sexta-feira, 28 de agosto de 2015

Claudio Fonseca volta a criticar o Plano Municipal de Educação


O líder do PPS na Câmara, Claudio Fonseca (PPS), voltou a debater no plenário o Plano Municipal de Educação (aprovado na terça-feira, 25/8). O vereador considerou tímidas as metas estabelecidas para a redução de quantidade de alunos por sala.

Para ele “uma redução de 29 para 25, no mínimo, de aluno por sala, para ser alcançado nos próximos dez anos é um desafio que está posto para a cidade de São Paulo muito tímido. Ele vai ocorrer quase que por osmose”. Leia a íntegra de sua fala:

“Gostaria de falar sobre o Plano Municipal de Educação. Agora não mais quanto proposta substitutiva, como proposta de encaminhamento, mas quanto projeto de lei já aprovado que caminhou, vai ser despachada carta de lei para ser sancionada pelo prefeito e ontem ele disse que irá sancionar.

Foi dito aqui na tribuna sobre as transformações que poderiam ocorrer e que provocariam melhoras na qualidade de ensino, em particular pelo vereador Paulo Fiorilo (PT), ao anunciar a redução da quantidade de crianças por professor. Ele apontou que haveria uma redução de 29 crianças, no mínimo por sala, para 25. Quando, na verdade, o quantitativo de crianças por turma, agrupamento na educação infantil, não foi alterado em absolutamente nada! Nem como previsão para os próximos dez anos, a quantidade de crianças no berçário um, aqueles agrupamentos de crianças na creche, no Centro de Educação Infantil, de zero a 11 meses, hoje já são sete crianças e a proposta aqui é permanecer sete crianças até o final da vigência do PME. Isso vale para o berçário dois, onde se atende hoje nove crianças por um educador, aquelas crianças entre um ano e um ano e nove meses. Já são nove e a meta do Governo é manter nove até o final da vigência do plano, em dez anos. Também para o pessoal do mini grupo um, aquelas crianças de dois anos a dois anos e 11 meses, se falou aqui que houve redução. Não houve redução alguma, mantém-se o mesmo número, com a quantidade de alunos que tem levado, na verdade ao adoecimento dos profissionais de educação, colocado as crianças em risco.

Aonde houve uma alteração foi somente no ensino fundamental, da quinta série em diante, onde a demanda praticamente já está totalmente atendida, universalizada e a redução da quantidade de alunos por turma decorre não de esforço administrativo, mas pela queda da taxa de natalidade da cidade de São Paulo e pelos índices migratórios de São Paulo, que também houve redução. No resto, se manteve a mesma proporção. A mesma quantidade de aluno. E não é uma redução, mesmo onde se admite que haverá, não é uma redução que vai acontecer no ano que vem, é o que está programado para os próximos dez anos.

Uma redução de 29 para 25 o mínimo de aluno por sala, para ser alcançado nos próximos dez anos é um desafio que está posto para a cidade de São Paulo muito tímido. Ele vai ocorrer quase que por osmose. Então eu, assim como estou tratando dessa questão da quantidade de aluno, terei oportunidade de falar e desmistificar também essa questão relacionada às receitas destinadas à educação, que se propõe aumentar de 31% para 33% no prazo de dez anos e não tem o efeito aqui dito de recolocação de mais de 600 milhões anualmente para a manutenção da educação. Obrigado”.

quinta-feira, 27 de agosto de 2015

Young volta a criticar sistemas de alvarás de táxi na Cidade



O vereador Ricardo Young (PPS) voltou a criticar o sistema de alvarás de táxis na cidade de São Paulo. Em entrevista à Rádio Bandeirantes, em reportagem de Hugo Vechiato, o parlamentar confirmou que existe, sim, um comércio irregular de alvarás. 

Irritado com as declarações de Young, o vereador Adilson Amadeu (PTB) já entrou com uma representação na Corregedoria da Câmara Municipal para interpelar o vereador do PPS. 

Uma nova audiência pública será realizada na próxima quarta-feira (2/8), das 11h às 13h, no Plenário 1º de Maio da Câmara.

quarta-feira, 26 de agosto de 2015

Comissão de Transportes marca audiência pública para PL’s relacionados à Uber



A Comissão de Trânsito, Transporte, Atividade Econômica, Turismo, Lazer e Gastronomia aprovou hoje (26) o requerimento para realização de uma audiência pública para discutir o projeto de lei 349/2014, de autoria do vereador Adilson Amadeu (PTB), e demais projetos que tratem sobre a polêmica do transporte público individual remunerado de pessoas na cidade. A audiência foi marcada para a próxima quarta-feira (2), das 11h às 13h, no Plenário 1º de Maio.

O pedido assinado pelo vereador em exercício, Claudio Fonseca (PPS), é parte de um acordo entre as lideranças da Casa, para que a população participe da discussão sobre serviços como o prestado pela empresa Uber, que tem gerado divergências na capital paulista e outras cidades do país.

Por coincidência, durante a reunião chegou à mesa dos vereadores um ofício, encaminhado pela própria empresa Uber, solicitando um espaço na Comissão de Transporte para dialogar com os parlamentares e cidadãos sobre sua atuação no município. Os vereadores consideraram que o pedido da empresa seria contemplado pela marcação da audiência já citada.

