quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

Líder do PPS analisa números da violência em São Paulo


Especialista na área de segurança pública, o líder do PPS na Câmara, vereador Ari Friedenbach, analisou, durante o Pequeno Expediente desta quarta-feira (27/2), os números divulgados pelo Governo do Estado que apontam o aumento da violência na cidade de São Paulo.

“O aumento da criminalidade na cidade teve um crescente escandaloso e precisa da atenção urgente das autoridades do Governo Municipal e do Governo Estadual”, afirmou. Veja a íntegra abaixo: 

Boa tarde, Sr. Presidente, Sras. e Srs. Vereadores, Telespectadores. Venho aqui para falar sobre Segurança, assim como o Vereador Coronel Camilo, que acabou de sair da tribuna.

Ontem, inclusive, pretendia falar sobre esse tema: foram noticiados pela imprensa, ontem, os novos números da violência na cidade de São Paulo, os quais entendo como extremamente preocupantes. O aumento da criminalidade na Cidade teve um crescente escandaloso e precisa da atenção urgente das autoridades do Governo Municipal e do Governo Estadual.

Lerei alguns números para que as pessoas prestem muita atenção na gravidade do caso.

"Comparação entre janeiro de 2012 e janeiro de 2013, tivemos aumento nos casos de latrocínios: aumento de 114%. Homicídios dolosos: aumento de 16,7%. Estupros: 23,4%. Roubos diversos: 10,3%. Roubos de carro: 10,1%. Roubos a Banco: 42,9%. Furtos: 13,8%. Furtos de veículos: 16,8%.

Houve uma queda nos registros de roubos de cargas: -2,4%; lesão corporal: -4,9%".

A cada dois dias uma pessoa é morta em assalto na cidade de São Paulo. Acho que é urgente que nossas autoridades tomem alguma atitude efetiva no sentido de conter esse descalabro de violência que estamos vivendo.

Ouvi uma justificativa que parte da responsabilidade se deve aos ataques ordenados pelo PCC, como se isso amenizasse o problema. A situação é muito grave.

Entendo que o Governo do Estado - maior responsável pela segurança - parece-me bastante omisso no que diz respeitos às ações para conter a violência.

Vejo, hoje, nossa polícia com medo. Os policiais estão bastante assustados - são grandes vítimas dessa violência.

Sr. Presidente, vejo que temos, de forma urgente, de olhar com atenção para um assunto que tenho falado de forma reiterada, e que é a questão da Guarda Civil Metropolitana, que trabalha especialmente na prevenção, mas que, hoje, trabalha com um número irrisório de policiais. Temos guardas civis em atividade, em torno de1200, não 6 mil e tantos que são contabilizados. Temos muitos guardas afastados. São 120 por ano que estão dando baixa na Corporação e há 10 anos não há um novo concurso.

Este Vereador solicita para que esta Casa faça gestões junto ao Prefeito Haddad para que urgentemente sejam abertas novas vagas, seja promovido um novo concurso para que novos policiais civis possam atuar na segurança de São Paulo.

Caminhando pelas ruas, constato um aumento muito grande, em meu bairro, de violência contra os veículos. Ando pela manhã todos os dias e vejo, em meu bairro, em torno de 6 a 8 veículos com vidros quebrados - isso em uma região central de São Paulo, extremamente policiada e razoavelmente iluminada.

A questão da iluminação pública é extremamente importante. Inclusive, houve uma proposta de uma CPI com relação ao Ilume, órgão responsável pela iluminação na Cidade e que está fazendo um trabalho absolutamente deficitário.

Temos lâmpadas muito velhas e que não iluminam as ruas. Temos um problema muito sério, porque precisa haver uma mudança urgente quanto ao conceito do que seja iluminação pública. Hoje, temos a iluminação voltada para o asfalto, para os carros e as calçadas estão absolutamente às escuras.

Ontem à noite saí e, próximo a minha casa, observei uma rua completamente escura e, repito, isso em uma região privilegiada da Cidade, em termos de iluminação. A rua estava às escuras com quatro postes seguidos sem uma lâmpada acesa.

Sr. Presidente, agradeço as providências que serão tomadas com relação à iluminação da cidade de São Paulo, que o Ilume tome as atitudes necessárias para que o seu contrato seja cumprido efetivamente, assim como o efetivo da Guarda Civil seja ampliado através de um concurso urgente. Muito obrigado”.

Ricardo Young insiste no debate suprapartidário para a inspeção veicular



Em Comunicado de Liderança do PPS durante o Grande Expediente desta quarta-feira (27/2), o vereador Ricardo Young criticou o que ele chama de “partidarização” do debate acerca da inspeção veicular na cidade.

“Faço um apelo tanto à Bancada do PSDB como à do PT para que não politizem a discussão sobre a inspeção veicular”, disse. O parlamentar do PPS sugeriu a Haddad que interceda junto aos prefeitos petistas de cidades da região metropolitana para ampliar a inspeção veicular. “Se o Prefeito Haddad fizer isso, rapidamente, não submeterá, mais uma vez, à discussão política a necessidade de expandir a inspeção para a região metropolitana”. Veja a íntegra abaixo: 

“Sr. Presidente, mais uma vez, faço um apelo tanto à Bancada do PSDB como à do PT para que não politizem a discussão sobre a inspeção veicular. Tanto não é verdade que o Sr. Prefeito não quer a continuidade da inspeção que S.Exa. modificou a proposta inicial. Portanto, S.Exa. quer. Também não é verdade que essa proposta vinda do Sr. Prefeito resolve todos os problemas relacionados à inspeção veicular, porque não resolve. 

Portanto, não podemos partidarizar essa discussão. Precisamos evoluir nessa discussão. Precisamos garantir que a inspeção veicular seja feita atendendo às necessidades da Cidade e uma poluição que tenda a zero. Portanto, a discussão sobre esse tema não pode fornecer munição ou espaço para que esta Casa perca seu tempo com desgastes entre partidos. Precisamos olhar objetivamente o que é material na proposta e avançar. 

Nesse sentido, gostaria de fazer uma sugestão à Liderança do Governo na Casa dizendo que um dos aspectos propostos pelo Sr. Prefeito - altamente positivos ao meu ver -, é a expansão do controle veicular para os carros que usam a cidade de São Paulo, mas que, originalmente, não são desta Cidade. 

As Prefeituras das cidades de Carapicuíba, Franco da Rocha, Guarulhos, Mauá, Osasco, Santo André e São Bernardo são, hoje, de Prefeitos do PT. Mesmo que o Governo Alckmin demore para tornar a inspeção estadual - o que deve ser tornado imediatamente -, nada impede que o Prefeito Haddad entre em contato com os demais Srs. Prefeitos da região metropolitana, que são do PT, e regularize junto a essas cidades a inspeção, expandindo para a região metropolitana e sem a necessidade de uma ação do Estado. Se o Prefeito Haddad fizer isso, rapidamente, não submeterá, mais uma vez, à discussão política a necessidade de expandir a inspeção para a região metropolitana.

Reitero aos colegas a importância da Frente Parlamentar dar sustentabilidade, justamente, para que naquele foro possamos discutir esses temas que são caríssimos à Cidade de forma não partidária e não sectária. Muito obrigado, Sr. Presidente”.

Ari Friedenbach recebe Cônsul Geral de Israel em São Paulo



O líder do PPS na Câmara Municipal, vereador Ari Friedenbach, recebeu em seu gabinete na tarde desta quarta-feira (27/2) o Cônsul Geral de Israel em São Paulo, Ilan Sztulman

Ele esteve acompanhado do Vice Cônsul, Amit Mekel; do Ministro Conselheiro da Divisão da América Latina e Caribe, Eitan Surkis, e do Diretor do Centro de Pesquisas Políticas da Península Arábica e Departamento da Jordânia, Roi Rosenblit

Em pauta, medidas que podem ajudar na questão da segurança urbana da cidade. 

