sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

Projeto de Milton Ferreira é sancionado pelo prefeito Gilberto Kassab


Agora é lei! No dia 28/11, o prefeito Gilberto Kassab (DEM) publicou no Diário Oficial da Cidade a Lei nº. 15.043, de 27 de novembro de 2009, oriundo do Projeto de Lei 654/09, de autoria do vereador Milton Ferreira do PPS, que dispõe sobre os serviços públicos municipais de atendimento à saúde da mulher.

A nova lei municipal estabelece diretrizes para os serviços públicos municipais de atendimento à saúde da mulher. Ou seja, o ele autoriza o Poder Público a expandir a rede de atendimento, até a criação, de um Centro de Saúde da Mulher, com equipamentos e estrutura necessários para o seu funcionamento.

“Esse PL tem por objetivo atender, principalmente, a mulher mais pobre, que vive nas regiões mais distantes da cidade”, disse Milton Ferreira. Segundo ele, o projeto enfoca a orientação de métodos contraceptivos e de doenças sexualmente transmissíveis, além do atendimento ginecológico e da centralização do prontuário da pacientes, "facilitando o acesso e acompanhamento em todas as fases e faixas etárias".

Diário Oficial do Município, 28 de novembro de 2010

LEI Nº 15.043, DE 27 DE NOVEMBRO DE 2009

(Projeto de Lei nº 654/09, do Vereador Milton Ferreira - PPS)

Dispõe sobre os serviços públicos municipais de atendimento à saúde da mulher, e dá outras providências.

GILBERTO KASSAB, Prefeito do Município de São Paulo, no uso das atribuições que lhe são conferidas por lei, faz saber que a Câmara Municipal, em sessão de 28 de outubro de 2009, decretou

e eu promulgo a seguinte lei:

Art. 1º Na prestação dos serviços públicos municipais de atendimento à saúde da mulher, o Poder Público envidará esforços para alcançar os seguintes objetivos:

I - expandir a rede de atendimento à mulher na Atenção Básica, através das Unidades Básicas de Saúde – UBS, das equipes da Estratégia Saúde da Família e Núcleos de Apoio à Saúde da Família;

II - coleta de dados e realização de estudos sobre a incidência de gravidez precoce na população local, como subsídio para o desenvolvimento de políticas de orientação e planejamento familiar;

III - orientação à paciente que necessitar de assistência especializada de grande complexidade e tecnologia sobre as unidades da rede pública de saúde que possam fornecer este tipo de assistência.

Art. 2º O atendimento terá como meta o aperfeiçoamento contínuo para alcançar uma abordagem multidisciplinar que permita uma avaliação individualizada e completa da saúde da mulher.

Art. 3º As despesas decorrentes da execução desta lei correrão por conta das dotações orçamentárias próprias, suplementadas se necessário.

Art. 4º Esta lei entra em vigor na data de sua publicação, revogadas as disposições em contrário.

PREFEITURA DO MUNICÍPIO DE SÃO PAULO, aos 27 de novembro de 2009, 456º da fundação de São Paulo.

GILBERTO KASSAB, PREFEITO
Publicada na Secretaria do Governo Municipal, em 27 de novembro de 2009.
CLOVIS DE BARROS CARVALHO, Secretário do Governo Municipal

Ouça o discurso da vereador no dia da aprovação do Projeto na Câmara Municipal:


quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

Aprovado: PL de Milton Ferreira cria Semana Municipal de Prevenção de Acidentes Domésticos a Idosos


Renan Geishofer – Liderança do PPS

Agora é definitivo. Foi aprovado em segunda discussão durante a reunião ordinária da Câmara Municipal na tarde desta quinta-feira (3/12) o Projeto de Lei 694/09, do vereador Dr. Milton Ferreira (PPS), que cria a "Semana Municipal de Prevenção de Acidentes Domésticos a Idosos" e que deverá ser realizada todos os anos na última semana do mês de setembro. O projeto vai a sanção do prefeito Gilberto Kassab (DEM).

“Esse projeto tem por finalidade realizar palestras, cursos e outros eventos de divulgação, que tenham por objetivo esclarecer a população, em parceria com entidades públicas e privadas voltadas para o tema, sobre a crescente incidência de acidentes domésticos de idosos, suas causas e cuidados a serem adotados para a prevenção e a diminuição de suas conseqüências”, explica Milton Ferreira.

Ingresso no PPI

Os vereadores também aprovaram o Projeto de Lei 722/09, de autoria do Executivo, que autoriza a reabertura de prazo, no exercício de 2010, para ingresso no Programa de Parcelamento Incentivado - PPI, instituído pela Lei nº 14.129, de 11 de janeiro de 2006.

Com isso, as empresas, instituições e demais grupos poderão fazer seus cadastros para começarem 2010 dentro do PPI, regularizando assim suas inadimplências com alguns impostos municipais, como o Imposto Predial e Territorial Urbano, o IPTU.

Como informa a Secretaria de Comunicação da Prefeitura (Secom), o contribuinte poderá regularizar suas pendências com concessão de desconto de 100% dos juros e de até 75% das multas, além da possibilidade de parcelar o débito em até 120 parcelas.

Desde a primeira abertura, em 2006, o PPI já regularizou a situação de mais de 1,3 milhões de contribuintes, gerando mais de R$ 1,7 bilhão em arrecadação. Ainda há mais de R$ 1,2 bilhão sendo renegociados com a expectativa de serem arrecadados nos próximos anos.

Poderão ser incluídos no Programa também os saldos de parcelamento que estão em andamento, os débitos não-tributários, exceto os decorrentes de multas de trânsito, de multas contratuais e as indenizações devidas ao Município por danos causados ao patrimônio dos munícipes.

