peço sensatez e discernimento para o líder do governo contemplar as emendas dos vereadores e aproveitar o melhor da inteligência técnica dos gabinetes, no espírito de tornar o projeto o melhor possível".
Leia abaixo a íntegra do discurso de Ricardo Young durante a votação do Orçamento.
"Acho um privilégio do Prefeito poder contar com o que a de melhor da inteligência da Casa na análise da Peça Orçamentária. Pudemos ver nas exposições da Situação e Oposição que há um trabalho sério sobre o Orçamento. Peço ao líder do Governo que verifique com muito carinho as emendas que vão ser propostas porque o espírito é o de tornar a Peça a melhor possível e essa é a nossa contribuição.
Gostaria de reforçar também, e isso foi falado pelo nobre Vereador Andrea Matarazzo, que a Cidade vive dois problemas muito graves. Um é o problema social, outro é do de transportes, que vem sendo enfrentado, mas as questões ambiental e social não vêm sendo enfrentadas. Há aspectos no Orçamento que temos obrigação de solicitar e reivindicar junto ao Governo que sejam considerados.
O primeiro passou despercebido pela maior parte dos Vereadores, é o peso do Poder Legislativo nesse Orçamento. O peso do Legislativo, somando-se os custos da Câmara Municipal e do Tribunal de Contas é de 795 milhões de reais. Isso significa que é mais do que várias Secretarias Municipais somadas, é mais do que a Secretaria de Esportes, Assistência Social, Cultura, Verde e do Trabalho somadas.
Portanto, o dispositivo constitucional que faz com que tenha de haver uma dotação de 2,5% do Orçamento do Município para o Poder Legislativo não se aplica em São Paulo. Temos a obrigação de devolver ao Município pelo menos 30% desses recursos para que a Cidade tenha mais recursos para investimentos nas Secretarias.
Alem disso, temos uma situação estranha porque temos uma dotação orçamentária de 44 milhões para comunicação da Câmara. Pasme, nobre Vereador Nomura. Isso é mais do que duas subprefeituras somadas, sendo que a Subprefeitura de Perus tem 25 milhões e a de Cidade Tiradentes tem 22 milhões. É um absurdo que só a verba de comunicação da Câmara supere as de duas subprefeituras que estão tão carentes. Se dobrarmos o orçamento da Subprefeitura de Cidade Tiradentes não vai dar o orçamento de comunicação da Câmara. Este é um aspecto que não tem sido levantado aqui e que temos obrigação de examinar.
O segundo aspecto que queria levantar é a contradição que esse Orçamento traz. Acho que o nobre Vereador Andrea foi bastante feliz nisso, porque nós tivemos um posicionamento de que o Prefeito iria descentralizar a gestão das subprefeituras; e estamos vendo que as subprefeituras estão com uma dotação de recursos ínfima, quase impossível.
Vamos tomar a Subprefeitura de Perus, tão cara ao nobre Vereador Police Neto. A Subprefeitura de Perus tem 25 milhões de reais previstos, sendo que 22 milhões são para despesas e 2,9 milhões são para investimento; das despesas, 12 milhões são para despesas com o pessoal, e sobra praticamente nada para o restante.
Então estamos vendo uma desidratação das subprefeituras e nós todos, que visitamos as subprefeituras durante este ano, sabemos que sem investimento elas não poderão cuidar da Cidade, e é exatamente o que está acontecendo. Nós estamos com a Cidade quase abandonada não porque os subprefeitos não querem se empenhar, mas porque eles não têm recursos para fazer isso.
Queria reforçar a questão dos orçamentos para as áreas social e ambiental. Não vou me estender demais, porque isso já foi dito, mas estou bastante preocupado porque, além de termos tido uma redução orçamentária na Secretaria de Assistência Social, e ela é brutal, ela foi de 337 milhões de reais, em 2013, para 195 milhões em 2014. Quando o nobre Vereador Andrea Matarazzo fala do protossocialismo da Leda Paulani, aqui tem um esclarecimento que eu gostaria que o Relator Paulo Fiorilo fizesse. Como pode uma Prefeitura que se coloca ao lado do social reduzir em quase pela metade a dotação da Secretaria de Desenvolvimento Social? A mesma coisa se repete para a Cultura.