Comissões: Friedenbach fica na Saúde; Young integra Trânsito e Transportes



Os vereadores escolheram nesta quarta-feira (27/2) os presidentes das comissões permanentes da Câmara Municipal.

O atual líder da bancada do PPS, vereador Ari Friedenbach, vai compor a Comissão de Saúde, Promoção Social, Trabalho e Mulher. Já Ricardo Young integrará a Comissão de Trânsito, Transporte, Atividade Econômica, Turismo, Lazer e Gastronomia.

Além dessas comissões permanentes (são sete, de funcionamento obrigatório, preenchidas proporcionalmente pelo tamanho das bancadas), há outras comissões consideradas extraordinárias. Destas, Ari Friedenbach deve participar da Comissão de Segurança. 

Veja a composição das comissões: 

Comissão de Constituição e Justiça: Goulart (PSD), presidente; Arselino Tatto (PT), Eduardo Tuma (PSDB), Sandra Tadeu (DEM), Abou Anni (PV), Conte Lopes (PTB), George Hato (PMDB), Alessandro Guedes (PT) e Laércio Benko (PHS).

Comissão de Finanças e Orçamento: Ricardo Tripoli (PV), presidente; Paulo Fiorilo (PT), Aurélio Nomura (PSDB), Marta Costa (PSD), Milton Leite (DEM), Adilson Amadeu (PTB), Ricardo Nunes (PMDB), Wadih Mutran (PP) e Jair Tatto (PT).

Comissão de Política Urbana: Andrea Matarazzo (PSDB), presidente; Nabil Bonduki (PT), José Police Neto (PSD), Toninho Paiva (PR), Dalton Silvano (PV), Paulo Frange (PTB) e Nelo Rodolfo (PMDB).

Comissão de Saúde, Promoção Social, Trabalho e Mulher: Calvo (PMDB), presidente; Juliana Cardoso (PT), Patrícia Bezerra (PSDB), Edemilson Chaves (PP), Ari Friedenbach (PPS) e Noemi Nonato (PSB).

Comissão de Administração Pública: Gilson Barreto (PSDB), presidente; Alfredinho (PT), Mário Covas Neto (PSDB), coronel Camilo (PSD), Atilio Francisco (PRB) e Marquito (PTB).

Comissão de Educação, Cultura e Esportes: Reis (PT), presidente; Toninho Vespoli (PSOL), Orlando Silva (PCdoB), Edir Sales (PSD), Ota (PSB) e Jean Madeira (PRB).

Comissão de Trânsito, Transporte, Atividade Econômica, Turismo, Lazer e Gastronomia: Senival Moura (PT), presidente; Souza Santos (PSD), Coronel Telhada (PSDB), Aurélio Miguel (PR), Claudinho de Souza (PSDB), Vavá (PT) e Ricardo Young (PPS).

Ari Friedenbach é entrevistado pela TV Câmara


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Em entrevista na 1ª edição do Jornal Câmara, o vereador Ari Friedenbach explicou o motivo de não querer a divisão da Comissão de Segurança Pública e Direitos Humanos da Casa. Ele afirmou que é um grande equívoco separar a questão de segurança pública de diretos humanos. Veja a íntegra da entrevista do parlamentar ao jornalista Wagner Belmonte

Transparência: Estadão e Metro citam discurso de Young





Nesta quarta-feira (27/2) os jornais O Estado de S. Paulo, em matéria publicada na página C5, e Metro (página 2) trazem a  manifestação do vereador Ricardo Young, em discurso na Casa, sobre “a falta de transparência” da Mesa Diretora.

Artigo: "Crianças sem aulas é intolerável"



Ari Friedenbach

Trata-se de um absurdo que, ao final de fevereiro, mais de 4 mil crianças matriculadas em escolas e creches da rede municipal de São Paulo não conheçam suas novas escolas, já que as mesmas ainda estão em construção e as aulas deveriam ter começado em 04 de fevereiro.

Segundo informações divulgadas pela imprensa, desse total, ao menos 1.600 crianças deveriam estar em creches, mas estão sem atendimento. Pior: atualmente, ainda há 94 mil crianças cadastradas aguardando uma vaga em creche na maior e mais rica cidade do país.

Não importa de quem é a responsabilidade, dessa ou da outra administração. O importante é reverter essa situação imediatamente. Os atuais dirigentes da Secretaria da Educação afirmam que as matrículas foram "irregulares". Mas, se houveram 4 mil matrículas, significa que há o mesmo número de crianças esperando por vagas em escolas.


Irregular é não ter o número suficiente de vagas para atender a demanda, especialmente de creches. A falta das mesmas tem consequências diretas no desenvolvimento econômico das famílias, já que as mulheres não podem trabalhar para ajudar a compor a renda familiar.

Meu gabinete irá acompanhar de perto o andamento desse caso e tomar todas as providências necessárias para uma resolução rápida. Também estaremos atentos para que durante esse ano, o planejamento seja cumprido e no próximo ano, volte a acontecer um absurdo como esse. Sociedade desenvolvida é sociedade que prioriza a educação.


Ari Friedenbach, é líder do PPS na Câmara Municipal de São Paulo 

terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

Câmara aprova concessão de terrenos para CHDU e Cohab

Sítio da Câmara

A Câmara Municipal aprovou nesta terça-feira (26/2) dois Projetos de autoria do Executivo que têm o objetivo de regularizar a propriedade de áreas municipais no Butantã e em Paraisópolis onde foram erguidas habitações populares.

O PL 50/2012 transfere a posse de áreas municipais situadas em Paraisópolis para a Companhia e Desenvolvimento Habitacional e Urbano do Estado de São Paulo (CDHU), que ali ergueu edificações do Programa de Regularização e Urbanização do Complexo Paraisópolis.

Já o PL 436 /2012 autoriza a concessão do terreno onde foi erguido o Conjunto Habitacional Uirapuru, no Butantã, para Companhia Metropolitana de Habitação (Cohab), que assim pode regularizar a comercialização das unidades.

Ricardo Young critica atos da Mesa Diretora



O vereador pelo PPS, Ricardo Young, criticou, em discurso no Pequeno Expediente realizado nesta terça-feira (26/2), a falta de princípios da transparência nas recentes decisões da Mesa Diretora. "(...) nós, na própria gestão da Casa, estamos faltando com esse espírito de transparência, inovação e abertura, e essa foi maneira como esta Legislatura se iniciou...". Leia abaixo a íntegra do discurso:

“Boa tarde, Sr. Presidente; boa tarde colegas Vereadores e todos aqueles que nos assistem. Talvez hoje eu vá falar - neste Pequeno Expediente - de uma questão que toca a todos nós. Mas nem sempre é fácil, Sr. Presidente, tratar disso nesta Casa. Não completamos um mês da volta do recesso parlamentar e temos, pelo menos, quatro polêmicas envolvendo decisões administrativas.

A primeira delas é o fim das certidões para contratar funcionários para trabalhar nesta Casa. Ao final da semana passada, foi publicado no Diário Oficial, o que pegou a vários de nós, para não dizer todos, de surpresa. Na verdade, substituiu-se uma série de certidões, que eram exigidas, por uma declaração de próprio punho. De uma certa forma, substituiu-se a legislação da Ficha Limpa por uma autodeclaração. Talvez a intenção da Mesa fosse desburocratizar esse processo. Eu até entenderia se juntamente com essas decisões fossem criados mecanismos para acompanharem essas autodeclarações. Creio, Sr. Presidente, que temos uma responsabilidade muito grande de prestar conta à sociedade, que exige transparência em todas as nossas decisões.