Além disso, foram aprovados os projetos de lei: 865/2013, do vereador Rubens Calvo (PMDB), que dispõe sobre a obrigatoriedade de a Sabesp realizar no município de São Paulo contrato direto com o consumidor por serviços de abastecimento de água e coleta de esgoto; 290/2014, do vereador David Soares (PSD), que trata sobre informativo sobre riscos os do consumo da fruta carambola no município de São Paulo; 393/2014, do qual o vereador Gilson Barreto (PSDB) é um dos autores, que altera a legislação municipal referente à nota fiscal paulistana; e, por fim, o PL 129/2015, do vereador Anibal de Freitas Filho (PSDB), que dispõe sobre a obrigatoriedade de colocação de ganchos tipo cabide ou suportes em todas as instalações sanitárias de estabelecimentos comerciais, industriais, de serviços, locais de culto religioso e repartições públicas em São Paulo.

PME: Claudio Fonseca é destaque na imprensa

O vereador Claudio Fonseca (PPS) foi destaque na imprensa nesta quarta-feira na repercussão da votação do Plano Municipal de Educação no dia ontem (25/8). Emissoras de televisão e de rádio destacaram a atuação do líder do PPS (veja mais aqui), que chamou a atenção para a inverdade anunciada pelo Governo sobre o aumento da verba orçamentária da Educação. O parlamentar também explicou que a redução do número de alunos x salas de aula apresentadas pelo texto do Governo é "uma falácia".

Rádio Bandeirantes 


Rádio CBN




Bom Dia SP e Bom Dia Brasil



Jornal da Gazeta - Edição das 22h


PPS vota contra o Plano Municipal de Educação, uma carta "vazia" de diretrizes e metas


Sem receber uma mísera contribuição do prefeito Haddad, que até outro dia era ministro da Educação do governo petista, foi aprovado nesta terça-feira (25/8), em segunda votação, o substitutivo do Plano Municipal de Educação da Cidade – um conjunto vazio de metas e diretrizes para a área educacional nos próximos dez anos. O texto, que recebeu a assinatura da maioria das bancadas da Câmara Municipal (exceto PPS, PDT e PSOL), foi aprovado por 43 votos favoráveis e quatro contrários. O PL vai à sanção. 


Nas galerias da Câmara, nenhuma preocupação com os destinos e/ou os recursos da educação na cidade, mas com a inclusão ou não da questão “gênero” no Plano Municipal da Educação. Um debate que reuniu o obscurantismo medieval de grupos católicos e evangélicos em “defesa da família” (contra a inclusão da palavra “gênero”) e de grupos ligados a uma esquerda atrasada, radical e avessa ao debate, pela inclusão do termo no PME. O PPS considera que o respeito à diversidade já está na Lei Orgânica do Município e que o “debate” radical, que deixaria com vergonha até um velho inquisitor, eclipsou questões mais importantes do PME.


Foto: G1

O líder do PPS, vereador Claudio Fonseca, foi o único parlamentar a apresentar um texto substitutivo e alternativo ao fraco texto chancelado pelo Executivo. A sua proposta aumentaria o orçamento da Educação (MDE - Manutenção e Desenvolvimento Educacional) para 30% (hoje é 25%) e deixava apenas 5% para a chamada “Educação Inclusiva” (Leve Leite, transporte escolar, secretarias de Esporte, Segurança Urbana, Cultura, entre outras). No texto governista, o aumento de 2% será repassado, em dez anos, para a chamada “educação inclusiva”. 

“Não basta dizer que amplia de 31% para 33%, é preciso deixar claro em que você gastará esses recursos. Hoje nós temos uma lei que fala em 25% para o MDE e 6% para políticas de inclusão. A proposta do governo eleva para 33%, mas na verdade vai se apropriar de mais 2% para políticas de inclusão”, explicou Fonseca, que lembrou que a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional reserva 27% para manutenção e desenvolvimento do ensino e apenas 6% para as políticas de inclusão. 

Alunos x sala de aula

Outro ponto delicado e que recebeu um tratamento diferenciado pelo parlamentar do PPS é a questão do número de alunos por sala de aula. Há na proposta do governo a redução de 31 para 29 alunos na educação básica no prazo de 10 anos, o que é irrisório. Já no ensino fundamental, o texto mantém o que já existe: 31 alunos por sala de aula e em alguns casos o número é superior.

“É um esforço que dispensaria escrever no texto da lei e talvez se alcance essa redução somente pela queda da taxa de natalidade e pela queda do índice de migração para São Paulo”, disse o líder do PPS, que apresentou uma redução de alunos por sala de aula a partir do 5º ano de vigência do Plano. 

“No texto do governo está escrito que só vai haver redução quando atendida totalmente a demanda. Então, os profissionais de educação vão esperar por 10 anos e haverá redução de um ou dois alunos por turma tanto na educação infantil quanto no ensino fundamental. Não ajudará em nada”, analisou.

Claudio Fonseca também criticou o incentivo que o PME faz à terceirização do ensino. “O governo vai estimular e ampliar ainda mais a terceirização da educação infantil”. O seu substitutivo garantia a eliminação, nos próximos dez anos, de todos os convênios da Prefeitura. 

Também votaram contra o PME os vereadores Juliana Cardoso (PT), Netinho de Paula (PDT) e Toninho Vespoli (PSOL). 

Abaixo, o discurso na íntegra do vereador Claudio Fonseca durante a Sessão Extraordinária desta terça-feira:

“Sr. Presidente, o que me move neste momento é a vontade de atender o seu pedido de reduzir o meu tempo de permanência nesta tribuna. Não sei se darei conta disso, mas pretendo.