Segundo a Prefeitura, espera-se uma arrecadação de cerca de R$ 200 milhões para o ano que vem.

Também foram aprovados os seguintes projetos:

PL 214 /2005, do Vereador Carlos Apolinário (DEM) - dispõe sobre o registro de entidades de guardas comunitárias e profissionais autônomos de segurança comunitária de rua.

PL 256 /2009, do Vereador Chico Macena (PT) - institui a criação da rota ciclo-turística Márcia Prado na região entre o Grajaú e Ilha do Bororé, passando pela A.P.A., Área de Proteção Ambiental Bororé - Colônia, no Município de São Paulo.

PL 269 /2009, do Vereador Floriano Pesaro (PSDB) - acrescenta inciso VII ao art. 34 e inciso V ao art. 69, ambos da Lei nº 13.478, de 30 de dezembro de 2002, que pretende dar publicidade aos usuários dos horários de coleta e transporte dos resíduos sólidos nas áreas de sua concessão ou permissão.

PL 317 /2009, do Vereador José Ferreira (Zelão) (PT) - dispõe sobre a determinação de que as edificações públicas ou privadas, que utilizam grupos motogeradores movidos a diesel, minimizando as emissões de poluentes atmosféricos destes pela substituição do combustível, utilização de filtros ou até mesmo pela substituição do equipamento por outro menos poluente visando atender aos padrões exigidos pelo órgão ambiental.

PL 546 /2008, da Vereadora Noemi Nonato (PSB) - institui no Calendário Oficial de Datas e Eventos do Município de São Paulo o Dia do Missionário.

PL 783 /2007, do Vereador Toninho Paiva (PR) - inclui no artigo 3º da Lei nº 14.471/2007, a Cidade de Povoa de Varzim, em Portugal, consolidando a legislação municipal sobre cidades-irmãs, afim de estreitar os laços entre Brasil e Portugal, países co-irmãos.

PDL 15/2009, do Vereador Arselino Tatto (PT) - dispõe sobre a outorga de Salva de Prata ao Sport Club Internacional de Porto Alegre, de Porto Alegre – Rio Grande do Sul, pela passagem do seu 100º aniversário, ocorrido em 4 de abril de 2009.

Substitutivo de Claudio Fonseca é aprovado pelo Congresso de Comissões da Câmara

O Projeto Substitutivo nº 01 ao Projeto de Lei 712/09, de autoria do vereador Claudio Fonseca, que dispõe sobre a fixação do subsídio mensal do Prefeito, Vice-Prefeito, Secretários Municipais e reajuste salarial para os servidores municipais, foi aprovado pelo congresso de comissões da Câmara Municipal.

O substitutivo, protocolado nesta quarta-feira, está apto para ser votado na próxima semana. Veja abaixo os pareceres das comissões de Constituição e Justiça, Administração Pública e Finanças e Orçamento.

PARECER CONJUNTO DAS COMISSÕES REUNIDAS DE CONSTITUIÇÃO, JUSTIÇA E LEGISLAÇÃO PARTICIPATIVA, DE ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA E DE FINANÇAS E ORÇAMENTO SOBRE O SUBSTITUTIVO Nº 01 AO PROJETO DE LEI Nº 0712/09.

A disciplina da remuneração de servidores públicos municipais insere-se na competência do Município, por decorrência da autonomia administrativa conferida a este pelo art. 18 da Constituição Federal. No âmbito Local, a matéria é regrada pelo art. 13, XIII da Lei Orgânica Municipal, que estabelece competir à Câmara, com sanção do Prefeito, a fixação da remuneração da administração direta, autárquica e fundacional.

O substitutivo objetiva aprimorar o projeto original, acrescendo dispositivos pertinentes à matéria de remuneração, consistentes em:

I - mudança da lei salarial do funcionalismo, aumentando de 40% (quarenta por cento) para 54% (cinquenta e quatro por cento) o limite dos gastos com despesas relativas à remuneração dos servidores;

II – fixação do índice de reajuste para os servidores ativos e inativos e pensionistas;

III – fixação do valor correspondente a 3 (três) salários mínimos de âmbito nacional para a menor remuneração dos servidores públicos municipais, submetidos à jornada de 40 (quarenta) horas semanais de trabalho;

IV – estensão a todos os servidores municipais de nível universitário a Gratificação por Desempenho de Atividades – GDA;

V – fixação de reajuste de 2,85% (dois inteiros e ostenta e cinco centésimos por cento), relativo ao quadrimestre de março/junho de 1997.

Ante o exposto, somos PELA LEGALIDADE.

No tocante ao mérito, a Comissão de Administração Pública entende inegável o interesse público do Substitutivo proposto, razão pela qual manifesta-se

FAVORAVELMENTE.

Quanto aos aspectos financeiros, a Comissão de Finanças e Orçamento nada tem a opor, vez que as despesas com a execução do Substitutivo correrão por conta das dotações orçamentárias próprias.

FAVORÁVEL, portanto, o parecer.

Sala das Comissões Reunidas,

COMISSÃO DE CONSTITUIÇÃO, JUSTIÇA E LEGISLAÇÃO PARTICIPATIVA

Claudio Fonseca critica a PEC dos Precatórios

Em discurso feito durante o Pequeno Expediente da Câmara Municipal nesta quinta-feira (3/12), o vereador Claudio Fonseca (PPS), manifestou repúdio à aprovação da Proposta de Emenda Constitucional 12, do Senado Federal, que dispõe sobre o pagamento de precatórios, alimentares ou de outra origem.