A segunda questão é um silêncio, que também compreendo, que é constrangedor, em relação a citação feita pelo Vereador Toninho Vespoli quanto à posição da Casa referente ao Vereador Aurélio Miguel. Até agora, os jornais têm falado sobre o assunto, e a Casa em nenhum momento, de forma aberta, discutiu a questão. Não fosse o próprio Vereador Aurélio Miguel ter trazido aqui a sua defesa, feita pessoalmente, não saberíamos inclusive dos desdobramentos porque houve até aqui a omissão da Mesa e da Casa.

O terceiro ponto, Sr. Presidente, refere-se às reuniões da Mesa que estão sendo fechadas. Considero que tenha sido uma conquista da Legislatura passada as reuniões da Mesa serem abertas, com a possibilidade de participação de todos os Vereadores. Essa transparência possibilitava que todos nós pudéssemos acompanhar as decisões administrativas e, caso não concordássemos, pudéssemos nos manifestar. Parece-me que houve retrocesso diante dessa conquista. Em plena era da transparência, por que estamos na contramão? Gostaria muito que a Mesa nos desse esclarecimentos.

Quanto ao caso que seria até prosaico não tivesse alcançado a dimensão que alcançou, quanto à questão do chinelo e da bermuda, sabiamente a Mesa retrocedeu. E nós perdemos a oportunidade - trazida, exigida e demanda pelo Vereador Telhada - de abrir uma discussão sobre o acesso das pessoas à Câmara Municipal. Houve toda uma discussão em torna da questão da bermuda e do chinelo, que tornou uma questão importante em folclore, quando nós deveríamos estar discutindo o controle do acesso às pessoas a esta Casa. E não só por razões de segurança, pois a transparência é uma via de mão dupla. Se esta é a Casa do Povo, o povo precisa prestar contas do seu acesso a esta mesma Casa.

Ao concluir, Sr. Presidente, gostaria de dizer que estranho que uma Mesa eleita de forma tão democrática não tenha usado os princípios da transparência na sua decisão.

Na quinta-feira afirmei que temos todas as condições de ter uma Legislatura histórica, temos aqui Vereadores de alta qualidade por formação, por experiência. Temos a possibilidade de passar a cidade a limpo com a discussão do Plano Diretor, do Zoneamento, do Código de Obras e uma série de outras coisas. No entanto, nós, na própria gestão da Casa, estamos faltando com esse espírito de transparência, inovação e abertura, e essa foi maneira como esta Legislatura se iniciou. Muito obrigado, Sr. Presidente”.

Câmara escolhe CPIs

Com o aval da Bancada do PPS, a Câmara Municipal definiu nesta terça-feira (26/2), em votação simbólica, as duas comissões parlamentares de inquérito (CPIs) para 2013.

A primeira, de autoria da petista Juliana Cardoso, analisará irregularidades no funcionamento dos estacionamentos da cidade. A outra, proposta por Laercio Benko (PHS), investigará a exploração sexual infantil na cidade de São Paulo.

Ambas as comissões terão nove membros cada. O regimento da Câmara determina que os vereadores têm 15 dias para instalar as CPIs.

Segundas Paulistanas debaterá a questão do crack em São Paulo




Dando sequencia ao encontro denominado de “Segundas Paulistas”, o vereador Ricardo Young (PPS) convida toda a sociedade a participar no dia quatro de março, segunda-feira, às 19h, do debate “Crack, Cracolândia e Internação Compulsória”

“Queremos discutir o crack como uma questão de saúde pública”, explica o vereador. 

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

Comandante da Guarda Civil se reúne com o vereador Ari Friedenbach


O líder do PPS na Câmara Municipal, vereador Ari Friedenbach, recebeu em seu gabinete na manhã desta segunda-feira (25/2) o novo Comandante Geral e Inspetor Regional da Guarda Civil Metropolitana, Inspetor Eduardo de Siqueira Bias.

Na oportunidade, Bias deu detalhes do dia-a-dia da corporação. Segundo ele, a GCM promove rondas em diversos locais de alta concentração de pessoas, como praças, escolas, ruas de comércio e grandes eventos. Um dos destaques do trabalho da Guarda, segundo ele - e que é pouco conhecido da maioria da população - é a mediação de conflitos, que pode ser solicitada diretamente para a GCM. O Comandante afirma que alguns condomínios da cidade já estão usando o serviço.

“A GCM, quando acionada, pode auxiliar na dispersão de usuários de drogas que estejam em local público como praças e ruas. Para isso, o cidadão deve procurar uma unidade da GCM mais próxima do local para fazer a denúncia ou ainda ligar para o número 153”, explica. Bias sugere que a pessoa acompanhe o atendimento da GCM e, caso não seja atendido, denuncie diretamente ao gabinete do vereador.

O Comandante também falou da importância da realização de concurso público para aumentar o efetivo da GCM em até 2 mil homens. O processo para esse concurso já foi aprovado pelo Executivo e deve ter início nos próximos dias. Hoje a GCM possui um efetivo de cerca de 6,2 mil homens, sendo 1,5 mil nas ruas e aproximadamente mil em fase de readaptação por terem sofrido algum problema de saúde ou trauma. Os funcionários readaptados passam por requalificações profissionais, a fim de que possam retornar a seus trabalhos na rua. Para Bias, o número ideal para o efetivo é de 10 mil pessoas.

O vereador Ari Friedenbach colocou-se à disposição da Guarda Civil Metropolitana para ajudá-lose, parceria, em suas necessidades. Ele acredita que a GCM, com infraestrutura de viaturas, equipamentos e bem treinada, pode fazer um trabalho importante de prevenção à violência na cidade de São Paulo.

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

Em discurso, líder do PPS aborda questão da segurança pública na cidade





Ari Friedenbach, líder do PPS na Câmara Municipal, utilizou a tribuna da Casa durante a sessão extraordinária de quinta-feira (21/2), e voltou a afirmar que segurança pública, educação e direitos humanos “são temas que devem ser tratados de forma conjunta”.

Durante pouco mais de sete minutos, ele deu ideias e sugestões para acabar com a sensação de insegurança vivida pelas pessoas na cidade. Veja abaixo a íntegra do discurso: 

“Sr. Presidente, Sras. e Srs. Vereadores, telespectadores da TV Câmara São Paulo, fui eleito, especialmente, por conta de estar abordando e debatendo temas em relação à segurança pública, educação e direitos humanos. Acho que são temas que devem ser tratados de forma conjunta. 

É muito importante estarmos focados na prevenção, conscientização e no combate às causas que geram a violência. A última pesquisa divulgada pela Rede Nossa São Paulo, em parceria com o Ibope, revelou que 91% dos paulistanos sentem-se pouco ou nada seguros. Dentre os dez temas de maior preocupação para o cidadão paulistano está a questão da segurança pública na cidade. Além desses assuntos, a ronda policial e a iluminação pública foram citados como grandes problemas em nosso Município. Além de roubos, assaltos, tráfico de drogas e o medo de se sair à noite nas ruas. 

Para enfrentar essas situações, entendemos ser fundamental a melhora da iluminação pública em São Paulo. Temos uma situação muito sui generis, quanto à Lei da Cidade Limpa, que tirou a iluminação das calçadas, antes fornecidas pelos estabelecimentos comerciais. Hoje temos uma iluminação pública praticamente dedicada aos veículos, ou seja, as ruas estão iluminadas - muitas vezes mal iluminadas -, mas apenas as ruas. O pedestre tem de conviver com as calçadas esburacadas e extremamente escuras.

Portanto, entendemos ser de extrema importância se rever o projeto de iluminação da Cidade no sentido de se iluminar não somente as ruas, como também as calçadas. Repito: a iluminação deve ser voltada tanto às ruas, como às calçadas. Além do que temos uma situação de ruas com lâmpadas velhas, que já não iluminam nada, são apenas focos de luz e não trazem segurança para o cidadão. 

Junto com esses problemas de segurança estão relacionados os problemas quanto aos direitos humanos. Temos de cuidar das pessoas que sofrem algum tipo de violência.