Em primeiro lugar, é importante que tenhamos em mente, nesta primeira etapa de discussão do Plano Municipal de Educação, o envolvimento de milhares de pessoas para um tema estratégico não só para a cidade de São Paulo ou o Estado de São Paulo, mas para o Brasil, que é a educação pública, que é a oportunidade de assegurarmos aos filhos dos trabalhadores - aqueles que mais necessitam do amparo do Estado - uma educação de qualidade permitindo o acesso, a permanência e a garantia de que eles possam de fato aprender, ter o domínio da leitura, da escrita, do cálculo. Isso deve ser feito também na escola na medida em que reconhecemos que a sociedade educa, a família educa e que a escola proporciona a chamada educação formal: o acúmulo de conhecimento reunido pela humanidade.

O debate sobre o Plano Municipal de Educação não é novo. Já o fizemos na década passada. Estamos, na verdade, discutindo um segundo Plano Nacional de Educação. Houve um primeiro que estabelecia metas, que não originou, no geral, planos municipais de educação. Mais recentemente, aprovado o Plano Nacional de Educação, estados e municípios tiveram tempo para também elaborarem seus planos de educação, que devem necessariamente ter relação com o Plano Nacional de Educação – as metas, as diretrizes e estratégias.

O Plano Nacional de Educação deve ter relação com os planos elaborados nos 5.670 municípios brasileiros, nos 645 municípios do Estado de São Paulo, incluindo a cidade de São Paulo. São parâmetros que foram fixados para que possamos edificar um sistema nacional de educação que tem, sobretudo, objetivos e desafios que não são pequenos.

A educação fundamental, no Brasil, não está universalizada. A educação infantil, de zero a três anos e 11 meses, não está universalizada na cidade de São Paulo e nem nos municípios brasileiros. A rede pública da cidade de São Paulo ainda é a que tem maior índice de atendimento, porém não ultrapassa 27% do atendimento da demanda nessa etapa escolar. É um desafio enorme oportunizar o acesso à educação às famílias para suas crianças de 0 a 3 anos e 11 meses, como também ainda é um desafio universalizar o atendimento à educação infantil para crianças de 4 a 5 anos e 11 meses.

Também se coloca como grande desafio, embora não seja atribuição do Município, assegurar o ensino médio para nossa juventude, que em geral é excluída e cuja vida é reduzida a poucas oportunidades, não só nas grandes cidades, mas também nas pequenas cidades que não proporcionam o acesso ao ensino médio e ao ensino superior, por mais que haja programas específicos de indução à entrada no ensino superior.

O Brasil, o Estado de São Paulo e a cidade de São Paulo estão diante de grandes desafios e não podem desperdiçar a oportunidade de entrar em discussões que são estratégicas, estruturantes para o desenvolvimento da sociedade, do nosso país.

Esse debate não é novo: já o fizemos em 2010, em 2011 e em 2012, realizando as chamadas plenárias e inclusive a Conferência Municipal de Educação. Discutiu-se: o conteúdo, o que fazer para assegurar de fato o atendimento de 100% da demanda; a relação do Poder Público com as terceirizadas, com as conveniadas; as responsabilidades do Poder Público para expandir a rede física escolar direta, considerando inclusive um período de transição nessa relação entre as diretas e as conveniadas, necessárias por pelo menos certo período.

Em 2012, chegou à Câmara Municipal um projeto de lei resultante desse debate havido em plenárias em várias porções do território paulistano, que culminou com a Conferência Municipal de Educação. Não era uma proposta ideal do Executivo, pois nem sequer respeitava todos os conteúdos debatidos naquelas instâncias. Naquele momento, aquele projeto de lei deu origem a um projeto substitutivo: um projeto da Comissão de Educação, um projeto da Comissão de Finanças e Orçamento. Mais recentemente, os Vereadores apresentaram um substitutivo. Além disso, tomei conhecimento da proposta apresentada pela Liderança do Governo nesta Casa, que, segundo as palavras do Líder, foi construída a partir do debate realizado no passado, incorporando as discussões mais recentes nesta Casa e considerando também o substitutivo da Comissão de Finanças e Orçamento.

Ainda que tenha havido todos esses esforços de buscar uma proposta consensual, creio que ganhará mais legitimidade aquele projeto que sair daqui construído no diálogo entre Legislativo, Executivo e sociedade. Porém, ainda estamos distantes de construir essa proposta consensual, e valerá o esforço de todos, que reconheci hoje na reunião de Líderes, para se buscar uma proposta melhor, com maior adesão da sociedade.

Nesse momento, o Governo apresentou algumas propostas e eu também elaborei um substitutivo, que gostaria de compartilhar com os Srs. Vereadores e com o público que acompanha esta sessão. O primeiro artigo de meu projeto substitutivo dispõe sobre o que deve ser considerado no estabelecimento das metas para a Educação nos próximos 10 anos. Quando falamos em metas para a Educação para os próximos 10 anos, todos reconhecemos a necessidade de se estabelecer parcerias entre a União, o Estado e o Município para que possamos de fato atender às demandas da Educação. Mas devemos reconhecer, colocando no Plano Municipal de Educação, que as metas da educação devem considerar: a Lei Orgânica do Município, a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, a Lei de Diretrizes Orçamentárias, o Orçamento da Cidade e algo que ficou esquecido durante todo esse debate, o Plano Diretor Estratégico da Cidade de São Paulo.

Nós não podemos estabelecer metas de universalização da Educação, de expansão da rede física, ignorando-se que esta Casa votou um Plano Diretor Estratégico que reconhece, nos espaços da Cidade, nos territórios da Cidade, nos 92 distritos que temos, necessidades de expansão de serviços públicos, inclusive, na área da Educação.