Segundo o líder do PPS, a Emenda aprovada pelo Senado ataca o direito dos servidores e de todos os cidadãos brasileiros que possuem valores a receber do Governo. “É a chamada PEC do Calote”, disse. Veja abaixo a íntegra do discurso:

"Nesta oportunidade, falarei sobre a votação de ontem, no Senado Federal, da PEC número 12, ou Projeto de Emenda Constitucional número 12, que dispõe sobre o pagamento de precatórios, alimentares ou de outra origem.

Precatório é uma dívida judicial, reconhecida pela justiça. São indenizações que o Estado tem de pagar a servidores públicos, ou a cidadãos, ou a empresas, decorrentes de ações transitadas em julgado. Por seu turno, o servidor público ou a pessoa credora tem algo como uma promissória a receber do poder público. A Prefeitura de São Paulo tem um débito de cerca de 10 bilhões de reais em precatórios; da mesma forma que outros Estados e municípios, que também têm dívidas ou com servidores públicos ou com pessoas físicas e jurídicas em função de desapropriação.

No entanto, o Senado Federal e a Câmara dos Deputados decidiram mudar os artigos da Constituição que dispõem sobre o pagamento de precatórios. O texto aprovado ontem, promulgado pela Câmara Federal, cria o chamado leilão de precatórios, um leilão inverso ao leilão tradicional, pelo qual quem paga mais leva. No caso do leilão instituído pela PEC nº 12, comprará a dívida quem pagar menos pelo precatório judicial. Se um servidor público tem, por exemplo, 40 mil reais para receber do Município, essa dívida poderá ser oferecida num leilão, sendo vendida àquele que pagar com o maior deságio. E, tendo em vista que existe uma ordem cronológica para o pagamento dos precatórios, se o servidor vender sua dívida por um preço mais barato, poderá furar essa fila.

Não bastasse isso – que já configura um calote aos precatórios -, diz também a PEC nº 12 que Estados e municípios terão percentuais de suas receitas vinculados ao pagamento dos precatórios. Dessa forma, o Município de São Paulo será obrigado e empenhar e gastar no máximo 1,5% de suas receitas correntes líquidas com o pagamento de precatórios; e o Estado e a União, 2%. Na verdade, está-se conferindo aos Executivos das três esferas o direito de darem calote, ao lhes ser permitido não cumprirem a lei, ou o direito de pagarem com um valor menor.

Trata-se de um ataque ao direito dos servidores, um ataque ao direito dos cidadãos. Isso pode gerar receitas para o Município ou para o Governo do Estado. Conforme projeções já realizadas, a Prefeitura terá, no ano que vem, algo em torno de 1,6 bilhões a mais, valor que não precisará ser gasto com o pagamento de precatórios. No entanto, o custo dessa decisão recai sobre aqueles cidadãos e cidadãs que tiveram lesado um direito adquirido no passado, uma vez que o Poder Público, ao descumprir a lei, é inocentado.

Em 1995, vivemos, na Prefeitura de São Paulo, uma situação de descumprimento da lei, ocasião em que os servidores não tiveram o reajuste de 81% a que tinham direito. Essa situação atingiu todos os servidores da Prefeitura – Administração Direta, Indireta, Câmara Municipal, todas as Secretarias. Considera-se que a inflação, naquela época, era de 30% ao mês. Os servidores que não tiveram seu direito garantido, apelaram à justiça, ganharam e esperam receber o precatório; mas, agora, são surpreendidos com esse golpe do Senado e da Câmara Federal, que os impedirá de receber valor proveniente de um direito consagrado por meio de sentença judicial.

Julgo que essa é uma grande derrota para os educadores e para os servidores públicos de modo geral, que terão de participar do leilão de precatórios se quiserem receber, quem sabe, um quinto, ou menos, do valor a que de fato fazem jus. Além disso, a nova medida dá ao Poder Público o direito de vincular a receita para pagamento de precatório a um percentual muito baixo, 1,5% da receita, no caso da Prefeitura. Se for aprovado nesta Casa um orçamento de 28 bilhões, esse percentual ficará em torno de 420 milhões por ano.

E como temos 10 milhões de precatórios, estamos estimando uma fila para pagar os precatórios da ordem de 30 anos para que a Prefeitura do Município de São Paulo liquide os precatórios que já foram expedidos. Esses que já estão na fila. Vamos demorar 30 anos para aqueles que têm precatórios, para quem a Prefeitura do Município de São Paulo deve poder receber os seus precatórios. É algo perverso com aquele que já foi lesado no seu direito. Muito obrigado".

Dr. Milton prestigia eventos culturais em Guaianases


O vereador pelo PPS, Dr. Milton Ferreira, participou no dia 27/11 do 1º Festival de Ginástica Geral e Acrobacias realizado no CEU Jambeiro, em Guaianases, zona leste.

O evento, que contou com a presença de dezenas de alunos da rede pública municipal e autoridades locais, teve a colaboração do vereador através de uma emenda parlamentar ao orçamento da cidade.

Já no dia 3/12, Milton Ferreira visitou a quadra da GRCES “Folha Verde”, de Guaianases, e posou ao lado do presidente da agremiação, Luís Carlos.

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

Claudio Fonseca propõe aumento salarial para os servidores da cidade


O vereador e líder do PPS na Câmara Municipal de São Paulo, Professor Claudio Fonseca, protocolou nesta quarta-feira (2/12) projeto substitutivo ao PL 712/09 que estende reajuste salarial a todos os servidores municipais da cidade de São Paulo. O projeto original, de autoria do Executivo, prevê apenas aumento de subsídios para o prefeito, vice e secretários municipais.