Para isso, hoje, temos o Cravi, um serviço do Governo do Estado de São Paulo de atendimento às vítimas da violência. Numa cidade do porte de São Paulo, temos apenas uma unidade do Cravi que presta um serviço muito interessante e muito bem feito, porém, muito pequeno em relação a tamanho da nossa Cidade. É um trabalho realizado por equipes multidisciplinares, formadas por psicólogos, assistentes sociais e defensores públicos, mas que, ao nosso ver, precisa ser ampliado para ser levado para mais próximo da população que sofre com essa violência. Ou seja, sair da unidade existente no Fórum da Barra Funda e ser levado à periferia e às Subprefeituras, pois a população que necessita desse atendimento, muitas vezes, sequer tem dinheiro para chegar ao fórum.

Além disso, entendemos que esse trabalho tenha de ser desenvolvido tendo um olhar mais apurado não só para as vítimas da violência, como também, para as famílias dos agressores, que, muitas vezes, são vítimas de um ciclo e de uma situação de extrema vulnerabilidade. Essas pessoas que hoje estão presas, amanhã sairão das cadeias e devem ter condições também de sair dessa situação de violência, de ter uma possibilidade de trabalho para, se Deus quiser, não reincidirem e não voltarem a cometer novos crimes.

Outra questão, que entendemos importante para melhorar a situação de insegurança da cidade de São Paulo diz respeito à Guarda Civil Metropolitana. Ela foi fundada em setembro de 1986 e realizou seu último concurso público - pasmem - em 2004, sendo seu efetivo, obviamente, defasado. Hoje, muitos guardas civis estão com idade avançada e sem condições de saúde para poder desempenhar seu trabalho. São 6.300 homens, sendo que na ativa, efetivamente, existem entre 1.200 e 1.500. Quer dizer, é um número irrisório para a cidade de São Paulo. Faz-se urgente a realização de um novo concurso público para que a nossa guarda possa dar conta do tamanho da nossa Cidade.

Em reunião recente, inclusive com a Guarda Civil Metropolitana, foi apresentada outra sugestão que considero bastante importante: a ampliação do monitoramento das ruas de São Paulo. Hoje, a Guarda Civil tem acesso não só às suas câmeras, como as de monitoramento da CET e da Polícia Militar, porém um número muito pequeno para a cidade de São Paulo. Obviamente, nem as Polícias Militar e Civil e nem a Guarda Civil Metropolitana conseguem estar presentes na Cidade como um todo. Mas, esse monitoramento auxiliaria, sobremaneira, a presença e a atuação das polícias, que - em nossa opinião - precisam fazer um trabalho mais unido e em conjunto para atender o cidadão que hoje sofre com a insegurança pública.

Falei a respeito do concurso, de que é urgente sua realização, pois possuímos, hoje, um número de 120 baixas por ano, em média, na Guarda Civil Metropolitana, ou seja, dez guardas por mês estão dando baixa e esse número não está sendo reposto em nenhum momento. 

Volto a reafirmar que pauto minha vida pela ética e assim será minha atuação como Vereador. Temos de trabalhar em conjunto, pensando numa São Paulo melhor. Não adianta ser uma oposição por partidarismo. Todos fomos eleitos pelos cidadãos de São Paulo e é para eles que devemos trabalhar. Muito obrigado, Sr. Presidente”. 

Câmara: Frente Parlamentar deve discutir sustentabilidade na Cidade

Sítio da Câmara 

Acaba de ser proposto na Câmara Municipal, por iniciativa do vereador Ricardo Young (PPS), o Projeto de Resolução (PR) 3/2013, que cria a Frente Parlamentar pela Sustentabilidade. A proposta, que seguirá para votação em plenário, tem como objetivo contribuir na criação de bases sociais e políticas para a construção uma São Paulo mais sustentável.

O vereador Ari Friedenbach (PPS) também assinou o projeto e explica que a Frente pretende “discutir questões que são prioritárias para o crescimento sustentável da cidade, como mobilidade urbana e transparência política”.

Se o PR for aprovado em plenário, as reuniões do grupo serão abertas e poderão contar com a participação de organizações representativas, incluindo empresários, sociedade civil organizada e o público em geral. As conclusões dos encontros, seminários e simpósios serão apresentadas em relatórios.

O vereador Gilberto Natalini (PV) também assinou a proposta e afirma que os trabalhos da Comissão de Meio Ambiente deverão convergir com as atividades da Frente. “Nada pode ser feito em São Paulo sem levar em conta o avanço da sustentabilidade. Estou pleiteando ser presidente da Comissão de Meio Ambiente de novo. Vamos somar com a Frente para trabalharmos por uma cidade melhor”, afirmou.

Suprapartidária, a proposta ainda recebeu assinatura dos vereadores Abou Anni (PV), Andrea Matarazzo (PSDB), Ari Friedenbach (PPS), Aurélio Nomura (PSDB), Floriano Pesaro (PSDB), Gilberto Natalini (PV), José Police Neto (PSD), Juliana Cardoso (PT), Laércio Benko (PHS), Mário Covas Neto (PSDB), Nabil Bonduki (PT) e Toninho Vespoli (PSOL).

Veja Mais

Young critica “retrocesso da Ficha Limpa” na Câmara Municipal


O vereador Ricardo Young (PPS) criticou na tarde desta quinta-feira (21/2) um ato da mesa diretora da Câmara Municipal que altera a documentação exigida para a contratação dos funcionários da Casa. 

Publicado no Diário Oficial, o ato 1213/13 substitui a exigência de uma série de certidões por uma declaração de próprio punho em que o novo funcionário ateste ser “Ficha Limpa”.

A justificativa para o ato foi a desburocratização na contratação de funcionários. Para Young, ela seria válida se viesse acompanhada de mecanismos de verificação das autodeclarações. Como isso não aconteceu, “a medida representa um retrocesso quanto aos processos da Ficha Limpa e para a moralidade da Câmara”, concluiu. 

Young: “Câmara tem todas as condições de discutir uma cidade melhor, acolhedora, saudável e sustentável”

Em discurso realizado na sessão extraordinária desta quinta-feira (21/2), o vereador Ricardo Young (PPS) afirmou enxergar a atual legislatura “com entusiasmo”. Segundo ele, o “Plenário pode ser um grande espaço para discutirmos uma cidade melhor, acolhedora, saudável e sustentável, onde possamos convergir ideias da São Paulo que queremos”.

O parlamentar, que é um dos fundadores do Instituto Ethos, da rede Nossa São Paulo e do Akatu, lembrou que o atual prefeito assumiu o compromisso com a plataforma das Cidades Sustentáveis. “Tal compromisso representa um repensar da cidade”, disse. Leia abaixo a íntegra do discurso.

“Sr. Presidente, Srs. Vereadores, é uma grande honra estar com V.Exas hoje nesta minha primeira fala.

Gostaria de dizer aos que nos assistem pela TV Câmara e a todos os colegas da Casa que vejo esta legislatura com grande entusiasmo, porque estamos vendo uma janela de oportunidades se abrir e não pode ser perdida. Isso está ocorrendo num momento em que a Cidade tratará do seu destino, por meio da rediscussão do Plano Diretor, da Lei do Zoneamento e do Código de Obras. A Cidade de São Paulo vai ser passada a limpo. Mais ainda, não será passada a limpo de acordo com interesses específicos desse ou daquele grupo; será passada a limpo pelo conjunto da população que, mais do que nunca, está engajada em repensar o Município, colocando São Paulo na lista das cidades que não deixam que a desorganização e o caos acabem com elas mas, pelo contrário, se reerguem a partir dessa oportunidade.

Nunca é tarde para lembrarmos de que o nosso Prefeito assinou um compromisso com a plataforma das cidades sustentáveis - o C-40. Tal compromisso representa um repensar da cidade, a partir dos doze eixos de sustentabilidade. Vou citá-los, pensando do local para o global. As cidades estão, cada vez mais, sendo a fronteira da discussão da sustentabilidade. É fundamental que encontremos soluções, no Município, para pensarmos soluções para o Estado e para o País.