E o Plano Diretor é a lei condutora da utilização dos espaços físicos da Cidade. Nós não podemos, ainda que tenhamos necessidade de expandir a quantidade de escolas, construí-las em espaços reservados como espaço de preservação ambiental, por exemplo.

Então o Plano de Metas da Educação tem de considerar, na elaboração das suas metas, também o Plano Diretor Estratégico.

Cuidei eu de colocar, no Artigo 4º da proposta que saiu, que emergiu da Comissão de Finanças e Orçamento, uma alteração para abrigar também, como uma linha diretiva na elaboração do Plano de Metas para a Educação, o Plano Diretor Estratégico. Mas de pouco adiantará considerarmos na elaboração desse Plano a Lei Orçamentária, a Lei de Diretrizes Orçamentárias, o Plano Diretor Estratégico, a Lei de Diretrizes Básicas de Educação Nacional se não soubermos aonde queremos chegar. E, nesse sentido, com quais recursos contaremos, principalmente, para atingir o estabelecido como meta nesses dez anos.

Uma questão sobre a qual muitos já discorreram aqui é o financiamento para a Educação. Tivemos, nos idos de 2001 e 2002, debates nesta Casa.

Sobre a questão do financiamento à Educação. Tivemos debate, no passado, acerca daquilo que é reservado das receitas correntes líquidas do Município e daquelas que são decorrentes de transferências legais para manutenção e desenvolvimento do ensino.

Até 2001, tínhamos 30% das receitas correntes líquidas destinadas à manutenção e desenvolvimento do ensino. Mas, em 2001, a Câmara Municipal de São Paulo, atendendo a um projeto de lei encaminhado pela ex-Prefeita Marta Suplicy, reduziu de 30% para 25% os recursos destinados para a manutenção e desenvolvimento do ensino.

Há quem diga: “Mas aumentou para 31% para a Educação”. Na verdade, o Governo, o Poder Público se apropriou de 5% que era destinado para a manutenção e desenvolvimento do ensino para aquilo que classificou como Educação, como gastos com Educação Inclusiva. Mas retirou esses 5% de manutenção e desenvolvimento do ensino.

E quando se fala em manutenção e desenvolvimento do ensino, eu falo nos termos do que foi posto na Lei de Diretrizes Básicas de Educação Nacional - nos seus Artigos 70 e 71 -, que classifica o que se entende por manutenção e desenvolvimento do ensino e aquelas despesas que não podem ser consideradas como manutenção e desenvolvimento do ensino.

Neste momento, esse debate é importante, porque de nada adiantará estabelecer metas de ampliação do atendimento à demanda se você não tiver recursos carimbados para a manutenção e desenvolvimento do ensino, que são recursos para: construção de escola; valorização dos profissionais da Educação, pesquisa, material, reforma das escolas, construção de mais escolas para atender a demanda de Educação Infantil; ou seja, são recursos carimbados para essas despesas. No entanto, neste momento, o que vemos aqui são propostas que sugerem aumentar o recurso.

O próprio Governo, como disse o Vereador Reis, está propondo ampliar para 33% os gastos com Educação. Mas, vejam, senhoras e senhores,  indico que mude a redação proposta, sugerida pelo Governo; que atenda o que está sendo observado numa Cidade que ainda não universalizou o acesso à Educação, nem sequer à Educação Infantil. Então, ela requer recursos.

A proposta do Governo, na Meta 1, é ampliar o investimento público em Educação, aplicando, no mínimo, 33% da receita resultante de impostos em manutenção e desenvolvimento do ensino e em educação inclusiva.

Parece que, de fato, estão aumentando os recursos para a Educação, mas quando se englobam manutenção e desenvolvimento do ensino e educação inclusiva, pode-se não estar colocando um centavo sequer em manutenção e desenvolvimento do ensino. Podem estar autorizando o Governo a se apropriar de mais 2% para políticas denominadas de inclusão, mas não tem nada a ver com política de educação inclusiva, nos termos de atendimento às crianças com deficiência. É para se ter mais 2% para se gastar com a Secretaria de Cultura, com a Secretaria de Segurança Urbana e com a Secretaria de Esportes. Isso é um conjunto de despesas e, muitas vezes, há secretarias que se apropriam de parte dos recursos financeiros destinados à Educação.

Então, proponho ao Governo: se a vontade é ampliar os recursos para a manutenção e desenvolvimento do ensino, deveriam deixar claro aqui que esses 2% que estão sendo ampliados, seriam, no mínimo, de 25% para 27% em manutenção e desenvolvimento do ensino; e 6% para a chamada política de inclusão, nos termos da Lei 13.245, aprovada em 2001.

Quero dialogar com o Sr. Líder do Governo, com o Sr. Presidente da Comissão de Educação, Cultura e Esportes e com a Liderança do Governo, para que possamos ampliar.

Eu acho que seria, de fato, um avanço, Sr. Presidente, ampliar-se de 25% para 27% em manutenção e desenvolvimento do ensino, e 6% para a educação inclusiva. Isso significaria um avanço, saltando dos atuais 31% da Educação para 33%. Nos termos do que está colocado, na meta 1, apresentado no projeto do Governo, não significa mais dinheiro para a manutenção e desenvolvimento do ensino.

A segunda questão está relacionada ao quantitativo de crianças por educador na rede municipal. Todos sabem que a superlotação das salas e a quantidade de crianças na Educação Infantil, no Ensino Fundamental e na Educação de Jovens e Adultos é um agravante das precárias condições que há no funcionamento das escolas; é um agravante para a saúde dos profissionais da Educação e é um risco para as crianças.

