quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

Líder do PPS participa de entrevistas na TV Câmara

O líder da bancada do PPS na Câmara Municipal de São Paulo, Professor Cláudio Fonseca, participou de duas entrevistas ao vivo na TV Câmara na tarde de quarta-feira (11/2).

No Jornal da Câmara, informativo da hora do almoço, Fonseca foi entrevistado pela jornalista Cristiane Pazeto. Na oportunidade, ele defendeu a instalação de uma CPI para apurar denúncias de conluio entre os participantes de licitação para fornecimento da merenda escolar para as escolas municipais.

“Uma prova de que o assunto merece atenção desta Casa está no fato de o prefeito Gilberto Kassab anunciar que fará uma nova licitação para a merenda”, explicou. Além disso, o líder do PPS considerou ideal o afastamento, por parte da Prefeitura, de servidores citados nas denúncias. “Todos serão preservados e terão direito a ampla defesa”.

Fonseca explicou que o relatório do Ministério Público divulgado na última semana apontou uma série de irregularidades na licitação da merenda. “Segundo o MP, a merenda terceirizada custa para os cofres públicos três vezes o valor de uma merenda produzida diretamente pela prefeitura”. E completou: “que seja mais cara, mas que seja de qualidade. Mas não é o caso. O MP apontou problemas com a qualidade dessa merenda”. A denúncia afirma, ainda, que diretores do departamento de merenda escolar atuaram na assessoria das empresas contratadas pela prefeitura. “Isso precisa ser investigado”.

Em seguida, o professor deu a sua opinião sobre a progressão continuada na rede pública de educação municipal. “Nós, educadores, precisamos pedir que as famílias participem e acompanhem o desenvolvido de seus filhos na sala de aula”. Segundo ele, a progressão continuada “não significa, necessariamente, aprovação automática. Muitas pessoas criticam, mas não entendem que as pessoas têm estágios de aprendizados diferentes. Você não pode organizar um sistema de ensino que ao final de cada ano letivo diz que reprova ou aprova”, criticou.

Cláudio Fonseca lembrou que a reprovação automática provoca desistência, desestímulo, abate à criança e mexe com a sua estima. “A escola não pode ter um sistema estúpido, que aprova ou reprova automaticamente”, explicou. Para o líder do PPS, talvez exista uma falha de organização da progressão continuada na cidade: “falta melhores recursos, tanto materiais, quanto humanos”.

Na sequência, o vereador comentou a sua expectativa de integrar a Comissão de Educação, Esporte, Cultura e Lazer da Câmara. “A prioridade da Comissão será elaborar o Plano Municipal de Educação. A cidade precisa definir quais são as diretrizes, os caminhos a percorrer, e qual o destino final do sistema educacional, que envolve as escolas do poder público e da rede privada”. “São Paulo precisa ser, de fato, uma cidade educadora”, definiu.

No final, Fonseca chamou a atenção para outro assunto de grande relevância para a cidade de São Paulo: a revisão do Plano Diretor que, segundo ele, “é uma questão vital para a cidade”. “Temos que replanejar a cidade”, advertiu.

Mais tarde, ao lado do vereador Gilberto Natalini (PSDB), Cláudio Fonseca participou do Programa Clipping Eletrônico, também ao vivo, e apresentado pela jornalista Lilian Coelho. Os parlamentares discutiram, entre diversos assuntos, as denúncias de conluio na merenda escolar e os problemas causados pelas enchentes na cidade.

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