Temos de ter uma ação em relação à Saúde, com melhor mobilidade e menos tráfego; consumo responsável e opções e estilos de vida, educação para a sustentabilidade; economia local dinâmica e sustentável, e cultura e sustentabilidade, promovendo e disseminando os novos conceitos e valores de um mundo que precisa de uma alternativa urgente de desenvolvimento; planejamento e desenho urbano, não submetendo a Cidade aos interesses críticos mas, sim, antecipando-se a eles, incorporando tais interesses num repensar de uma cidade acolhedora, com qualidade de vida. 

Ao mesmo tempo, temos de pensar na gestão local e na qualidade da gestão pública, que tem sido um grande empecilho para o desenvolvimento da Cidade. Temos de modernizar a Administração, tornando-a eficiente, menor e mais competente. Temos de trabalhar com equidade, justiça social e cultura de paz, cuidando dos nossos bens naturais comuns, garantindo uma governança da Cidade e que seja ética e transparente. 

Sou empresário e venho do setor privado. Militei e ajudei a fundar várias instituições nesta cidade como o Instituto Ethos, a rede Nossa São Paulo, a Akatu. Meu mandato estará a serviço desta Casa.
Tenho que nós, nesta Casa, precisamos ajudar o Sr. Prefeito a fazer uma gestão memorável. S.Exa. assinou o compromisso com a plataforma das cidades sustentáveis. Nesta semana, esta Casa esteve cheia de lideranças em três eventos promovidos, nas Segundas Paulistanas, no evento promovido em função do Congresso da Produção mais Limpa e no evento realizado anteontem, que impressionou a todos pelo número de pessoas - o Fórum Suprapartidário para a Cidade Saudável e Sustentável.

Como vemos, a Cidade conclama soluções. O Sr. Prefeito assinou um compromisso. É hora de esta Casa pensar a cidade com grandeza, não dentro dos limites de uma visão partidária, mas para que possamos ser o pilar de sustentação, para que a Prefeitura realize o mandato dos nossos sonhos. Sem se assumir ser o Executivo, o Plenário pode ser um grande espaço para discutirmos uma cidade melhor, acolhedora, saudável e sustentável, onde possamos convergir ideias da São Paulo que queremos. Muito obrigado”.

Friedenbach reitera ser contrário ao desmembramento da Direitos Humanos


Em comunicado pela Liderança do PPS na sessão ordinária desta quinta-feira (21/2), o líder da bancada, vereador Ari Friedenbach, voltou a se posicionar contra o desmembramento da Comissão Extraordinária de Direitos Humanos, Cidadania, Segurança Pública e Relações Internacionais da Casa, proposta encabeçada pelo PT e pelo PSDB – como já noticiou o Blog da Liderança (leia aqui). 

“Sou radicalmente contra o desmembramento. É esvaziar uma e fortificar outra quando são assuntos que tem que ser tratados em conjunto. A participação de militares nessa comissão de Segurança e Direitos Humanos é fundamental. São especialistas que têm muito a contribuir, mas não devem tomar conta do debate”, disse. 

Friedenbach também reiterou as indicações do PPS para as comissões da Câmara. Ele ocupará uma vaga na Comissão de Saúde, Promoção Social, Trabalho e Mulher e o companheiro Ricardo Young fará parte da Comissão de Trânsito, Transporte, Atividade Econômica, Turismo, Lazer e Gastronomia. Nas comissões extraordinárias, o PPS pleiteia uma vaga na Comissão de Direitos Humanos, Cidadania, Segurança Pública e Relações Internacionais para Ari Friedenbach e na Comissão do Meio Ambiente a Ricardo Young. Veja abaixo a íntegra do comunicado do líder do PPS. 

“Sr. Presidente, gostaria de manifestar em meu nome e em nome do PPS os nossos sentimentos ao Vereador Vavá que perdeu um filho. Sabemos exatamente o que significa isso, a dor que é a perda de um filho. Essa é uma perda irreparável na vida de quem sofre essa situação. Quero manifestar nosso incondicional apoio e, como falou o Vereador Ota, precisamos saber recebê-lo com muito amor quando retornar à Casa, pois é muito importante o apoio dos amigos num momento tão sofrido como esse.

Quero aproveitar a oportunidade para anunciar, em nome do PPS, as comissões que pretendemos ocupar. Eu pretendo ocupar um lugar na Comissão Permanente de Saúde, Promoção Social, Trabalho e Mulher; o Vereador Ricardo Young vai ocupar uma vaga na Comissão de Trânsito, Transporte, Atividade Econômica, Turismo, Lazer e Gastronomia. Nas comissões extraordinárias, apesar de não termos vagas em função do tamanho do nosso partido, estamos pleiteando, se houver possibilidade, fazer parte: no caso do Vereador Ricardo Young, na Comissão do Meio Ambiente e eu pretendo ocupar uma vaga na Comissão Extraordinária de Direitos Humanos, Cidadania, Segurança Pública e Relações Internacionais.

Aproveito para manifestar a nossa posição em relação a não divisão dessa Comissão, pois entendemos ser de suma importância que ela permaneça com os temas: segurança e direitos humanos. Na nossa opinião não são temas que possam ser debatidos em separado, são temas extremamente afins que devem ser debatidos num plenário só”.

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

TV Câmara entrevista Ricardo Young



O vereador Ricardo Young, do PPS, foi entrevistado nesta quarta-feira (20/2) pelo jornalista Wagner Belmonte, da TV Câmara. Veja a íntegra da entrevista no vídeo acima.

Educação é destaque nos primeiros projetos apresentados pelo líder do PPS

O vereador Ari Friedenbach, líder da bancada do PPS na Câmara Municipal, apresentou neste início da 16ª Legislatura dois projetos de lei voltados à Educação: o “Programa de Adoção de Escolas e Creches da Rede Municipal de Ensino” e o “Sacolão Paulistano de Material Escolar”.

Com o objetivo de incentivar as pessoas físicas e jurídicas, domiciliadas no município de São Paulo, a contribuírem para a melhoria da qualidade do ensino na cidade, o “Programa de Adoção de Escolas e Creches da Rede Municipal de Ensino” propõe que os interessados realizem as ações como: doação de recursos de materiais, manutenção, conservação, reforma e ampliação de escolas e creches municipais. Em contrapartida, as pessoas jurídicas que aderirem ao programa poderão divulgar, por meio de propaganda institucional, nos termos da legislação pertinente, as ações praticadas para o benefício da instituição adotada.

O “Sacolão Paulistano de Material Escolar” foi inspirado em evento que já acontece na cidade de Porto Alegre há 22 anos, denominado Feira do Material Escolar. A iniciativa visa proporcionar à população, e em especial aos pais de alunos do ensino fundamental e médio, a possibilidade de adquirir produtos escolares com preços e condições promocionais, com descontos que podem chegar a 30% em relação aos valores encontrados no comércio.

Os produtos serão disponibilizados pelos fabricantes e fornecedores que se cadastrarem para participar do evento e que garantirem condições melhores que as de mercado. No projeto, o período sugerido para realização do evento é o mês de janeiro, já que as despesas das famílias se multiplicam com o pagamento dos tributos, tais como o IPTU e o IPVA.

“Precisamos de medidas que beneficiem a Educação na cidade. Seja para diminuir os altos custos tanto para as escolas quanto para as famílias de alunos, seja para melhorar os equipamentos e as sedes das instituições de ensino. Não podemos esquecer que a base para a construção de uma sociedade segura, justa e equilibrada é a educação. Há muitas melhorias a fazer, a remuneração dos professores, o nível de qualidade do ensino, a ampliação da rede municipal, entre outras coisas. Devemos ter consciência que qualquer descaso com este tema reflete em todos os problemas da sociedade, notadamente nos índices de violência”, explicou o líder do PPS na Câmara.