Segundo o texto do substitutivo do vereador do PPS, o reajuste para todos os cerca de 220 mil servidores da cidade será de 37,5%.

O projeto também fixa o reajuste de 2,85% retroativo a fevereiro de 1997. Na oportunidade, o prefeito Celso Pitta não cumpriu o aumento. “Esse reajuste foi reconhecido pelo Tribunal de Contas do Município, mas o Executivo nunca cumpriu essa decisão”, explicou o vereador.

Outra medida que consta do substitutivo do líder do PPS é a alteração da lei salarial da cidade aumentando de 40% para 54% o limite de gastos da Prefeitura com despesas relativas à remuneração dos servidores, incluindo aposentados e pensionistas. O projeto fixa em três salários mínimos o piso salarial na Prefeitura.

“Reconheço que existe defasagem salarial nos subsídios do prefeito, do vice e de seus secretários, mas seria injusto não reconhecer que o funcionalismo da cidade também necessita de reajuste. Há muito tempo os servidores não têm aumento em seus vencimentos, perdendo diariamente o seu poder aquisitivo”, argumentou Claudio Fonseca.

O líder do PPS explicou também que a competência de promover aumento de subsídio ao funcionalismo público é do Executivo, porém, segundo ele, “todo o parlamentar possui o direito de apresentar emendas e projetos substitutivos a projetos encaminhados pelo Poder Executivo à Câmara Municipal”.

Milton Ferreira promove debate sobre a AIDS e DST´s


Roberta Rosa – Liderança PPS


A reunião ordinária conjunta da Comissão de Saúde, Promoção Social, Trabalho, Idoso e Mulher e da Subcomissão “A Melhor Idade” realizada na tarde desta quarta-feira (2/12), no Salão Nobre da Câmara Municipal, promoveu o debate “DST/AIDS e o município de São Paulo”, uma iniciativa do vereador Dr. Milton Ferreira (PPS), em referência ao Dia Mundial da Luta Contra AIDS lembrado em todo mundo no dia 1º de dezembro.

O evento, que discutiu as Doenças Sexualmente Transmissíveis (DST’s) e a AIDS (Síndrome da Imunodeficiência Adquirida), teve a apresentação do Programa da cidade de São Paulo e de uma Organização Não Governamental (ONG) voltada para a questão do vírus HIV e das doenças sexualmente transmissíveis.

Para apresentar o programa do Executivo, a Comissão recebeu o Dr. Sergio Marcio Pacheco Pasqual, médico da Área Técnica da Saúde do Idoso, e o Dr. Celso Ricardo Monteiro, que é responsável pelo Núcleo de Prevenção do Programa. Já Marta McBritton representou o Instituto Cultural Barone, da qual também é presidente.

Prevenção

O médico Celso Monteiro apresentou números recentes de infectados na cidade de São Paulo. Segundo ele, hoje existe a “feminização” da epidemia da doença, fazendo referência ao alto número de mulheres infectadas pelo vírus.

O especialista informou que o trabalho do Programa governamental é divido em prevenção, assistência ao tratamento, participação e parceria com a sociedade civil, informação, planejamento e comunicação. Segundo ele, as prioridades do Programa são separadas em: controle de transmissão vertical de HIV e Sífilis, controle das doenças sexualmente transmissíveis e diagnósticos precoce.

“As nossas principais ações estão na distribuição de preservativos e materiais explicativos, além de fazer o acompanhamento das pessoas infectadas”, disse Monteiro, que lembrou ainda de projetos desenvolvidos pela Prefeitura: “Cidadania Arco-Íris”, “Projeto Tudo de Bom”, “Plantão Jovem” e “Inventário de Pesquisa”.

Doença da Terceira Idade

Já o médico Sergio Pasqual abordou os impactos da doença na terceira idade. Segundo o especialista, até 2005 não havia como se falar sobre o tema com as pessoas da terceira idade. “Na época, havia um entendimento de que “os idosos não tinham vida sexual ativa”. “Dados mostraram que no período de 1996 a 2005 a incidência de contaminação em idosos cresceu, e por isso, a cidade de São Paulo em 2006 foi a primeira a incluir idosos em uma campanha de prevenção contra a AIDS”, disse ele.

Em 2007, o Programa atuou na Vila dos Idosos no bairro do Pari (zona leste da capital), quando foi produzido um vídeo abordando a sexualidade na terceira idade. Sergio Pasqual destacou t a importância de realizar campanhas específicas para os idosos “pois se trata de uma população que é muito resistente ao uso do preservativo”. “O profissional de saúde tem que ser treinado para abordar a questão da sexualidade com idosos”, ressaltou.

Falta de Apoio

Encerrando o debate, a presidente do Instituto Cultural Barone, Marta McBritton, deu detalhes do trabalho da ONG na atuação da questão da sexualidade no município e as diversas dificuldades encontradas pela Organização. Segundo ela, existe muita dificuldade em contar com o respaldo do poder público para auxiliar no trabalho de prevenção e tratamento das doenças sexualmente transmissíveis, “um tema polêmico”, disse ela.

McBritton também relatou a dificuldade de encontrar espaços públicos para realizar ações educativas nas subprefeituras da cidade. “É muito difícil, pois não há uma diretriz que avalia o trabalho das ONG’s”, detalhou. Outra dificuldade encontrada pelas instituições, segundo ela, é na obtenção de patrocínios, principalmente na iniciativa privada.

“Precisamos unir forças com todos os órgãos públicos e a sociedade civil”, finalizou McBritton, frisando que a questão das doenças sexualmente transmissíveis não deve ser tratada de forma isolada pela sociedade.