Queria finalizar dizendo o seguinte: o Prefeito – e eu estive presente nessa solenidade - assinou o compromisso das Cidades Sustentáveis, o que compromete S.Exa. com uma agenda ambiental bastante robusta. Já vínhamos alertando, no decorrer do ano, que o Prefeito não vinha cumprindo esse compromisso. Fomos, em audiência da Frente Parlamentar da Sustentabilidade, em um almoço com o Prefeito, reiterando os compromissos.
Agora os nobres Vereadores Aurélio Nomura e Natalini têm falado o quanto a questão do verde na Cidade está completamente negligenciada. Além disso, o Programa de Mananciais previsto para este ano, cujo orçamento inicial era de 273 milhões de reais, teve congelados 221 milhões, cancelados 18 milhões, e apenas 24 milhões foram empenhados neste ano. A mesma coisa com urbanização das favelas: do orçamento inicial de 319 milhões de reais, foram cancelados 17 milhões, congelados 246 milhões e apenas 56 milhões foram disponíveis. Portanto estamos vendo que a Prefeitura não cumpriu mesmo os programas com que se comprometeu no ano de 2013. Então, além de uma desidratação do orçamento para o meio ambiente e para a sustentabilidade, estamos enfrentando o congelamento dos programas, nobre Vereador Aurélio Nomura.
V.Exa., como Presidente da Comissão de Meio Ambiente, e eu, como Presidente da Frente Parlamentar pela Sustentabilidade, não podemos ficar sem reação diante dessa situação. Exigimos que esse orçamento reflita o compromisso do Prefeito com os princípios da Cidade sustentável. Exigimos que o Prefeito dote recursos para os parques da Cidade, que dote recursos – e vamos fazer emendas nesse sentido – para desapropriação das áreas de parque. O Vereador Natalini acabou de fazer um depoimento sobre a situação do Parque Vila Brasilândia, em que a Prefeitura está abrindo mão dos parques porque não dota recursos para a desapropriação. Não podemos permitir isso.
Faço um apelo a V.Exa. que é um homem bastante sensato, Vereador Paulo Fiorilo, que junte-se a nós nesse pleito que não é outra coisa a exigência de que o Prefeito cumpra compromissos que ele assumiu com o eleitor e com o conjunto da Cidade.
Agradeço o nobre Vereador Aurélio Nomura pelo aparte e conto com V.Exa., com o Vereador Natalini e com as diversas lideranças para que, além da questão social que está sendo desidratada nesse orçamento, a ambiental não seja negligenciada. O Prefeito não pode virar as costas ao compromisso que assumiu com a comunidade de São Paulo, com seu próprio partido e com os demais aliados. S.Exa. assinou o princípio das cidades sustentáveis e até agora nem no plano de metas, nem no orçamento vemos esse compromisso expresso”.
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Faixas de ônibus: em vez de solução, transtorno para o comércio
Em meio aos debates sobre os projetos de lei que todas as quartas-feiras passam pela Comissão de Trânsito, Transportes da Câmara Municipal, um problema tem sido frequentemente apontado pelos vereadores: a falta de planejamento para a implantação das faixas de ônibus em algumas regiões da cidade.
Elas têm sido criticadas por moradores, donos de lojas e taxistas que reclamam de transtornos. O principal deles é a impossibilidade de estacionar em frente aos comércios.
Esse é o caso de São Mateus, na Zona Leste da cidade. Os comerciantes alegam que as faixas impossibilitam os clientes de parar os carros na Avenida Mateo Bei, que servia de acesso às lojas. Segundo eles, o movimento caiu cerca de 30% desde a criação das vias exclusivas para ônibus.
“Para serem um ganho, as faixas precisam ser repensadas para fazer com que essas regiões sejam polos geradores de empregos – e não uma ameaça a eles. Isso está previsto no projeto Arco do Futuro, apresentado pelo prefeito Haddad: uma cidade que seja multicêntrica”, criticou o vereador Ricardo Young, líder do PPS, durante reunião do colegiado nesta quarta-feira (4/12).
Uma das soluções apontadas pelos comerciantes é de que as faixas atendam às demandas de tráfego por horário. A ideia segue o projeto de lei de 2011 do então vereador Celso Jatene (PTB), que propunha o uso das faixas pelos ônibus apenas nos períodos de pico.