A proposta apresentada pelo Governo é aquilo que já é: Quando o Governo diz que vai atender, no berçário, a sete crianças; no berçário 1 e no berçário 2, a nove crianças; no minigrupo 1 a doze crianças, e assim por diante, é aquilo que já consta da portaria de organização de escolas. Os profissionais de Educação bem como as famílias reclamam uma redução da quantidade de alunos por sala, para que nós tenhamos não só qualidade, mas também segurança e saudabilidade na escola, para as crianças e para os educadores.

Então, nós propomos, entre as metas prioritárias do Plano Municipal de Educação, que se aprove necessariamente a redução progressiva. Isso não significa que amanhã iria acontecer isso. Seria uma irresponsabilidade fechar os olhos a essa realidade, de uma rede que tem vários problemas, entre eles a superlotação das salas; mas, no substitutivo que eu elaborei, proponho reduzir progressivamente, até o quinto ano da vigência desse plano, a relação criança-professor, na rede municipal de ensino, para que nós tenhamos, no berçário 1 - na etapa escolar para crianças de zero a onze meses - até cinco crianças por professor; no berçário 2, até seis crianças por professores, na etapa de um ano a um ano e onze meses; no minigrupo 1, até oito crianças por professor; no minigrupo 2, até doze crianças; e assim sucessivamente.

Ao mesmo tempo em que nós reconhecemos os esforços realizados por diferentes administrações, para atender à demanda da Educação Infantil, nós precisamos ter um norte, um tempo, para que essa redução, de fato, aconteça. Para isso serve o Plano Municipal de Educação, para oferecer elementos para o Executivo, seja para este Prefeito, sejam para os que virão no futuro, para que possam ter uma ação planejada para o atendimento à demanda, vinculando esse atendimento à demanda a uma oferta de uma escola de melhor qualidade.

A outra questão que se coloca - tanto no projeto original como nos substitutivos e nas manifestações de vários Srs. Vereadores - está relacionada aos convênios. Hoje a rede municipal de ensino tem 326 Centros de Educação Infantil da rede direta; dois terços das unidades de educação infantil são convênios e terceirizações, ou seja, conveniadas ou terceirizadas. Entendemos que o Poder Público tem de ampliar o atendimento da educação infantil na rede direta, mas também seria não só irresponsável como leviano acreditar ou propor que, a partir da aprovação do Plano Municipal de Educação, se acabe com a relação de conveniamento para atendimento da demanda ou com terceirizações eventuais, que têm sido inclusive ampliadas na gestão atual. Mas, no prazo de vigência de 10 anos do Plano Municipal de Educação, o Poder Público não só precisa se planejar como atender ao comando constitucional da educação pública gratuita para todos e em todos os níveis. Isso implica expandir a rede física escolar.

Não estou brigando com quem mantém convênios nem estou dizendo que é negativo, que todas as escolas conveniadas estão em precárias condições ou que não oferecem qualidade de ensino, mas estou me atentando às obrigações do Poder Público, do Estado brasileiro, que, quer seja a União, o Estado ou o Município, precisa garantir educação pública de qualidade para todos e em todos os níveis, com escolas financiadas pelo Poder Público e sob sua gestão e responsabilidade. Embora tenhamos de garantir o direito de escolha àqueles que querem matricular seus filhos em escolas particulares, o Poder Público precisa assegurar o direito a todos na educação e em todos os níveis, e a maneira de se fazer isso é não só ter uma escola financiada pelo Poder Público, mas sob sua gestão.

O substitutivo por mim apresentado também estabelece, entre as diretrizes para cumprimento dessa meta de escola pública, de universalização da educação infantil de zero a três anos e 11 meses e de quatro a cinco anos e 11 meses; os nove anos do ensino fundamental, conforme disposto na Constituição Federal, e o ensino médio para que possamos ter, na educação infantil, até o final da vigência desse Plano Municipal de Educação, a expansão da rede física para abrigar toda a demanda e universalizar o ensino. Quando se refere ao ensino médio, inclusive há, no substitutivo da Comissão de Finanças, a proposta de se assegurar a universalização de 95% da demanda de jovens e adultos nesse nível. Na verdade, é uma proposta pouco ambiciosa porque, dados os indicadores de violência, de exclusão da nossa juventude, de precarização de suas condições, da baixa perspectiva de inserção no mercado de trabalho, é necessário um esforço da União, do Estado e do Município - ainda que não seja deste a sua principal responsabilidade nem sua competência investir no ensino médio -, é necessário assegurarmos a universalização de 100% do atendimento na educação de nível médio.

Estou falando de questões que são estruturantes para a educação e para uma cidade como São Paulo. Reconhecendo que vivemos na era da robótica, da informática, da microeletrônica, precisamos modernizar as nossas escolas e equipar os nossos profissionais de educação, dando a eles condições de tratar do humano, respeitando os direitos humanos, a diversidade, os direitos dos diferentes. Temos de absolutamente assegurar a educação de qualidade para todos. Nós e o Estado temos de abrigar, sim, políticas públicas inclusivas, não excludentes. O Estado tem de buscar formas de minimizar e de afastar qualquer possibilidade de exclusão de quem quer que seja.

Nesse sentido, com o conhecimento que possuem os Srs. Vereadores, não podemos perder esta oportunidade, pois a educação, a escola é importante para todos que já passaram por ela, por aqueles que ainda estão nela e por aqueles que vão ingressar. Sempre é importante que coloquemos como objetivo estratégico do Poder Público.