Em seguida, a Comissão aprovou os pareceres dos seguintes Projetos de Lei:

PL 367/09 – do Vereador Domingos Dissei (DEM) - dispõe sobre a higienização das comandas eletrônicas e cardápios que são manipulados pelos clientes em restaurantes, bares, confeitarias, padarias, lanchonetes, churrascarias, hotéis e demais estabelecimentos comerciais similares. O relator foi o Vereador Dr. Milton Ferreira (PPS).

PL 380/09 – do Vereador Domingos Dissei (DEM) - torna obrigatória a disponibilização de cadeira de rodas em edifícios residenciais que possuem elevador. A relatora foi a Vereadora Sandra Tadeu (DEM).

PL 448/09 – do Vereador Domingos Dissei (DEM) - dispõe sobre penalidades administrativas a serem aplicadas pela prática de discriminação a pessoas idosas. O relator da matéria foi o Vereador Cláudio Prado (PDT).

Também participaram da Reunião os vereadores Jamil Murad (PCdoB), Cláudio Prado (PDT), Souza Santos (PSDB), Noemi Nonato (PSB) e Juliana Cardoso (PT).


Outras Comissões:


Comissão de Finanças e Orçamento 1


Comissão de Finanças e Orçamento 2

Comissão de Constituição e Justiça


Comissão de Administração Pública


Comissão de Trânsito, Transporte, Atividade Econômica, Turismo, Lazer e Gastronomia.


Comissão de Política Urbana, Metropolitana e Meio-Ambiente

Aprovado: projeto de Claudio Fonseca cria a Frente de Apoio ao Cooperativismo

Renan Geishofer – Liderança do PPS

Foi aprovado na 72ª Sessão Extraordinária da Câmara realizada na tarde desta quarta-feira (2/12), o Projeto de Resolução 35/2009, do líder da bancada do PPS na Casa, Professor Claudio Fonseca, que cria a Frente Parlamentar de Apoio ao Cooperativismo – FRENCOOP Paulistana em discussão e votações únicas. Agora o Projeto aguarda promulgação do prefeito, quando o texto será publicado no Diário Oficial do município.

A Frente Parlamentar deverá ser lançada a partir do ano que vem (2010) e os vereadores que farão parte da Frente ainda serão consultados, seguindo as normas do Regimento Interno da Casa.

Abaixo, em artigo, Claudio Fonseca explica suas ações para o fortalecimento do cooperativismo:

"Cooperativismo: experiência centenária que merece apoio e incentivo público"

Professor Claudio Fonseca

Protocolei recentemente o Projeto de Lei que propõe a “Instituição da Política Municipal de Apoio ao Cooperativismo no Município de São Paulo” e também o Projeto de Resolução que “Cria a Frente Parlamentar de Apoio ao Cooperativismo – Frencoop Paulistana - no Município de São Paulo”, tendo por finalidade oferecer incentivo ao sistema cooperativista em atividade no âmbito do nosso glorioso município.

O cooperativismo é conceituado por não visar lucro e por ser associativo com desígnio no direito “ao” trabalho e não necessariamente no direito “do” trabalho. Dessa forma, é uma alternativa centenária de organização da produção diferente, tanto do modelo assalariado, como da empresa baseada na sociedade de capital.

Desde 1844, o cooperativismo se difundiu pelo mundo, ampliando seus ramos de atividades, melhorando seus conhecimentos, seus métodos, tecnologias e estratégias de atuação, chegando em São Paulo por volta de 1881. Desde então o cooperativismo brasileiro vem demonstrando fundamento e capacidade para enfrentar desafios econômicos, políticos, sociais e comunitários.

Em volume mundial, estima-se que existam atualmente mais ou menos 800 milhões de cooperados, gerando em torno de 100 milhões de empregos no mundo. Nos EUA, onde existem quase 300 mil habitantes, cerca de 60% da população agem pelos ramos cooperativistas. Na Alemanha, com 82 milhões de habitantes, são cooperativistas cerca de 80% dos agricultores e 75% dos comerciantes. No Brasil, perto de 20% da população recorrem aos 13 ramos do sistema cooperativista em expansão.

Em abrangência, o setor cooperativista nacional fechou o ano de 2008 com 7,6 mil cooperativas legalizadas, 7,8 milhões de cooperados e 254 mil empregados (colaboradores). Em consistência financeira, o faturamento anual do sistema cooperativista brasileiro foi de R$ 84,9 bilhões, um aumento de 18% em relação ao faturamento de 2007, segundo a Organização das Cooperativas Brasileiras - OCB.

Estimativas de organizações do setor apontam existirem cerca de 3 milhões de cooperados no Estado e mais ou menos 1,5 milhão na Capital, sobretudo nos ramos cooperativistas do trabalho, crédito, transporte, habitação, saúde, educação, turismo, etc.

Acompanhando uma tendência nacional e estadual de valorização do sistema cooperativista brasileiro, à luz da Lei Estadual 12.226/06 e do recente Decreto Estadual nº 54.103/09, tenho fé de que esse assunto ganhará a devida relevância legislativa e política no município de São Paulo.

Ouça o discurso do parlamentar no dia da aprovação do projeto




Também foram aprovados nesta quarta-feira os seguintes Projetos:

PL 433 /2009, do Executivo - dispõe sobre a organização da Escola Municipal de Iniciação Artística - EMIA, do Departamento de Expansão Cultural, da Secretaria Municipal de Cultura, e de seu respectivo quadro de cargos de provimento em comissão.