Flagra
Young visitou o bairro de São Mateus na última segunda-feira (2/12) para conhecer uma horta de alimentos orgânicos da região e seguir para São Miguel Paulista, onde realizou o debate das ‘Segundas Paulistanas’. No caminho, constatou os problemas apontados pelos comerciantes.
“Estive em São Mateus e imediatamente constatei essa ‘desobediência seletiva’ às faixas de ônibus: os carros estacionavam nelas somente nos locais em frente ao comércio. Acredito que elas estão sendo ocupadas por carros como forma de protesto pelos moradores, que estão perdendo autonomia com elas. Para a questão, no entanto, não há fórmula mágica. A solução é planejamento ”, apontou.
Tiro no pé
Em comunicado de Liderança da Bancada do PPS na sessão ordinária, Young voltou a abordar o assunto. Segundo ele, o comércio tradicional da periferia é praticamente a única fonte empregadora na região. "No afã de resolver o problema do trânsito, que hoje representa um colapso para a Cidade, poderemos dar um tiro no pé. Em vez de criarmos mais empregos na periferia, estaremos, ao contrário, diminuindo-os e sobrecarregando ainda mais os ônibus e o transporte público para o centro expandido". Leia a íntegra abaixo:
"Sr. Presidente, nesta fala da liderança do PPS venho levantar uma questão que nos preocupa bastante. V.Exa., como eu, é integrante da Comissão de Transportes e hoje, na parte da manhã, tivemos um debate importantíssimo na Comissão. Este debate tratou de um problema que a Cidade vem vivendo, e que não podemos ignorar. É o problema das faixas de ônibus na periferia, em vias de grande adensamento comercial.
Dizia aos colegas da Comissão que na última segunda-feira, em São Mateus, pude ver que toda a faixa de ônibus estava ocupada por automóveis estacionados. Inquirindo comerciantes da região, disseram-me que o comércio se tornou impossível, porque não há mais espaço para os clientes estacionarem os automóveis. E que a rapidez dos ônibus na faixa exclusiva ficou seriamente comprometida, porque os ônibus tinham que, literalmente, parar onde os carros estavam estacionados. Também nessas avenidas não foram previstas ciclovias ou qualquer espécie de estacionamento.
O resultado disso é que nós estamos vivendo um paradoxo: enquanto o Plano Diretor propõe uma Cidade multicêntrica, que vai criar empregos em várias regiões, vemos os geradores de emprego na periferia tendo seus negócios ameaçados pelos corredores de ônibus e pelas faixas exclusivas.
Não se trata aqui, como disse o Vereador Floriano Pesaro, de questionar a importância das faixas de ônibus, que são prioritários, e o transporte público também é prioritário, mas temos a sensação de que não houve planejamento adequado dessas faixas de ônibus, principalmente nos bairros que geram empregos em função do comércio local. Há necessidade de replanejamento dessas faixas ou de flexibilização provisória para o uso delas por outros veículos.
Gostaríamos de aproveitar e cumprimentar pela visita o Secretário Celso Jatene. São poucos os Secretários que nos visitam e, quando nos visitam, é sempre motivo de muito entusiasmo.
Hoje nós discutimos o PL 41/2011 - proposto pelo então Vereador Celso Jatene e aprovado em primeira votação -, referente à flexibilização das faixas exclusivas principalmente nas avenidas da periferia onde o comércio é intenso. Convido os nobres Vereadores a nos ajudar - junto ao Secretário Celso Jatene, que já se dispôs a abrir esse projeto para adesão de outros Vereadores - a propor a flexibilização das faixas exclusivas nas regiões em que o conflito entre o comércio e as faixas de ônibus é grande. É verdade que essa flexibilização não resolve, mas por ora dá às autoridades públicas o tempo necessário para planejar melhor as faixas de ônibus e resolver essa equação que tanto ameaça o comércio da periferia.
Gostaria de dizer ao nobre Vereador e Líder Arselino Tatto que não podemos estrangular os empregos na periferia. O comércio tradicional da periferia é praticamente a única fonte empregadora na região. No afã de resolver o problema do trânsito, que hoje representa um colapso para a Cidade, poderemos dar um tiro no pé. Em vez de criarmos mais empregos na periferia, estaremos, ao contrário, diminuindo-os e sobrecarregando ainda mais os ônibus e o transporte público para o centro expandido.