Quando digo do Poder Público, quero dizer que estamos tratando de metas, diretrizes, para o Estado. Não é para o Governo.

Virou lugar comum, mas é bom repetir: o Plano Municipal de Educação é um plano de Estado; não, de governo. Cada um de nós, sendo oposição ou situação ao Governo Municipal, tem que olhar para o presente e para o futuro, quais as oportunidades que nós, obrigatoriamente, como cidadãos conscientes das necessidades das pessoas na cidade de São Paulo, temos para gerar um sistema de educação eficiente, de qualidade, includente, reconhecendo todas as divergências e diferenças que temos.

Essa é uma forma de gerarmos uma educação produtora de paz, de harmonia, de convivência harmônica entre os diferentes. É só assim. Do contrário, geraremos guerra, não reconhecendo que as pessoas têm os mesmos direitos. E o direito mais soberano é o direito de viver, o direito à vida. (Palmas)

A escola é um espaço de convivência, e se não for através da persuasão, não será através da força, que construiremos essa escola de paz.

Sr. Presidente, não sei se consegui atendê-lo como desejava.

CLAUDIO FONSECA (PPS) – Concedo aparte ao nobre Vereador Natalini.

Natalini (PV) – Obrigado, Vereador Claudio Fonseca.

A Câmara Municipal de São Paulo, o povo de São Paulo e a Educação desta cidade ganharam muito com a vinda de V.Exa. nessa temporada, quando estamos discutindo o Plano Municipal de Educação.

O discurso que V.Exa. fez tocou nos problemas centrais do Plano Municipal de Educação: tocou nas questões técnicas, nas de financiamento e nas humanas do Plano Municipal de Educação, de uma forma equilibrada, profunda, conhecendo o que fala, sem radicalização para um lado ou para o outro.

V.Exa. pode contar com a minha assinatura e o meu voto no documento que irá apresentar, porque penso, exatamente, como V.Exa. a respeito do que deva ser a educação na cidade de São Paulo. Parabéns, Vereador! 
  
CLAUDIO FONSECA (PPS) – Eu que agradeço a sua manifestação e concluo dizendo que é muito importante, nesse Plano Municipal de Educação, no capítulo sobre valorização dos profissionais de educação, em todas as formulações que vi, que se faça uma revisão, mesmo dentro daquilo que foi apresentado, para que a gente trate a valorização dos profissionais de educação e não somente do magistério. Os profissionais da educação envolvem o pessoal do magistério, o pessoal do quadro de apoio, com o respeito dos direitos.

E eu pediria, se não for demais, para terminarmos este momento com uma salva de palmas para todos que estão nas galerias. O debate é legítimo, buscando a paz sempre e a convivência. (Palmas)

Eu gostaria de agradecer a todos que estão aqui. Muito obrigado. (Palmas)

terça-feira, 25 de agosto de 2015

Plano Municipal de Educação: Claudio Fonseca apresenta substitutivo


O atual líder do PPS, vereador Claudio Fonseca, deverá apresentar um substitutivo ao Projeto de Lei 407/12, de autoria da Comissão de Finanças e Orçamento da Câmara, que estabelece o Plano Municipal de Educação - diretrizes e metas para área educacional nos próximos dez anos. A segunda votação do projeto (a primeira foi em 11 de agosto) está marcada para acontecer no próximo dia 25 de agosto, terça-feira. 

No substitutivo, Claudio Fonseca propõe mudanças orçamentárias. Pela proposta apresentada, a verba da área passará a contar com 30% do Orçamento da Cidade (hoje são 25%) e com 5% para a educação inclusiva (Leve Leite, uniformes, outras secretarias...).

"Os planos (nacional, estaduais e municipais) de Educação possuem metas que não passarão de manifestações de intenções se não revisarmos o financiamento. A educação tem uma dinâmica própria que não coaduna sequer com o contido na Lei de Responsabilidade Fiscal”, analisa Claudio Fonseca. 

O Plano prevê o que é e o que não é gasto com educação, como orienta os artigos 70 e 71 da LDB - Lei de Diretrizes e Bases. “Assim impediremos que se gaste a verba da educação com outras áreas”, explica.  

Para o educador, que também é presidente do Simpemm (Sindicato dos Profissionais em Educação no Ensino Municipal de São Paulo), é fundamental que o Plano Municipal apresente a universalização do acesso e a permanência na educação pública e gratuita para todos, em todos os níveis. 

Segundo a proposta do líder do PPS, o poder público terá a meta de reduzir a quantidade de alunos/sala de aula em até 5 anos – o Governo quer diminuir apenas 10% em 10 anos. “Imagina uma sala de aula com 35 alunos. Se a intenção do Governo é a redução de 10% até o fim do Plano, teremos uma diminuição de apenas quatro alunos nessa sala de aula. Isso não é resolve”.

Outra proposta do substitutivo de Claudio Fonseca é acabar, em dez anos, com todos os convênios da Prefeitura. “Queremos universalizar e manter a gestão de toda a rede de ensino na cidade. O executivo não fala nada nesse desse assunto no texto”.