PL 721 /2009, do Executivo - concede isenção do Imposto sobre Serviços de Qualquer Natureza - ISS aos serviços e nas condições que especifica (ficando isentos do pagamento do Imposto, a partir de 1º de janeiro de 2010, os serviços relacionados a espetáculos teatrais, de dança, balés, óperas, concertos de música erudita e recitais de música, shows de artistas brasileiros, espetáculos circenses nacionais, bailes, desfiles, inclusive de trios elétricos, de blocos carnavalescos ou folclóricos e exibição de filmes realizadas em cinemas que funcionam em imóveis que têm acesso direto seja por via pública ou em espaços semipúblicos de circulação em galerias).

PL 742 /2009, da Mesa da Câmara, que altera disposições das Leis nº 13.637, de 4 de setembro de 2003, e nº 13.638, de 4 de setembro de 2003.

PL 674 /2009, do Vereador Marcelo Aguiar (PSC) - dispõe sobre a meta permanente das políticas públicas de complementação alimentar de alunos da rede municipal pública de ensino e dá outras providências (oficializa o Programa Leve-Leite e na embalagem do objeto onde o Leite será armazenado devem constar os dizeres: “Abuso sexual de menores é crime. Denuncie Já - Fone 100”.)

PDL 66 /2009, do Vereador Agnaldo Timóteo (PR) - dispõe sobre a outorga de "Título de Cidadão Paulistano" ao Sr. Geraldo de Souza Amorim.

PDL 96 /2009, do Vereador Penna (PV) - dispõe sobre a concessão de "Título de Cidadão Paulistano" ao Sr. Gian Carlo Gasperini.

PDL 97 /2009, do Vereador Gilberto Natalini (PSDB) - dispõe sobre a outorga de Medalha Anchieta e Diploma de Gratidão à Associação Paulista de Cirurgiões-Dentistas.

PR 27 /2009, do Vereador Chico Macena (PT) - institui a Frente Parlamentar na Cidade de São Paulo por Políticas Públicas para a população em situação de rua e dá outras providências (Frente Parlamentar que irá tratar da situação dos moradores que se encontram em situação de rua).

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

Câmara aprova revisão da Planta Genérica de Valores


Em segunda discussão, foi aprovado pelo Plenário da Câmara Municipal na noite desta terça-feira (1/12) o substitutivo da bancada governista ao Projeto de Lei 720/09, de autoria do Executivo, que atualiza a Planta Genérica de Valores da cidade. O texto vai à sanção do prefeito Gilberto Kassab (DEM). A última atualização foi em 2001 e a próxima deverá ocorrer em 2014. Foram 39 votos a favor e 15 contra - 11 do PT, Jamil Murad (PCdoB), Claudio Prado (PDT), Gabriel Chalita (PSB) e Celso Jatene (PTB). Já Netinho de Paula (PCdoB) não votou (foto).

A Prefeitura espera arrecadar R$ 100 milhões a menos do que com a proposta original: a receita com o IPTU deve aumentar em R$ 544 milhões. Caso fosse aprovada a proposta original a Prefeitura arrecadaria R$ 3,9 bilhões em 2010. Com a nova proposta, a Prefeitura vai arrecadar R$ 3,8 bilhões. Neste ano de 2009, a Prefeitura deverá arrecadar R$ 3,2 bilhões. O texto aprovado prevê a revisão a cada dois anos da Planta Genérica de Valores (PGV).

Travas

Segundo o texto aprovado, o aumento para o próximo ano passará a ser de 30% para imóveis residenciais e 45% para os comerciais. No projeto anterior previa travas de 40% e 60%, respectivamente. Também foi ampliado para 20 mil o número de isentos: 1,07 milhão. Isso porque a faixa de isenção para os imóveis comerciais subiu de R$ 37 mil para R$ 70 mil. Para os residenciais, o valor continua sendo R$ 92,5 mil. Também haverá uma redução média de 20% no valor venal dos terrenos da região da “Nova Luz”. Já a alíquota sobre imóveis comerciais com valor superior a R$ 760 mil será ampliada de 1,8% para 2%.

O Partido dos Trabalhadores e os vereadores Celso Jatene (PTB) e Jamil Murad (PCdoB) anunciaram na segunda-feira (30) a apresentação de projetos substitutivos, que buscavam flexibilizar a proposta oficial. O PT propôs eliminação de qualquer limite para imóveis de luxo e faixas gradativas de valorização para imóveis de classe média. Porém, os dois projetos foram rejeitados pela maioria da Casa.

Biblioteca Mario de Andrade

Também foi aprovado o PL 488/09, também de autoria do Executivo, que dispõe da reorganização da Biblioteca Mário de Andrade e de seu respectivo quadro de cargos de provimento em comissão. Apenas 11 vereadores votaram contra o PL. Já 37 foram favoráveis ao PL. A bancada do PPS votou favoravelmente ao projeto.

Abaixo, veja a íntegra do líder da bancada do PPS, Professor Claudio Fonseca, sobre o substitutivo do PL 720/09, que atualiza a Planta Genérica de Valores:


“Srs. Vereadores, Presidente, Sras. Vereadoras. O debate aqui, na verdade, não é se vai haver ou não aumento de IPTU. Todas as propostas que foram apresentadas, tanto a do Executivo, quanto a da bancada do Partido dos Trabalhadores, como o substitutivo do vereador Celso Jatene. Todos esses projetos substitutivos ao Projeto original implicam em aumento do IPTU. O que está sendo discutido é qual o percentual de aumento de IPTU e qual a incidência para cada uma das faixas do valor venal do imóvel.

Há uma concordância entre todos os vereadores, entre todas as bancadas, inclusive as bancadas de oposição, que aqui assumem a tribuna e dizem: “nós reconhecemos que é necessário fazer a revisão da Planta Genérica de Valores”. Então esse é um consenso: a atualização da Planta Genérica de Valores que não tem atualização desde 2002.