Faço um apelo aos Srs. Vereadores para que tenhamos um olhar sistêmico. Estamos vivendo um paradoxo que precisa ser resolvido. Minha fala como Líder é no melhor sentido: de contribuir para que as autoridades ganhem tempo para planejar melhor essas faixas exclusivas. Muito obrigado, Sr. Presidente".
Moacir Longo, 83, cassado pela ditadura, terá mandato de vereador restituído no dia 9
Do Blog do PPS
Quando foi pela última vez à Câmara?
Na noite [de 30/3/1964], um colega meu, vereador da UDN, braço político dos golpistas, me chamou de lado: começou o negócio. Decidimos fazer vigília na Câmara. No dia 1º, assistimos da sacada do Palacete Prates [sede da Casa até 1969], que dava para o vale do Anhangabaú, tanques, caminhões com tropas. No dia 2, saí de lá. A Câmara tinha só dois carros. O presidente e o secretário articularam uma série de viagens. O carro saía lotado e voltava.
Como está na moda falar em "preso político" quando na verdade estão se referindo simplesmente a políticos presos, o PT poderia aprender com a história do presidente de honra do PPS de São Paulo, jornalista Moacir Longo, vereador cassado pela ditadura na década de 60, preso político na década seguinte e que terá o mandato restituído simbolicamente pela Câmara Municipal em sessão na próxima segunda-feira, 9 de dezembro.
Leia abaixo reprodução da entrevista de Moacir Longo na Revista da Folha:
'Nunca procurei bancar a vítima de nada'
Único vereador cassado logo após o golpe de 1964 presidirá sessão de homenagem a parlamentares que perderam mandato
"Franzino, baixinho e com cara de moleque", o comunista Moacir Longo, então com 33 anos, fugiu da Câmara Municipal, que ficava na rua Líbero Badaró, num Chevrolet antigo. Era 2 de abril de 1964. Seu mandato de vereador foi cassado pela ditadura. Preso em 1972, perdeu os direitos políticos.
Seu processo "passou pelo crivo de um tal de Comando da Revolução". O relatório dele, que era do Partido Comunista Brasileiro, tinha 66 páginas.
Passados 49 anos, Moacir volta ao Legislativo. No dia 9, presidirá a sessão que restituirá simbolicamente o mandato de quem o perdeu, assim como ele, ou foi impedido de assumi-lo entre 1937 e 1969.
Ao todo, são 42 vereadores, procurados pela equipe dos vereadores Gilberto Natalini (PV) e Orlando Silva (PC do B). Dois estão vivos: Longo e Armando Pastrelli. Localizaram-se parentes de outros 28. Não há notícias do paradeiro dos demais.
Quando foi pela última vez à Câmara?
Na noite [de 30/3/1964], um colega meu, vereador da UDN, braço político dos golpistas, me chamou de lado: começou o negócio. Decidimos fazer vigília na Câmara. No dia 1º, assistimos da sacada do Palacete Prates [sede da Casa até 1969], que dava para o vale do Anhangabaú, tanques, caminhões com tropas. No dia 2, saí de lá. A Câmara tinha só dois carros. O presidente e o secretário articularam uma série de viagens. O carro saía lotado e voltava.
O que dizia o relatório contra você?
Que fiz curso na União Soviética...
E fez mesmo?
[Risos] Realmente, fui [de 1955 a 1957]. Não tinha nada dessas bobagens de KGB. Estudava filosofia, economia, história do movimento operário. O Marighella foi quem me convocou para ir lá.
E depois de fugir?
Fiquei dois dias com um médico no Sumaré, e depois com uma irmã, no Caxingui. Mas não era seguro. A minha casa foi invadida. Levaram documentos, meu pai e um irmão [acabaram liberados]. Decidimos [ele e três estudantes] ir para o Campo Belo. E eu militando na capital e no interior para reorganizar o PCB.
O senhor foi preso em 1972 e ficou 44 dias no DOI-Codi.
O negócio foi bravo. Muito. Tive de ficar lá até sarar a minha costela, quebrada. Moíam os presos. Lá era um terror.