O vereador acredita que a questão de “gênero” acabou desviando a atenção de aspectos mais importantes do PME. “Essa questão de ideologia de gênero já está contida na Lei Orgânica do Município, que prevê o respeito à diversidade e o combate a todo e qualquer tipo de discriminação. “Nosso substitutivo respeita os Direitos Humanos: a integridade de todas as pessoas”, finalizou.

sexta-feira, 21 de agosto de 2015

Claudio Fonseca deverá apresentar substitutivo para o Plano Municipal de Educação


O atual líder do PPS na Câmara Municipal, vereador Claudio Fonseca, deverá apresentar substitutivo ao Projeto de Lei 407/12, do Executivo, que estabelece o Plano Municipal de Educação - diretrizes e metas até o ano de 2024. A segunda votação do projeto (a primeira foi no dia 11 de agosto) está marcada para acontecer no próximo dia 25 de agosto. 

"Os planos (nacional, estaduais e municipais) de Educação possuem metas que não passarão de manifestações de intenções se não revisarmos o financiamento. A educação tem uma dinâmica própria que não coaduna sequer com o contido na Lei de Responsabilidade Fiscal. Os gastos com pessoal da educação têm compreensivelmente um peso maior, não podendo se enquadrar nos limites impostos dos 60% definidos pela referida lei”, analisou Claudio Fonseca. 

Para o educador, que também é presidente do Simpemm (Sindicato dos Profissionais em Educação no Ensino Municipal de São Paulo), é fundamental que o Plano Municipal apresente a universalização do acesso e a permanência na educação pública e gratuita para todos, em todos os níveis. 

“Financiamento e vinculação de receitas orçamentárias à educação pública estatal, organização dos sistemas e redes de ensino, formação e valorização dos profissionais de educação, entre outros, são temas em discussão que precisam ter definições precisas quanto a definições, diretrizes, metas e estratégias, sem as quais, o plano não passará de um manifesto de intenções”, disse.  

quinta-feira, 20 de agosto de 2015

Claudio Fonseca pede agilidade na votação de PL da Educação


O vereador Claudio Fonseca (PPS), em seu primeiro pronunciamento após regressar à Câmara Municipal, pediu nesta quarta-feira (19/8) urgência na votação do projeto de lei do Executivo que dispõe sobre a grade remuneratória dos profissionais de educação. O texto, discutindo com as entidades da categoria, é retroativo a maio deste ano. Veja abaixo a íntegra do discurso. 

"Sr. Presidente, Srs. Vereadores, no dia de ontem foi lido um projeto de lei, encaminhado pelo Executivo à Câmara Municipal, que dispõe sobre a grade remuneratória dos profissionais da educação –aumento da remuneração dos pisos dos docentes, dos gestores, do pessoal de quadro de apoio à educação. 

Peço aos Srs. Vereadores, ao Presidente, aos membros da Mesa e aos líderes dos partidos que deem caráter de urgência à apreciação dessa matéria, fruto de prolongado processo de discussão e negociação, tendo em vista a data-base dos profissionais da educação, que é no mês de maio. A negociação terminou no mês de junho, mas somente agora chegou à Câmara Municipal o projeto relativo ao acordo fixado nos termos da negociação da mesa central, composta por várias entidades de servidores públicos.

Seria de bom termo que os Srs. Vereadores dessem caráter de urgência a essa questão extremamente legítima e necessária, haja vista todos reconhecerem o papel, a importância, a relevância do trabalho pelos profissionais da educação – diretores, coordenadores, supervisores, agentes escolares, auxiliares técnicos da educação e demais integrantes do quadro dos profissionais da educação. Também pedi ao Líder de Governo que também desse esse caráter de emergência, para que possamos votar num tempo bastante rápido aquilo que é de direito os profissionais da educação desde maio – portanto, o projeto contempla a retroatividade. O PPS, com certeza, certeza votará a favor. Obrigado". 

terça-feira, 18 de agosto de 2015

Vereador petista é tão bonzinho, né? :-)

Do blog do PPS

À primeira vista, a proposta do vereador paulistano Paulo Reis (PT) vai beneficiar os partidos de oposição ao prefeito Fernando Haddad: ele propõe criar a Liderança da Minoria, ou seja, se for aprovado, o Projeto de Resolução nº 11/2015 dá algumas regalias regimentais aos vereadores oposicionistas.

Mas também deve gerar pelo menos quatro novos cargos e mais um gabinete de Liderança, semelhante ao que o Governo e cada partido com representação na Câmara Municipal de São Paulo já possuem.

Politicamente, apenas a bancada do PSDB e os vereadores Ricardo Young (PPS), Gilberto Natalini (PV) e Toninho Vespoli (PSOL) tem uma atuação independente da ampla maioria governista. Com essa leitura, uma Liderança da Minoria com mais dois vice-líderes, como propõe o vereador petista, atenderia diretamente estes parlamentares não alinhados ao prefeito.

Porém, contextualizando a proposta, vemos que não é bem assim. Até ser votado, o projeto que acaba de ser apresentado percorre um trâmite burocrático por comissões internas antes de chegar ao plenário. Estamos no penúltimo ano da atual legislatura. No ano de 2016 tem eleição. Na prática, se e quando for aprovada a tal Liderança da Minoria, estaremos às vésperas da posse do futuro prefeito (já que é improvável que Haddad seja reeleito, bem como é quase certo que a bancada petista será reduzida).

Então, ao invés de beneficiar a oposição, como aparenta, o vereador Reis está na verdade legislando em causa própria, preparando o terreno para o PT herdar mais uns carguinhos na estrutura da Câmara quando for defenestrado nas urnas.

Se não bastasse a Casa - presidida pelo vereador Antonio Donato (PT) - ter aprovado há um mês o polêmico projeto que cria um cabidão de 660 novos cargos para cabos eleitorais dos 55 vereadores, essa proposta do companheiro petista abre uma brecha para mais um gabinete com funcionários de livre provimento, a um custo anual aproximado de R$ 500 mil.