A cidade é um tecido dinâmico e muda sua estrutura. Os bairros recebem investimentos, outros bairros, ou quadras de ruas, perdem valor nos imóveis que ali estão situados, e a revisão na Planta Genérica de Valores se faz necessária. Aí é buscar a questão da justiça tributária: quem vai pagar mais, quem não vai pagar, ou quem vai pagar menos.

É verdade o que foi dito pelo vereador Celso Jatene: que nós tínhamos em torno de 850 mil imóveis que gozavam de isenção tributária do IPTU. A proposta que está em discussão aumenta para um milhão e quarenta e seis mil imóveis isentos. Então, nós temos moradores da cidade de São Paulo que são proprietários de imóveis, ou aqueles que alugam os seus imóveis e estão isentos. Nós sabemos que se fosse pela capacidade contributiva nós teríamos pessoas que pagariam. O vereador Donato disse “o meu imóvel é isento”. Ele não é o único. Temos alguns vereadores e vários proprietários isentos, porque o IPTU não mede a capacidade contributiva do cidadão, mas sim o valor venal do imóvel. Ainda que alguém de classe média possa pagar, se o imóvel dele está estimado em até R$ 62.500 atualmente, é isento; antes, o número de imóveis isentos era muito maior porque a pessoa, mesmo tendo 2, 3, 4, 5 imóveis de até R$ 62.500, era isenta.

Essa Casa modificou a lei anterior aprovada em 2001 que dava isenção a imóveis estimados em até R$ 62.500, mesmo que o proprietário tivesse 10 imóveis. Então ficou vinculada a isenção a um único imóvel no valor de R$ 62.500. E é justo que assim seja. É justo!

Então nós estamos discutindo neste momento a Planta Genérica de Valores. Eu integro junto com os vereadores Aurélio Miguel, Wadih Mutran, Donato, Marta Costa, Adilson Amadeu Abou Anni e Arselino Tatto a CPI do IPTU. Logo de início dos trabalhos da CPI concluiu-se que era necessário rever a Planta Genérica de Valores. Nós constatamos também a injustiça tributária que existe no nosso país, e não foi nem um, nem dois casos que foram citados aqui como “absurdos” na nossa cidade. Nós temos, por exemplo, o Jockey Clube que tem uma dívida de IPTU de 50 anos: R$ 137 milhões em dívidas do tributo. Nós temos também o caso do Grupo Savoy, que recolhe IPTU na Justiça e não contribui. Nós temos imóveis supervalorizados como é o caso do Shopping Anália Franco cujo metro quadrado de área construída está estimado em R$ 320 e R$ 326. Enquanto isso, temos casos de imóveis na periferia, casas de baixo padrão, estimadas em R$ 420 o metro quadrado. Essa é a justiça tributária da nossa cidade? Aí vamos às propostas.

Todas as propostas que aqui estão aumentam o IPTU, mesmo quem está propondo trava de 15%, como é o substitutivo do Partido dos Trabalhadores. Estou fazendo referência porque é real. A proposta foi distribuída ontem. Olha, a trava é 15%. Depois os imóveis superiores a 620 mil não têm trava. Pode ser o aumento que for corrigido pela Planta Genérica de Valores.

Nos imóveis de 320 mil até 630 mil a trava será de até 40%, mas todos incidirão em aumento de IPTU. E eu estudei as propostas e verifiquei que em todas elas têm problemas. Até quem está propondo a trava de 15% - você vai incluir mais pessoas que pagariam até 10% e passarão a pagar até 15%. Então tudo bem, nós temos ali uma distribuição diferente da tributação, mas todos pagarão. O que nós buscamos nesses últimos dias de discussão da proposta que votamos em primeiro turno: “o que estamos fazendo aqui é a admissibilidade da atualização da Planta Genérica de Valores e vamos analisar os problemas que existem nesta proposta para buscar correção para ficar mais próximo da justiça, porque também justiça absoluta não há, principalmente quando se trata de tributos”. Não podemos esquecer que esse país teve um episódio que foi o enforcamento de Tiradentes que era exatamente uma contestação da derrama que eram os impostos cobrados pelo Império. Nós vamos buscar corrigir alguns problemas.

Já foi dito aqui sobre a Nova Luz quando foi apontado que tinham problemas na Nova Luz que é uma área onde nós votamos aqui um Projeto importante para que nós restabeleçamos o valor dos incentivos fiscais que foram votados lá para aquela área, quando não poderíamos matar a proposta de ter ali, naquela região, novamente a atração daqueles investidores para a recuperação da área quando votamos o “Projeto da Nova Luz”. E a proposta do governo poderia ir na linha contrária do que se pretendeu anteriormente que era de fato, através de incentivos seletivos, trazer investimentos para aquela área. Então a variação do IPTU naquela área não poderia ser muito alta, não poderia ter aquela distorção, por isso fomos buscar a correção. E ali, na área da “Nova Luz”, 35 faces de quadras é o que está sendo oferecido na proposta de substitutivo. Não vai ser votada a proposta original. Estamos construindo um substitutivo para ser votado agora em segunda votação. Por volta de 395 faces de quadras da “Nova Luz” terão redução de 20% se comparamos com a proposta que votamos em primeira votação.