Além deste tema o vereador também protocolou um projeto de lei que autoriza o Poder Executivo a promover, anualmente, a campanha de conscientização para a vacinação de cães contra a cinomose, doença sistêmica, que pode atingir vários órgãos e que frequentemente leva filhotes e adultos à morte. Por não ser uma doença transmissível ao ser humano, está excluída das políticas públicas na área da saúde animal. No Brasil apenas um em cada cinco cães são vacinados contra esta doença.

Outro projeto que o vereador enviou à Câmara é a inserção do “Encontro Cultural do Catimbó Lapeano” no calendário oficial do município de São Paulo. O evento é uma festa que já acontece anualmente e que tem como objetivo fomentar e difundir manifestações da cultura popular brasileira para a comunidade.

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

Ari Friedenbach analisa a inspeção veicular na cidade


Durante a realização da sessão ordinária da última terça-feira (19/2), o líder do PPS na Câmara Municipal, vereador Ari Friedenbach, manifestou suas impressões sobre o projeto do Executivo – enviado à Câmara – com as mudanças na inspeção veicular na cidade. 

O parlamentar ressaltou a importância de se cobrar dos fabricantes de automóveis que o produto colocado no mercado seja adequado à legislação. “Há uma exigência para que as montadoras certifiquem os veículos que estão saindo de fábrica”, disse. Veja abaixo a íntegra do discurso do vereador: 

“Sr. Presidente, Srs. Vereadores, gostaria de fazer apenas referência a uma reunião realizada ontem com o Prefeito Fernando Haddad para tratar da taxa veicular. 

É muito importante que se esclareça que, segundo o projeto do Sr. Prefeito, há uma exigência para que as montadoras certifiquem os veículos que estão saindo de fábrica, e isso é uma mudança muito importante: cobrar do fabricante que o produto colocado no mercado seja adequado à legislação.

Não se está penalizando quem não usa condução, não se está cobrando taxa de quem não utiliza carros; a restituição da taxa vai haver apenas para casos de carros que passaram na inspeção veicular. 

Outra questão que vale mencionar diz respeito à cobrança da taxa para veículos que circulam por mais de 120 dias na capital. Isso não significa ampliar de forma indiscriminada a arrecadação, e, sim, cobrar as pessoas que estão burlando a legislação ao licenciar seus carros em outros municípios. Muito obrigado”. 

Discurso de Young aborda inspeção veicular e enchentes na cidade



O vereador pelo PPS, Ricardo Young, utilizou a tribuna da Câmara Municipal na terça-feira (19/2) para dar mais detalhes do Projeto de Lei 28/13, de sua autoria, que obriga a Prefeitura a enviar à população mensagem de alerta pelo celular, avisando sobre a proximidade de chuvas com potencial de alagamento.

O parlamentar também comentou a cerca do projeto de lei que muda a inspeção veicular na cidade - PL enviado à Câmara pelo Executivo. Para ele, o Prefeito “foi sensato, ouviu os seus conselheiros e voltou atrás. Resta agora apenas uma dúvida, do quanto o ressarcimento da despesa e da taxa aplicada aos usuários de automóveis, que, efetivamente, não emitem gases de efeito estufa”.Veja a íntegra do discurso abaixo: 

“Sr. Presidente, com anuência da minha Liderança, vou fazer um comunicado que tem, como foco central, a questão das enchentes. Apenas reforço que a posição do nobre Vereador Natalini está correta, quando diz que o Sr. Prefeito de forma sensata, retrocedeu sua proposta inicial, muito perigosa à Cidade. Falo de uma proposta de precarização de serviços e de um investimento enorme para a manutenção de um serviço deficitário, tirando recursos que deveriam ser aplicados na melhoria do transporte público na Cidade, reduzindo a emissão de poluentes.

De forma bastante sensata parece-me que o Sr. Prefeito ouviu os seus conselheiros e voltou atrás. Resta agora apenas uma dúvida, do quanto o ressarcimento da despesa e da taxa aplicada aos usuários de automóveis, que, efetivamente, não emitem gases de efeito estufa. Isso está em conflito com o conceito da Lei de Mudanças Climáticas, do poluidor pagador. Esta Casa deve aprofundar a discussão.

Não combinei com o nobre Vereador Paulo Fiorilo falar sobre a questão das enchentes. O assunto não pode continuar sendo olhado por nós de uma forma tão passiva. A Cidade tem sofrido dias de caos, com verdadeiras tragédias. O que aconteceu quinta-feira e ontem com a população de São Paulo não está e não pode estar submetido a debates políticos novamente. Precisamos de soluções que resolvam o problema. 

Estou protocolando hoje um projeto de lei - espero contar com o apoio dos companheiros, colegas Vereadores - que obriga a Prefeitura a avisar, antecipadamente - por meio de mensagens, via celular, em parceria com a iniciativa privada e companhias de telefonia - os usuários sobre os riscos de inundação que a cidade enfrenta.

Sabemos que hoje os centros de medição meteorológica são capazes de prever a quantidade de precipitação em até 5 km². A cidade, em conjunto, pode estar sendo monitorada, mas quem recebe essa informação são a Defesa Civil e os órgãos que devem trabalhar na prevenção. Como ocorre com a população da Europa e dos Estados Unidos, quando estão para enfrentar furacões ou nevascas, esses países contam com recursos, informações suficientes e instruções do poder público de como devem agir. Portanto, esse projeto de lei que está sendo protocolado ajuda o cidadão paulistano a se planejar antecipadamente às catástrofes, reduzindo o seu impacto sobre vidas e perdas materiais.

Sr. Presidente, peço aos Colegas da Casa que olhem, com carinho, esse projeto de lei, para que possamos criar mais um recurso, mitigando os riscos, porque a tendência é o agravamento das enchentes e suas consequências, e não o contrário. Muito obrigado”.

Paulistano pode receber aviso sobre chuvas pelo celular



O vereador Ricardo Young (PPS) protocolou na última terça-feira (19/2) um projeto de lei (PL 28/13) que obriga a Prefeitura a enviar à população mensagem de alerta pelo celular, avisando sobre a proximidade de chuvas com potencial de alagamento.

Hoje essas informações são monitoradas pelo Centro de Gerenciamento de Emergências, da Prefeitura, mas só são avisados outros órgãos governamentais, como Defesa Civil, Companhia de Engenharia e Tráfego (CET) e Corpo de Bombeiros. “Só falta avisar a parte mais interessada: a população”, critica Young.

A inspiração para o projeto vem de países norte-americanos e europeus, que emitem alertas sobre as nevascas. Segundo o vereador, as chuvas fortes nas regiões tropicais podem ser comparadas às tempestades de neve dos países frios. “Ambos são intensificados pelas mudanças climáticas, mas no caso de São Paulo a situação é agravada pelo fenômeno das imensas ilhas de calor”, compara. 

O alerta da Prefeitura permitiria o encerramento de expediente em repartições públicas, empresas e escolas para as pessoas se protegerem das consequências das chuvas. “Enquanto não solucionamos o problema das enchentes, temos uma forma simples para evitar imediatamente as potenciais perdas de centenas de vidas e de bilhões de reais em recursos materiais”, defende o vereador.  

terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

Prefeito apresenta a líderes partidários mudanças no Controlar


O líder do PPS na Câmara Municipal, vereador Ari Friedenbach, participou na tarde desta segunda-feira (18/2) de reunião dos líderes partidários da Câmara Municipal com o prefeito Fernando Haddad, em encontro realizado na Prefeitura Municipal. Em pauta, as mudanças propostas pelo Executivo no programa de inspeção veicular da cidade em um projeto de lei que já foi enviado à Câmara. 

Entre as principais mudanças, veículos de outras cidades que circulam em São Paulo por mais de 120 dias por ano terão de passar pela inspeção veicular e pagar o valor integral da taxa. E sem previsão de reembolso.