Como a cassação afetou sua vida?
Não fiquei traumatizado. Nunca mais procurei a Câmara. Nunca procurei bancar a vítima de nada, tirar proveito disso.
O que achou da homenagem?
Fiquei tenso. Tem um significado de denúncia das arbitrariedades do regime.
terça-feira, 3 de dezembro de 2013
Jornais destacam posicionamento do líder do PPS
Jornais DCI e Metro destacam posição do vereador Ricardo Young, líder do PPS na Câmara, contra a peça orçamentária de 2014 aprovada pela Comissão de Finanças e Orçamento da Casa na última segunda-feira, dia 1º de dezembro.
segunda-feira, 2 de dezembro de 2013
Young faz críticas ao Orçamento 2014
A proposta orçamentária aprovada pela Comissão de Finanças e Orçamento da Câmara Municipal nesta segunda-feira (1/12) prevê 13% de remanejamento.
“Vale lembrar que o PT sempre criticou o remanejamento da gestão do Kassab, que girava em torno de 15%. Ou seja, “faça o que eu digo, mas não faça o que eu faço”, disse o líder do PPS, vereador Ricardo Young.
Segundo Paulo Fiorilo, relator do Orçamento, o índice de remanejamento cairá ao longo dos anos. “Vamos acompanhar de perto”, ressaltou Young.
“Atendendo ao clamor popular”, segundo o relator, a peça orçamentária reajustará o orçamento das subprefeituras atendendo a dois aspectos: recapeamento e pavimentação – distribuir os recursos pelos números de vias existentes em cada subprefeitura, principalmente nas regiões centrais; e distribuição de mais recursos pelos índices de vulnerabilidade.
Além de classificar como “irrisórias” a verba destinada para as subprefeituras, Young criticou o valor destinado para a área da assistência social. “Reduzir o Orçamento da Secretaria de Assistência Social em 42% é um absurdo. É só olhar o enorme número de pessoas nas ruas, sem amparo do Estado, e percebemos que é um valor irrisório”, afirmou o líder do PPS.
O parlamentar também criticou a falta de informações pela Prefeitura do dinheiro arrecadado com a elevação do IPTU – em torno de R$ 5 bi – e o aumento do valor do subsídio às empresas de ônibus da cidade – em quase R$ 2 bi.
Troféu Capital Mundial da Gastronomia é entregue na Câmara
Em cerimônia realizada na Câmara foi entregue na noite desta sexta feira o 16º Troféu São Paulo Capital Mundial da Gastronomia, que premiou os melhores trabalhos jornalísticos sobre a gastronomia paulistana. O vereador Ricardo Young (PPS) presidiu a sessão e destacou a importância do evento.
quinta-feira, 28 de novembro de 2013
Young critica a negligência do Plano Diretor com a sustentabilidade
Líder do PPS na Câmara Municipal, vereador Ricardo Young criticou a política ambiental do prefeito Fernando Haddad (PT) em discurso realizado na sessão ordinária desta quarta-feira (27/11). O parlamentar também mostrou preocupação com o novo Plano Diretor Estratégico, que segundo ele, “não conversa” com a Lei das Mudanças Climáticas. “Isso é gravíssimo”, disse.
“Estou bastante preocupado com esse banho-maria que o Plano Diretor Estratégico está dando em todos os ambientalistas da Cidade, e daqui a pouco vamos acordar com um verdadeiro pesadelo”.
Young afirmou ainda que a Prefeitura é negligente com a questão dos parques. “Estamos vendo uma série de problemas com os parques da cidade, pois além do Prefeito Haddad ter aberto mão do Plano de Implantação de Parques da cidade de São Paulo, percebe-se que um a um dos nossos parques está sendo negligenciado”.
Ao final, sugeriu que a discussão sobre o futuro da Avenida Paulista seja trazida “para o coração do Plano Diretor ”. Veja a íntegra:
“Sr. Presidente, Srs. Vereadores, Sras. Vereadoras, quero falar sobre a audiência pública, realizada ontem, sobre as questões ambientais do Plano Diretor Estratégico.