Teve insensibilidade de reconhecer o problema? Não. Corrigiu apresentando uma bonificação. A outra era para os imóveis não residenciais com isenção de até R$ 37 mil. Nós percebemos que mantida aquela proposta em 37 mil o aumento do IPTU atingiria pequenos comerciantes de bairros periféricos e nós temos dificuldades na atividade econômica. Por mais que se diga que o Brasil está em crescimento, nós sabemos que ainda não retomou o crescimento que nós tínhamos no último trimestre do ano passado. É verdade que a atividade econômica passou a ter um incremento, é verdade. No entanto ainda o próprio governo federal, governo estadual, governo municipal reconhecem que não temos o mesmo ritmo de crescimento econômico que vínhamos tendo em 2008. Em 2010 pode até ter um crescimento maior, mas não podemos sacrificar os pequenos comerciantes.

Então a que levou a isenção que é de R$ 24 mil para imóveis não residências - de outros usos neste momento – para R$ 37 mil na proposta que chegou ao governo e agora vai para 70 mil. Então nós vamos beneficiar quem? O pequeno comerciante, a manicure, o dono do bar, o dono da lojinha, aquelas pessoas que iriam contribuir até em elevação. Melhorou ou piorou a proposta? Houve melhora pela sensibilidade dos senhores vereadores de discutir com o Executivo que aquela proposta não poderia ficar nos termos em que estava. E mais ainda, nós sabemos que é necessário discutir todo o conteúdo da proposta e que nós tínhamos aqui a trava de 40% para imóvel residencial e de 60% para imóveis de outros usos. Isso não significa dizer que todos os imóveis vão ter aumento de 40% ou 60%, isso vai variar. Nós tínhamos na proposta inicial 89 mil imóveis que teriam a redução de valor. Os isentos, 1 milhão e 34 mil, mas 89 mil que teriam a redução do valor. Depois, teríamos cerca de 142 mil imóveis que chegariam a um aumento de até 10%, com essa trava de 40% a 60%. Mas se debateu muito a trava e está se trazendo uma proposta de substitutivo onde há uma redução de 25% do valor das travas. Nós vamos trabalhar para imóvel não residencial com 30% e com imóvel de outro uso – comercial e industrial – com trava de 45%.

Estamos mudando também o teto das travas e isso é fruto e é resultado do debate entre os senhores vereadores, o Executivo, sem distinção. Quem quis participar do debate, participou, e é óbvio que não se chega ao lugar ideal. E eu diria que, como cidadão e vereador, que o ideal seria que a proposta ficasse do jeito que está, mas seria ideal e injusto porque continuaríamos trabalhando com as contradições existentes na tributação de IPTU na cidade de São Paulo: quem pode mais não paga nada – não é que paga proporcional, mas não paga, os grande investidores não pagam.

Então nós estamos aqui reduzindo a proposta de redução das travas em 25% das que estavam no projeto original. Isso vai incluir mais de 100 mil imóveis que antes estavam na alíquota de 40% e 60%. Então houve aqui o claro interesse de mexer na proposta no sentido de atender às legítimas manifestações dos munícipes e, além disso, falou-se da questão dos imóveis supervalorizados. Então nós vamos ter uma outra faixa para os imóveis não-residenciais de alto luxo. Antigamente era quase impossível dizer “imóvel de luxo”, mas hoje nós temos escritórios de seis a sete milhões de reais, de alto luxo. Então vai se criar uma nova faixa com 0,5% a mais – teremos mais uma faixa de desconto para imóveis com valor acima de 760 mil reais que vai incidir numa alíquota de 2%.

Só que, nós temos também uma discussão que foi feita aqui na Câmara Municipal e também na Comissão Parlamentar de Inquérito, que uma cidade como São Paulo não pode ficar oito anos sem corrigir a sua Planta Genérica de Valores. A última correção foi em 2001. Então nós tivemos três anos de administração da ex-prefeita Marta Suplicy e mais cinco anos da gestão Serra/Kassab sem atualização da PGV. Quando você vai fazer a atualização após oito anos em uma cidade quem tem essa dinâmica de mercado, inclusive a do mercado de construção, oito anos é uma paulada. Então, para evitar que ocorra novamente um tempo muito grande sem fazer a revisão, a partir de 2013, e de dois em dois anos, haverá atualização da Planta Genérica de Valores e isso é importante”.

PPS presente no Dia Mundial de Luta contra a Aids

Através de uma iniciativa do vereador do PPS paulistano Dr. Milton Ferreira, a Comissão de Saúde da Câmara Municipal de São Paulo vai realizar nesta quarta-feira, 2 de dezembro, uma palestra sobre Doenças Sexualmente Transmissíveis e Aids para lembrar o Dia Mundial da Luta contra Aids, que é celebrado hoje, 1º de dezembro.

Participam do evento representantes da Ong Barong e do Programa DST / AIDS do Município de São Paulo.

A Barong foi criada em 1995 para contribuir na luta contra as DST / Aids e hepatite. Com o propósito de promover a saúde sexual, a Barong desenvolve vários projetos utilizando diversas técnicas de comunicação, sempre com criatividade e bom humor.

Já o Programa de DST/AIDS da Cidade de São Paulo tua dentro dos princípios da defesa dos direitos humanos, respeito à diversidade, construção da cidadania, defesa dos princípios do Sistema Único de Saúde (SUS) e realiza parcerias com Organizações da Sociedade Civil, universidades e empresas.

Entre as prioridades estabelecidas pelo Programa destacam-se a ênfase na prevenção e a humanização dos serviços.

Quem representará a Barong na palestra é a presidenta da instituição, Marta McBritton. Pela Secretaria Municipal de Saúde vão palestrar o Dr. Celso Ricardo Monteiro, responsável pelo Núcleo de Prevenção do Programa Municipal de DST/AIDS, e o Dr. Sérgio Márcio Pacheco Pasqual, médico da Área Técnica da Saúde do Idoso.