O projeto também autoriza o Executivo a devolver a taxa de R$ 47,44 para quem segue cumprindo o cronograma do Controlar neste ano. Quem for reprovado na avaliação não recebe nada de volta.

"A melhora na qualidade do ar e das suas consequências nefastas à saúde humana na cidade de São Paulo está diretamente relacionada à diminuição do uso do transporte individual. Enquanto não conseguirmos diminuir a dependência do carro e aumentar a oferta de transporte público, precisamos cuidar do ar que respiramos.

No entanto, o vilão da atmosfera não é apenas o carro. A quantidade de veículos a diesel circulando pela cidade agrava ainda mais a poluição em nossa cidade. Estudos recentes apontam que apenas a melhora da qualidade do diesel dos veículos que circulam por aqui evita em São Paulo a morte de 584 pessoas e a internação de mais de 1.500, com economia de mais de R$ 100 milhões no sistema de saúde.

Por isso, sou favorável à continuidade da inspeção veicular obrigatória, com as novidades introduzidas pelo atual prefeito e, em paralelo, trabalhar na melhoria do transporte público", afirmou o líder Ari Friedenbach.

Especialista no assunto, o vereador Ricardo Young - que publicou artigo na Folha de S. Paulo no último domingo (17/2) sobre o assunto - é contrário a medida. “Se a prefeitura subsidia, joga nas costas de milhares de pessoas o ônus de quem polui”. Leia aqui o artigo do parlamentar.

Foto - Fernando Pereira / SECOM.

Segundas Paulistanas: o espaço de debate entre sociedade civil e parlamento



“Segundona tipicamente paulistana”, brincaram alguns. Fortes chuvas, inundações e congestionamento por toda a cidade. A situação não impediu que quase 60 cidadãos chegassem à Câmara Municipal para pensar juntos quais os rumos que se quer para a cidade. A primeira edição das Segundas Paulistanas, de iniciativa do vereador Ricardo Young (PPS), deu o passo inicial na noite de segunda-feira (18/2) para um mandato transparente e participativo. Mediado por Young, o debate Governança, Participação e Processos Colaborativos contou com o conhecimento das pesquisas de Rubens Born, do Instituto Vitae Civilis, e com a experiência ativista de Rodrigo Bandeira, criador da rede social Cidade Democrática.


O presidente da Câmara, vereador José Américo (PT), deu as boas-vindas aos participantes e contou que São Paulo é a cidade mais fragmentada que ele conhece. “Uma região pensa o contrário da outra. Os bairros têm interesses opostos.” Young foi além. “A cidade está fraturada. E justamente por isso o debate é tão importante”.

Para Bandeira, é preciso abandonar a “postura infantil” de deixar o problema na mão dos governantes. “É difícil administrar uma cidade com o pequeno nível de participação que temos hoje. Não se sabe o que as pessoas querem.” Segundo ele, a criação do site Cidade Democrática se destina a um diálogo maduro, lado a lado com o poder público.

Para Rubens Born, a governança não significar o poder, mas o controle dos poderosos. Ela só existe quando há um propósito, segundo ele. “E o propósito tem que ser sustentabilidade”, concluiu.

Após o debate, os participantes se reuniram para discutir perguntas e sugestões. Todas as recomendações foram registradas e serão trabalhadas através do perfil do vereador Ricardo Young que está sendo construído na rede Cidade Democrática.


Confira tudo que foi sugerido:

Para o mandato

- Reunião dos vereadores nas subprefeituras, para conhecer lideranças e desafios dos bairros;
- Criação de canais de diálogo a partir das lideranças da sociedade;
- Utilização de software livre no gabinete e nas atividades do mandato

Para as Segundas Paulistanas

- Debate sobre recursos educacionais abertos.
- Espaço e formato que acessem e criem inteligência coletiva, com:
*Participação de mais vereadores;
* Aproximação do evento com a Assembleia Legislativa;
*Realização do evento em outros dias, nos bairros e com subprefeituras;
* Participação pela internet e disponibilização de internet wi-fi para os presentes na Câmara;
* Formato que permita mais fala dos participantes, com crachá que os identifique;
*Facilitação gráfica para publicar nas redes depois, com vídeo;
* Mapa que aponte os locais de onde vêm os participantes.

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

Ari Friedenbach conhece detalhes do trabalho da Guarda Civil



Especialista na área da segurança pública, o líder Ari Friedenbach (PPS) reuniu-se na manhã desta segunda-feira (18/2) com representantes do Comando Norte da Guarda Civil Metropolitana.

O vereador conheceu mais detalhes do trabalho da corporação e colocou-se à disposição para ajudar o trabalho da Guarda. “O trabalho eficiente da corporação garante mais segurança nas nossas ruas”, disse.

Artigo de Ricardo Young sobre a inspeção veicular


(Publicado na Folha de S. Paulo de sexta-feira, 15/2/2013)

O CUSTO DA PRECARIZAÇÃO


É imprescindível estender a inspeção aos veículos emplacados em outras cidades, mas que circulam o ano todo em São Paulo 

As promessas para a inspeção veicular devem sair caras para São Paulo. Não só por prejudicar o Orçamento da cidade -deficitário, congelado e comprometido com contratos que demandam revisão-, mas por acarretar custos para a saúde pública e ainda significar um retrocesso na política pública de mobilidade urbana.

O novo prefeito já se deu conta que só pode pagar R$ 70 milhões por um serviço que arrecada mais de R$ 200 milhões por ano. Da campanha eleitoral para cá, a promessa de isenção foi substituída pela de reembolso no caso de aprovação. Uma segunda fase do projeto indica que a inspeção passaria a ser bianual e estariam dispensados dela os carros com até quatro anos de fabricação. Sem qualquer parecer técnico, as decisões apontam para a precarização do serviço.

Conforme o Laboratório de Poluição Atmosférica da USP, pelo menos 4.000 paulistanos morrem todos os anos por problemas cardiorrespiratórios decorrentes da poluição do ar. Ao respirarmos em média 10 microgramas por metro cúbico de material particulado fino em um ano, nossa expectativa de vida é reduzida em 18 meses. Quem fica parado no trânsito tem 2,6 mais chances de sofrer um infarto. Quem trabalha no trânsito, como guardas e taxistas, vai viver três ou quatro anos a menos. Se a inspeção é precarizada, o mais alto preço sobra para a saúde pública.

Segundo a Controlar, empresa responsável pela inspeção, as principais reclamações que chegam sobre o serviço se devem às reprovações e não à taxa anual de R$ 47,44. Mesmo assim, "pega bem" dizer que vai trazer economia ao bolso dos motoristas. É preciso lembrar que quando a prefeitura isenta os 30% da população que anda de carro, todos os cidadãos passam a pagar esse custo, por meio dos impostos.

Numa cidade onde circulam mais de 5 milhões de carros todos os dias, não tem cabimento dar mais esse incentivo ao transporte individual. Em vez disso, deveríamos obedecer à Lei Municipal de Mudanças Climáticas (14933/2009), que institui o princípio do poluidor-pagador: quem anda de carro é responsável por 72% da emissão de um gás letal na cidade, o monóxido de carbono. E, justamente por isso, deve, sim, arcar com esse ônus.

É possível, por exemplo, flexibilizarmos o pagamento da taxa de inspeção conforme o nível de poluentes emitidos pelo veículo. A arrecadação total deve ser usada no cumprimento de uma promessa muito mais racional e absolutamente necessária: a de fazer 150 km de corredores de ônibus na cidade.

Enquanto os outros municípios da região metropolitana não aderem à política, é imprescindível estender a inspeção aos veículos emplacados em outras cidades, mas que circulam durante todo o ano em São Paulo. A própria Controlar, que opera 30% abaixo da sua capacidade máxima, sugere que isso seja feito através dos radares inteligentes das principais vias.