A audiência foi presidida pelo nobre Vereador Nabil Bonduki. Contamos com a presença de vários representantes dos movimentos ambientalistas e de sustentabilidade da cidade de São Paulo. O que tem impressionado é que há consenso por parte dos movimentos de que o Plano Diretor não contempla mesmo a questão da sustentabilidade, do meio ambiente. Todas essas ponderações e reflexões nos foram trazidas pela sociedade civil organizada. Há uma sensação de que se está colocando o pé na porta para que ela não feche de vez em relação à questão ambiental.
Um dos aspectos trazidos foi o fato de que o Plano Diretor Estratégico “não conversa” com a Lei das Mudanças Climáticas, e isso é gravíssimo. Sabemos que os objetivos da Lei das Mudanças Climáticas não estão sendo alcançados. E se essas metas não se articularem podemos ter situação muito desconfortável, uma situação de improbidade administrativa, uma vez que a Prefeitura não está cumprindo a lei. Faz-se urgente, portanto, a articulação do Plano Diretor Estratégico com a Lei das Mudanças Climáticas.
É importante nas audiências públicas que não haja negligência, agora que vamos aprofundar a discussão para o PDE. Estamos vendo uma série de problemas com os parques da cidade, pois além do Prefeito Haddad ter aberto mão do Plano de Implantação de Parques da cidade de São Paulo, percebe-se que um a um dos nossos parques está sendo negligenciado. A começar pelo Parque da Vila Brasilândia. Também houve uma discussão sobre o Parque Cemucam, onde está um dos viveiros mais importantes da Cidade. Agora, a sociedade civil organizada está toda mobilizada em torno do Parque Augusta, e a única resposta do Governo é que não há recursos para desapropriações e que parques não são prioridade.
Perguntem às suas famílias se parques, lazer, ar limpo, qualidade de vida e saúde não são prioridades. Então, estou bastante preocupado com esse banho-maria que o Plano Diretor Estratégico está dando em todos os ambientalistas da Cidade, e daqui a pouco vamos acordar com um verdadeiro pesadelo.
Hoje de manhã estive num evento do Paulista Viva, do Rotary da região da Paulista e da OAB, onde discutíamos o papel da Av. Paulista no Plano Diretor Estratégico. Essa avenida talvez seja o espaço de maior identidade do paulistano. Quando o paulistano vai comemorar a vitória dos seus times, ele vai para aonde? Vai para a Av. Paulista. Quando há festa de Carnaval de rua, para aonde vai o paulistano? Vai para a Av. Paulista. Quando há comemoração de Natal e Ano-Novo? Vai para a Av. Paulista. Quando ele quer se manifestar democraticamente, para aonde que ele vai? Vai para a Av. Paulista. Portanto, a Av. Paulista é a própria alma da Cidade. Ser uma cidade multicêntrica não pode implicar na anulação, ou negligência, de um dos espaços mais importantes para a Cidade.
Nesse evento de dois dias foi discutido o futuro da Av. Paulista e ali foi colocada claramente a necessidade de se tombar a Av. Paulista como patrimônio da cidade de São Paulo, transformando-a num boulevard, segundo os princípios mais modernos de urbanismo e sustentabilidade.
Fica uma sugestão e uma provocação para os demais Colegas: vamos trazer a discussão sobre a Av. Paulista para o coração do Plano Diretor Estratégico, além da questão ambiental e da sustentabilidade, que lamentavelmente vem sendo desprezada. Obrigado, Sr. Presidente”.
quarta-feira, 27 de novembro de 2013
Emplacamento de bicicletas: Comissão de Trânsito rejeite projeto de lei
Durante a sessão ordinária da Comissão de Trânsito, Transportes, Atividade Econômica, Turismo, Lazer e Gastronomia da Câmara Municipal desta quarta-feira (27/11), foi rejeitado o Projeto de Lei 224/12, de autoria do vereador Adilson Amadeu (PTB), que prevê o emplacamento de bicicletas na cidade.
Autor do requerimento contrário ao Projeto – e que recebeu o voto de todos os vereadores membros do colegiado - o vereador Ricardo Young (PPS) afirmou que a mobilização da sociedade civil organizada, como o ‘Vá de Bike’ e o ‘Ciclocidade', foi fundamental para aprovação do parecer.
O vereador, porém, pede que os movimentos continuem mobilizados já que o projeto segue para a Comissão de Finanças. Se for aprovado, irá ao plenário, que é soberano.
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