Traduzindo do "politiquês": ao criar a função de Líder da Minoria e mais dois vice-líderes, com as mesmas prerrogativas das Lideranças partidárias e de Governo, serão criados novos cargos de livre nomeação (provavelmente um chefe de gabinete e três assessores). Um acréscimo de cerca de R$ 40 mil mensais só com folha de pagamento (salários e gratificações), fora os demais benefícios.


Isso é uma vergonha! Um absurdo! Um deboche!

O autor desta proposta é também o pai de outra iniciativa bastante peculiar: foi dele a ideia genial de conceder um título de cidadão paulistano ao presidente da Fifa, o suiço Joseph Blatter, envolvido num escândalo mundial de corrupção.

O vereador Reis, ou Paulo Batista dos Reis, foi policial militar de 1988 a 1992 e, desde então, é policial civil. Até assumir a titularidade na Câmara, assessorava o deputado e presidente nacional do PT, Rui Falcão.

segunda-feira, 17 de agosto de 2015

Claudio Fonseca assume o mandato de vereador nesta terça-feira


O professor Claudio Fonseca, presidente do Sindicato dos Profissionais em Educação no Ensino Municipal de São Paulo (Sinpeem), assume nesta terça (18/8) o mandato de vereador pelo PPS na Câmara Municipal na vaga de Ricardo Young, que entrou em licença na última sexta-feira e ficará afastado por um mês. 

Esta temporada de licença é parte de um acordo firmado entre Young e o PPS na época de sua eleição, para que fosse concedida ao longo dos quatro anos de mandato. A escolha da data dará a Claudio Fonseca a oportunidade de participar dos debates e da votação do Plano Municipal de Educação, uma vez que a educação é a temática principal de sua atuação política.

Vida parlamentar 

Licenciado em Ciências Matemáticas e profundo conhecedor dos problemas que envolvem os professores, durante os quatro anos do primeiro mandato como vereador (2001 a 2004) pelo PCdoB, Claudio Fonseca presidiu uma Comissão Parlamentar de Inquérito, foi vice-presidente da Comissão de Educação e membro das Comissões de Administração Pública e de Orçamento e Finanças. 

Em 2003, foi eleito segundo vice-presidente da Câmara e designado coordenador da reforma administrativa do Legislativo. A proposta sob sua coordenação foi aprovada e, hoje, a Câmara Municipal de São Paulo possui uma estrutura mais dinâmica, moderna e capaz de atender, de forma eficiente, todas as necessidades do Poder Legislativo.

Apresentou mais de 100 projetos relativos aos sistemas de Educação, Saúde, direitos dos deficientes, financiamento da Educação, direitos dos educadores e demais servidores públicos, uso de novas tecnologias na Educação, direitos dos idosos etc., dos quais cinco são leis em pleno vigor no município.

Entretanto, por defender um sistema educacional justo e os direitos dos profissionais do setor, votando contra projetos do Executivo (gestão Marta Suplicy) que prejudicavam a categoria, acabou sendo punido por seu então partido, em 2004, perdendo o direito a se candidatar à reeleição.

Reconduzido ao cargo pelo PPS em 2008, Claudio Fonseca presidiu a Comissão de Educação, Cultura e Esportes da Câmara por 4 anos consecutivos. Líder da bancada do PPS, atuou com liberdade e independência, contando com o respeito do Partido em todas as suas decisões. “Votei sempre com a convicção do que era mais importante para melhorar a vida das pessoas e da nossa cidade”. 

Colaborou no debate dos principais projetos da cidade com coerência, transparência e firmeza nos posicionamentos. “Exerci o mandato pautado pelo interesse público e acima de qualquer interesse pessoal, de grupos econômicos e paroquiais. Fui, sim, um vereador da cidade”, disse no final do ano de 2012.

Em seu mandato, apoiou a divulgação dos salários dos servidores no site da Câmara e a implantação do “ficha limpa”. Como representante dos profissionais da educação, elaborou projetos e emendas para valorizar professores, gestores e funcionários do quadro de apoio. Defensor da participação da sociedade na gestão pública, aprovou aprovar as leis que criou os Conselhos Regionais de Gestão Participativa na Educação e que garante a formação continuada para todos os profissionais de educação da rede sob responsabilidade e custos do poder público.

Votou contra a concessão de incentivos na ordem de R$ 420 milhões para construção de um estádio de futebol em Itaquera e posicionou-se contra o aumento da ordem de 220% para cargos de primeiro e segundo escalão de governo. Apresentou projeto de lei para incluir todos que garante atendimento educacional em classes hospitalares e em domicílios para crianças, jovens e adultos impossibilitados de frequentar a escola por motivo de saúde.

Propôs a ampliação da rede direta dos Centros de Educação Infantil e a prioridade de atendimento para crianças de 0 a 3 anos em situação de risco. Votou favoravelmente a modernização da Biblioteca Municipal Mário de Andrade, a criação da Fundação Theatro Municipal e a regularização da EMIA - Escola Municipal de Iniciação Artística. É autor da lei que institui a Semana de Diversidade Cultural.

Criou a “Frente Parlamentar em Defesa das Águas” para proteger os recursos hídricos, incentivar a limpeza e a integração das águas urbanas. Para incentivar o trabalho cooperativista na cidade, encabeçou a “Frente Parlamentar de Apoio ao Cooperativismo”. Dois anos e meio depois, volta à cadeira de parlamentar na Câmara Municipal.