Outro ponto importante a ser revisto: o contrato com a Controlar, que já foi alvo de investigação do Ministério Público por ter sido "ressuscitado" dois anos depois do vencimento sem passar por licitação. Além disso, é preciso capacitar a Comissão de Acompanhamento e Fiscalização da Inspeção. O órgão municipal deveria "controlar a Controlar", mas hoje trabalha refém das informações publicadas pela própria empresa.

Enquanto o transporte público não predomina, não podemos nos isentar de um controle que, muito ao contrário do individualismo do carro, atende a uma aspiração coletiva: ar de qualidade. 

RICARDO YOUNG, 56, empresário, é vereador de São Paulo pelo PPS. Foi presidente do Instituto Ethos de Empresas e Responsabilidade Social 

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

Crack: Ricardo Young defende debate suprapartidário

Veja a íntegra do discurso do vereador Ricardo Young durante Comunicado de Liderança do PPS na última terça-feira, 5 de fevereiro.


"Sr. Presidente, com a anuência do meu Líder, gostaria de reforçar a fala dos nobres Vereadores Ricardo Nunes, Andrea Matarazzo e Arselino Tatto a respeito da questão do crack, da cracolândia e dessa epidemia pública que estamos vivendo atualmente em São Paulo, que já está se tornando um dos maiores problemas de saúde do Brasil.

O tratamento padrão dessa doença, que tem sido em torno de questões de segurança e de dependência química convencional, é absolutamente insuficiente para fazer frente ao tamanho do problema.

Precisamos enfrentar com muita coragem um tema do nosso tempo que tem se alastrado por todos os grandes centros urbanos. Se em vez de ficarmos tergiversando em discussões partidárias, tentarmos discutir esse tema dentro de uma visão político-partidária, todos perderemos. A disposição dos nobres Vereadores, hoje, de tratar desse assunto demonstra uma preocupação de muitos de nós, então conclamo a Casa e todos os que se pronunciaram a encarar o tema do crack e da Cracolândia como suprapartidário. Devemos ajudar a Prefeitura e nos aliar às medidas do Governo Estadual para fazer uma abordagem sistêmica em relação a esse problema. Ouvi o posicionamento do nobre Vereador Toninho a respeito da internação compulsória, e não devemos nos colocar uns contra os outros. Temos de nos colocar a favor de políticas públicas que enfrentem com ousadia e coragem talvez o maior problema de saúde pública desde a disseminação do HIV. Portanto, na primeira sessão deste ano gostaria que os colegas se dispusessem a uma discussão franca, corajosa e solidária em torno de um dos maiores problemas, de um dos maiores flagelos de saúde do nosso tempo. Muito obrigado, Sr. Presidente".

Contra segregar Segurança de Direitos Humanos

 
 
Do Blog do PPS
 
A polêmica do momento na Câmara Municipal de São Paulo, reiniciados os trabalhos após o recesso de janeiro, é uma proposta inusitada que une PT e PSDB: a criação da Comissão de Segurança Pública, tema que hoje está agregado à Comissão Extraordinária Permanente de Direitos Humanos, Cidadania, Segurança Pública e Relações Internacionais.

À primeira vista, nenhuma discordância. Afinal, tratar da Segurança realmente deve ser prioridade na cidade de São Paulo. É óbvia a preocupação com o tema, problema crônico que aflige a população e demanda soluções urgentes, possíveis e eficazes.

Porém, ao propor o desmembramento das duas comissões, segregando Segurança de Cidadania e de Direitos Humanos, petistas e tucanos só visam atender aos seus próprios interesses, dando um passo atrás no debate e reforçando o preconceito que cerca ambos os temas.

Tucanos não abrem mão de presidir a Comissão de Segurança. Petistas, por outro lado, batem o pé sobre os Diretos Humanos. Conclusão: optaram por uma decisão salomônica, passagem bíblica que relata decisão do Rei Salomão de dividir ao meio um bebê reivindicado por duas mães.

"É inadmissível, hoje em dia, segregar Segurança Pública de Cidadania e Direitos Humanos", afirma o presidente municipal do PPS, Carlos Fernandes. "Isso é uma afronta ao bom senso, uma visão retrógrada e preconceituosa que enfraquece os dois lados".

Os dois vereadores do PPS paulistano, Ari Friedenbach e Ricardo Young, compartilham o mesmo posicionamento contrárìo à segregação dos temas.

Separá-los é contraproducente, por permitir que um seja "anabolizado" pela mídia e pela opinião pública e outro esvaziado, e até mesmo por reforçar preconceitos: de um lado, faz supor que a Segurança deve ser debatida exclusivamente por "especialistas", sem a participação da "cidadania". Por outro, que Direitos Humanos significa "defender bandido", daí a inviabilidade da participação de policiais.

Um erro de mão dupla, que tanto PT quanto PSDB reforçam com o plágio equivocado do Rei Salomão: a vereadora Juliana Cardoso (PT) assumiria a Comissão de Direitos Humanos, enquanto o Coronel Telhada (PSDB), ex-comandante da ROTA, presidiria a recém-criada Comissão de Segurança Pública. Seriam os novos pais de uma cria dividida ao meio, ambos satisfeitos em seus interesses individuais.

A proposta de segregação

O próprio site oficial da Câmara relata: Durante a sessão plenária desta quarta-feira (6/2), alguns dos vereadores da Câmara Municipal foram à tribuna defender a criação de um colegiado para tratar exclusivamente de segurança pública na cidade de São Paulo. Atualmente, a Casa possui uma comissão extraordinária que aborda o tema juntamente com direitos humanos, cidadania e relações internacionais.

Coronel Camilo (PSD) acredita que o assunto é uma grande preocupação atual dos paulistanos e merece destaque no parlamento. “Temos que enfrentar a questão da desordem urbana. O que acontece hoje na Nova Luz é fruto da desordem urbana. Acho que vale a pena criar uma comissão de segurança só para cuidar disso.”

A manifestação de Camilo foi apoiada pelos colegas parlamentares Paulo Fiorilo (PT) e Floriano Pesaro (PSDB). “Nós já poderíamos ter feito isso, mas acho que nunca o momento foi tão propício”, ponderou Pesaro. “Pela primeira vez temos nesse Parlamento tantos especialistas em segurança pública, policiais e também representantes das vítimas da violência.”

A atual legislatura conta com três policiais militares da reserva - os coronéis Camilo, Conte Lopes e Telhada -, além de dois vereadores cujas famílias foram atingidas por eventos trágicos: Ari Friedenbach, cuja filha foi sequestrada, torturada e morta em 2003, e Ota, que em 1997 teve o filho sequestrado e assassinado, e que já manifestaram interesse em trabalhar em prol da segurança pública da cidade.

A Folha de S. Paulo de ontem também relatou: A Câmara de São Paulo deve criar uma comissão de segurança pública, desmembrando a que existia anteriormente, que incluía também direitos humanos e relações internacionais.

Ela deve acolher a chamada bancada da bala, que inclui coronel Álvaro Camilo (PSD), coronel Telhada (PSDB) e Conte Lopes(PTB).

Também querem espaço Massataka Ota (PSB) e Ari Friedenbach (PPS), ambos pais de vítimas de violência, e o vereador Eduardo Tuma (PSDB), sobrinho do senador Romeu Tuma, que comandou a Polícia Federal.

Telhada, que tem entre seus planos controlar o acesso de pessoas no Legislativo, afirmou que a comissão já deveria existir, mas que foi alvo de preconceito.

Ele diz que não foi aceito na configuração anterior de "maneira inconstitucional". "Se não posso fazer parte, infelizmente sou obrigado a concordar que essa comissão é coisa para bandido".

O PPS reforça o seu posicionamento: é contra desmembrar Segurança de Cidadania e de Direitos Humanos. São temas relacionados. Segregá-los é um passo atrás, uma afronta ao bom senso e à democracia.